Sábado, 10 de Dezembro de 2011

O esfacelamento da ciência modificou o objectivo da pesquisa. Os estudiosos já não mais legitimam a sua obra participando da procura do conhecimento científico. Sua meta agora é o "grau de desempenho", e não a "verdade". O patrocínio financeiro que ampara a pesquisa não tem por objectivo promover a emancipação da humanidade ou a ampliação do conhecimento; seu propósito é o crescimento do seu poder. A pergunta deixou de ser "será verdade?" e passou a ser "para que serve?" A questão da utilidade equivale à pergunta "dá para vender?" ou, em contextos de ênfase no poder, "é eficiente?"

2 comentários:

Pedro Leal disse...

Interesses financeiros e de poder sempre tentaram (e, muitas vezes, manipularam) a Ciência. Mas o relativismo acrescenta uma “fraqueza moral” à situação. Se não existe “a Verdade”, mas sim várias verdades, ou seja, nenhuma, então porque não hei-de escolher a verdade que mais me convém? (E isto vai das multinacionais até às “causas justas”).

Tiago Franco disse...

E depois, há coisas como estas (a ideia está nos dois primeiros parágrafos):
http://www.thenation.com/article/165313/disgrace-marc-hauser?page=full

Fraude pura em nome do reconhecimento. Nada de novo, e, sobretudo, nada que não seja expectável.