domingo, 30 de setembro de 2012

Ó profundidade das riquezas,
tanto da sabedoria, como da ciência de Deus!
Quão insondáveis são os seus juízos,
e quão inexcrutáveis os seus caminhos!

Porque, quem compreendeu o intento do Senhor?
Ou quem foi seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele,
para que lhe seja recompensado?

Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas;
glória, pois, a ele, eternamente. Amén.

Romanos 11:33-36

sexta-feira, 28 de setembro de 2012



Go to sleep you little babe
Go to sleep you little babe
Your mama's gone away and your daddy's gonna stay
Didn't leave nobody but the baby

Go to sleep you little babe
Go to sleep you little babe
Everybody's gone in the cotton and the corn
Didn't leave nobody but the baby

You're sweet little babe
You're sweet little babe
Honey in the rock and the sugar don't stop
Gonna' bring a bottle to the baby

Don't you weep pretty babe
Don't you weep pretty babe
She's long gone with her red shoes on
Gonna' need another lovin' baby

Go to sleep you little babe
Go to sleep you little babe
You and me and the Devil makes three
Don't need no other lovin' baby

Go to sleep you little babe
Go to sleep you little babe
Come and lay your bones on the alabaster stones
And be my ever-lovin' baby

terça-feira, 25 de setembro de 2012


Um dos atletas mais interessantes que entrevistei foi o Reverendo William Ashley (Billy) Sunday, o jogador de basebol de segunda divisão que se tornou no evangelista mais estrondoso da Cristandade. (…) Na tarde em que o vi, estava deitado no seu quarto no Salisbury Hotel a reunir forças para o sermão da pregação à antiga maneira que pensava fazer nessa noite na Igreja Baptista do Calvário
(…)
«É verdade», disse o Sr. Sunday. «Outra visita foi Mickey Welch, que há muitos anos foi lançador do New York Giants. Na verdade verdadinha, ele deixou de jogar em 1892. Joguei contra ele muitas vezes. Trouxe à baila a história de uma vez em que eu estava inscrito para uma corrida contra Arlie Latham, o homem mais rápido da equipa de St. Louis. Eu era o mais rápido da equipa de Chicago, claro. Bem, mas entretanto eu tinha-me convertido na Missão Pacific Garden, em Chicago. Por isso fiquei desanimadíssimo, como cristão praticante que sou, quando ouvi dizer que a corrida se ia fazer numa tarde de domingo. Fui ter com o meu empresário e disse-lhe: “Eu converti-me e não posso participar numa corrida ao domingo.” E diz ele: “Não podes, o tanas. Pus todo o meu dinheiro nessa corrida, e se tu não ganhas vou ter que comer bolas de neve ao pequeno-almoço o Inverno todo.” E então eu respondi: “O Senhor não ia gostar se eu corresse ao domingo.” Bem, o empresário olhou para mim e disse: “ Vais para diante e fazes a corrida e resolves as coisas com o Senhor mais tarde.»
O evangelista riu-se a bandeiras despregadas. Ria-se tanto que até a cama abanava. A Srª Sunday ria-se também.
«E então», disse o Sr. Sunday, «fiz a corrida e ganhei.»   

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O que é tremendo é que um Deus de perfeita bondade pouco menos terrível seria, neste contexto, que um Sádico Cósmico. Quanto mais acreditamos que Deus fere apenas para curar, menos podemos acreditar que sirva de alguma coisa rogar-Lhe brandura. Um homem cruel podia ser comprado, podia cansar-se de tão vil prazer, podia ter um ataque temporário de piedade, como os alcoólicos têm ataques de sobriedade. Mas suponhamos que estamos perante um cirurgião cujas intenções são as melhores possíveis. Quanto mais bondoso e consciencioso for, tanto mais inexoravelmente continuará a cortar. Se ele cedesse aos nossos rogos, se parasse antes de a operação estar acabada, toda a dor sofrida até esse ponto teria sido inútil. Mas será crível que tais extremos de tortura nos sejam necessários? Bem, a escolha é nossa. As torturas acontecem. Se são desnecessárias, então Deus não existe ou é um Deus cruel. Se existe um Deus de bondade, então essas torturas são necessárias. Porque nenhum Ser, ainda que moderadamente bom, poderia de modo algum infligi-las ou permiti-las se o não fossem. 
Seja como for, é o nosso quinhão. 
Que pretendem a pessoas dizer quando afirmam "Não tenho medo de Deus porque sei que Ele é bom?" Será que nunca foram sequer ao dentista?

Original: A Grief Observed
Editora Grifo
páginas 79-81

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

No dia em que terminei de escrever a minha tese de doutorado, enviei o manuscrito para um colega. E pedi uma opinião sincera. Três dias volvidos, ele respondeu: "Você vai ser fuzilado pela banca". O problema estava na qualidade do texto. A tese estava bem escrita. Pior: bem escrita e totalmente compreensível. Eu tinha cometido uma heresia nas ciências sociais: escrever uma tese de doutorado com o propósito honesto de ser lido e compreendido. Sugestão dele para evitar o desastre: reescrever o texto e transformar cada parágrafo em paralelepípedo. Lembro essa história agora por dois motivos. Primeiro, porque Barton Swaim escreve na "Weekly Standard" sobre a qualidade da prosa acadêmica. Qualidade atroz, entenda-se. Por que motivo a fauna universitária faz um esforço tão tortuoso para ser tortuosa? Swaim arrisca três hipóteses. Para começar, as humanidades vivem o complexo de inferioridade que as atormenta desde o século 18, quando as ciências naturais deram o seu salto cosmológico. A impenetrabilidade dos textos humanísticos é uma forma de simular "profundidade". Depois, existe o problema das influências. Das más influências. O aluno escreve mal porque o supervisor e os seus pares escrevem pior. E porque as revistas da especialidade só publicam esses horrores. Por fim, a hipótese mais provável: a obscuridade obscurece. Quando nada temos de relevante para dizer, só há uma forma de esconder o vazio: com a babugem das palavras.

domingo, 2 de setembro de 2012

Eis que vêm os dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão errantes de mar a mar, e do norte até o oriente; correrão por toda parte, buscando a palavra do Senhor, e não a acharão.
 
Amós 8:11-12