sexta-feira, 26 de outubro de 2012


A maior prova da nossa fraqueza nos dias de hoje é que não há nada de espantoso ou misterioso acerca de nós. A Igreja foi desvendada – a evidência segura da sua derrocada. Temos pouco que não possa ser explanado pela psicologia ou pelas estatísticas. Na Igreja primitiva eles juntavam-se no pórtico de Salomão, e era tão imensa a sensação da presença de Deus que “nenhum homem ousava juntar-se a eles”. O mundo via fogo naquela sarça e retirava-se com temor; mas ninguém tem medo de cinzas. Hoje ousam achegar-se tanto quanto desejam. Até dão uma palmada amigável nas costas da noiva de Cristo e têm atitudes duma familiaridade grosseira. Se queremos mais uma vez impressionar os descrentes com o temor saudável do sobrenatural, precisamos de recuperar a dignidade do Espírito Santo; precisamos de conhecer de novo algo do mistério que inspira um deslumbramento que envolve as pessoas e as Igrejas quando estão cheias do poder de Deus.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Crombie disse que os teístas acreditam num mistério que excede a experiência, apesar de ele próprio detectar traços deste mistério na mesma. Além do mais, disse, os teístas defendem que a expressão da sua crença exige o uso de uma linguagem governada por regras paradoxais. Crombie observou que só podemos compreender enunciados religiosos se compreendermos as três proposições seguintes: os teístas acreditam que Deus é um ser transcendente e que as afirmações acercam de Deus se aplicam a Deus e não ao mundo; os teístas acreditam que Deus é transcendente e que, portanto, é algo que está para além da nossa compreensão; os teístas acreditam que sendo Deus um mistério, e posto que para atrair a atenção dos outros temos de falar de modo inteligível, apenas podemos falar Dele através de imagens. Os enunciados teológicos são imagens humanas de verdade divinas que podem unicamente ser expressas em parábolas.

Original: There Is a God
Deus Não Existe
Editora Alêtheia
página 52

sexta-feira, 19 de outubro de 2012



Se te mostras,
eu também me mostro a ti
Não tenho a beleza
que vejo em ti

Se me encantas
eu também te encanto a ti
não tens a tristeza
que se vê em mim

se te mostras,
eu também me mostro a ti
eu também me mostro a ti
Baby, vamos ter de nos juntar
vamos ter de nos casar para sempre

e eu quero ser o teu super-herói
roubar um pedaço de céu para ti

Se me esperas
eu também espero por ti
não tenho onde ir
sem ser contigo

se me admiras
eu também te admiro a ti
por tudo aquilo
que tu significas

se me adoras,
eu também te adoro a ti
eu também te adoro a ti

Baby, eu já dependo de ti
tu és super especial para mim

e eu não vou esquecer-te nunca mais
tu deixaste os teus sinais
em mim

terça-feira, 16 de outubro de 2012

É que uma esposa perfeita contém tantas pessoas em si. O que não era H. para mim? Era minha filha e minha mãe minha pupila e minha mestra, minha súbdita e mina soberana. E sempre, reunindo todas essas numa, o meu fiel camarada, amigo, companheiro de bordo, irmão de armas. Minha amante, sim. Mas, ao mesmo tempo, tudo aquilo que qualquer amigo masculino (e tenho-os bons) alguma vez foi para mim. Talvez mais. Se nunca nos tivéssemos apaixonado nem por isso teríamos deixado de andar sempre juntos e dado origem a um escândalo. Era isso que eu pretendia significar quando, certa vez, a gabei pelas suas "virtudes masculinas". Mas ela logo pôs fim ao cumprimento, perguntando-me se me agradaria ser gabado pelas minhas virtudes femininas. Foi um bom contra-ataque, minha querida. (...) E a ti, tanto como a mim, agradava-te que existisse esse aspecto. E agradava-te que eu soubesse reconhecê-lo. 
Salomão chama à ua noite "Irmã". Poderia uma mulher ser plenamente uma esposa se, por um momento, numa particular disposição, um homem não se sentisse inclinado a chamar-lhe Irmão?

Original: A Grief Observed
Editora Grifo 
páginas 88-90

domingo, 7 de outubro de 2012

Verdadeiramente bom é Deus para com Israel,
para com os limpos de coração.

Quanto a mim, os meus pés quase se desviaram;
pouco faltou para que escorregassem os meus passos.
Pois eu tinha inveja dos soberbos,
ao ver a prosperidade dos ímpios.

Porque não há apertos na sua morte,
mas firme está a sua força.
Não se acham em trabalhos como outra gente,
nem são afligidos como outros homens.

Pelo que a soberba os cerca como um colar;
vestem-se de violência como de um adorno.
Os olhos deles estão inchados de gordura:
superabundam as imaginações do seu coração.

São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão;
falam arrogantemente.
Erguem a sua boca contra os céus,
e a sua língua percorre a terra.

Pelo que o seu povo volta aqui,
e águas de copo cheio se lhes espremem.
E dizem: Como o sabe Deus?
ou, há conhecimento no Altíssimo?

Eis que estes são ímpios; e todavia estão sempre em segurança,
e se lhes aumentam as riquezas.
Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração
e lavado as minhas mãos na inocência.
Pois todo o dia tenho tenho sido afligido,
e castigado a cada manhã.

Salmos 73:1-14

sexta-feira, 5 de outubro de 2012