sexta-feira, 31 de maio de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

Juízes 13
A vinda de um anjo para anunciar a uma mulher estéril que vai ter um filho demarca claramente este relato do surgimento de um novo libertador dos outros. Sansão é um exemplo intrigante de uma pessoa dominada por ambições carnais que, no entanto, é usado nos propósitos soberandos de Deus.

Juízes 14
Sansão é tipo de pessoa que, para justificar as suas acções, responde "porque me apetece"! E cultiva o prazer, bastante infantil, de manter as pessoas, sobretudo a sua mulher, em suspenso durante muito tempo, a tentar responder a um enigma. Mesmo assim, é um homem que Deus usa nos seus planos.

Juízes 15
Sansão é ofendido pelo seu sogro filisteu e acha logo que tudo o que fizer para se vingar será justificável. A motivação na sua luta contra os filisteus é só neste nível e, se dependesse dele, só iria dar origem a um ciclo vicioso de ofensas e vingança. Se Deus usa Sansão é sem que este tenha qualquer tipo de identificação real e consciente com os seus propósitos!

Juízes 16
Ficamos admirados com a ingenuidade de Sansão, que revela o seu segredo e segue até à sua derrota final, perante a insistência de uma mulher traiçoeira! Mas é comum os "homens fortes" deixarem-se dominar a este nível – o dos seus relacionamentos íntimos.

sábado, 18 de maio de 2013


Decretada a expulsão [dos judeus, de Portugal, em 1496], os locais de embarque eram apenas três: Porto Lisboa e Algarve. Levando ao limite a ideia de conversão já aplicada por duas vezes aos jovens e crianças, D. Manuel dava ordem para uma conversão total e forçada de todos os que esperavam embarque.
(…)
O grande resultado – a nível de análise histórica – deste fenómeno encontra-se, não só na brutalidade mental e psicológica do que aconteceu, mas nos problemas que lançou para um futuro próximo.
Antes desta conversão, a cristandade tinha um corpo estranho dentro de si. Depois desta pseudoconversão, a cristandade passa a ter dentro de si uma realidade que, não sendo cristã de facto, passa a ser legalmente encarada como tal, e por isso passível de enquadramento pelas entidades religiosas – entenda-se Santo Ofício. A nível exterior, o que passava a interessar não era o que cada um entendia sobre a sua pertença religiosa, mas sim o que as entidades opinavam; para estas, a situação era clara, se bem que muitas vezes contestada: bastava ser-se baptizado, mesmo que contra vontade, para se ser cristão; desta forma, sendo-se baptizado, podia ser-se considerado herege e, logicamente, receber punição por tal. A Inquisição, o Tribunal do Santo Ofício, irá desenvolver a sua acção neste “nicho legal”.