sábado, 23 de abril de 2016


Southern trees bear strange fruit
Blood on the leaves and blood at the root
Black bodies swinging in the southern breeze
Strange fruit hanging from the poplar trees

Pastoral scene of the gallant south
The bulging eyes and the twisted mouth
Scent of magnolias, sweet and fresh
Then the sudden smell of burning flesh

Here is fruit for the crows to pluck
For the rain to gather, for the wind to suck
For the sun to rot, for the trees to drop
Here is a strange and bitter crop

As árvores do Sul carregadas de fruta estranha
Sangue nas folhas e sangue na raiz
Corpos negros a balançar na brisa do Sul
Fruta estranha pendurada nos choupos

Cena pastoral do Sul galante
Os olhos esbugalhados e a boca torcida
O cheiro das magnolias, doce e fresco
E o cheiro súbito de carne queimada

Eis aqui fruta para os corvos debicarem
Para a chuva juntar, para o vento sugar
Para o sol apodrecer, para a árvores deixarem cair
Eis aqui uma estranha e amarga colheita

terça-feira, 12 de abril de 2016

domingo, 3 de abril de 2016

Antes e depois de Sartre, foram numerosos os intelectuais, à esquerda ou à direita, que se enganaram com obstinação e enganaram o seu público! Mais uma vez, esqueceremos os impostores para não pensar senão nos espíritos sinceros. De onde vem uma tal propensão ao extremismo? Antes de abordar o essencial, há uma razão acessória que não se pode menosprezar: o intelectual exprime-se na maior parte das vezes por escrito, sem mais interlocutor que a página em branco. É então muito forte a tentação de ceder às exaltações da violência, muito mais do que num verdadeiro frente-a-frente.