quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Bons dias



Fazes no dia que nasce
A manhã mais bonita
A brisa fresca da tarde
A noite menos fria

Eu não sei se tu sabes
Mas fizeste o meu dia também

Esse bom dia que dás 
é outro dia que nasce
É acordar mais bonita
Trabalhar com vontade
É estar no dia com pica

É passar com a vida 
e desejar-te um bom dia também

Um bom dia para ti
Não que apenas passa não que pesa e castiga
Não que esqueças mais tarde
Mas o dia em que me digas

Ao ouvido baixinho 
ai tu fizeste o meu dia também tão bom também

Faz também o dia de alguém
Faz também o dia de alguém
Faz também o dia de alguém
Faz também o dia de alguém

Fazes no dia que nasce
A manhã mais bonita
A brisa fresca da tarde
A noite menos fria

Eu não sei se tu sabes
Mas fizeste o meu dia também

Um bom dia para ti
E para o estranho que passa
Para aquele que se esquiva
Para quem se embaraça 
e se cala na vida


Mesmo que não o diga
Ai tu fizeste o meu dia também tão bom também

Faz também o dia de alguém
Faz também o dia de alguém
Faz também o dia de alguém
Faz também o dia de alguém

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Medo de mim



Quando me queres incluir
e me pões a dormir
num bairro qualquer por aí

E a lição de bem-estar
é não incomodar
quem veja incómodo em mim

Por mais passos que eu dê
mesmo sem querer
irei sempre bater
ou esbarrar contra ti

É teu o meu espaço
e p´lo teu embaraço
pelas portas d´aço
eu já percebi:

Tens medo de mim
Tens medo de mim
Tens medo de mim

Quando me vens revistar
só porque dou ar
de não ser daqui nem dali

E para me proteger
impões um poder
que não olha a meios pró fim

Todo o gesto que eu faça
é vil ameaça
que anulas e esmagas
e vejo assim

que a força que empregas
é injusta e cega
não vê em quem acerta
e acertas em mim

Tens medo de mim
Tens medo de mim
Tens medo de mim

Quando me culpas e prendes
tudo porque entendes
que isso é melhor para mim

Eu, mesmo inocente,
sou sempre diferente
porque não sou igual a ti

Agora, não entendo,
porquê este medo
brutal e tão extremo
que a ninguém faz crer

que estou na cadeia
porque a tua carteira
caiu, apanhei-a,
e quis devolver.

Tens medo de mim
Tens medo de mim
e eu medo de ti