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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O importante é dirigir-lhe a malevolência para os seus próximos imediatos, a quem ele encontra diariamente, e estender-lhe a benevolência, numa remota circunferência, a pessoas que ele não conhece. A malevolência torna-se assim totalmente real e a benevolência largamente imaginária.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

“Os resultados de um ódio tão fantasioso são frequentemente muito desapontadores e, sob este ponto de vista, os ingleses são, entre todos os humanos, os mais lamechas. São criaturas dessa desgraçada espécie que em voz alta proclama não haver tortura suficientemente má para os seus inimigos e logo oferecem chá e cigarros ao primeiro piloto alemão ferido que lhes apareça na porta das traseiras.”

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

More:
Literature enlarges our being by admitting us to experiences not our own. They may be beautiful, terrible, awe-inspiring, exhilarating, pathetic, comic, or merely piquant. Literature gives the entree to them all. Those of us who have been true readers all our life seldom realize the enormous extension of our being that we owe to authors. We realize it best when we talk with an unliterary friend. He may be full of goodness and good sense, but he inhabits a tiny word. In it, we should be suffocated. My own eyes are not enough for me. Even the eyes of all humanity are not enough. Very gladly would I learn what face things present to a mouse or bee.

In reading great literature I become a thousand men and yet remain myself. Like the night sky in a Greek poem, I see with a thousand eyes, but it is still I who see. Here, as in worship, in love, in moral action, and in knowing, I transcend myself; and am never more myself than when I do.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Here is C. S. Lewis's answer to the question of why we enjoy reading:

The nearest I have yet got to answer is that we seek an enlargement of our being. We want to be more than ourselves. Each of us by nature sees the whole world from one point of view with a perspective and a selectiveness peculiar to himself. And even when we build disinterested fantasies, they are saturated with, and limited by, our own psychology. To acquiesce in this particularity on the sensuous level—in other words, not to discount perspective—would be lunacy. We should then believe that the railway line really grew narrower as it receded into the distance. But we want to escape the illusions of perspective on higher levels too. We want to see with other eyes, to imagine with other imaginations, to feel with other hearts, as well as with our own. We are not content to be Leibnitzian monads. We demand windows. Literature as Logos is a series of windows, even of doors. One of the things we feel after reading a great work is “I have got out.” Or from another point of view, “I have got in”; pierced the shell of some other monad and discovered what it is like inside.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A verdade é que me descuidei, por simples distracção, e disse que o Inimigo ama realmente os humanos. Isto, claro, é uma impossibilidade. Ele é um ser, eles são distintos d’Ele. O bem deles não pode ser o Seu. Tudo o que diz sobre o Amor deve ser disfarce de qualquer outra coisa.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Não há nada como a incerteza e a ansiedade para barricar o espírito humano contra o Inimigo. Ele quer que os homens se preocupem com o que fazem; a nossa tarefa é mantê-los a pensar no que irá acontecer-lhes.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

“Não permitas pois que alguma emoção passageira te distraia da tua verdadeira missão – minar-lhe a fé e evitar a formação de virtudes. Na tua próxima carta, sem falta, faz-me o relato completo das reacções do paciente à guerra, a fim de podermos considerar se tens mais a ganhar transformando-o num grande patriota ou num ardente pacifista.”

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

“Ainda que uma determinada linha de pensamento possa ser desviada de modo a terminar em nosso favor”, verás que estiveste a fortalecer no teu paciente o hábito fatal de prestar atenção a questões universais, ao mesmo tempo que o desvias da corrente das experiências sensoriais imediatas. Mas a tua tarefa consiste em fixar-lhe a atenção nessa corrente. Ensina-o a chamar-lhe «vida real» e não lhe dês azo a que se pergunte o que pretende significar com o termo “real”.”

terça-feira, 25 de novembro de 2008

“O problema com a argumentação é que transpõe toda a luta para o terreno do próprio Inimigo. Também Ele pode argumentar. Ao passo que, com o tipo de propaganda realmente prática que sugiro, há já séculos que se vem a provar que Ele é grandemente inferior ao Nosso Pai que está nos Infernos. Pelo simples facto de argumentares, despertas a razão do paciente. E, uma vez desperta, quem poderá prever os resultados?”

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

“O teu homem foi habituado, desde rapazinho, a ter uma dúzia de filosofias incompatíveis entre si a dançarem-lhe dentro da cabeça. Ele não pensa em doutrina como essencialmente “verdadeiras” ou “falsas”, mas antes como “académicas” ou “práticas”, “ultrapassadas” ou “actuais”, “convencionais” ou “revolucionárias”. Frases feitas, não a discussão, são os teus melhores aliados para o manter avesso à Igreja.”