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A mostrar mensagens com a etiqueta *Autor - Robert Gundry
Embora estritos, em certo sentido os fariseus eram de tendências progressistas: pois continuavam aplicando a lei do Antigo Testamento a nova e mutáveis circunstâncias da vida diária. Todavia, os saduceus, confortavelmente situados na vida como estavam, queriam manter o status quo, e, assim sendo, resistiam a qualquer contemporização com a lei, a fim de que não viessem a perder suas favoráveis posições de abastança e riqueza. Visto haver sido destruído em 70 D.C. o centro do poder sacerdotal, o templo, juntamente com grande número dos saduceus propriamente ditos, o partido dos saduceus se desintegrou. Os fariseus, porém, sobreviveram, tendo-se tornado no alicerce do judaísmo ortodoxo de séculos posteriores.
O Cinismo, tanto como o Platonismo, constitui uma escola socrática. Visto Sócrates ter ensinado que o homem que viver com menos necessidades pode normalmente sobreviver em condições que aniquilariam outro homem que tivesse muitas necessidades, pretendiam os Cínicos que o ponto mais alto da virtude seria a carência de necessidades. Com o fim de serem independentes de qualquer desejo, procuravam eles abolir o desejo. Desprezavam todos os padrões e convenções e tornavam-se completamente individualistas. Muitas vezes eram propositadamente grosseiros e indecentes na linguagem e conduta só com o fim de demonstrar que eram «diferentes». A crítica que Sócrates fez a Antístenes, fundador da escola Cínica, constitui talvez a mais penetrante análise de todo o movimento já mais apresentada. «Posso ver o teu orgulho», disse ele, «pelos buracos do teu manto».