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terça-feira, 24 de julho de 2018

Coexistência com o inaceitável

Na opinião do crítico, estava efectivamente implícito! E voltou a elogiar a pujança criativa do realizador, a beleza das imagens, lentas, impregnadas de inquietação poética, misteriosas como os arpejos de uma harpa sem cordas; a rudeza da montagem que talvez se pudesse definir como neo-nouvelle vague; e sobretudo a parcimónia do diálogo, admiravelmente reduzido ao essencial, atingindo o silêncio absoluto no violento clímax emocional que se despoletava na sequência da decapitação do sedutor, à porta do apartamente de Picadilly Circus: um choque inesperado e brutal de duas classes e duas culturas!
- Mas eu não vi nada disso... - balbuciei, já um pouco aterrado com a minha eventual deficiência na observação de todas essas subtilezas...
- É o que está im... im... implícito na sequência do u... u... urinol! - finalizou o crítico.


Acatei com artificioso respeito a argumentação técnica do especialista, conquanto continuasse a achar, de mim para mim, que se tratava de um filme hediondo – o que não tinha importância nenhuma, já que sempre baseei o meu comportamento em normas exemplarmente diplomáticas de coexistência com o inaceitável, considerando que basta, muitas vezes, aceitá-lo na prática, para que ele perca a sua força como teoria...

Tubarão 2000 
página 35 
António Vitorino d'Almeida 
Editora: Oficina do Livro

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Diferenças entre as religiões inglesa e portuguesa

Foi com viva emoção que assisti pela primeira vez a uma cerimónia religiosa na abadia de Westminster.
Encantou-me a distinção natural, a sóbria elegância do vestuário, a dignidade daqueles fiéis que, de pé, afinadíssimos, entoavam: «Aleluia! Aleluia!...», e não pude evitar uma expressão escarninha, mista de ironia, sarcasmo e até algum nojo, ao pensar nos formigames de andrajos, de pústulas, de aleijões, que se arrastam pelas estradas lusitanas, mesclando-se em massas híbridas e descomunais de povaréu lamuriento, conclaves mundiais de moléstias e pedinchice, no charnequenho lugar da Cova da Iria!...
Nem a honrosa presença de altíssimos dignatários da diplomacia mundial, de governantes ilustres, de prestigiadas individualidades da vida civil e militar, das mais imponentes e paramentadas figuras da hierarquia clerical, do próprio Papa, que também já por lá andou a suportar, com assinalável estoicismo, capaz de se infectar, a proximidade promíscua do magote insalubre, a escutar e mesmo a responder, graças à sua excelente formação poliglota, aos clamores crendeiros da matilha abusadora (como se o Sumo Pontífice não tivesse preocupações infinitamente mais transcendentes do que as mazelas e os desassossegos de cada gabiru...) pois nada disso alterou o panorama de sordidez de tais amontoamentos: somos miseráveis em tudo, até na religião...
Olhei em volta, atentamente, percorrendo a imponente estrutura arquitectónica do templo londrino, e não vi um único maneta, uma única criatura de pernas inchadas, afectada por elefantíase, era como se as varizes, as gangrenas e a fé religiosa só formassem um todo inseparável nas igrejas portuguesas, pois também não ouvi tosses espasmódicas nem queixumes doloridos, ninguém me pediu esmola, exibindo chagas ou amputações, não esbarrei com cegos nem espezinhei paralíticos, só deparei com gente finíssima, prova inequívoca de uma civiliação robusta, de sólida elevação moral e apuradíssima presença física.

Tubarão 2000
página 35
António Vitorino d'Almeida
Editora: Oficina do Livro

domingo, 8 de abril de 2018

Uma ordem chocante - 2

Levenson argumenta que só podemos entender a ordem de Deus a Abraão tendo em conta esse pano de fundo cultural. A Bíblia afirma, repetidas vezes, que, devido ao pecado dos israelitas, a vida dos seus primogénitos estará automaticamente perdida, embora possa ser resgatada através de sacrifícios regulares (Êxodo 22:28; 34:19-20) ou, enter os levitas, do serviço ao tabernáculo (Números 3:40-41), ou ainda através do pagamento de um resgate ao tabernáculo e aos sacerdotes (Êxodo 3:46-48). Quando Deus submeteu o Egipto a juízo, por ter escravizado os israelitas, o seu último castigo consistiu em matar os seus primogénitos. A vida dos seus primogénitos estava perdida, devido aos pecados das suas famílias e da nação. Porquê? O filho primogénito era a família. Por isso, quando Deus disse aos israelitas que a vida do primogénito lhe pertencia, a menos que fosse resgatada, estava a dizer, da forma mais viva possível, naquelas culturas, que cada família da terra tinha uma dívida para com a justiça eterna: a dívida do pecado.
Tudo isto é fundamental para interpretarmos a ordem dada por Deus a Abraão. Se Abraão tivesse ouvido uma voz, que lhe parecesse ser Deus, a dizer: «Levanta-te e mata Sara», é provável que Abraão nunca o tivesse feito. Teria suposto de imediato que estava a ter alucinações, pois Deus não lhe pediria para fazer nada que contradissesse claramente tudo o que Ele disse acerca da justiça e rectidão. Contudo, quando Deus afirmou que a vida do seu filho único estava perdida, isso não pareceu uma afirmação irracional e contraditória aos ouvidos de Abraão. Reparem que Deus não estava a pedir a Abraão que entrasse na tenda de Isaac e o assassinasse. Estava a pedir-lhe que lhe oferecesse um holocausto. Estava a cobrar a dívida de Abraão. O seu filho tinha de morrer pelos pecados da família.

Falsos Deuses
página 37
Timothy Keller
Editora: Paulinas

Uma ordem chocante - 1

Muitos leitores, ao longo dos tempos, têm levantado objecções compreensíveis a este relato. Têm interpretado a «moral» desta história como significando que fazer coisas cruéis e violentas é bom, desde que se acredite que essa é a vontade de Deus. Nunca ninguém falou de forma tão expressiva acerca deste assunto como Søren Kierkegaard, cujo livro Temor e Tremor se baseia na história de Abraão e Isaac. A conclusão derradeira de Kierkegaard é a de que a fé é irracional e absurda. Abraão pensou que aquela ordem não fazia sentido nenhum, contradizendo tudo o mais que Deus alguma vez dissera, mas obedeceu a essa ordem.
Será que aquela ordem parecera completamente irracional a Abraão? A interpretação feita por Kierkegaard deste episódio não toma em conta o significado do filho primogénito, segundo o pensamento e simbolismo judeus. Jon Levenson, erudito judeu, professor em Harvard, escreveu A morte e a ressurreição do filho amado. Nesse volume, ele recorda-nos que as culturas antigas não eram tão individualistas como a nossa. As esperanças e os sonhos das pessoas nunca tinham a ver com o seu êxito, prosperidade ou proeminência pessoais. Como toda a gente fazia parte de uma família, e ninguém vivia separado da sua, essas coisas só se procuravam para o clã inteiro. Devemos lembrar ainda a antiga lei da primogenitura. O filho mais velho recebia a maior parte das terras e dos bens, para que a família não perdesse o seu lugar na sociedade.
Numa cultura individualista como a nossa, a identidade e o sentido de valor de um adulto está, muitas vezes, envolto das suas capacidades e realizações, mas na Antiguidade, todas as esperanças e sonhos de um homem e da sua família repousavam sobre o primogénito varão. O apelo a desistir do filho primogénito é apenas comparável a um cirurgião que desiste de usar as suas mãos, ou a um artista visual que perde o uso dos seus olhos.

Falsos Deuses
página 36
Timothy Keller
Editora: Paulinas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

São de veludo as palavras
 Daquele que finge que ama
 Ao desengano levo a vida
 A sorte a mim já não me chama

Vida tão só
 Vida tão estranha
 Meu coração tão maltratado
 Já nem chorar
 Me traz consolo
 Resta-me só um triste fado

 A gente vive na mentira
 Já não dá conta do que sente
 Antes sozinha toda a vida
 Que ter um coração que mente

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um caso eloquente na nossa época é do Nelson Mandela. Impelido por uma poderosa vaga, com a auréola do prestígio que lhe conferiam os seus longos anos de detenção, estava na posição do chefe da orquestra. Os olhos dos seus compatriotas estavam virados para ele, para as suas expressões, para os seus gestos. Se tivesse deixado falar a sua amargura, acertado contas com os seus carrascos, punido todos os que tinham apoiado ou tolerado o apartheid, ninguém poderia censurá-lo por isso. Se tivesse querido permanecer na presidência da República até ao seu último fôlego e governar como autocrata, ninguém poderia impedi-lo de o fazer. Mas ele teve o cuidado de dar, muito explicitamente, sinais muito diferentes. Não se contentou em perdoar aqueles que o tinham perseguido, quis mesmo visitar a viúva do antigo primeiro-ministro Verwoerd, um dos artífices da segregação, para lhe dizer que o passado era já o passado e que ela também tinha o seu lugar na nova África do Sul. A mensagem era clara: eu, Mandela, que sofri os tormentos que todos conhecem sob o regime racista, eu que fiz mais do que qualquer outro para pôr termo a esta abominação, quis ir como presidente que sou sentar-me sob o tecto do homem que me pôs na prisão para tomar chá com a sua viúva. Que ninguém de entre os meus se sinta autorizado, a partir de hoje, a exercer qualquer tipo de desforra militante ou manifestar um desejo de vingança!

sexta-feira, 26 de março de 2010



Tanta gente sente medo de mudar
Temendo que a aparência perca o seu lugar
E ao tentar mexer com parecidos há em nós
É breve o silêncio até que se erga uma voz
O professor ou do senhor doutor

Nunca se chega a entender a totalidade
E o prazer de não saber vem só com a alta idade
Quem diz tudo saber não merece o benefício
Nem mesmo o homem que se ocupa de um só ofício
A consonância veste a ignorância

Vou andando
Sem dizer adeus
Bem-vinda próxima paragem
Ai Jesus que lá vou eu
Nunca mais me vão ver aqui
Se perguntarem diz que já morri

A pior raça é a de quem vive atrás da coerência
Vê na verdade matemática e no céu ciência
Ser tão pouco agora como já se era antes
É fruto da coerência em certos bons estudantes
Se é p'ra mentir, é p'ra mentir

E ter coragem de mudar é saber enfrentar
Que quando formos para outro lado não vamos voltar
Ter o sorriso pronto para a qualquer momento
Saber que faltámos ao tal grande acontecimento
Se é p'ra mudar, é p'ra perder

Vou andando
Sem dizer adeus
Bem-vinda próxima paragem
Ai Jesus que lá vou eu
Nunca mais me vão ver aqui
Se perguntarem diz que já morri

Vou a caminho do nada
Entrem comigo

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Viveu sempre sossegado
cada amor em cada lado
mas ele mesmo até morrer
vá-se lá saber
o que sentia todo o dia até anoitecer
(e o que ele ouvia)
viveu sempre em todo o lado
com seus dons de namorado
sempre sempre a envelhecer
vá-se lá dizer
o que fazia todo o dia até amanhecer
(e o que ele ouvia)

é bom ter má fama
dá para ter vazia a cama
e nesta solidão de Kant
ser tido um grande amante
é bom ter de fundo
o que anda pelas bocas do mundo
e quem quiser acreditar
ao menos não vem cá espreitar
sobra-me tempo para cantar

Fez de tudo até calçado
mas seu jeito de empregado
só deixava perceber
para quem queria ver
de cada dia uma alegria para desaparecer
(e o que ele ouvia)
dez de tudo de empregado
só não fez do seu passado
um segredo para esconder
já não vai vencer
mas respondia para se defender
(e o que ele ouvia)

é bom ter má fama
dá para ter a cama vazia
e nesta solidão de Kant
ser tido um grande amante
é bom ter de fundo
o que anda pelas bocas do mundo
e quem quiser acreditar
ao menos não vem cá espreitar
sobra-me tempo para cantar"

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A new day, a new dawn - a new creation. Just as the first infinitesimal part of a second at the beginning of the universe was a unique and unrepeated moment, so the resurrection of Jesus, Saviour, Lord and God, was the first, unique, unprecedented, without parallel moment when God's promised new creation began. For without the resurrection, the cross is a defeat; there is no forgiveness, no salvation, no new life and no hope beyond death. But thanks be to God! He gives us the victory through our Lord Jesus Christ.
(...)
Meanwhile, what are the implications for everyday life?

Tom Wright again: 'Because the early Christians believed that "resurrection" had begun with Jesus, and would be completed in the great final resurrection on the last day, they believed that God had called them to work with him, in the power of the Spirit, to anticipate the final resurrection, in personal and political life, in mission and holiness' (57).

Those who belong to Jesus are called to whole-life discipleship, to the resurrection life of the kingdom, whereby in every corner of our lives we are charged with transforming the present, as far as we were able, in the light of that future.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A estupidez humana não cessa de me espantar. Leio na imprensa do dia que uma associação "humanista" da Grã-Bretanha lançou em Londres uma campanha pública para defender a provável inexistência de Deus. A ideia foi escrever nos ônibus da cidade duas frases de arrasadora profundidade filosófica: "Deus provavelmente não existe. Por isso, deixa de te preocupar e aproveita a vida".

A tese espanta, não apenas pela infantilidade que a define --mas pela natureza ilógica que a contamina. Se Deus não existe, haverá necessariamente motivos para celebrar?

Os mais radicais "philosophes" do século 18 concordariam que sim. O próprio projeto iluminista, na sua crítica à instituição religiosa como autoritária e obscurantista, defendia que a libertação dos Homens passava pela libertação do divino. Nem todos os "philosophes" eram ateus, é certo: Rousseau ou Diderot, impenitentes "deístas", não são comparáveis a La Mettrie ou Helvétius. Mas o iluminismo continental abriria a primeira brecha na cultura ocidental, ao retirar a Fé do seu trono e ao coroar a deusa Razão.

Foi esse gesto primordial que tornaria possível as devastadoras críticas posteriores do trio maravilha (Feuerbach, Marx e Freud). Deus criou os Homens? Pelo contrário: Deus é uma criação dos Homens por razões várias e todas elas racionalmente explicáveis.

Os Homens criaram Deus por temerem a sua própria mortalidade (Feuerbach). Os Homens criaram Deus por contraposição às condições materiais das suas existências precárias (Marx). Os Homens criaram Deus por puro sentimento de culpa: parricidas arrependidos, eles buscam ainda uma autoridade perdida; Deus é o "fétiche" infantil de quem se recusa a viver uma vida adulta (Freud).

Infelizmente, aparece sempre alguém para estragar a festa. Falo de Doistóievski, claro, disposto a contrariar o otimismo liberal da burguesia russa oitocentista, para quem Deus era um empecilho de modernidade. Pela boca de Karamazov, Dostoiévski formularia a pergunta que Feuerbach, Marx, Freud e também Nietzsche se recusaram a enfrentar: e se a ausência de Deus significa também a ausência de qualquer limite ético para a acção humana?

Essa possibilidade seria confirmada no século seguinte: um século devastado por grandes construções coletivistas, utópicas e rigorosamente ateias que libertaram um fanatismo e uma crueldade indistinguíveis do fanatismo e da crueldade das antigas religiões tradicionais.

Quando os Homens não acreditam em Deus, eles não passam a acreditar em nada; eles acreditam, antes, em qualquer coisa, como dizia profeticamente Chesterton. Antes de festejarmos a provável inexistência do barbudo, convém saber o que essa coisa será.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009



Dizem que não há mulher feia.
Também não há má poesia,
que a Natureza tudo premeia.
Não há menina que nasça gentia
nem palavra que nasça alheia.
De quem critica está a vida cheia
e criticar é que é vida vazia

Mas cá para mim
isso são só desculpas
de quem mal se depila,
o buço e o soneto,
o alexandrino e a axila.

Mas cá para mim
isso são só desculpas
para quem tão mal se andraja
com calças largas de homem
a escrever coisas de gaja.

domingo, 1 de novembro de 2009



No one laughs at God in a hospital
No one laughs at God in a war
No one’s laughing at God
When they’re starving or freezing or so very poor

No one laughs at God
When the doctor calls after some routine tests
No one’s laughing at God
When it’s gotten real late
And their kid’s not back from the party yet

No one laughs at God
When their airplane start to uncontrollably shake
No one’s laughing at God
When they see the one they love, hand in hand with someone else
And they hope that they’re mistaken

No one laughs at God
When the cops knock on their door
And they say we got some bad news, sir
No one’s laughing at God
When there’s a famine or fire or flood

But God can be funny
At a cocktail party when listening to a good God-themed joke, or
Or when the crazies say He hates us
And they get so red in the head you think they’re ‘bout to choke
God can be funny,
When told he’ll give you money if you just pray the right way
And when presented like a genie who does magic like Houdini
Or grants wishes like Jiminy Cricket and Santa Claus
God can be so hilarious

No one laughs at God in a hospital
No one laughs at God in a war
No one’s laughing at God
When they’ve lost all they’ve got
And they don’t know what for

No one’s laughing at God
We’re all laughing with God

Ninguém se ri de Deus num hospital
Ninguém se ri de Deus numa guerra
Ninguém está a rir-se de Deus
enquanto está esfomeada, enregelada ou muito pobre

Ninguém se ri de Deus
Quando o médico nos chama depois de fazer análises de rotina
Ninguém está a rir-se de Deus
Quando já é muito tarde
E os filhos ainda não voltaram da festa

Ninguém se ri de Deus
Quando o avião começa a tremer descontroladamente
Ninguém está a rir-se de Deus
Quando vê a pessoa que ama de mão dada com outra pessoa
e espera que esteja enganado

Ninguém se ri de Deus
Quando um polícia bate à porta
E diz que temos más notícias, senhor
Ninguém está a rir-se de Deus
Quando há fome, incêndios ou cheias

Mas Deus pode ser engraçado
Numa festa a ouvir piadas sobre Deus bem humoradas
ou quando os maluquinhos dizem Ele nos detesta
e ficam com a cara tão vermelha que pensamos que estão prestes a sufocar
Deus pode ser engraçado
Quando nos dizem que Ele dá dinheiro se orarmos da maneira certa
e se for apresentado como um génio qua faz magia como o Houdini
ou que concede desejos como o Jiminy Cricket ou o Pai Natal
Deus pode ser hilariante

Ninguém se ri de Deus num hospital
Ninguém se ri de Deus numa guerra
Ninguém está a rir-se de Deus
quando perde tudo o que tem
e não sabe em nome de quê

Ninguém está a rir-se de Deus
Estamos todos a rir com Deus

sábado, 10 de outubro de 2009

Vão ser bombardeados com esta pergunta: porquê "Declaration Of Dependence" para título do álbum?

[risos] Sim, essa é a pergunta que ouvimos mais vezes, independentemente do título ter ou não relevância. Parece que há uma série de perguntas que todos os jornalistas fazem e essa é uma delas.
Mas neste caso o título parece ter significado relevante. A ideia de "dependência" pode ter conotação negativa, mas também pode ser encarado como algo saudável. Por exemplo, como definidor de limites.

Sim, absolutamente, mas a maior parte das pessoas tem medo da dependência. Durante muitos anos, acontecia-me isso.

Como se fosse algo que lhe limitasse os movimentos?

Exacto. Quando muitas vezes é ao contrário. Podemos depender de uma série de coisas - de pessoas, por exemplo - e isso ser estruturador. No sentido em que sabemos que elas estão lá sempre, aconteça o que acontecer. É essa consciência que nos pode permitir, precisamente, ter espaço para sermos mais livres.
Como classificaria a sua relação com Eirik?

É como se fôssemos irmãos. Vivemos muitas coisas juntos e depois de muitos anos a discutir sobre as mais diversas coisas permitimo-nos ser autênticos um com o outro e isso é fantástico. Fomos pacientes um com o outro e agora compreendemo-nos muito bem. E isso acontece mesmo se nem sempre concordamos e temos visões muito diferentes sobre a realidade.

Desde o primeiro álbum que se criou a ideia que você era mais aventureiro e ele o mais estável. Revê-se no retrato?

Não é tão simples. Sou aventureiro, mas passo o tempo a sonhar com estabilidade. Ele tem essa estabilidade, uma mulher e um filho lindos, mas também deseja a aventura... [risos].

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Acabou para mim aqui na terra o jugo da escravidão que pesava sobre enquanto sacerdote e católico. Como eu gostaria que os católicos e sobretudo os padres conhecessem o verdadeiro evangelho bíblico! Mas isto depende de Deus e a humildade de coração de outra parte não negando o meu trabalho evangelístico como a minha ardente oração por eles. Como Paulo orava pelos seus compatriotas segundo a carne! Ele orava pela sua salvação não porque eles não tinham zelo por Deus mas porque faziam aquilo não com entendimento, porquanto desconheciam a justiça de Deus e procuravam estabelecer a sua própria, não se sujeitando à que vem de Deus (Rm. 10: 1-3). Não é precisamente isto que acontece com os católicos? Não tenho a menor dúvida. Por isso, acho que é urgente levar a eles o verdadeiro evangelho bíblico. O pecador enquanto pensar que pelo seu esforço ou mérito é capaz de alcançar a sua própria salvação, nunca a alcançará (Rm. 3:20; Gl. 2:16, 3:10-11).

Mensagem Baptista nº209