Julgam sempre que nos suicidamos por uma razão. Mas podemos muito bem suicidar-nos por duas razões.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Iniciando
I am a success today because I had a friend who believed in me and I didn't have the heart to let him down...
sábado, 1 de novembro de 2008
“Em 1974, quando o movimento de Billy Graham organizou o Congresso Internacional sobre a Evangelização Mundial, em Lausanne, o discurso de abertura, dado por Graham, segundo o que se relata, manteve a mesma ênfase. Declarou claramente que a questão fundamental era a salvação espiritual, ficando as outras questões em segundo lugar.
Mas entre o conferencistas havia alguns que foram a Lausanne com ideias diferentes. Os hispano-americanos, especialmente René Padilla (obreiro da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos), levaram teses que contradiziam claramente esta declaração de prioridades feita por Graham. Padilla focou o problema da riqueza ocidental e a violência que esta ocasiona contra a maioria dos homens que vivem no chamado Terceiro Mundo. Focou os problemas de liberdade e igualdade racial. Chamou a atenção para a iniquidade do sistema capitalista. E recusou estabelecer qualquer prioridade entre a pregação da mensagem de salvação e a luta pela justiça humana, considerando as duas de igual importância.
Diz-se que Billy Graham, ao receber uma cópia desta apresentação, a levou para o seu quarto no hotel e leu-a cuidadosamente com a sua esposa. Oraram e chegaram à conclusão de que a mensagem de Padilla era a mensagem que Deus queria transmitir aos evangélicos de todo o mundo reunidos em Lausanne. Assim, em vez de manifestar uma discordância que levaria a uma divisão no pensamento evangélico, Graham expressou a sua plena aceitação. Não seria este um momento chave para a obra de Deus no meio do Seu povo do século XX? Não seria uma chamada de atenção para todos nós, para revermos a nossa teologia e as nossas prioridades e para voltarmos àquele sentido integral do Cristianismo que Calvino e outros pregaram e praticaram no seu tempo? Admiramos a humildade e a abertura de Billy Graham neste aspecto; a sua atitude é a dum autêntico servo de Deus disposto, ainda depois de vinte e cinco anos de ministério evangelístico, a admitir as lacunas que existiram na sua compreensão da Palavra de Deus.”
Mas entre o conferencistas havia alguns que foram a Lausanne com ideias diferentes. Os hispano-americanos, especialmente René Padilla (obreiro da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos), levaram teses que contradiziam claramente esta declaração de prioridades feita por Graham. Padilla focou o problema da riqueza ocidental e a violência que esta ocasiona contra a maioria dos homens que vivem no chamado Terceiro Mundo. Focou os problemas de liberdade e igualdade racial. Chamou a atenção para a iniquidade do sistema capitalista. E recusou estabelecer qualquer prioridade entre a pregação da mensagem de salvação e a luta pela justiça humana, considerando as duas de igual importância.
Diz-se que Billy Graham, ao receber uma cópia desta apresentação, a levou para o seu quarto no hotel e leu-a cuidadosamente com a sua esposa. Oraram e chegaram à conclusão de que a mensagem de Padilla era a mensagem que Deus queria transmitir aos evangélicos de todo o mundo reunidos em Lausanne. Assim, em vez de manifestar uma discordância que levaria a uma divisão no pensamento evangélico, Graham expressou a sua plena aceitação. Não seria este um momento chave para a obra de Deus no meio do Seu povo do século XX? Não seria uma chamada de atenção para todos nós, para revermos a nossa teologia e as nossas prioridades e para voltarmos àquele sentido integral do Cristianismo que Calvino e outros pregaram e praticaram no seu tempo? Admiramos a humildade e a abertura de Billy Graham neste aspecto; a sua atitude é a dum autêntico servo de Deus disposto, ainda depois de vinte e cinco anos de ministério evangelístico, a admitir as lacunas que existiram na sua compreensão da Palavra de Deus.”
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Não sorria, esta verdade não é tão primária como parece. Chamam-se verdades primárias as que descobrimos depois de todas as outras, eis tudo.
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*Autor - Albert Camus,
*Obra - A Queda,
1956 dC
No que diz respeito à doutrina do trabalho, ver-se-á que Calvino é inovador em relação aos seus predecessores. Eles, de acordo com as doutrinas cristãs medievais, faziam do trabalho um dever terrestre, sem relação imediata com a fé e a vida espirituais; este dever procedia duma moralidade e ordens naturais. Por outro lado, a escolástica tinha contribuído para despir de todo o prestígio e de todo o valor espiritual as actividades profissionais, pelo valor superior que atribuía a contemplação sobre a acção. Calvino, pelo contrário liga estreitamente o trabalho à vida cristã, sublinhando que o Evangelho o vê como uma participação na obra de Deus. Confere assim ao labor humano uma dignidade e um valor espirituais que nunca antes tinha tido. Tal facto terá repercussões consideráveis no desenvolvimento económico das sociedades calvinistas.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Com o objectivo de controlar a igreja, Hitler ordenou a união de todos os grupos religiosos da Alemanha, unificando-os por lei. Os Irmãos, ante este problema, se dividiram. A metade aceitou a resolução de Hitler e a outra recusou. É evidente que, para os que se submeteram, a vida tornou-se muito mais fácil mas, nesta unidade organizacional com os grupos liberais, debilitaram-se em sua veemência doutrinária e vida espiritual. Por outro lado, o grupo que permaneceu fora continuou espiritualmente viril, mas era difícil encontrar alguma família da qual algum membro não houvesse perdido a vida num campo de concentração germânico.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
O Cinismo, tanto como o Platonismo, constitui uma escola socrática. Visto Sócrates ter ensinado que o homem que viver com menos necessidades pode normalmente sobreviver em condições que aniquilariam outro homem que tivesse muitas necessidades, pretendiam os Cínicos que o ponto mais alto da virtude seria a carência de necessidades. Com o fim de serem independentes de qualquer desejo, procuravam eles abolir o desejo. Desprezavam todos os padrões e convenções e tornavam-se completamente individualistas. Muitas vezes eram propositadamente grosseiros e indecentes na linguagem e conduta só com o fim de demonstrar que eram «diferentes». A crítica que Sócrates fez a Antístenes, fundador da escola Cínica, constitui talvez a mais penetrante análise de todo o movimento já mais apresentada. «Posso ver o teu orgulho», disse ele, «pelos buracos do teu manto».
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*Assunto - Orgulho,
*Autor - Robert Gundry
terça-feira, 7 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
A 5 de Abril de 1943, DB foi preso. Quase um ano ele passou na prisão de Tegel, ainda sobre condições relativamente favoráveis, podendo comunicar-se com os seus. Após o fracassado atentando de 20 de Julho de 1944, porém, sendo considerado envolvido, foi transferido para o cárcere das Gestapo. Em 1945 o levaram para o Campo de Concentração de Buchenwalde e as últimas horas passou em Floessenburg. Os aliados já vinham avançando sobre o território alemão. Poucos dias faltavam para que se abrissem todos os campos de concentração, quando, por especial decreto de Himmler, foram mortos todos aqueles que não deviam de maneira alguma sobreviver. Entre eles, Dietrich Bonhoeffer, que foi assassinado na madrugada do dia 9 de abril de 1945.
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*Assunto - Nazismo,
*Autor - Dietrich Bonhoeffer
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Felizmente, o excesso do gozo tanto debilita a imaginação como a faculdade de julgar. O sofrimento dorme então com a virilidade e tão longamente como ela. Pelas mesmas razões, os adolescentes perdem com a primeira amante a inquietação metafísica, e certos casamentos, que são deboches burocratizados, tornam-se, ao mesmo tempo, os monótonos carros mortuários da audácia e da inventiva. Sim, caro amigo, o casamento burguês pôs o nosso país em pantufas e em breve o porá às portas da morte.
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*Assunto - Atitude,
*Autor - Albert Camus,
*Obra - A Queda,
1956 dC
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Compreendi então, à força de revolver a memória, que a modéstia me ajudava a brilhar, a humildade a vencer e a virtude a oprimir. Fazia a guerra por meios pacíficos e obtinha, enfim, por meio do desinteresse, tudo o que almejava.
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*Assunto - Humildade,
*Autor - Albert Camus,
*Obra - A Queda,
1956 dC
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Na realidade, aqueles que sabem usar a sua liberdade com sabedoria são aqueles que têm a consciência “forte”. Sendo forte, a sua consciência não os acusa sistematicamente de práticas que Deus não reprova. Sendo forte, acusa mais em áreas relacionadas com a motivação interior e menos em áreas relacionadas com práticas exteriores que variam de acordo com o contexto cultural.
Quem cresce no conhecimento de Deus e vem a ter uma consciência forte, será mais livre do que um cristão imatura, que ainda se prende a muitas práticas e preconceitos legalistas. Contudo, este também saberá prescindir da sua liberdade a favor do cristão mais fraco. Saberá não beber vinho, por exemplo, na presença de um cristão mais fraco que ainda não se sente livre para beber. Pois se o cristão mais forte beber vinho nessa situação, pode levar outro, pelo seu exemplo, a fazer o mesmo, e para o cristão imaturo, o facto de beber vinho pode ser ocasião de uma queda. Este é o sentido exacto do termo “escandalizar” usado várias vezes pelo apóstolo Paulo (Romanos 14:21).
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Já lhe disse, trata-se de escapar ao julgamento. Como é difícil escapar e melindroso fazer, ao mesmo tempo, com que se admire e desculpe a própria natureza, todos procuram ser ricos. Porquê? Já o perguntou a si mesmo? Por causa do poder, certamente. Mas sobretudo porque a riqueza nos livra do julgamento imediato, nos retira da turba do metropolitano para nos fechar numa carroçaria niquelada, nos isola em vastos parques guardados, em carruagens-camas, em camarotes de luxo. A riqueza, caro amigo, não é ainda a absolvição, mas a pena suspensa, sempre fácil de conseguir…
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*Assunto - Justiça,
*Autor - Albert Camus,
*Obra - A Queda,
1956 dC
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