quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

"A vida é uma colecção de saudades"

Ricardo Gondim
Although their theories are leading to a world view which is similar to that of the mystics, it is striking how little this has affected the attitudes of most scientists. In mysticism, knowledge cannot be separated from a certain way of life which becomes its living manifestation. To acquire mystical knowledge means to undergo a transformation; one could even say that the knowledge is the transformation.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmão estiverem nus, e tiverem falta de alimento quotidiano, e se algum de vós lhe disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos, e lhe não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim, também, a fé se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tu crês que há um Deus; fazes bem: também os demónios o crêem, e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ele não era feito para a paz, não podia crer nela. O Céu era uma simples palavra; o Inferno, uma coisa em que podia acreditar. Um cérebro só é capaz daquilo que pode conceber, e não pode conceber aquilo que nunca experimentou: as suas células eram formadas pelo pátio de recreio cimentado da escola, pelo fogão apagado e o homem a agonizar na sala de espera de St. Pancras, pela sua cama no Frank e pela cama paterna. Um terrível sentimento se agitava no seu íntimo: por que não tivera ele a sua oportunidade como os outros, por que não lhe fora dado vislumbrar o Céu, ainda que fosse apenas uma nesga entre as paredes de Brighton?...

domingo, 11 de janeiro de 2009

In any case I was twenty, when environment plays tricks, and my portholes were fogged by illusion. I just floated around in a capsule of self-absorption, sealed in my own private weather.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Ana Arkadievna lia e compreendia o que lia, mas o desejo que ela própria tinha de viver era grande de mais para se interessar pela vida dos outros. Se a heroína do romance cuidava de um doente, Ana tinha desejos de andar em passos leves pelo quarto do enfermo; se um membro do Parlamento pronunciava um discurso, ela própria desejaria tê-lo pronunciado; se lady Mary cavalgava atrás da sua matilha, irritando a nora e a todos assombrando com a sua audácia, Ana ambicionava ser ela própria a galopar. Mas nada tinha que fazer! E lá ia revolvendo nas mãos a espátula de cortar papel e prosseguindo na leitura.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

“Acontece que a "sensibilidade" e o lado "emocional" da vida são coisas para consumo moderado, como os medicamentos, e que a sua prescrição deve ser consagrada para uso íntimo e estritamente pessoal. Ao ver as montanhas do meu Minho que espera o Inverno, ou a praia de Moledo que escurece com a visão da ínsua, eu não começo a cismar. Simplesmente, fico com frio. E agasalho-me.”

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

E chegando-se Abraão, disse: Destruirás também o justo com o ímpio? Se porventura houver cinquenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que ali estão? Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra? Então disse o Senhor: Se eu achar em Sodoma cinquenta justos dentro da cidade, pouparei o lugar todo por causa deles.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

The actions of the Taoist sage thus arise out of his intuitive wisdom, spontaneously and in harmony with his environment. He does not need to force himself, or anything around him, but merely adapts his actions to the movements of the Tao. In the words of Huai Nan Tzu, ‘Those who follow the natural order flow in the current of the Tao’.

Infelizmente

[...]O que todo o mundo tem visto é que os palestinianos parecem incapazes de governar-se a si próprios: primeiro, foi o enriquecimento dos governantes à custa da ajuda internacional; depois, a progressiva deriva de violência interna que culminou na guerra civil entre a Fatah e o Hamas e na separação entre Gaza e a Margem Ocidental. Hoje, Gaza pouco mais é do que um território submetido à tirania de um grupo terrorista que diariamente organiza acções violentas contra o Estado vizinho. Nestas circunstâncias, como pode esperar-se que Israel desmantele os colonatos, devolva mais territórios, desista do Muro e aceite que as autoridades palestinianas adquiram mais poderes? Hoje, o mundo sente pelos palestinianos pena, mas não respeito. Oxalá me engane, mas suspeito que, para eles, chegou mesmo o fim da história.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Os bons sentimentos não nos libertarão. Experiências extáticas não nos libertarão. Estar “inebriado com Jesus” não nos libertará. Sem o conhecimento da verdade, não seremos libertos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso tudo naquele que me fortalece.

Filipenses 4:12-13

domingo, 4 de janeiro de 2009

1871?

O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

“Os resultados de um ódio tão fantasioso são frequentemente muito desapontadores e, sob este ponto de vista, os ingleses são, entre todos os humanos, os mais lamechas. São criaturas dessa desgraçada espécie que em voz alta proclama não haver tortura suficientemente má para os seus inimigos e logo oferecem chá e cigarros ao primeiro piloto alemão ferido que lhes apareça na porta das traseiras.”

The 'gentle answer' discussion


It would help me (and might help others) if were to crystallise my position on the matter of Christian polemics. Partly, the debate has revealed that there is a consensus at a theoretical level, and that what we are discussing is a matter of discernment or wisdom. What's my big problem?
  • (...)
  • an apologetic issue - I really think we forget how aggressive rhetoric and polemics from the pulpit is a big turn off for a large numbers of people. Politicians now know this, and even Tony Abbott (an Australian politician) is trying to be more winsome.
  • a foothold for the devil - so many of the NT lists of sins include things like quarreling, dissension, strife and discord and what have you. As a hotheaded young man, hearing preachers regularly denounce other versions of Christianity fed the self-righteousness and pride of my heart. I think it has taken me some years to repent of this. I don't think I was a very unusual young man - and so it is pastorally unwise to encourage this tendency, I feel. I wouldn't go so far as to say it is like passing Playboy around a group of young men, but... it certainly is encouraging in them a temptation that lies close at hand.
  • a matter of integrity - the use of hyperbole and extreme rhetoric is effective. It gets people thinking. It can blow apart people's frameworks. But the line between hyperbole and outright dishonesty is quite a blurry one, isn't it? Saying one thing in public and yet conceding that things aren't so simple in private leaves me scratching my head: was the rhetorical effect really worth the perjury? Shouldn't we eschew the rhetorical tricks of politics and advertising?
  • educationally unwise - in the short term, the use of extreme language can be convincing, even overwhelming. It can be transforming. But it doesn't help people to encounter the world in a mature and wise way, because the world is complex and difficult, and people need a depth of wisdom to live in it by God's spirit. Also, when people find that things aren't as it was explained to them they experience a great sense of dissonance, and lose trust in the original speaker.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

As Augustine once explained it to his parishioners, "We are talking about God; so why are you surprised if you cannot grasp it? I mean, if you can grasp it, it isn’t God. Let us rather make a devout confession of ignorance, instead of a brash profession of knowledge." Evangelicals would do well to be reminded of such sanctified ignorance when it comes to denouncing open theism. We all would do well to take seriously the incarnational operation of language. Retrieving a sense of analogy is to confess that "in the beginning was metaphor."

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Could it be that open theism, like modernity, flirts with idolizing freedom as autonomy?
(...)
But what concept of freedom is at work here? Clearly, the rhetoric of the current administration -- which so reveres the ideal of a free market -- is predicated on a libertarian or "negative" notion of human freedom, as is the notion of freedom assumed by open theism. (Though open theism is castigated as "liberal" by conservative critics, some of them are beholden to this same liberal notion of freedom.)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Compramos coisas que realmente não desejamos para impressionar pessoas das quais não gostamos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

More:
Literature enlarges our being by admitting us to experiences not our own. They may be beautiful, terrible, awe-inspiring, exhilarating, pathetic, comic, or merely piquant. Literature gives the entree to them all. Those of us who have been true readers all our life seldom realize the enormous extension of our being that we owe to authors. We realize it best when we talk with an unliterary friend. He may be full of goodness and good sense, but he inhabits a tiny word. In it, we should be suffocated. My own eyes are not enough for me. Even the eyes of all humanity are not enough. Very gladly would I learn what face things present to a mouse or bee.

In reading great literature I become a thousand men and yet remain myself. Like the night sky in a Greek poem, I see with a thousand eyes, but it is still I who see. Here, as in worship, in love, in moral action, and in knowing, I transcend myself; and am never more myself than when I do.
A minha sobrinha Maria Luísa raramente nada no mar de Moledo. Mas aprecia bastante que os filhos esbracejem na crista das ondas, verificando por si próprios o que significa um "banho frio", que "faz bem à saúde". Ela justifica-se com os meus argumentos, mas escusa-se a adoptá-los para si própria. As jovens mães de hoje compreendem a necessidade da disciplina e da contrariedade – mas já vão atrasadas para tomarem o caminho da felicidade.