quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Guardemos isto: eleição, chamada, predestinação, seja qual for o nome que lhe apliquemos, é o único fundamento adequado para a vida cristã, e a única base possível para um povo de Deus. Não há outra base para a fé senão em Deus. Não está nos nossos humores flutuantes, nem mesmo nos nossos melhores momentos, mas “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor “ (I Cor. 1:9)
Isto é o que a eleição significa: não uma curiosidade vã ou especulativa acerca do número dos que se salvam ou se perdem, mas uma certeza cada vez mais firme de que “os dons de Deus são sem arrependimento” (Rom. 11:29), e de que “o Senhor conhece os que são Seus” (II Tim. 2.19).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


Is it much to admit I need
A solid soul and the blood I bleed
With a little girl, and by my spouse
I only want a proper house

I don't care for fancy things
Or to take part in a precious race
And children cry for the one who has
A real big heart and a father's grace

I don't mean to seem like I care about material things like a social status
I just want four walls and adobe slabs for my girls

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

I believe that the black magic of witchcraft has been much more practical and much less poetical than the white magic of mythology. I fancy the garden of the witch has been kept much more carefully than the woodland of the nymph. I fancy the evil field has even been more fruitful than the good. To start with, some impulse, perhaps a sort of desperate impulse, drove men to the darker powers when dealing with practical problems. There was a sort of secret and perverse feeling that the darker powers would really do things; that they had no nonsense about them. And indeed that popular phase exactly expresses the point. The gods of mere mythology had a great deal of nonsense about them. They had a great deal of good nonsense about them; in the happy and hilarious sense in which we talk of the nonsense of Jabberwocky or the Land where Jumblies live. But the man consulting a demon felt as many a man has felt in consulting a detective, especially a private detective; that it was dirty work but the work would really be done. A man did not exactly go into the wood to meet a nymph; he rather went with the hope of meeting a nymph. It was an adventure rather than an assignation. But the devil really kept his appointments and even in one sense kept his promises; even if a man sometimes wished afterwards, like Macbeth, that he had broken them.




Acredito que a magia negra da bruxaria sempre foi bastante mais prática e bem menos poética do que a magia branca da mitologia. Imagino o jardim da bruxa a receber muito mais cuidado do que o bosque da ninfa. Imagino o lado do mal a ser muito mais frutífero do que o do bem. Logo à partida, um impulso, talvez uma espécie de impulso desesperado, levou o homem aos poderes das trevas quando se deparava com problemas práticos. Havia uma espécie de sentimento secreto e perverso de que os poderes sombrios fariam as coisas acontecer efectivamente; de que não havia neles nada de absurdo. E de facto, aquela época mostra esta ideia. Os deuses da mera mitologia estavam cheios de absurdidade. Estavam cheios de absurdidade, da mesma forma alegre e hilariante que nos referimos ao absurdo do Jabberwocky ou da terra onde os Jumblies vivem. Mas o homem que vai consultar um demónio sente-se como alguém que vai ao detective, especialmente um detective privado; que tinha um trabalho sujo para fazer mas ele resolveu o problema efectivamente. Um homem não ia exactamente ao bosque ter com uma ninfa; ele ia na esperança de encontrar uma ninfa. Era mais uma aventura do que um encontro marcado. Mas o diabo mantinha realmente os seus compromissos e de certa forma, até mantinha as suas promessas, mesmo se o homem desejasse, afinal, como Macbeth, que ele as quebrasse.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para a banda do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta. E levantou-se, e foi; e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração, regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías.
E disse o Espírito a Filipe: chega-te, e ajunta-te a esse carro. E correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: entendes tu o que lês? E ele disse: como poderei entender, se alguém me não ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse. E o lugar da escritura que lia era este: foi levado como a ovelha para o matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca. Na sua humilhação, foi tirado o seu julgamento; e quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra.
E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro? Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta escritura, lhe anunciou a Jesus.
E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja baptizado? E disse Filipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o baptizou.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

(…) o pecado é uma qualidade implicitamente agressiva – uma crueldade, um ferimento, um afastamento de Deus e do restante da humanidade, uma alienação parcial, ou um acto de rebelião… O pecado possui uma qualidade voluntariosa, desafiadora ou desleal: alguém é desafiado ou ofendido ou magoado. Ignorar isto seria desonesto. Confessá-lo capacitar-nos-ia a fazer algo a seu respeito. Além do mais, o regresso do pecado inevitavelmente levaria ao reavivamento ou reafirmação da responsabilidade pessoal. De facto, a utilidade de reviver o pecado é que a responsabilidade seria reavivada com ele.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009


Surrender your crown on this blood-stained ground, take off your mask
He sees your deeds, He knows your needs even before you ask
How long can you falsify and deny what is real ?
How long can you hate yourself for the weakness you conceal ?
Of every earthly plan that be known to man, He is unconcerned
He's got plans of his own to set up His throne
When He return.

sábado, 8 de agosto de 2009

Eu não sou adepto do computador. Gosto de escrever à mão. Mas a Internet é uma maravilha extraordinariamente importante e interessante. Não sou daqueles escritores que acham que a Internet vai constituir um perigo para o livro, e tak. Aquela velha história. Acho que não. O livro é o livro. É um instrumento. Como o martelo, digamos. É evidente que o Black & Decker é mais rápido para fazer um furo mas o martelo não deixou de existir. E a tesoura também não. Nem a bicicleta.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

No cruel lenho pregado
grande exemplo a todos deu:
“Pai, nas Tuas mãos entrego
o meu espírito”. E morreu.

Houve trevas sobre a terra.
houve susto e confusão,
mas para todos que crerem
há gloriosa salvação.

O dito de Simeão
cumpriu-se em alegoria:
uma espada atravessou
o coração de Maria.

Pede José de Arimateia
o corpo do seu amigo.
Da cruz, a forca romana,
desceu para o jazigo.

Domingo, ao fim de três dias,
o Senhor ressuscitou:
foi Madalena a primeira
pessoa que lhe falou.

Quando O veio conhecer
esqueceu a sua pena;
mas Jesus lhe disse então:
“Não me bulas, Madalena.”

O Senhor, vencida a morte,
não podia ali ficar.
O anjo mandou Maria
a seus irmãos avisar.

Tal desespero sentiu
Judas, quando considerou
ter entregado o Messias
que a si mesmo enforcou.

Os Apóstolos, um dia
estavam orando a sós
quando Jesus apareceu
e diz: “Paz a todos vós.”

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dir-se-ia que esta concepção do Cristo “manso e meigo” poderia ser facilmente localizada; contudo, a experiência mostra que ela opera no subconsciente de muitas mentes cristãs, particularmente naqueles indivíduos cuja infância foi marcada por uma atitude sentimental em relação ao “Senhor Jesus”. As acções, e até os pensamentos, de tais pessoas são inibidos por uma concepção falsa de amor que as impede de usarem as suas faculdades críticas, de dizerem a verdade pura e simples e de encararem o próximo “naturalmente”, com receio de pecarem contra um deus de mansidão e brandura. Para os não cristãos, tais pessoas apresentam-se insinceras ou mesmo hipócritas, ao passo que o amor que elas tentam exibir pelos outros não passa, muitas vezes, de um patético arremedo do sentimento autêntico; porque, tal como outros sentimentalistas, o deus manso e meigo é, na realidade, cruel; e aqueles cujas vidas foram governadas por ele desde a infância nunca puderam desenvolver as suas verdadeiras personalidades. Forçados a serem “amorosos”, nunca puderam estar livres para amar.

terça-feira, 7 de julho de 2009


De noite, eu rondo a cidade,
a te procurar, sem encontrar.
No meio de olhares, espio
por todos os bares, você não está.
Volto prá casa abatida,
desencantada da vida,
o sonho alegria me dá,
nele você está.
Ah, se eu tivesse
quem bem me quisesse,
esse alguém me diria:
Desiste, esta busca é inútil,
eu não desistia.
Porém, com perfeita paciência,
volto a te buscar, sem encontrar,
bebendo com outras mulheres,
rolando um dadinho, jogando bilhar.
E nesse dia, então,
vai dar na primeira edição:
Cena de sangue num bar
da Avenida São João.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Para as pessoas habituadas a viver no domínio do subjectivo, as diferenças de doutrina não importam. O fim deles é formar a síntese. Só assim, para mim, se explica que Karl Barth pudesse, como fez no Concílio Ecuménico, em Amesterdão, dizer certas verdades fortes sobre ritos católico-romanos, sem cessar, no entanto, de falar da Igreja romana como sendo uma Igreja autêntica. (…) Uma vez que se penetra do mundo subjectivo, sem princípio objectivo de autoridade, e sobretudo com a tal concepção de síntese, não se pode considerar as diferenças de ordem teológica de outra forma senão como um “patamar” permitindo atingir uma verdade superior. Assim temos direito de afirmar que na realidade estes homens montaram a mais hábil das contrafacções do Cristianismo verdadeiro. Eles encontram-se, certamente, ainda mais afastados de nós que a Igreja católica-romana e mesmo que os modernistas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Destruir saudosismos e idealismos

We must drink from the spring to quench our thirst; sipping only makes us more thirsty. Similarly, if we wish to think, write and live like prophets, the apostles and the saints, we must abandon ourselves, like them, to God's purpose for us.
O mystery of love! We imagine that miracles are over, and that all we can do now is to copy your works of old and repeat your ancient words! We do not see that your continuing operation is an everlasting source of fresh ideas, fresh suffering and action, of new prophets, patriarchs, apostles and saints who have no need to follow in each other's footsteps, but live in a continuing abandonment to your secret intentions.
(...)
We long for the opportunity to die for God, and to live heroically. To lose all, to die forsaken, to sacrifice ourselves for others; such notions enchant us. But I, heavenly Father, will worship and glorify your purpose, finding in it all the joy of martyrdom, self-sacrifice and duty to my neighbour. This is enough for me, and however your purpose may require me to live or die, I shall remain content. I love it for its own sake, apart from what it achieves, because it pervades, sanctifies and changes everything in me.
“(…) o conceito da substituição está no coração tanto do pecado quanto da salvação. Pois a essência do pecado é o homem substituindo-se a si mesmo por Deus, ao passo que a salvação é Deus substituindo-se a si mesmo pelo homem. O homem declara-se contra Deus e coloca-se onde Deus merece estar; Deus sacrifica-se a si mesmo pelo homem e coloca-se onde o homem merece estar. O homem reivindica prerrogativas que pertencem somente a Deus; Deus aceita penalidades que pertencem ao homem somente.”

quarta-feira, 17 de junho de 2009

(…) quando nós lemos as Escrituras, a maior parte das vezes apenas as lemos para nos informarmos ou instruirmos, para nos sentirmos edificados ou inspirados, ou – o que não é raro – tentando encontrar uma citação que apoie as nossas próprias ideias. O Livro Sagrado torna-se assim um livro entre outros livros, sendo muitas vezes utilizado só dessa forma, assim como Jesus se tornou um ser humano entre outros seres humanos, sendo muitas vezes tratado apenas como tal.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Jesus está no deserto e repousa. Então chega o diabo: “És tu o Filho de Deus, então diz às pedras que se tornem em pão. (…) Eis que não só tu passas fome mas milhões de pessoas morrem de fome. Eles são fracos e incapazes de entusiasmo por ti, por Deus, se não lhes deres, primeiro, o pão. Todos eles esperam num deus, estão ansiosos por um mensageiro de Deus que os ajude; mas o seu primeiro desejo é que lhes dêem de comer. Então sim, deixarão tudo e seguir-te-ão, a ti se apegarão, adorar-te-ão e endeusar-te-ão, caso consigas o que nenhum homem consegue. (…) Caso não o faças, eles odiar-te-ão, maldizer-te-ão, expulsar-te-ão, porque entendem que tu não os amas. Ao contrário, concluem que os odeias. Pois, se os amasses, ter-lhes-ias dado pão. Se és Filho de Deus, então manda que as pedras se tornem em pão e satisfaz a eles e a ti”.
Jesus reconhece nessa voz, que aparenta ser de amor intercedente, a voz do diabo. Foi um reconhecimento nunca antes visto. Ele repele o diabo: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus”. Certamente poderia produzir pão, mas os homens o adorariam como aquele que lhes fornece pão e não como o Deus que também na fome, na privação, até mesmo na cruz e na morte, ainda é Deus. Não seria amor de Deus iludir o homem acerca do que Deus realmente é. Concerteza ganhar-se-iam milhões de corações. Mas para quem? Certamente para o deus do pão da felicidade, nunca, porém, para Deus, aquele que tem honra em si mesmo. Não aquele que é Deus até sob a cruz e na morte. Deus manifesta-se a si mesmo por si mesmo e jamais pelo pão.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A disciplina da vida espiritual, porém, não tem nada a ver com a disciplina do atletismo, do estudo académico ou da formação profissional, em que se alcança uma boa forma física, se adquirem novos conhecimentos ou se aprende a dominar uma nova aptidão. A disciplina do discípulo cristão não consiste em dominar nada, mas antes em deixar-se dominar pelo Espírito. A verdadeira disciplina cristã é o esforço humano de criar o espaço em que o Espírito de Cristo nos pode inserir na sua linhagem.