sexta-feira, 16 de outubro de 2009


If you wanna be my friend
You want us to get along
Please do not expect me to
Wrap it up and keep it there
The observation I am doing could
Easily be understood
As cynical demeanour
But one of us misread...
And what do you know
It happened again

A friend is not a means
You utilize to get somewhere
Somehow I didn't notice
friendship is an end
What do you know
It happened again

How come no-one told me
All throughout history
The loneliest people
Were the ones who always spoke the truth
The ones who made a difference
By withstanding the indifference
I guess it's up to me now
Should I take that risk or just smile?

What do you know
It happened again
What do you know


Se quiseres ser meu amigo
queres que nos demos bem
Por favor, não esperes que eu
Deixe sempre as coisas na mesma
Esta observação que estou a fazer
pode facilmente ser entendida
como uma atitude cínica
Mas um de nós percebeu mal
E quem diria
Aconteceu outra vez


Um amigo não é um meio
que se utiliza para chegar a algum lado
por alguma razão, não tinha reparado
a amizade é um fim
e quem diria
aconteceu outra vez


Como é que nunca ninguém me disse
que ao longo da história
as pessoas mais sozinhas
foram aquelas que disseram sempre a verdade
aquelas que fizeram a diferença
ao aguentar a indiferença
Agora é comigo
Devo tomar esse risco, ou simplesmente sorrir?

E quem diria
Aconteceu outra vez
E quem diria

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vós ainda não considerastes a gravidade do pecado.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

- Mas, Ivan Denisovich, tu não oras com fervor. E é por isso que as tuas súplicas ficam sem resposta. Não deves deixar de dizer outras orações. Se tens fé autêntica, diz a uma montanha que se mova. E ela mover-se-á…
Shukov sorriu e enrolou outro cigarro. Depois pediu lume ao estoniano.
- Deixa-te de conversas, Aliosha. Nunca vi uma montanha mover-se. Bem, para ser franco, afirmo-te que nunca na minha vida vi uma montanha. Mas tu que oraste no Cáucaso com todo essa seita de baptistas a que pertences, viste alguma vez uma única que fosse, uma montanha mover-se?
Os pobres… Tudo o que faziam era orar a Deus. E que lucravam com isso? Apanhavam vinte e cinco anos, pois essa era a pena reservada actualmente a todos. Vinte cinco anos!
- Oh, nós não oramos por isso, Ivan Denisovich – volveu Aliosha com veemência.
De Bíblia na mão, aproximou-se mais de Shukov, até ficarem face a face.
- A única coisa deste mundo pela qual Deus nos ordenou que orássemos, Ivan Denisovich, é o pão nosso de cada dia. “Dai-nos o pão nosso de cada dia.”
- A nossa ração, queres tu dizer? - perguntou Shukhov.
Mas Aliosha não cedeu. Falando agora mais com os olhos do que com a língua, colocou a mão sobre o braço de Shukhov e disse:
- Ivan Denisovich, não deves orar com o objectivo de receberes encomendas ou obter uma sopa suplementar. Não, meu irmão. As coisas a que o homem dá mais valor são vis aos olhos do Senhor. Devemos orar pelas coisas do espírito, de maneira a que o senhor Jesus arranque resíduos do mal do nosso coração…

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Wayfaring Stranger

Eu sou apenas uma estrangeira de passagem
A viajar por este mundo de mágoa;
E não há doença, sofrimento ou perigo
Na terra brilhante que é o meu destino.

Eu vou lá para ver o meu Pai,
Eu vou lá para me deixar de andar à deriva;
Eu vou atravessar o Jordão,
Eu vou atravessá-lo para ir para casa.

Sei que se vão juntar nuvens escuras à minha volta,
Sei que o meu caminho é árduo e a pique;
E há campos belíssimos mesmo à minha frente,
Onde os redimidos de Deus guardam vigília.

Eu vou lá para ver o meu Pai,
Eu vou lá para me deixar de andar à deriva;
Eu vou atravessar o Jordão,
Eu vou atravessá-lo para ir para casa.


Eu vou lá para ver a minha Mãe,
Eu vou lá para me deixar de andar à deriva;
Eu vou atravessar o Jordão,
Eu vou atravessá-lo para ir para casa.

Quero pôr essa coroa de glória,
Quando chegar a casa nessa terra boa;
Quero proclamar a história da salvação,
Em coro com os que foram lavados pelo sangue,

Eu vou lá para ver o meu Salvador,
Eu vou lá para me deixar de andar à deriva;
Eu vou atravessar o Jordão,
Eu vou atravessá-lo para ir para casa.

(texto original aqui; youtube aqui)

sábado, 10 de outubro de 2009

Vão ser bombardeados com esta pergunta: porquê "Declaration Of Dependence" para título do álbum?

[risos] Sim, essa é a pergunta que ouvimos mais vezes, independentemente do título ter ou não relevância. Parece que há uma série de perguntas que todos os jornalistas fazem e essa é uma delas.
Mas neste caso o título parece ter significado relevante. A ideia de "dependência" pode ter conotação negativa, mas também pode ser encarado como algo saudável. Por exemplo, como definidor de limites.

Sim, absolutamente, mas a maior parte das pessoas tem medo da dependência. Durante muitos anos, acontecia-me isso.

Como se fosse algo que lhe limitasse os movimentos?

Exacto. Quando muitas vezes é ao contrário. Podemos depender de uma série de coisas - de pessoas, por exemplo - e isso ser estruturador. No sentido em que sabemos que elas estão lá sempre, aconteça o que acontecer. É essa consciência que nos pode permitir, precisamente, ter espaço para sermos mais livres.
Como classificaria a sua relação com Eirik?

É como se fôssemos irmãos. Vivemos muitas coisas juntos e depois de muitos anos a discutir sobre as mais diversas coisas permitimo-nos ser autênticos um com o outro e isso é fantástico. Fomos pacientes um com o outro e agora compreendemo-nos muito bem. E isso acontece mesmo se nem sempre concordamos e temos visões muito diferentes sobre a realidade.

Desde o primeiro álbum que se criou a ideia que você era mais aventureiro e ele o mais estável. Revê-se no retrato?

Não é tão simples. Sou aventureiro, mas passo o tempo a sonhar com estabilidade. Ele tem essa estabilidade, uma mulher e um filho lindos, mas também deseja a aventura... [risos].

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Precisely because old selfish, wordly, unloving, fearful, proud selves have died with Christ, and a new trusting, loving, heaven-bent, hope-filled self has come into being – precisely because of his inner death and new life, we are able to take risks, and suffer the pain, and even die without despair but full of hope.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Jean Vanier, the founder of the L'Arche communities for mentally handicapped people, often explains with a simple illustration his approach to those who live at L'Arche. He will cup his hands lightly and say, "Suppose I have a wounded bird in my hands. What would happen if I closed my hands completely?" The response is immediate: "Why, the bird will be crushed and die." "Well then, what would happen if I opened my hands completely?" "Oh, no, then the bird try to fly away, and it will fall and die." Vanier smiles and says, "The right place is like my cupped hand, neither totally open nor totally closed. It is the space where growth can take place".

 The Prayer of Rest

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Thou hast done great things for us, Lord,
Whereof our souls are glad;
Before we tasted of Thy love
Our hearts were ever sad:
But gloom and grief are passed and gone,
Henceforth we long to see
The wanderers brought to know Thy name,
And trust alone in Thee.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Todavia, a primeira coisa que se deve dizer acerca do evangelho bíblico da reconciliação é que ele tem início na reconciliação com Deus, e continua com uma comunidade reconciliada com Cristo. Reconciliação não é um termo usado pela Bíblia no sentido de "encontrar paz consigo mesmo", embora ela insista em que somente através da perda de nós mesmos em amor a Deus e ao próximo é que verdadeiramente nos encontramos.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Este estranho capitão era muitas vezes motivo de chacota por parte dos outros, que não conseguiam compreender um homem que orava, lia a Bíblia e escrevia cartas à mulher. “Eles pensam que não tenho uma noção certa da vida”, escreveu numa daquelas cartas, “e eu tenho a certeza que são eles que não a têm. Dizem que sou melancólico; e eu digo-lhes que estão loucos. Dizem que sou escravo de uma mulher, o que nego; mas posso provar que alguns deles são meros escravos de uma centena delas. Estranham o meu humor; eu compadeço-me do deles. Não têm a mínima ideia de felicidade”. Sobre esta última parte John sentia-se satisfeito porque, confessou, teria vergonha se tais homens, que “se contentavam com uma bebedeira ou com o sorriso de uma prostituta”, pudessem compreender a sua alegria.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

The Christian artist: God's agent in recreation.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

'faith is the courage to face into our illusions and allow ourselves to be disillusioned about them, the courage to walk through our disillusions and dispel them'

The Christian conception of disillusionment is deeply conditioned by courage. Facing up to our thinly veiled stories about reality is not easy, but it is our calling. Faith means we do not flinch in the face of disillusionment, papering over the cracks with other myths, but choose to live in the face of truth. The call to 'live with unveiled faces' (2 Corinthians 3:18) defines not only our approach to God, but also our approach to the world and ourselves. Faith is, we must acknowledge, often more uncomfortable than comforting.

sábado, 26 de setembro de 2009

When Holy Scripture speaks of God, it does not permit us to let our attention or thoughts wander at random... When Holy Scripture speaks of God, it concentrates our attention and thoughts upon one single point and what is to be known at that point.... If we ask further concerning the one point upon which, according to Scripture, our attention and thoughts should and must be concentrated, then from first to last the Bible directs us to the name of Jesus Christ.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"Quem Jesus é torna-se conhecido na sua acção salvadora." Melanchthon
"A importância do credo 'Jesus é Senhor' não é só que Jesus é divino mas que Deus é semelhante a Cristo." Arthur Michael Ramsey


“I need another place
Will there be peace?
I need another world
This one's nearly gone

Still have too many dreams
Never seen the light
I need another world
A place where I can go

I'm gonna miss the sea
I'm gonna miss the snow
I'm gonna miss the bees
I'll miss the things that grow
I'm gonna miss the trees
I'm gonna miss the sound
I'll miss the animals
I'm gonna miss you all

I'm gonna miss the birds
Singing all this songs
Been kissing this so long

Another world”

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Já se disse que coincidências acontecem com todo mundo, mas parecem acontecer mais freqüentemente com cristãos. Como nós estávamos acostumados a tomar nossas decisões mais ou menos segundo o bom senso, trabalhando a partir de princípios gerais e baseando-nos fortemente no conselho de bons amigos e líderes respeitados, o show foi bom enquanto durou. Mais tarde nós viemos a entender que existe uma diferença vital entre a promessa de Deus de nos guiar e a nossa consciência que ele o está fazendo - duas coisas bem diferentes uma da outra.
Nós vivemos actualmente com algumas idéias provisórias que parecem se encaixar bem com o que a Bíblia ensina, e que nos ajudam bastante a compreender o significado das pontas soltas que vamos descobrindo depois de acharmos que havíamos amarrado tudo bonitinho.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Foi ele apenas homem? Se assim for, como poderia um ser humano substituir a outros seres humanos? Então, foi ele apenas Deus, com a aparência de homem, mas na realidade não sendo o homem que aparentava? Se assim for, como poderia ele representar a humanidade? Além do mais, como poderia ele ter morrido? Nesse caso, devemos pensar em Cristo não como apenas homem nem como apenas Deus, mas antes, como o único Deus-homem que, por causa da sua pessoa singularmente constituída, foi singularmente qualificado para mediar entre Deus e os homens? Nossas respostas a estas questões determinarão se o conceito de expiação substitutiva é racional, moral, plausível, aceitável, e acima de tudo, bíblico.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

É nesse contexto de levar o pecado que se percebe a possibilidade de alguém mais sofrer a penalidade do erro do pecador. Por exemplo, Moisés disse aos israelitas que os seus filhos teriam de vagar pelo deserto, levando sobre si as “vossas iniquidades” (Números 14:34); se um homem casado falhasse em anular um voto insensato ou um voto feito pela esposa, então (estava escrito) “responderá pelas obrigações dela”; repito, depois da destruição de Jerusalém em 586 a.C., o restante que permaneceu nas ruínas disse: “Nossos pais pecaram, e já não existem; nós é que levamos o castigo das suas iniquidades” (Lamentações 5:7).
Esses são exemplos de levar o pecado involuntário e vicário. Em todos os casos, pessoas inocentes se encontraram sofrendo as consequências da culpa de outros.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

- Se o pai não quer sair de Lisboa, eu vou levar os meus filhos e a minha mãe! – declarou friamente.
- Daqui não sai ninguém, a não ser tu. Eu é que mando! Pois eu é que sou o rei!
D. Pedro pôs-se a gritar, vermelho de fúria, gaguejando:
- Se ficas em Lisboa, não tarda que o rei seja eu, pois o mais certo é morrerem todos de peste!
- Deus só fere com a peste os verdadeiros pecadores! Eu tenho a minha consciência limpa, ouviste? Se tu não tens, é lá contigo. Só morrem os pecadores!
- Ai é? Ai é? Então como é que o pai explica que mo… mo… morram criancinhas de colo? Pecaram dentro da barriga da mãe? Foi?
- Foi, sim.
A Ana e o João ficaram pasmados com aquela resposta absurda. Seriam todos doidos varridos?
Mas o rei explicou-se:
- Os filhos pagam o que os pais fizeram. Se Deus castiga criancinhas de colo, Ele lá sabe porquê…
- Mas que parvoíce de conversa – suspirou a Ana. – Se calhar, deviam ir todos embora enquanto é tempo.
- Ora! – respondeu-lhe o João. – Também não é assim. Uns fogem de Lisboa, outros fogem para Lisboa. A peste espalhou-se por todo o lado, não foi? De certo modo, o rei tem razão. Só morre quem tem de morrer. As pessoas bem tentam, mas não podem é fugir ao seu destino.