sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O princípio que se aplica à família, aplica-se também à família da igreja. Ambos os tipos de família precisam de disciplina, e pela mesma razão. Entretanto, hoje é rara a disciplina na igreja, e onde ela é exercida, muitas vezes é inabilmente administrada As igrejas têm a tendência de oscilar entre a severidade extrema, que excomunga os membros pelas ofensas mais triviais, e a frouxidão extrema, que jamais nem mesmo admoesta os ofensores. O Novo Testamento, porém, oferece instruções claras acerca da disciplina, por um lado sua necessidade por causa da santidade da igreja, e por outro, seu propósito construtivo, a saber, se possível, ganhar e restaurar o membro ofensor.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O amor genuíno também se enraivece, sendo hostil a tudo o que, nos filhos, se opõe ao seu bem maior. A justiça sem misericórdia é por demais severa, e a misericórdia sem a justiça é por demais leniente. Além do mais, os filhos sabem disso automaticamente. Possuem um sentido inato de ambas as coisas. Se fizerem algo que sabem ser errado, também sabem que merecem a punição, e tanto desejam quanto esperam recebê-la. Sabem também de imediato se o castigo está sendo oferecido sem amor ou contrariamente à justiça. Os dois clamores mais pungentes de um filho são ‘Ninguém me ama’ e: ‘Não é justo’. O sentido de amor e justiça dos filhos vem de Deus, que os fez à sua imagem, e que se revelou como amor santo na cruz.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Ainda não resististes até o sangue, combatendo contra o pecado; e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correcção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido; pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além disto, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e os olhávamos com respeito; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos? Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados.
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*Assunto - Disciplina,
*Bíblia - Hebreus,
*Obra - A Cruz de Cristo,
Bíblia
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
The one great insight about St. Thomas himself, which comes to us from the history of St. Thomas in Babylonia and Índia, is that he was a fearless evangelist and a great builder of churches. Those people in the modern world who would accept Christianity but would reject the church (i.e. assembly or local congregation) as the central human instrument in the strategy of God have divorced themselves from Apostolic tradition. Were the Apostles to return to earth today, they would have little time for those who imagine there can be a churchless Christanity. Such “Christianity”, if we even dare call it that, is incapable of survival.
If we would have Christianity survive, our first loyalty must be to the One whom St. Thomas called ”My Lord and my God”, and secondly to the only divinely ordained institution on earth, the local assembly or congragation oh His peolple.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
It is not a question between mysticism and rationality. It is a question between mysticism and madness. For mysticism, and mysticism alone, has kept men sane from the beginning of the world. All the straight roads of logic lead to some Bedlam, to Anarchism or to passive obedience, to treating the universe as a clockwork of matter or else as a delusion of mind. It is only the Mystic, the man who accepts the contradictions, who can laugh and walk easily through the world.
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*Autor - Gilbert Keith Chesterton,
1904 dC
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
When I was young, it seemed that life was so wonderful,
a miracle, oh it was beautiful, magical.
And all the birds in the trees, well they'd be singing so happily,
joyfully, playfully watching me.
But then they send me away to teach me how to be sensible,
logical, responsible, practical.
And they showed me a world where I could be so dependable,
clinical, intellectual, cynical.
There are times when all the world's asleep,
the questions run too deep
for such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
but please tell me who I am.
Now watch what you say or they'll be calling you a radical,
liberal, fanatical, criminal.
Won't you sign up your name, we'd like to feel you're
acceptable, respectable, presentable, a vegetable!
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*Artista - Supertramp,
1979 dC,
Música
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Hoje fiz a barba com Colgate Triple Action. Não posso dizer que tenha desgostado: a pouca espuma que o pincel produziu e o consequente atrito acrescido da lâmina sobre a pele gordurosa e borbulhenta foi compensado pelo cheiro a Hálito Fresco que deito da cara e do pescoço (sim, também faço a barba no pescoço), o que sempre dá para disfarçar o ar carregado de aromas de peixe-espada-preto grelhado que desde ontem ventilo da boca. Faz lembrar aquela vez em que, estando atrasado para um jogo de futebol (no qual era peça essencial, mais ou menos como o João Alves é para o Sporting) confundi o Tatum-verde pelo Dystron da minha tia. Também não posso dizer que tenha desgostado: a higiene vaginal que se produziu na minha cavidade oral deu o golpe de misericordia no abcesso que me atacou o primeiro pré-molar esquerdo do maxilar superior depois de ter andado quase uma semana com uma espinha de sardinha enfiada entre a gengiva e o dente. Já lavei o chão com Florestal, já adubei uma planta com Benurons. Mas creio que ter substituido um vidro (que previamente apedrejara) utilizando massa de folar para o cimentar ao seu devido local terá sido o momento alto da minha carreira de desadaptado. Quando meia hora depois o vidro caiu e novamente se estilhaçou - depois de o cão da vizinha ter comido a massa açucarada que o segurava - iniciei uma investigação que culminou na sentença unânime por parte da familia de que eu precisava de tratamento, embora admitissem as minhas qualidades para detective. Não tenho uma vida fácil.
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*Blogs - A Causa Foi Modificada,
2006 dC,
Blogs
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Lembrem-se, portanto, os cristãos, de que se deixarmo-nos apanhar na armadilha contra a qual venho avisando, o que teremos feito é entre outras coisas, pormo-nos na posição em que, na realidade, estaremos enunciando em terminologia evangélica simplesmente o que o incrédulo está dizendo com os seus próprios termos. A fim de nos defrontarmos com o homem moderno em perspectiva correcta e em bases justas, forçoso nos é remover a dicotomia. Necessário se faz ouvir a Escritura a falar a real verdade tanto a respeito do próprio Deus como da área em que a Bíblia tange a história e o cosmos. É isto que os nossos predecessores na Reforma apreenderam de maneira tão cabal.
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*Autor - Francis Schaeffer,
*Obra - A Morte da Razão,
1968 dC
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Tem, pois, o Cristianismo a oportunidade de falar claramente quanto ao facto de que a resposta que oferece encerra exactamente aquilo de que se desesperou o homem moderno – a unidade do pensamento. É uma resposta una, que abarca a vida como um todo. É verdade que o homem terá de renunciar a seu arraigado racionalismo, entretanto, com base no que se pode discutir, tem ele plena possibilidade de recobrar a racionalidade. Pode-se perceber, agora, porque insisti com tanta ênfase, anteriormente, na diferença entre racionalismo e racionalidade. Esta perdeu-a o homem moderno. Pode, porém, reavê-la mercê de uma resposta unificada à vida com base no que se abre à verificação e à discussão.
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*Autor - Francis Schaeffer,
*Obra - A Morte da Razão,
1968 dC
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A viúva de um membro dum grupo de profetas foi ter com Eliseu e disse: “O meu marido, teu servo, morreu. Como sabes, ele era fiel ao Senhor. Agora, veio um credor que quer levar os meus dois filhos como escravos.” Eliseu disse-lhe: “Que posso eu fazer? Diz-me o que tens em casa.” Ela respondeu-lhe: “A tua serva só tem uma garrafa de azeite.” Então Eliseu disse-lhe: “Vai ter com os teus vizinhos e pede-lhe emprestadas vasilhas vazias em grande quantidade. Depois, metes-te em casa com os teus filhos, trancas a porta e enches de azeite as vasilhas, pondo-as de parte, à medida que as fores enchendo.”
A mulher foi-se embora dali, entrou em casa com os filhos e trancou a porta; os filhos então iam-lhe passando as vasilhas e ela ia-as enchendo. Quando estavam as vasilhas todas cheias, ela disse a um dos filhos: “Traz-me mais uma vasilha!” Ele respondeu que não havia mais vasilhas. E, nesse momento, o azeite deixou de correr.
A mulher foi contar tudo ao profeta Eliseu, que lhe disse: “Agora vais vender esse azeite para pagares a tua dívida. O dinheiro que sobrar será suficiente para viveres, tu e os teus filhos.”
A mulher foi-se embora dali, entrou em casa com os filhos e trancou a porta; os filhos então iam-lhe passando as vasilhas e ela ia-as enchendo. Quando estavam as vasilhas todas cheias, ela disse a um dos filhos: “Traz-me mais uma vasilha!” Ele respondeu que não havia mais vasilhas. E, nesse momento, o azeite deixou de correr.
A mulher foi contar tudo ao profeta Eliseu, que lhe disse: “Agora vais vender esse azeite para pagares a tua dívida. O dinheiro que sobrar será suficiente para viveres, tu e os teus filhos.”
II Reis 4
sábado, 28 de novembro de 2009
O que a apocalipse faz, de acordo com o seu género literário, é erguer a cortina que oculta o mundo invisível da realidade espiritual e mostrar o que se está a passar nos bastidores. O conflito entre a igreja e o mundo é visto como não mais que uma expressão no palco público de concurso invisível entre Cristo e Satanás, o Cordeiro e o Dragão.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Helping the kids out of their coats
But wait the babies haven't been born oh oh oh
Unpacking the bags and setting up
And planting lilacs and buttercups oh oh oh
But in the meantime
I've got it hard
Second floor living without a yard
It may be years until the day
My dreams will match up with my pay
Old dirt road (mushaboom)
Knee deep snow (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Old I got a man to stick it out
And make a home from a rented house oh oh oh
And we'll collect the moments one by one
I guess that's how the future's done oh oh oh
How many acres how much light
Tucked in the woods and out of sight
Talk to the neighbours and tip my cap
On a little road barely on the map
Old dirt road
Rambling rose (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Well I'm sold ...
But wait the babies haven't been born oh oh oh
Unpacking the bags and setting up
And planting lilacs and buttercups oh oh oh
But in the meantime
I've got it hard
Second floor living without a yard
It may be years until the day
My dreams will match up with my pay
Old dirt road (mushaboom)
Knee deep snow (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Old I got a man to stick it out
And make a home from a rented house oh oh oh
And we'll collect the moments one by one
I guess that's how the future's done oh oh oh
How many acres how much light
Tucked in the woods and out of sight
Talk to the neighbours and tip my cap
On a little road barely on the map
Old dirt road
Rambling rose (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Well I'm sold ...
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*Artista - Leslie Feist,
2005 dC,
Música
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
É compreensível que as pessoas que tiveram uma forte dos de religião manipuladora, controladora, opressiva, ou entediante procurem uma espiritualidade "pura". Mas jamais vão encontrá-la. Houve muitos empreendimentos, em nossa longa história cristã, de pessoas que tentaram criar o que imaginavam ser uma espiritualidade não contaminada. Sempre acabavam criando algo pior que aquilo que rejeitavam. Sempre acabavam como mais uma variação da velha espiritualidade-faça-a-sua-própria - muito de ego, pouquíssimo de Deus. Espiritualidade do ego. Estamos sendo atacados por essa epidemia atualmente.
(...)
Na verdade, agradou-me mais o modo com que você lidou com isso nos dois últimos anos: um envolvimento de boa vontade, mas discreto, nos assuntos religiosos da congregação, contudo manteve o entusiasmo e um apetite insaciável pela Palavra de Deus e pelo Espírito em meio a um amplo espectro de circunstâncias e experiências, e com uma variedade surpreendente de pessoas.
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*Autor - Eugene Peterson,
*Obra - Diálogos de Sabedoria,
1998 dC
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
“- Para trás! Deixem o princípe ganhar prestígio.
(…)
A princípio Peter pensou que se tratava de um urso, mas depois viu que se assemelhava mais a um lobo-d’alsácia, embora fosse demasiado grande para ser um cão. Foi então que compreendeu que se tratava de um lobo –um lobo de pé nas patas traseiras, com as patas da frente apoiadas ao tronco da árvore, a rosnar de dentes arreganhados e com o pêlo do dorso todo eriçado. Susan não conseguira subir mais do que o segundo ramo e tinha uma das pernas penduradas, de modo que um pé se encontrava apenas a uns centímetros dos dentes arreganhados. Peter perguntou-se porque não subiria ela mais, ou, pelo menos, porque não se agarraria melhor, até perceber que a irmã estava prestes a desmaiar e que, se desmaiasse, caía.
Peter não era muito corajoso e, na verdade, estava a ficar agoniado. Mas isso não interferia no que tinha de fazer.”
(…)
A princípio Peter pensou que se tratava de um urso, mas depois viu que se assemelhava mais a um lobo-d’alsácia, embora fosse demasiado grande para ser um cão. Foi então que compreendeu que se tratava de um lobo –um lobo de pé nas patas traseiras, com as patas da frente apoiadas ao tronco da árvore, a rosnar de dentes arreganhados e com o pêlo do dorso todo eriçado. Susan não conseguira subir mais do que o segundo ramo e tinha uma das pernas penduradas, de modo que um pé se encontrava apenas a uns centímetros dos dentes arreganhados. Peter perguntou-se porque não subiria ela mais, ou, pelo menos, porque não se agarraria melhor, até perceber que a irmã estava prestes a desmaiar e que, se desmaiasse, caía.
Peter não era muito corajoso e, na verdade, estava a ficar agoniado. Mas isso não interferia no que tinha de fazer.”
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Dizem que não há mulher feia.
Também não há má poesia,
que a Natureza tudo premeia.
Não há menina que nasça gentia
nem palavra que nasça alheia.
De quem critica está a vida cheia
e criticar é que é vida vazia
Mas cá para mim
isso são só desculpas
de quem mal se depila,
o buço e o soneto,
o alexandrino e a axila.
Mas cá para mim
isso são só desculpas
para quem tão mal se andraja
com calças largas de homem
a escrever coisas de gaja.
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*Artista - Samuel Úria,
*Assunto - Arte,
2009 dC,
Música
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Há um sentido em que podemos dizer que, como cristãos, todos temos uma posição alta e uma posição baixa. Paulo diz que Cristo «nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus», mas também diz que «temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos». É muito importante que cada um de nós se lembre destes dois factos e aprenda a considerar-se como lixo quando é tentado à auto-satisfação e como uma pessoa já sentada no céu quando é tentado ao auto-desprezo.
Mas não deixemos de ver as coisas duma maneira humana e material também. Há ricos e pobres na sociedade humana e não deixamos de os ver. Em muitos contextos, por força da opinião que pesa sobre eles, os pobres ainda tendem a desprezar-se e os ricos quase invariavelmente a sentir-se satisfeitos consigo próprios. Só por conhecer o evangelho é que podemos ter uma perspectiva correcta e ver o que somos de facto. Lembramo-nos do «lixo» que todos somos em termos de qualquer possibilidade de confiar em vantagens materiais ou sociais para a salvação. Lembramo-nos também da nossa posição no céu que para os crentes é a suprema realidade. E então a perspectiva materialista já perde o seu valor. E estamos a meditar sobre a realidade.
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*Autor - Alan Pallister,
*Obra - Os Radicais,
1981 dc
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Quando Robert Kalley chegou à Madeira, em 1839, nessa ilha secularmente católica, com 140 sacerdotes da Igreja de Roma, havia apenas oitenta Bíblias. Três anos depois, havia mais de três mil livros religiosos em português, editados em Londres – entre Bíblias, evangelhos e alguns dos livros do Antigo Testamento.
Nesta história feita como se fosse de pedrinhas encaixadas, não é menor essa outra coincidência de terem nascido, em 1809, e no Reino Unido, duas crianças com destinos notáveis, inicialmente paralelos e tão divergentes depois. Robert Kalley e Charles Darwin: ambos estudaram Medicina, tornaram-se embarcadiços como cirurgiões de navio, andaram pelo mundo e regressaram à Grã-Bretanha.
Entretanto, aconteceu-lhes uma revolução nas crenças. Charles, que se tornara clérigo, apaixonou-se pela ciência e o seu principal livro, Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural, iria desacreditar, como nenhum outro, a verdade da Bíblia. Robert, que se afastou da religião da infância para voltar a ela com ganas de ovelha que reencontra o redil, seria o difusor da Bíblia por um mundo vasto e inexplorado, o da língua portuguesa.
A sua acção na Madeira foi classificada, por contemporâneos e correligionários, como “o facto maior das Missões Protestantes Modernas”. Talvez um exagero mas, em todo o caso, Kalley foi protagonista da primeira grande evangelização protestante em Portugal. Além disso, viria a ser também o primeiro missionário protestante do Brasil, onde é considerado o fundador de duas importantes igrejas, a Evangélica Congregacional e a Cristã Evangélica.
O Império Britânico homenageia só os que directamente o serviram, pela conquista ou pela glória nas Artes, Letras ou Ciências. Por isso, tanto David Livingstone como Charles Darwin repousam no panteão imperial, na Abadia de Westminster. Respeitadora, a Grã-Bretanha não se mete por searas alheias, deixa a Deus o que é exclusivamente de Deus e, em 1888, Robert Reid Kalley, foi discretamente enterrado no Dean Cemetery, em Edimburgo.
Nesta história feita como se fosse de pedrinhas encaixadas, não é menor essa outra coincidência de terem nascido, em 1809, e no Reino Unido, duas crianças com destinos notáveis, inicialmente paralelos e tão divergentes depois. Robert Kalley e Charles Darwin: ambos estudaram Medicina, tornaram-se embarcadiços como cirurgiões de navio, andaram pelo mundo e regressaram à Grã-Bretanha.
Entretanto, aconteceu-lhes uma revolução nas crenças. Charles, que se tornara clérigo, apaixonou-se pela ciência e o seu principal livro, Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural, iria desacreditar, como nenhum outro, a verdade da Bíblia. Robert, que se afastou da religião da infância para voltar a ela com ganas de ovelha que reencontra o redil, seria o difusor da Bíblia por um mundo vasto e inexplorado, o da língua portuguesa.
A sua acção na Madeira foi classificada, por contemporâneos e correligionários, como “o facto maior das Missões Protestantes Modernas”. Talvez um exagero mas, em todo o caso, Kalley foi protagonista da primeira grande evangelização protestante em Portugal. Além disso, viria a ser também o primeiro missionário protestante do Brasil, onde é considerado o fundador de duas importantes igrejas, a Evangélica Congregacional e a Cristã Evangélica.
O Império Britânico homenageia só os que directamente o serviram, pela conquista ou pela glória nas Artes, Letras ou Ciências. Por isso, tanto David Livingstone como Charles Darwin repousam no panteão imperial, na Abadia de Westminster. Respeitadora, a Grã-Bretanha não se mete por searas alheias, deixa a Deus o que é exclusivamente de Deus e, em 1888, Robert Reid Kalley, foi discretamente enterrado no Dean Cemetery, em Edimburgo.
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