sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
longe fica a rua onde te vi
e a vida pôde recomeçar
onde eu quis sentar-me ao pé de ti
cheio de assuntos para te impressionar
pronto para ir
ao fim do mundo atrás de ti
pronto para ver
perder-se a lembrança de mim
pronto para ir
ao fim do mundo atrás de ti
os teus olhos passaram por mim
eu que tinha a vida a desesperar
e num instante o futuro decidi
ao não decidir
ao congelar
eu pronto para ir
ao fim do mundo atrás de ti
pronto para ver
perder-se a lembrança de mim
pronto para ir
ao fim do mundo atrás de ti
é que os fracos não agarram
as hipóteses de mudar
pelo que agora só me resta recordar
pronto para ir
ao fim do mundo atrás de ti
pronto para ver
perder-se a lembrança de mim
pronto para ir
ao fim do mundo atrás de ti
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Durante toda a minha vida tive frequentemente oportunidade de me ocupar de problemas de educação. Aprendi muito sobretudo em contacto com crianças difíceis, provenientes na sua maioria de famílias onde reinava a violência. Nesses lares as mulheres eram quase sempre vítimas da brutalidade dos maridos; estes eram geralmente alcoólicos e o seu comportamento marcava toda a vida familiar. Era esse o esquema típico de confrontação das crianças com um ambiente violento. Hoje em dia a violência deslocou-se, apoderando-se dos ecrãs de televisão. É aí que as crianças contemplam a violência dia após dia, durante horas. Devido a minha experiência, parece-me que atingimos um ponto muito importante, mesmo crucial. A televisão produz violência e introdu-la nos lares que, antes, não a conheciam.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
If i told you things i did before,
told you how i used to be,
would you go along with someone like me?
If you knew my story word for word,
handled all of my history,
would you go along with someone like me ?
I did before and had my share,
it didn't lead nowhere.
I would go along with someone like you.
It doesn't matter what you did,
who you were hanging with.
We could stick around and see this night through.
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*Artista - Peter Bjorn and John,
2006 dC,
Música
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Se a culpa for nossa, haverá a humilhação do pedido de desculpas, a humilhação mais profunda de fazer restituições onde for possível, e a humilhação mais profunda de todas que é confessar que as feridas que causamos levarão tempo para sarar e não podem facilmente ser esquecidas. Se, por outro lado, não fomos nós quem causou o mal, então talvez tenhamos de suportar o embaraço se reprovar ou repreender a outra pessoa, arriscando, assim, perder a sua amizade. Embora os seguidores de Jesus jamais tenham o direito de recusar perdão, muito menos fazer vingança, não nos é permitido baratear o perdão, oferecendo-o prematuramente onde não houver perdão.
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*Assunto - Perdão,
*Autor - John Stott,
*Obra - A Cruz de Cristo,
1986 dC
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O princípio que se aplica à família, aplica-se também à família da igreja. Ambos os tipos de família precisam de disciplina, e pela mesma razão. Entretanto, hoje é rara a disciplina na igreja, e onde ela é exercida, muitas vezes é inabilmente administrada As igrejas têm a tendência de oscilar entre a severidade extrema, que excomunga os membros pelas ofensas mais triviais, e a frouxidão extrema, que jamais nem mesmo admoesta os ofensores. O Novo Testamento, porém, oferece instruções claras acerca da disciplina, por um lado sua necessidade por causa da santidade da igreja, e por outro, seu propósito construtivo, a saber, se possível, ganhar e restaurar o membro ofensor.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O amor genuíno também se enraivece, sendo hostil a tudo o que, nos filhos, se opõe ao seu bem maior. A justiça sem misericórdia é por demais severa, e a misericórdia sem a justiça é por demais leniente. Além do mais, os filhos sabem disso automaticamente. Possuem um sentido inato de ambas as coisas. Se fizerem algo que sabem ser errado, também sabem que merecem a punição, e tanto desejam quanto esperam recebê-la. Sabem também de imediato se o castigo está sendo oferecido sem amor ou contrariamente à justiça. Os dois clamores mais pungentes de um filho são ‘Ninguém me ama’ e: ‘Não é justo’. O sentido de amor e justiça dos filhos vem de Deus, que os fez à sua imagem, e que se revelou como amor santo na cruz.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Ainda não resististes até o sangue, combatendo contra o pecado; e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correcção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido; pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além disto, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e os olhávamos com respeito; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos? Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados.
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*Assunto - Disciplina,
*Bíblia - Hebreus,
*Obra - A Cruz de Cristo,
Bíblia
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
The one great insight about St. Thomas himself, which comes to us from the history of St. Thomas in Babylonia and Índia, is that he was a fearless evangelist and a great builder of churches. Those people in the modern world who would accept Christianity but would reject the church (i.e. assembly or local congregation) as the central human instrument in the strategy of God have divorced themselves from Apostolic tradition. Were the Apostles to return to earth today, they would have little time for those who imagine there can be a churchless Christanity. Such “Christianity”, if we even dare call it that, is incapable of survival.
If we would have Christianity survive, our first loyalty must be to the One whom St. Thomas called ”My Lord and my God”, and secondly to the only divinely ordained institution on earth, the local assembly or congragation oh His peolple.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
It is not a question between mysticism and rationality. It is a question between mysticism and madness. For mysticism, and mysticism alone, has kept men sane from the beginning of the world. All the straight roads of logic lead to some Bedlam, to Anarchism or to passive obedience, to treating the universe as a clockwork of matter or else as a delusion of mind. It is only the Mystic, the man who accepts the contradictions, who can laugh and walk easily through the world.
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*Autor - Gilbert Keith Chesterton,
1904 dC
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
When I was young, it seemed that life was so wonderful,
a miracle, oh it was beautiful, magical.
And all the birds in the trees, well they'd be singing so happily,
joyfully, playfully watching me.
But then they send me away to teach me how to be sensible,
logical, responsible, practical.
And they showed me a world where I could be so dependable,
clinical, intellectual, cynical.
There are times when all the world's asleep,
the questions run too deep
for such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
but please tell me who I am.
Now watch what you say or they'll be calling you a radical,
liberal, fanatical, criminal.
Won't you sign up your name, we'd like to feel you're
acceptable, respectable, presentable, a vegetable!
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*Artista - Supertramp,
1979 dC,
Música
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Hoje fiz a barba com Colgate Triple Action. Não posso dizer que tenha desgostado: a pouca espuma que o pincel produziu e o consequente atrito acrescido da lâmina sobre a pele gordurosa e borbulhenta foi compensado pelo cheiro a Hálito Fresco que deito da cara e do pescoço (sim, também faço a barba no pescoço), o que sempre dá para disfarçar o ar carregado de aromas de peixe-espada-preto grelhado que desde ontem ventilo da boca. Faz lembrar aquela vez em que, estando atrasado para um jogo de futebol (no qual era peça essencial, mais ou menos como o João Alves é para o Sporting) confundi o Tatum-verde pelo Dystron da minha tia. Também não posso dizer que tenha desgostado: a higiene vaginal que se produziu na minha cavidade oral deu o golpe de misericordia no abcesso que me atacou o primeiro pré-molar esquerdo do maxilar superior depois de ter andado quase uma semana com uma espinha de sardinha enfiada entre a gengiva e o dente. Já lavei o chão com Florestal, já adubei uma planta com Benurons. Mas creio que ter substituido um vidro (que previamente apedrejara) utilizando massa de folar para o cimentar ao seu devido local terá sido o momento alto da minha carreira de desadaptado. Quando meia hora depois o vidro caiu e novamente se estilhaçou - depois de o cão da vizinha ter comido a massa açucarada que o segurava - iniciei uma investigação que culminou na sentença unânime por parte da familia de que eu precisava de tratamento, embora admitissem as minhas qualidades para detective. Não tenho uma vida fácil.
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*Blogs - A Causa Foi Modificada,
2006 dC,
Blogs
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Lembrem-se, portanto, os cristãos, de que se deixarmo-nos apanhar na armadilha contra a qual venho avisando, o que teremos feito é entre outras coisas, pormo-nos na posição em que, na realidade, estaremos enunciando em terminologia evangélica simplesmente o que o incrédulo está dizendo com os seus próprios termos. A fim de nos defrontarmos com o homem moderno em perspectiva correcta e em bases justas, forçoso nos é remover a dicotomia. Necessário se faz ouvir a Escritura a falar a real verdade tanto a respeito do próprio Deus como da área em que a Bíblia tange a história e o cosmos. É isto que os nossos predecessores na Reforma apreenderam de maneira tão cabal.
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*Autor - Francis Schaeffer,
*Obra - A Morte da Razão,
1968 dC
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Tem, pois, o Cristianismo a oportunidade de falar claramente quanto ao facto de que a resposta que oferece encerra exactamente aquilo de que se desesperou o homem moderno – a unidade do pensamento. É uma resposta una, que abarca a vida como um todo. É verdade que o homem terá de renunciar a seu arraigado racionalismo, entretanto, com base no que se pode discutir, tem ele plena possibilidade de recobrar a racionalidade. Pode-se perceber, agora, porque insisti com tanta ênfase, anteriormente, na diferença entre racionalismo e racionalidade. Esta perdeu-a o homem moderno. Pode, porém, reavê-la mercê de uma resposta unificada à vida com base no que se abre à verificação e à discussão.
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*Autor - Francis Schaeffer,
*Obra - A Morte da Razão,
1968 dC
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A viúva de um membro dum grupo de profetas foi ter com Eliseu e disse: “O meu marido, teu servo, morreu. Como sabes, ele era fiel ao Senhor. Agora, veio um credor que quer levar os meus dois filhos como escravos.” Eliseu disse-lhe: “Que posso eu fazer? Diz-me o que tens em casa.” Ela respondeu-lhe: “A tua serva só tem uma garrafa de azeite.” Então Eliseu disse-lhe: “Vai ter com os teus vizinhos e pede-lhe emprestadas vasilhas vazias em grande quantidade. Depois, metes-te em casa com os teus filhos, trancas a porta e enches de azeite as vasilhas, pondo-as de parte, à medida que as fores enchendo.”
A mulher foi-se embora dali, entrou em casa com os filhos e trancou a porta; os filhos então iam-lhe passando as vasilhas e ela ia-as enchendo. Quando estavam as vasilhas todas cheias, ela disse a um dos filhos: “Traz-me mais uma vasilha!” Ele respondeu que não havia mais vasilhas. E, nesse momento, o azeite deixou de correr.
A mulher foi contar tudo ao profeta Eliseu, que lhe disse: “Agora vais vender esse azeite para pagares a tua dívida. O dinheiro que sobrar será suficiente para viveres, tu e os teus filhos.”
A mulher foi-se embora dali, entrou em casa com os filhos e trancou a porta; os filhos então iam-lhe passando as vasilhas e ela ia-as enchendo. Quando estavam as vasilhas todas cheias, ela disse a um dos filhos: “Traz-me mais uma vasilha!” Ele respondeu que não havia mais vasilhas. E, nesse momento, o azeite deixou de correr.
A mulher foi contar tudo ao profeta Eliseu, que lhe disse: “Agora vais vender esse azeite para pagares a tua dívida. O dinheiro que sobrar será suficiente para viveres, tu e os teus filhos.”
II Reis 4
sábado, 28 de novembro de 2009
O que a apocalipse faz, de acordo com o seu género literário, é erguer a cortina que oculta o mundo invisível da realidade espiritual e mostrar o que se está a passar nos bastidores. O conflito entre a igreja e o mundo é visto como não mais que uma expressão no palco público de concurso invisível entre Cristo e Satanás, o Cordeiro e o Dragão.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Helping the kids out of their coats
But wait the babies haven't been born oh oh oh
Unpacking the bags and setting up
And planting lilacs and buttercups oh oh oh
But in the meantime
I've got it hard
Second floor living without a yard
It may be years until the day
My dreams will match up with my pay
Old dirt road (mushaboom)
Knee deep snow (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Old I got a man to stick it out
And make a home from a rented house oh oh oh
And we'll collect the moments one by one
I guess that's how the future's done oh oh oh
How many acres how much light
Tucked in the woods and out of sight
Talk to the neighbours and tip my cap
On a little road barely on the map
Old dirt road
Rambling rose (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Well I'm sold ...
But wait the babies haven't been born oh oh oh
Unpacking the bags and setting up
And planting lilacs and buttercups oh oh oh
But in the meantime
I've got it hard
Second floor living without a yard
It may be years until the day
My dreams will match up with my pay
Old dirt road (mushaboom)
Knee deep snow (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Old I got a man to stick it out
And make a home from a rented house oh oh oh
And we'll collect the moments one by one
I guess that's how the future's done oh oh oh
How many acres how much light
Tucked in the woods and out of sight
Talk to the neighbours and tip my cap
On a little road barely on the map
Old dirt road
Rambling rose (mushaboom)
Watching the fire as we grow (mushaboom)
Well I'm sold ...
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*Artista - Leslie Feist,
2005 dC,
Música
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
É compreensível que as pessoas que tiveram uma forte dos de religião manipuladora, controladora, opressiva, ou entediante procurem uma espiritualidade "pura". Mas jamais vão encontrá-la. Houve muitos empreendimentos, em nossa longa história cristã, de pessoas que tentaram criar o que imaginavam ser uma espiritualidade não contaminada. Sempre acabavam criando algo pior que aquilo que rejeitavam. Sempre acabavam como mais uma variação da velha espiritualidade-faça-a-sua-própria - muito de ego, pouquíssimo de Deus. Espiritualidade do ego. Estamos sendo atacados por essa epidemia atualmente.
(...)
Na verdade, agradou-me mais o modo com que você lidou com isso nos dois últimos anos: um envolvimento de boa vontade, mas discreto, nos assuntos religiosos da congregação, contudo manteve o entusiasmo e um apetite insaciável pela Palavra de Deus e pelo Espírito em meio a um amplo espectro de circunstâncias e experiências, e com uma variedade surpreendente de pessoas.
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*Autor - Eugene Peterson,
*Obra - Diálogos de Sabedoria,
1998 dC
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
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