sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Co'os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo - Mudei de idéia
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniqüidade
Resolvi tudo explodir
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir
Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni
Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
Etiquetas:
*Artista - Chico Buarque,
*Assunto - Expiação,
*Assunto - Multidão,
1977 dC,
Música
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Há uma sala do trono maior do que o universo que habitamos. No meio de uma escuridão sem alívio, ( ou de uma luz sem sombras, dependendo de quem está se aproximando do trono), no centro absoluto de todos os universos, há um trono de pura luz. Ou de árvores vivas. Ou de mármore. Ou de gelo. Ou de cabeças e corações e olhos sangrentos de um animal que nunca ninguem viu vivo. Ninguem sabe do que é feito o trono porque não existem duas criaturas em existência que vêem o trono da mesma maneira. Os seres que habitam a sala do trono são pequenos, minúsculos em comparação com o trono e aquele que se assenta sobre ele- como crianças em relação a seu pai, como formigas em relação a uma montanha, como moléculas em relação ao sistema solar.
O que senta sobre o trono, todos já viram, mas nenhum sabe descrever. Nenhum santo ou criatura exaltada ou espírito antigo saberia começar a descrever sua aparência- ninguem nem viu seu rosto- embora existam rumores que alguns anfíbios comeram um santo alimento que os deu capacidade de começar a descrevê-lo, mas esse conhecimento os levou a loucura e a morte ("Eles não estavam prontos," dizia um espírito de vento para sua parceira, "eles foram apressados demais.")- e se fossem pressionados diriam apenas que ele é justamente o que você esperaria que ele fosse, só que muito mais. E assentado no centro exato da sala do trono está Ele, cuja voz e aparência e textura definia toda a existência de toda outra criatura na sala- no universo- em todos os universos- e cuja presença fazia tuda outra coisa parecer irreal e ilusória. Ele está sempre sentado, sua cabeça acima da linha de visão de todos, até mesmo dos mais poderosos arcons, calmamente mantendo toda a existência em existência, fazendo rodar as galáxias, fazendo seus julgamentos, paciente como só alguem que não está limitado ao tempo é paciente.
O tempo. Toda criatura na sala do trono vê a existência como uma sucessão de fatos, como uma sequência de segundos, como um antes, um agora e um depois, menos aquele que está no trono. Ninguem entende como ele vê o mundo. Uns dizem que Ele é na verdade um imenso ato, e o universo é a interpretação que nossa mente nos dá á medida que ela vai conseguindo decifra-lo. Outros dizem que ele vê o tempo como alguem vê um mapa. Outros dizem que ele já moveu tudo e fez tudo antes mesmo dos universos começarem, e que os atos que os membros da corte vêem serem feitos no trono são apenas uma ilusão. E outros, talvez com mais razão, dizem que a maneira que Ele vê as coisas é que define como as coisas realmente são, e portanto a maneira em que ele vê o tempo- um meio pelo qual seres menores interpretam a realidade- é a natureza verdadeira do tempo, e assim viver a vida experimentando um ato após o outro é uma peculiaridade nossa, e os atos que vemos Ele fazer podem muito bem ter ocorrido há milênios, ou daqui a milhões de anos, ou em bilhões de momentos presentes. A criatura não vê o eterno agir diretamente, mas vê reflexos vindo de todos os cantos do universo captados com todos os sentidos, e os interpreta da maneira mais adequada á sua natureza.
Assim, ninguem sabia com certeza (nem os anjos, nem os arcons, nem os deuses, nem os demiúrgos ao redor das quais gravitam os universos, nem os seres que habitam a árvore do mundo, que atravessa os nove planos da existência e cujas folhas mais altas atingem por pouco a base do trono) o que ocorria quando Lúcifer (esse não era seu nome. Ouvir seu nome verdadeiro era como ouvir o sol nascer, era como ouvir uma luz puramente vermelha rasgar o universo. Seu nome era mais real e concreto do que todos os universos combinados, e quase tão precioso. Novamente, o que temos são reflexos, sussurros que espalham pelo universo e chegam a ouvidos fechados) entrava na sala do trono e pedia uma audiência com o Criador. Ele entrava em intervalos regulares que passavam como minutos para alguns seres, e milênios para outros, mas quando ele entrava, toda a sala se colocava em silêncio. Seus passos eram decididos, quase atrevidos (mas nem tanto), e sua estatura fazia os anjos parecerem pássaros em comparação. Ele era belo, mais belo do que o trono, mais belo até do que Sofia, mas seus passos traziam um frio que invadia a própria essência de cada ser, e sua aura era como um vácuo, um contorno negro em volta de seu corpo que sugava lentamente a vida, cor e forma de tudo ao seu redor. E quando ele abria a boca (ou aquilo que poderíamos chamar de boca. O que ele teria, se tivesse uma boca), e sua voz se elevava ao trono, por um segundo, por um furioso segundo, um segundo que passava como um microsegundo para alguns e como um milênio para outros, todo ser na sala era tomado por um amor violento, angústiado, desesperado por ele, pois ouvir a voz de Lúcifer é como ouvir música pela primeira vez, é como experimentar seu primeiro beijo, é como se esquecer de tudo e querer viver apenas para a amar a voz.
Mas então Aquele que está sentado no trono dizia algo (ninguem entendia o quê, a não ser Lúcifer e alguns pequeninos espíritos que haviam fugido do o universo de Lúcifer. Ele dizia "De onde vens?"), ao que Lúcifer respondia, "De perambular pelo meu universo e andar por ele". Lúcifer tinha seu próprio universo. Ele havia roubado um dos infinitos bilhões de universos, um dos menores, mas ele nunca deixava de lembrar o Criador que ele havia tomado posse daquela pequena faísca de existência e torturado seus habitantes ao ponto da loucura. Haviam rumores de que um dos aspectos do Eterno havia infiltrado o universo, ou estava invadindo o universo, ou simplesmente iria arrancar o universo das mãos de Lúcifer, mas quando se trata destes mistérios, novamente, não conseguimos ver a coisa em si; ela é grande demais para ser vista. A única coisa que havia eram sussuros e reflexos que ecoavam pela sala do trono. Rumores, notícias e fofocas vindo de cantos remotos são comuns nessa sala, onde todos os universos se encontram, e, por um breve instante que dura para sempre, se tocam. Os rumores dizem que durante cada audiência eles discutem sobre um animal que mora em num canto sujo do universo roubado, algo que soa quase como um jogo, algo que soaria como uma aposta, se os habitantes da sala do trono soubessem o que era uma aposta.
E então há silêncio. Lúcifer se cala, e a Voz se cala, e por algum tempo (para alguns parecem segundos, para outros, bilhões de anos) há silêncio total. E então Aquele que se assenta no trono diz, "Porque?"
Lúcifer se mantém impassível e diz, "Você é onisciente. Você sabe."
"Mas isso não me impede de querer ouvir você dizendo. Eu sei de todas as coisas, mas me deleito quando um pequenino se revela voluntariamente a mim."
"Você quer que eu jogue em sua cara a razão pela qual eu te odeio? A razão pela qual eu peguei aquele universo insignificante?"
"Nada é insignificante."
Silêncio, e então Lúcifer fala:
"Eu vencerei, no final. Eu terminarei de destruir esse universo e pegarei outro. Você não cria universos novos para substituir os velhos, e você não tira os universos de mim. Eventualmente, todos os mundos estarão destruídos, e eu vencerei."
"Você não tirou aquele universo de mim."
"Eu sei. Seus príncipes o entregaram em minhas mãos. Mas fui eu que os seduzi. Eu seduzirei outros. Você verá."
"Eu vejo."
"Que seja."
"Você sabe que nunca poderá vencer."
Silêncio. Lúcifer sabe que isso é verdade, sabe que todo o seu esforço é em vão.
Mas Ele está ferido. Lúcifer sorri por entre seu desespero e se anima com esse fato. Ele pode ser todo-poderoso, mas Ele ama esse universo destruído, e enquanto ele pudesse machucar aqueles mundos, ele estava machucando o Criador. Lúcifer vira e começa a sair da sala do trono. A voz do Eterno sai atrás dele com um amor mais forte do que a força combinada dos arcanjos e pede, "Volte. Fique. Você sabe que não tem que ser assim."
Lúcifer se vira, sorrindo triunfalmente. "Você diz isso toda vez."
"Sim."
"Eu recuso seu amor. Eu rejeito seu perdão. E eu vencerei. Enquanto eu tiver uma maneira de te ferir, eu vencerei."
E sua presença não está mais na sala do trono, e um eco atravessa todos os universos, uma voz mais potente do que as estrelas, diz para cada criatura em cada plano de existência, "Volte." E uma voz como o vento da primavera atravessa o bastião da revolta, a pequena sala do trono de Lúcifer (alguns a conhecem como Nastrond, outros como Hades, outros com nomes piores e outros a conhecem como lar) e implora de cada alma danada, "Volte." E uma voz como o de um pai falando com um sua filha doente e morrendo, uma voz com amor e compaixão infinitos- uma voz que definia o próprio amor- sussurra a toda criatura de um pequeno planeta num canto esquecido do universo de Lúcifer, dizendo "Volte".
O que senta sobre o trono, todos já viram, mas nenhum sabe descrever. Nenhum santo ou criatura exaltada ou espírito antigo saberia começar a descrever sua aparência- ninguem nem viu seu rosto- embora existam rumores que alguns anfíbios comeram um santo alimento que os deu capacidade de começar a descrevê-lo, mas esse conhecimento os levou a loucura e a morte ("Eles não estavam prontos," dizia um espírito de vento para sua parceira, "eles foram apressados demais.")- e se fossem pressionados diriam apenas que ele é justamente o que você esperaria que ele fosse, só que muito mais. E assentado no centro exato da sala do trono está Ele, cuja voz e aparência e textura definia toda a existência de toda outra criatura na sala- no universo- em todos os universos- e cuja presença fazia tuda outra coisa parecer irreal e ilusória. Ele está sempre sentado, sua cabeça acima da linha de visão de todos, até mesmo dos mais poderosos arcons, calmamente mantendo toda a existência em existência, fazendo rodar as galáxias, fazendo seus julgamentos, paciente como só alguem que não está limitado ao tempo é paciente.
O tempo. Toda criatura na sala do trono vê a existência como uma sucessão de fatos, como uma sequência de segundos, como um antes, um agora e um depois, menos aquele que está no trono. Ninguem entende como ele vê o mundo. Uns dizem que Ele é na verdade um imenso ato, e o universo é a interpretação que nossa mente nos dá á medida que ela vai conseguindo decifra-lo. Outros dizem que ele vê o tempo como alguem vê um mapa. Outros dizem que ele já moveu tudo e fez tudo antes mesmo dos universos começarem, e que os atos que os membros da corte vêem serem feitos no trono são apenas uma ilusão. E outros, talvez com mais razão, dizem que a maneira que Ele vê as coisas é que define como as coisas realmente são, e portanto a maneira em que ele vê o tempo- um meio pelo qual seres menores interpretam a realidade- é a natureza verdadeira do tempo, e assim viver a vida experimentando um ato após o outro é uma peculiaridade nossa, e os atos que vemos Ele fazer podem muito bem ter ocorrido há milênios, ou daqui a milhões de anos, ou em bilhões de momentos presentes. A criatura não vê o eterno agir diretamente, mas vê reflexos vindo de todos os cantos do universo captados com todos os sentidos, e os interpreta da maneira mais adequada á sua natureza.
Assim, ninguem sabia com certeza (nem os anjos, nem os arcons, nem os deuses, nem os demiúrgos ao redor das quais gravitam os universos, nem os seres que habitam a árvore do mundo, que atravessa os nove planos da existência e cujas folhas mais altas atingem por pouco a base do trono) o que ocorria quando Lúcifer (esse não era seu nome. Ouvir seu nome verdadeiro era como ouvir o sol nascer, era como ouvir uma luz puramente vermelha rasgar o universo. Seu nome era mais real e concreto do que todos os universos combinados, e quase tão precioso. Novamente, o que temos são reflexos, sussurros que espalham pelo universo e chegam a ouvidos fechados) entrava na sala do trono e pedia uma audiência com o Criador. Ele entrava em intervalos regulares que passavam como minutos para alguns seres, e milênios para outros, mas quando ele entrava, toda a sala se colocava em silêncio. Seus passos eram decididos, quase atrevidos (mas nem tanto), e sua estatura fazia os anjos parecerem pássaros em comparação. Ele era belo, mais belo do que o trono, mais belo até do que Sofia, mas seus passos traziam um frio que invadia a própria essência de cada ser, e sua aura era como um vácuo, um contorno negro em volta de seu corpo que sugava lentamente a vida, cor e forma de tudo ao seu redor. E quando ele abria a boca (ou aquilo que poderíamos chamar de boca. O que ele teria, se tivesse uma boca), e sua voz se elevava ao trono, por um segundo, por um furioso segundo, um segundo que passava como um microsegundo para alguns e como um milênio para outros, todo ser na sala era tomado por um amor violento, angústiado, desesperado por ele, pois ouvir a voz de Lúcifer é como ouvir música pela primeira vez, é como experimentar seu primeiro beijo, é como se esquecer de tudo e querer viver apenas para a amar a voz.
Mas então Aquele que está sentado no trono dizia algo (ninguem entendia o quê, a não ser Lúcifer e alguns pequeninos espíritos que haviam fugido do o universo de Lúcifer. Ele dizia "De onde vens?"), ao que Lúcifer respondia, "De perambular pelo meu universo e andar por ele". Lúcifer tinha seu próprio universo. Ele havia roubado um dos infinitos bilhões de universos, um dos menores, mas ele nunca deixava de lembrar o Criador que ele havia tomado posse daquela pequena faísca de existência e torturado seus habitantes ao ponto da loucura. Haviam rumores de que um dos aspectos do Eterno havia infiltrado o universo, ou estava invadindo o universo, ou simplesmente iria arrancar o universo das mãos de Lúcifer, mas quando se trata destes mistérios, novamente, não conseguimos ver a coisa em si; ela é grande demais para ser vista. A única coisa que havia eram sussuros e reflexos que ecoavam pela sala do trono. Rumores, notícias e fofocas vindo de cantos remotos são comuns nessa sala, onde todos os universos se encontram, e, por um breve instante que dura para sempre, se tocam. Os rumores dizem que durante cada audiência eles discutem sobre um animal que mora em num canto sujo do universo roubado, algo que soa quase como um jogo, algo que soaria como uma aposta, se os habitantes da sala do trono soubessem o que era uma aposta.
E então há silêncio. Lúcifer se cala, e a Voz se cala, e por algum tempo (para alguns parecem segundos, para outros, bilhões de anos) há silêncio total. E então Aquele que se assenta no trono diz, "Porque?"
Lúcifer se mantém impassível e diz, "Você é onisciente. Você sabe."
"Mas isso não me impede de querer ouvir você dizendo. Eu sei de todas as coisas, mas me deleito quando um pequenino se revela voluntariamente a mim."
"Você quer que eu jogue em sua cara a razão pela qual eu te odeio? A razão pela qual eu peguei aquele universo insignificante?"
"Nada é insignificante."
Silêncio, e então Lúcifer fala:
"Eu vencerei, no final. Eu terminarei de destruir esse universo e pegarei outro. Você não cria universos novos para substituir os velhos, e você não tira os universos de mim. Eventualmente, todos os mundos estarão destruídos, e eu vencerei."
"Você não tirou aquele universo de mim."
"Eu sei. Seus príncipes o entregaram em minhas mãos. Mas fui eu que os seduzi. Eu seduzirei outros. Você verá."
"Eu vejo."
"Que seja."
"Você sabe que nunca poderá vencer."
Silêncio. Lúcifer sabe que isso é verdade, sabe que todo o seu esforço é em vão.
Mas Ele está ferido. Lúcifer sorri por entre seu desespero e se anima com esse fato. Ele pode ser todo-poderoso, mas Ele ama esse universo destruído, e enquanto ele pudesse machucar aqueles mundos, ele estava machucando o Criador. Lúcifer vira e começa a sair da sala do trono. A voz do Eterno sai atrás dele com um amor mais forte do que a força combinada dos arcanjos e pede, "Volte. Fique. Você sabe que não tem que ser assim."
Lúcifer se vira, sorrindo triunfalmente. "Você diz isso toda vez."
"Sim."
"Eu recuso seu amor. Eu rejeito seu perdão. E eu vencerei. Enquanto eu tiver uma maneira de te ferir, eu vencerei."
E sua presença não está mais na sala do trono, e um eco atravessa todos os universos, uma voz mais potente do que as estrelas, diz para cada criatura em cada plano de existência, "Volte." E uma voz como o vento da primavera atravessa o bastião da revolta, a pequena sala do trono de Lúcifer (alguns a conhecem como Nastrond, outros como Hades, outros com nomes piores e outros a conhecem como lar) e implora de cada alma danada, "Volte." E uma voz como o de um pai falando com um sua filha doente e morrendo, uma voz com amor e compaixão infinitos- uma voz que definia o próprio amor- sussurra a toda criatura de um pequeno planeta num canto esquecido do universo de Lúcifer, dizendo "Volte".
Etiquetas:
*Autor - John Santos,
*Blogs - Mero Cristianismo,
Blogs
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Eu creio que a Terra de Canaã fala da vida vitoriosa do cristão. A salvação de Deus levou-nos através do Jordão, mas muitos cristão desfalecem na fronteira da Terra Prometida. Teimosamente, não acreditamos que a subida do monte nos leve à nossa herança, e escondemo-nos entre as rochas do vale.
Etiquetas:
*Autor - George Werver,
*Obra - Fome de Autenticidade
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
While you are away
My heart comes undone
Slowly unravels
In a ball of yarn
The devil collects it
With a grin
Our love
In a ball of yarn
He'll never return it
So when you come back
We'll have to make new love
Etiquetas:
*Artista - Bjork,
*Assunto - Memória,
*Assunto - Tentação,
Música
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
wisdom is "the God given insight into our human circumstances and situations that enables a man to see God's will, coupled with a whole-hearted desire to see it done
Etiquetas:
*Autor - John Blanchard,
*Autor - Simon Robinson,
1998 dC
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
"- Lógica! - Exclamou o profesor, mais para si do que para os garotos. - Porque não ensinam Lógica nas nossas escolas? Só há três possibilidades. Ou a vossa irmã anda a mentir, ou está louca, ou está a dizer a verdade. Vocês sabem que ela não mente, e é óbvio que não está louca. Então por agora, e a menos que surjam outros indícios em contrário, temos de partir do princípio de que ela está a dizer a verdade.
Susan olhou-o com toda a atenção e, pela expressão do seu rosto, teve a certeza de que ele não estava a troçar deles.
- Mas como poderia iso ser verdade, professor? - perguntou Peter?
- Porque dizes isso?
- Bem, por um lado, se fosse real, porque não encontraram todas as pessoas esse país de cada vez que vãoao guarda-fatos? Quero dizer, não havia lá nada quando nós olhámos; e a Lucy também confirmou que, de facto, não havia.
- Que tem isso a ver com o assunto?
- Bem, professor, quando as coisas são reais, existem sempre - explicou Peter.
- Existem? - perguntou o professor. E Peter ficou sem saber o que quereria ele dizer.
- Mas não houve tempo - disse Susan. A Lucy não teve tempo de ir a parte nenhuma, mesmo que esse lugar existisse. Apareceu a correr atrás de nós mal saímos da sala. Levou menos de um minuto e afirmou ter passado lá horas.
- É isso que torna tão provável o facto de a história ser verdadeis. Se houver uma porta nesta casa que conduza a um outro mundo (e devo avisar-vos de que esta casa é muito estranha e de que eu mesmo sei muito pouco a seu respeito), se, repito, ela foi até outro mundo, não me surpreenderia nada descobrir que esse mundo tinha um tempo diferente do nosso; de modo que, por muito tempo que lá ficasse, isso não seria tempo nenhum no nosso. Por outro lado, nãoi julgo que muitas meninas da idade dela inventassem uma coisa dessas. Se ela tivesse andado a fingir, ter-se-ia escondido durante um tempo razoável antes de aparecer a contar-vos a história.
- Mas o professor quer mesmo dizer que pode haver outros mundos em toda a parte, mesmo aqui pertinho? - perguntou Peter
- Nada é mais provável - respondeu o professor, tirando os óculos e começando a limpá-los, enquanto resmungava baixinho: Que lhes ensinarão na escola?"
Susan olhou-o com toda a atenção e, pela expressão do seu rosto, teve a certeza de que ele não estava a troçar deles.
- Mas como poderia iso ser verdade, professor? - perguntou Peter?
- Porque dizes isso?
- Bem, por um lado, se fosse real, porque não encontraram todas as pessoas esse país de cada vez que vãoao guarda-fatos? Quero dizer, não havia lá nada quando nós olhámos; e a Lucy também confirmou que, de facto, não havia.
- Que tem isso a ver com o assunto?
- Bem, professor, quando as coisas são reais, existem sempre - explicou Peter.
- Existem? - perguntou o professor. E Peter ficou sem saber o que quereria ele dizer.
- Mas não houve tempo - disse Susan. A Lucy não teve tempo de ir a parte nenhuma, mesmo que esse lugar existisse. Apareceu a correr atrás de nós mal saímos da sala. Levou menos de um minuto e afirmou ter passado lá horas.
- É isso que torna tão provável o facto de a história ser verdadeis. Se houver uma porta nesta casa que conduza a um outro mundo (e devo avisar-vos de que esta casa é muito estranha e de que eu mesmo sei muito pouco a seu respeito), se, repito, ela foi até outro mundo, não me surpreenderia nada descobrir que esse mundo tinha um tempo diferente do nosso; de modo que, por muito tempo que lá ficasse, isso não seria tempo nenhum no nosso. Por outro lado, nãoi julgo que muitas meninas da idade dela inventassem uma coisa dessas. Se ela tivesse andado a fingir, ter-se-ia escondido durante um tempo razoável antes de aparecer a contar-vos a história.
- Mas o professor quer mesmo dizer que pode haver outros mundos em toda a parte, mesmo aqui pertinho? - perguntou Peter
- Nada é mais provável - respondeu o professor, tirando os óculos e começando a limpá-los, enquanto resmungava baixinho: Que lhes ensinarão na escola?"
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
"- Como sabem que a história da vossa irmã não é verdadeira?
- Mas... - começou Susan a dizer, e depois interrompeu-se. Pela cara do professor, via-se que ele falava muito a sério. Seguidamente recompôs-se e prosseguiu: - Mas o Edmund disse que só tinham estado a fingir.
- Isso é um aspecto da questão em que vale a pena reflectir com todo o cuidado. Por exemplo... Desculpem estar a fazer perguntas... Mas, segundo a vossa experiência, qual dos vossos dois irmãos é de maior confiança? Quero dizer, qual deles é mais sincero?
- Isso é que é esquisito, professor. Até agora teríamos dito sempre que era a Lucy - respondeu Peter.
- E qual é a tua opinião, minha querida? - perguntou o professor, virando-se para Susan.
- De uma maneira geral, diria o mesmo que o Peter, mas toda a história acerca do bosque e do fauno não pode ser verdade.
- Isso é que eu já não sei - respondeu o professor. - Mas chamar mentirosa a alguém a quem sempre consideraram sincera é uma coisa muito grave; mesmo muito grave.
- Estávamos com receio que ela nem estivesse a mentir - explicou Susan. - Pensámos que talvez houvesse algum problema com a Lucy.
- Que tivesse enlouquecido, é o que querem dizer? - perguntou o professor com frieza? - Oh, podem ficar descansados a esse respeito. Basta olhar para ela e falar com ela para se ver que não está maluca.
- Mas então... - começou Susan a dizer. Nunca sonhara que um adulto pudesse falar como o professor e não sabia o que pensar."
- Mas... - começou Susan a dizer, e depois interrompeu-se. Pela cara do professor, via-se que ele falava muito a sério. Seguidamente recompôs-se e prosseguiu: - Mas o Edmund disse que só tinham estado a fingir.
- Isso é um aspecto da questão em que vale a pena reflectir com todo o cuidado. Por exemplo... Desculpem estar a fazer perguntas... Mas, segundo a vossa experiência, qual dos vossos dois irmãos é de maior confiança? Quero dizer, qual deles é mais sincero?
- Isso é que é esquisito, professor. Até agora teríamos dito sempre que era a Lucy - respondeu Peter.
- E qual é a tua opinião, minha querida? - perguntou o professor, virando-se para Susan.
- De uma maneira geral, diria o mesmo que o Peter, mas toda a história acerca do bosque e do fauno não pode ser verdade.
- Isso é que eu já não sei - respondeu o professor. - Mas chamar mentirosa a alguém a quem sempre consideraram sincera é uma coisa muito grave; mesmo muito grave.
- Estávamos com receio que ela nem estivesse a mentir - explicou Susan. - Pensámos que talvez houvesse algum problema com a Lucy.
- Que tivesse enlouquecido, é o que querem dizer? - perguntou o professor com frieza? - Oh, podem ficar descansados a esse respeito. Basta olhar para ela e falar com ela para se ver que não está maluca.
- Mas então... - começou Susan a dizer. Nunca sonhara que um adulto pudesse falar como o professor e não sabia o que pensar."
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
There are places I don't remember
There are times and days, they mean nothing to me
I've been looking through some of them old pictures
They don't serve to jog my memory
I'm not waking in the morning, staring at the walls these days
I'm not getting out the boxes, spread all over the floor
I've been looking through some of them old pictures
Those faces they mean nothing to me no more
Chorus:
I travel light
You travel light
Everything Ive done
You say you can justify, mmm you travel light
I can't pick them out, I can't put them in these sad old bags
Some things you have to lose along the way
Times are hard, I'll only pick them out, wish I was going back
Times are good, you'll be glad you ran away
(chorus)
Do you remember, how much you loved me?
You say you have no room in that thick old head
Well it comes with the hurt and the guilt, and the memories
If I had to take them with me I would never get from my bed
Theres a crack in the roof where the rain pours through
Thats the place you always decide to sit
Yeah I know I'm there for hours, the water running down (my) (your)face
Do you really think you keep it all that well hid?
No but I travel light
You dont travel light
Everything I've done
Its just a lie, you don't travel light
I'm travelling light
No you don't travel light
I'm travelling light
No, no, you don't travel light
I'm travelling light
You don't travel light
Etiquetas:
*Artista - Tindersticks,
*Assunto - Culpa,
*Assunto - Memória
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?
My friends all drive Porsches, I must make amends.
Worked hard all my lifetime, no help from my friends,
So Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?
Oh Lord, won’t you buy me a color TV ?
Dialing For Dollars is trying to find me.
I wait for delivery each day until three,
So oh Lord, won’t you buy me a color TV ?
Oh Lord, won’t you buy me a night on the town ?
I’m counting on you, Lord, please don’t let me down.
Prove that you love me and buy the next round,
Oh Lord, won’t you buy me a night on the town ?
Everybody!
Oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?
My friends all drive Porsches, I must make amends,
Worked hard all my lifetime, no help from my friends,
So oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz ?
That’s it!
Etiquetas:
*Artista - Janis Joplin,
*Assunto - Desespero,
Música
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
“No fim dos tempos, milhares de milhões de pessoas estavam espalhados numa grande planície perante o trono de Deus.
A maioria fugia da luz brilhante que lhes apresentava pela frente. Mas alguns grupos falavam animadamente – não com vergonha abjecta, mas com beligerância.
‘Pode Deus julgar-nos? Como pode ele saber acerca do sofrimento?’ perguntou uma impertinente jovem de cabelos negros. Ela rasgou a manga da blusa e mostrou um número que lhe fora tatuado num campo de concentração nazi. ‘Nós suportámos o terror… espancamentos… tortura… morte!’
Em outro grupo um rapaz negro abaixou o colarinho. ‘E que dizer disto?’, exigiu ele, mostrando uma horrível queimadura de corda. ‘Linchado… pelo único crime de ser preto!’
Noutra multidão, uma estudante grávida, de olhos malcriados. ‘Porque devo sofrer?’, murmurou ela. ‘Não foi culpa minha.’
Por toda a planície havia centenas de grupos como esses. Cada um deles tinha uma reclamação contra Deus por causa do mal e do sofrimento que ele havia permitido no seu mundo. Quão feliz era Deus por viver no céu onde tudo era doçura e luz, onde não havia choro nem medo, nem fome nem ódio. O que sabia Deus acerca de tudo o que o homem fora forçado a suportar neste mundo? Pois Deus leva uma via muito protegida, diziam.
De modo que cada um desses grupos enviou o seu líder, escolhido por ter sido o que mais sofreu. Um judeu, um negro, uma pessoa de Hiroshima, um artrítico horrivelmente deformado, uma criança talidomídica. No centro da planície tomaram conselho uns com os outros. Finalmente, estavam prontos para apresentar o seu caso.
Antes que pudesse qualificar-se para ser juiz deles, Deus deve suportar o que suportaram. A decisão deles foi que Deus devia ser condenado a viver na terra – como homem!
‘Que ele nasça judeu. Que haja dúvida acerca da legitimidade do seu nascimento. Dê-se-lhe um trabalho tão difícil que, ao tentar realizá-lo, até mesmo a sua família pensará que ele está louco. Que ele seja traído por seu amigos mais íntimos. Que ele enfrente acusações falsas, seja julgado por um juiz preconceituoso, e condenado por um juiz covarde. Que ele seja torturado. Finalmente, que ele conheça o terrível sentimento de estar sozinho. Então que ele morra. Que ele morra de tal forma que não haja dúvida de que morreu. Que haja uma grande multidão de testemunhas que o comprove.’
E quando o último acabou de pronunciar a sentença, houve um longo silêncio. Ninguém proferiu palavras. Ninguém se moveu. Pois, de súbito, todos sabiam que Deus já havia cumprido a sua sentença.”
A maioria fugia da luz brilhante que lhes apresentava pela frente. Mas alguns grupos falavam animadamente – não com vergonha abjecta, mas com beligerância.
‘Pode Deus julgar-nos? Como pode ele saber acerca do sofrimento?’ perguntou uma impertinente jovem de cabelos negros. Ela rasgou a manga da blusa e mostrou um número que lhe fora tatuado num campo de concentração nazi. ‘Nós suportámos o terror… espancamentos… tortura… morte!’
Em outro grupo um rapaz negro abaixou o colarinho. ‘E que dizer disto?’, exigiu ele, mostrando uma horrível queimadura de corda. ‘Linchado… pelo único crime de ser preto!’
Noutra multidão, uma estudante grávida, de olhos malcriados. ‘Porque devo sofrer?’, murmurou ela. ‘Não foi culpa minha.’
Por toda a planície havia centenas de grupos como esses. Cada um deles tinha uma reclamação contra Deus por causa do mal e do sofrimento que ele havia permitido no seu mundo. Quão feliz era Deus por viver no céu onde tudo era doçura e luz, onde não havia choro nem medo, nem fome nem ódio. O que sabia Deus acerca de tudo o que o homem fora forçado a suportar neste mundo? Pois Deus leva uma via muito protegida, diziam.
De modo que cada um desses grupos enviou o seu líder, escolhido por ter sido o que mais sofreu. Um judeu, um negro, uma pessoa de Hiroshima, um artrítico horrivelmente deformado, uma criança talidomídica. No centro da planície tomaram conselho uns com os outros. Finalmente, estavam prontos para apresentar o seu caso.
Antes que pudesse qualificar-se para ser juiz deles, Deus deve suportar o que suportaram. A decisão deles foi que Deus devia ser condenado a viver na terra – como homem!
‘Que ele nasça judeu. Que haja dúvida acerca da legitimidade do seu nascimento. Dê-se-lhe um trabalho tão difícil que, ao tentar realizá-lo, até mesmo a sua família pensará que ele está louco. Que ele seja traído por seu amigos mais íntimos. Que ele enfrente acusações falsas, seja julgado por um juiz preconceituoso, e condenado por um juiz covarde. Que ele seja torturado. Finalmente, que ele conheça o terrível sentimento de estar sozinho. Então que ele morra. Que ele morra de tal forma que não haja dúvida de que morreu. Que haja uma grande multidão de testemunhas que o comprove.’
E quando o último acabou de pronunciar a sentença, houve um longo silêncio. Ninguém proferiu palavras. Ninguém se moveu. Pois, de súbito, todos sabiam que Deus já havia cumprido a sua sentença.”
Many people seem to think that the sole theme of the Bible is that of our personal relationship to God. Of course that is one of the central themes, and we thank God for the salvation provided without which we would be left in hopeless despair. But that is not the only theme of the Bible. Indeed, we can go so far as to say that the Bible puts the question of personal salvation into a larger context. Ultimately the main message of the Bible concerns the condition of the entire world and its destiny; and you and I, as individuals, are a part of that larger whole. That is why it starts with the creation of the world rather than with us. The trouble is that we are inclined to be exclusively concerned with our own personal problem, whereas the Bible starts further back: it puts every problem in the context of this world view.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Eu mesmo jamais poderia crer em Deus, se não fosse pela cruz. O único Deus em que creio é que Nietzsche ridicularizou como o ‘Deus da cruz’. No mundo real da dor, como se pode adorar um Deus que seja imune a ela? Já entrei em muitos templos budistas em diferentes países da Ásia e parei respeitosamente ante a estátua de Buda, as pernas e os braços cruzados, os olhos fechados, o fantasma de um sorriso a brincar em torno dos lábios, um olhar distante, isolado das agonias do mundo. Mas de cada vez, depois de algum tempo, tive de virar-me. E, na imaginação, voltei-me para aquela figura solitária, retorcida e torturada na cruz, os cravos atravessando as mãos e os pés, as costas laceradas, os membros deslocados, a fronte sangrando por causa dos espinhos, a boca intoleravelmente sedenta, lançada nas trevas do abandono de Deus. É esse o Deus para mim! Ele deixou de lado a sua imunidade à dor. Ele entrou em nosso mundo de carne e sangue, lágrimas e morte. Ele sofreu por nós. Nossos sofrimentos tornam-se mais manejáveis à luz dos seus. Ainda há um ponto de interrogação contra o sofrimento humano, mas em cima dele podemos estampar outra marca, a cruz, que simboliza o sofrimento divino. ‘A cruz de Cristo… é a única autojustificação de Deus em um mundo como o nosso’.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
If God had a name what would it be?
And would you call it to his face?
If you were faced with him
In all his glory
What would you ask if you had just one question?
*And yeah, yeah, God is great
Yeah, yeah, God is good
Yeah, yeah, yeah-yeah-yeah
What if God was one of us?
Just a slob like one of us
Just a stranger on the bus
Trying to make his way home
If God had a face what would it look like?
And would you want to see
If seeing meant that
you would have to believe
in things like heaven and in Jesus and the saints
and all the prophets (*)
Trying to make his way home
Back up to heaven all alone
Nobody calling on the phone
'cept for the Pope maybe in Rome(*)
Just trying to make his way home
Like a holy rolling stone
Back up to heaven all alone
Just trying to make his way home
Nobody calling on the phone
'cept for the Pope maybe in Rome
Etiquetas:
*Artista - Joan Osborn,
*Assunto - Sofrimento,
1995 dC,
Música
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Há um sentido em que podemos dizer que, como cristãos, todos temos uma posição alta e uma posição baixa. Paulo diz que Cristo “nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Efés. 2:6), mas também diz que “temos chegado a ser como lixo deste mundo, e como escória de todos” (I Cor. 4:13). É muito importante que cada um de nós se lembre destes dois factos e aprenda a considerar-se como lixo quando é tentado à auto-satisfação e como uma pessoa já sentada no céu quando é tentado ao auto-desprezo.
Mas não deixemos de ver as coisas duma maneira humana e material também. Há ricos e pobres na sociedade humana e não deixamos de os ver. Em muitos contextos, por força da opinião que pesa sobre eles, os pobres ainda tendem a desprezar-se e os ricos quase invariavelmente a sentir-se satisfeitos consigo próprios. Só por conhecer o evangelho é que podemos ter uma perspectiva correcta e ver o que somos de facto. Lembramo-nos do “lixo” que todos somos em termos de qualquer possibilidade de confiar em vantagens materiais ou sociais para a salvação. Lembramo-nos também da nossa posição no céu que para os crentes é a suprema realidade. E então a perspectiva materialista já perde o seu valor. Estamos a meditar sobre a realidade.
Etiquetas:
*Autor - Alan Pallister,
*Obra - Os Radicais,
1981 dc
domingo, 3 de janeiro de 2010
Antes de mais nada, penso que a eleição é para o crente uma das doutrinas mais clarificadoras, porque o isenta de toda a confiança na carne, de toda a dependência em outro que não Jesus Cristo. Quão frequentemente nos revestimos da nossa própria rectidão, adornando-nos com as pérolas e as gemas falsas dos nosso próprios feitos e das nossas obras. E então começamos a dizer: “Agora serei salvo porque tenho esta ou aquela evidência da minha salvação!” Entretanto, bem ao invés disso, aquilo que salva um pecador é a fé pura, despida de qualquer outro factor. Esta fé singular une o crente ao Cordeiro, independentemente das obras, embora a fé venha a produzir obras.
Quão frequentemente nos apoiamos em alguma boa obra, ao invés de nos sustentarmos no Amado das nossas almas, ou confiamos em algum poder, ao invés de confiarmos somente naquele poder que vem do alto. Ora, se quisermos despir todo e qualquer poder que não seja o celestial, então, forçosamente, teremos de considerara eleição como factor imprescindível. Faz uma pausa, ò minha alma, e considera esta verdade: Deus amou-te antes mesmo de vires à existência. Ele amou-te quando ainda estavas morta em teus delitos e pecados; e Ele enviou Seu Filho para morrer em teu lugar. Ele resgatou-te com o Seu preciso sangue, antes que pudesses sussurrar o Seu nome. Perante estes factos, poderás sentir-te orgulhosa e auto-suficiente?
Novamente, afirmo que desconheço qualquer outra coisa que nos possa humilhar tão profundamente quanto a doutrina bíblica da eleição.
Quão frequentemente nos apoiamos em alguma boa obra, ao invés de nos sustentarmos no Amado das nossas almas, ou confiamos em algum poder, ao invés de confiarmos somente naquele poder que vem do alto. Ora, se quisermos despir todo e qualquer poder que não seja o celestial, então, forçosamente, teremos de considerara eleição como factor imprescindível. Faz uma pausa, ò minha alma, e considera esta verdade: Deus amou-te antes mesmo de vires à existência. Ele amou-te quando ainda estavas morta em teus delitos e pecados; e Ele enviou Seu Filho para morrer em teu lugar. Ele resgatou-te com o Seu preciso sangue, antes que pudesses sussurrar o Seu nome. Perante estes factos, poderás sentir-te orgulhosa e auto-suficiente?
Novamente, afirmo que desconheço qualquer outra coisa que nos possa humilhar tão profundamente quanto a doutrina bíblica da eleição.
Etiquetas:
*Assunto - Eleição,
*Autor - Charles H. Spurgeon
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