sexta-feira, 16 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar; e um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O movimento cristão, enquanto movimento europeu, é criado, desde o início, pela acumulação dos elementos de refugo, pelos dejectos de todas as espécies (-são eles quem procura a potência no cristianismo). O cristianismo não exprime a degenerscência de uma raça; antes é um conglomerado e uma agregação de formas de decadência vindas de toda a parte, acumulando-se e procurando-se reciprocamente. Não foi, como se julga, a corrupção da antiguidade, da antiguidade nobre, que tornou possível o cristianismo: nunca se combaterá com demasiada violência o idiotismo sábio que, ainda hoje, mantém semelhante ideia. No tempo em que as camadas de Chandala, doentes e perversas, se cristianizaram, em todo o Império Romano, o tipo contrário, a distinção, existia precisamente na sua forma mais bela e amadurecida. O grande número tornou-se senhor; o democratismo dos instintos cristãos venceu… o cristianismo não era «nacional», não estava sujeita às condições de uma raça; entre os deserdados da vida, dirigia-se a todas as variedades, tinha por toda a parte os seus aliados. O cristianismo incorporou o rancor instintivo dos doentes contra os saudáveis, contra a saúde. Tudo o que é recto, orgulhoso, soberbo, e antes de mais, a beleza, lhe faz mal aos ouvidos e aos olhos. Recordo mais uma vez a inestimável palavra de São Paulo: «Deus escolheu o que é fraco aos olhos do mundo, o que é insensato aos olhos do mundo, o que é ignóbil e desprezado»: está nisto o que foi a fórmula, in hoc signo a decadência venceu. – Deus na Cruz – mas ainda se não compreende a terrível segunda intenção que se esconde por detrás deste símbolo? Tudo o que sofre, tudo o que está pregado na Cruz, é divino… nós todos, nós estamos pregados na Cruz, portanto somos divinos… Só nós somos divinos… O cristianismo foi uma vitória; por ele pereceu uma opinião distinta – o cristianismo foi, até aos nossos dias, a desgraça maior da humanidade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que crêem. Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens. Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.

sexta-feira, 21 de maio de 2010



You will not be able to stay home, brother.
You will not be able to plug in, turn on and cop out.
You will not be able to lose yourself on skag and skip,
Skip out for beer during commercials,
Because the revolution will not be televised.

The revolution will not be televised.
The revolution will not be brought to you by Xerox
In 4 parts without commercial interruptions.
The revolution will not show you pictures of Nixon
blowing a bugle and leading a charge by John
Mitchell, General Abrams and Spiro Agnew to eat
hog maws confiscated from a Harlem sanctuary.
The revolution will not be televised.

The revolution will not be brought to you by the
Schaefer Award Theatre and will not star Natalie
Woods and Steve McQueen or Bullwinkle and Julia.
The revolution will not give your mouth sex appeal.
The revolution will not get rid of the nubs.
The revolution will not make you look five pounds
thinner, because the revolution will not be televised, Brother.

There will be no pictures of you and Willie May
pushing that shopping cart down the block on the dead run,
or trying to slide that color television into a stolen ambulance.
NBC will not be able predict the winner at 8:32
or report from 29 districts.
The revolution will not be televised.

There will be no pictures of pigs shooting down
brothers in the instant replay.
There will be no pictures of pigs shooting down
brothers in the instant replay.
There will be no pictures of Whitney Young being
run out of Harlem on a rail with a brand new process.
There will be no slow motion or still life of Roy
Wilkens strolling through Watts in a Red, Black and
Green liberation jumpsuit that he had been saving
For just the proper occasion.

Green Acres, The Beverly Hillbillies, and Hooterville
Junction will no longer be so damned relevant, and
women will not care if Dick finally gets down with
Jane on Search for Tomorrow because Black people
will be in the street looking for a brighter day.
The revolution will not be televised.

There will be no highlights on the eleven o'clock
news and no pictures of hairy armed women
liberationists and Jackie Onassis blowing her nose.
The theme song will not be written by Jim Webb,
Francis Scott Key, nor sung by Glen Campbell, Tom
Jones, Johnny Cash, Englebert Humperdink, or the Rare Earth.
The revolution will not be televised.

The revolution will not be right back after a message
bbout a white tornado, white lightning, or white people.
You will not have to worry about a dove in your
bedroom, a tiger in your tank, or the giant in your toilet bowl.
The revolution will not go better with Coke.
The revolution will not fight the germs that may cause bad breath.
The revolution will put you in the driver's seat.

The revolution will not be televised, will not be televised,
will not be televised, will not be televised.
The revolution will be no re-run brothers;
The revolution will be live.

sábado, 15 de maio de 2010

As a community of believers in Jesus Christ, the church performs various functions. It bears testimony just by being the church; the company of believers have fellowship and feel a sense of belonging; they express joyful gratitude to God in worship; they receive teaching on the Christian life; they provide service in meeting the need of people both within and outside the church; and are prophetic in the denunciation of evil when God’s kingdom is proclaimed. All of these activities are part of the answer to questions such as ‘What is the church’s mission in the world?’ or ‘What does the church exist for?’. Sharing the good news, going to ‘the other’ with the message of Jesus Christ, inviting others to Jesus’ great banquet, gives focus and direction to all the other functions. Thus one can say that the church exists for mission and that a church which is only inward looking is not truly the church.


Enquanto comunidade de crentes em Jesus Cristo, a igreja desempenha várias funções. Testemunha simplesmente por ser igreja; a companhia de crentes tem irmandade e sentimento de pertença; eles expressam gratidão alegre a Deus em louvor; recebem ensino sobre a vida Cristã; eles providenciam serviço às pessoas que têm necessidade, tanto dentro como fora da igreja; e são proféticos na denúncia do mal quando o reino de Deus é proclamado. Todas estas actividades são parte da resposta a perguntas tais como "Qual é a missão da igreja no mundo?" ou "Para que é que a igreja existe?". Partilhar as boas novas, ir ter com 'o outro' com a mensagem de Jesus Cristo, convidar os outros para o grande banquete de Jesus, dá atenção e direcção a todas as outras funções. Como tal podemos dizer que a igreja existe para a missão e que uma igreja que que só olha para dentro não é verdadeiramente a igreja.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Devemos aceitar o facto de que as Escrituras descrevem actos pecaminosos que são revoltantes para a nossa sensibilidade. O relato do bem e do mal indica dois lados da revelação de Deus para nós da sua verdadeira, boa e santa vontade. Isso não equivale a dizer que o próprio Deus tem uma personalidade dualista, um lado claro e um lado escuro da sua natureza, ou mesmo que o bem não possa existir longe do mal, mas sim que Deus escolheu incluir descrições tanto do bem quando do mal em sua revelação da verdade para nós. Por isso, apontar o errado faz parte da nossa defesa do que é certo; expor as mentiras faz parte da nossa insistência na verdade; revelar a covardia faz parte da nossa pregação do que é honroso; e mostrar corrupção faz parte da nossa percepção do que é puro.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Semelhantemente ao que acontecia na Idade Média, muitas pessoas ainda hoje são analfabetos bíblicos bastante acomodados às imagens, como já mencionámos. A nossa sociedade valoriza mais a emoção do que o conhecimento ou a acção. Confunde sentimento com envolvimento. Muitos supõem, erroneamente, que ir a um concerto de rcok em prol da caridade é o mesmo que ajudar os pobres. São iludidas por acreditar que chorar diante de imagens de crianças famintas na TV é o mesmo que dar comida aos que têm fome. Assim, também muitas pessoas concluem, equivocadamente, que ‘acreditar em Deus’ as livrará do inferno, desconhecendo que até mesmo os demónios crêem – e tremem (Tiago 2:19). (…) É nossa obrigação comunicar às pessoas que forem ver A Paixão de Cristo que sentir pena de Jesus e vê-lo como uma vítima não é o mesmo que ser discípulo dele.

sábado, 8 de maio de 2010

Mas há coisas que convém situar no tempo. O «neofrugalismo» é, realmente, o modo como vivem os povos do Norte da Europa, muito longe dos padrões de consumo norte-americano — e, convenhamos, português nas últimas décadas. Ir ao restaurante uma vez por semana, ou menos; pensar bem antes de entrar numa loja de electrodomésticos, fazer contas antes de imaginar o novo computador, não acumular objectos desnecessários, jantar em casa — aquilo que o «neofrugalismo» propõe é, antes de mais, um modo de vida de país desenvolvido. Quantos dos meus amigos suecos ou noruegueses vão jantar fora por mês? Muito, muito menos do que os portugueses. Quantas vezes trocam de carro ao longo da vida? Muito menos do que tem sido o padrão de consumo português e infinitamente menos do que é a norma norte-americana. Ao ler as estatísticas queixosas da indústria automóvel, por exemplo, não é possível evitar um encolher de ombros quando se lê que «este ano se venderam menos xxx carros do que no ano passado»; a doutrina do crescimento infinito, boa para excel e para gestores saídos da Procter & Gamble, tinha de ser posta em causa algum dia. Não só por causa da crise demográfica e porque os recursos do planeta são moderadamente finitos —mas porque não é sensato imaginar um mundo em que o destino de todas as economias é a delapidação contínua do património familiar em bens de consumo insensatos. A chamada mediocridade nórdica (que não é apenas assunto de poesia — mas, já agora, está lá, desde o Havámal) tem a ver com isto: consumir menos, sujar pouco, contentar-se com a modéstia, produzir melhor. É um modo de vida que não pode ser confundido apenas com o «neofrugalismo», ou seja, como uma tendência irremediável de consumo. Menos iPods por ano, menos carros, menos desperdício, saber cozinhar, aproveitar o tempo para ler, menos idas ao cinema, etc.; ou seja, estar menos dependente, viver de acordo com as possibilidades.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Expect great things from God. Attempt great things for God.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

While the subwaytrain runs from one dark tunnel into the other and I am nervously aware where I keep my moeny, the words and images decorating my fearful world speak about love, gentleness, tenderness and about a joyful togetherness of spontaneous people.

sexta-feira, 30 de abril de 2010



Desarmem
os campos minados da ignorância
onde se infiltra friamente
o preconceito, esse sim, fatal, letal, brutal
e não há senso que lhe valha
o preconceito desempalha
animais incongruentes
atacando pela trilha
de uma ilha outrora virgem
Aparência da virtude
O preconceito nunca falha
flecha certeira
na esteira
da inocência
aparência de virtude
E por mais que se escude
na justificação pseudo-ética
cosmética, caquética
do seu valor de guardião das morais
vitais pra lá do ano 2000
o preconceito não tem estado civil
é casado com a morte
divorciado da vida
é viúvo de si mesmo
é solteiro e por junto separado
suicida

Desarmem o preconceito!

Armem por favor as armas do amor
amor no sentido primeiro e secular
armem o mar
armem o vento p'ro uso depois
vão e regressem depois
mas por quem sois
mas por quem sois
armem as armas do amor
armem as armas do amor
armem as armas do amor
armem por favor
as armas do amor

Desarmem
as metralhadoras côr-de-cinza
que defendem
a condescendência
cautelosa, lacrimosa
das decisões oficiais
carimbadas despachadas
e só por isso legais
mas que vão milhas atrás
das atrozes realidades
que o corpo grita
e a alma berra
A condescendência não desferra
No cofre forte onde se encerra
a planificação ponderada
de um problema complexo
há soluções de fachada
2 mil mortos perfilados na parada
há palestras sobre sexo
é um problema complexo
nosso dano se ninguém resolve nada
ano após ano
2 mil mortos perfilados na parada
1 por ano
nossa escada em caracol para o nirvana

Desarmem a condescendência!

Desarmem
a pose altiva
emproada gargalhada
que veste a incompetência
incipiência
disfarçada de suma
sabedoria
quem diria
quem diria que debaixo de uma
só alegoria
tanto exemplo existiria
Exemplos de incompetência
são aos montes, são às serras
impossíveis de escalar
passos vãos, inúteis guerras
A incompetência é incapaz de se olhar
o cadáver inocente
é olhado pelo soldado incontinente
pelo menos é um olhar
a incompetência, nem pensar
nem pensar
em juntar o resultado à vontade
o sonhado
à realidade
e do real
partir para a utopia
menos mal
assim seria
menos mal

Desarmem a incompetência!

Desarmem
a boa consciência arrogante
altissonante, complacente
da intolerância religiosa
da intolerância civil
da intolerância, tanto faz
desdenhosa e incapaz
de intuir na diferença
a trave-mestra desta vida
sal da vida
A intolerância é uma água envenenada
rota em jorros mas dos gritos
só sai água silenciosa
a mais perigosa
engrossa rios, traz detritos
traz a caixa das esmolas
flutuando já tombada
penetra casas e escolas
leva livros
ditos sagrados
mas levados
mais à letra
que a própria letra
das suas margens
e assim pondo-se à margem
dos próprios rios sagrados

Desarmem a intolerância!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Joyce woke me up to the infinity of meaning within the limitations of the ordinary person in the ordinary day. Leopold Bloom buying and selling, talking and listening, eating and defecating, praying and blaspheming is mythic in the grand manner. The twenty-year-long voyage from Troy to Ithaca is repeated every twenty-four hours in anyone's life if we only have eyes and ears for it.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Não deveria nos surpreender ou nos assustar que todas as culturas possuem mitos sobre a criação, lendas sobre o dilúvio e conceitos rituais similares. Deveríamos esperar isso. E não devemos tremer diante do erudito moderno que vê a invenção histórica em origens míticas. O facto de haver uma similaridade entre o mito no cristianismo e em outras religiões não significa que o cristianismo está em pé de igualdade com essas religiões ou subordinado a um monomito cristão mais genérico. O próprio cristianismo é a verdadeira encarnação do monomito na história, e as outras mitologias o reflectem e o distorcem, como se fossem espelhos sujos ou quebrados.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Segundo Campbell, todas as religiões e mitologias são apenas manifestações locais de uma verdade singular do que ele chama de ‘monomito’ do herói. O monomito, em sua forma mais básica, consiste de uma viagem de separação do herói desde a sua iniciação até ao retorno, e incorpora a redenção de uma maneira que iremos discutir no próximo capítulo, quando falarmos sobre a estrutura da história. Campbell procura provar a sua tese com uma recitação eclética de muitas das histórias do mundo, desde os mitos da criação até as lendas sobre o dilúvio e os heróis da fé.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

«O que é do mar se os rios se recusam?». Reencontro esta frase espantosa, que não lia há anos, embora tenha todas as edições portuguesas (cinco) de A Nossa Necessidade de Consolo é Impossível de Satisfazer (Antígona) É um brevíssimo texto póstumo de Stig Dagerman, escritor sueco que se suicidou em 1954. Lembro-me bem de ter comprado a primeira edição, em 1995, tinha eu 22 anos, era então um romântico radical. Dagerman fazia as duas perguntas essenciais: o que podemos exigir da vida e qual é a libertação em caso de fracasso. As questões importantes aos 22: a felicidade e o suicídio. Escrito em estado de depressão, o texto é porém bem menos depressivo do que eu recordava, ainda indeciso se a noite é uma treva entre dois dias ou se o dia é uma treva entre duas noites. A ideia que consola é o suicídio, a ideia do suicídio, essa opção. Creio que o texto é escrito naquela fase optimista da depressão, em que imaginamos que o suicídio consola. Dagerman tem porém consciência de que o consolo é pouco: «O que procuro para a vida não é uma desculpa, mas exactamente o seu contrário: é o perdão que busco. Descubro, afinal, que se não levar em conta a minha liberdade, todo o consolo é enganador, mera imagem reflectida do desespero». A liberdade é um consolo, mas só o perdão liberta. Creio que ainda não sabia isso, aos 22.

sábado, 17 de abril de 2010

Listen carefully to what I am saying—and be wary of the shrewd advice that tells you how to get ahead in the world on your own. Giving, not getting, is the way. Generosity begets generosity. Stinginess impoverishes.