sábado, 23 de outubro de 2010

Nesse local comeram e dormiram, ambas as coisas de forma considerável. Os feijões com bacon, que estas indiscritíveis figuras cozinhavam bem, e o espantoso aparecimento do vinho da Borgonha, proveniente das suas caves, coroaram em Syme a sensação de uma nova camaradagem e conforto. Durante todo este tormento, o seu medo mais profundo tinha sido o isolamente e não existiam palavras capazes de expressar o abismo entre o isolamento e a existência de um aliado. Pode conceder-se aos matemáticos que quatro sejam duas vezes dois. Mas dois não são duas vezes um; dois são duas mil vezes um. É por isso que, apesar das suas centenas de desvantagens, o mundo regressará sempre à monogamia.

domingo, 17 de outubro de 2010

"Os elefantes lutam entre si; o almiscareiro, no meio deles, morre esmagado."
"Quando o gato e os ratos vivem em paz, a despensa ressente-se."

sábado, 16 de outubro de 2010

Foi descrita, com alguma justeza, como uma colónia artística, embora nunca tenha produzido, de maneira definida, qualquer tipo de arte. Muito embora as suas pretensões a centro intelectual fossem um pouco vagas, as suas pretensões a local agradável eram indiscutíveis. O visitante que olhasse pela primeira vez para as bizarras casas vermelhas não poderia deixar de se interrogar sobre a estranha forma que deveriam ter as pessoas para que nelas pudessem viver – e quando as conhece, não ficaria desapontado nesse aspecto. O local não seria apenas agradável, mas perfeito, se ao menos por uma vez ele pudesse olhá-lo não como uma ilusão mas antes como um sonho. Mesmo que os seus habitantes não fossem 'artistas' o conjunto não deixava de ser artístico. Aquele jovem de longos cabelos ruivos e expressão descarada – esse jovem não era um poeta, mas certamente era um poema. Aquele velho cavalheiro de selvagens barbas brancas e de louco chapéu branco – esse venerável impostor, não era realmente um filósofo; mas pelo menos levava outros a filosofar. Aquele cavalheiro das ciências, com a cabeça careca e em forma de ovo e o pelado pescoço de passarinho – não tinha realmente direito a apresentar aqueles ares de cientista. Não fizera nenhuma nova descoberta na área da biologia; mas que criatura biológica poderia descobrir que fosse mais singular do que ele próprio? Por isso, e apenas por isso, todo o local tinha que ser devidamente respeitado; tinha que ser considerado não tanto como uma oficina de artistas, mas como uma frágil, embora acabada, obra de arte. Um homem que penetrasse na sua atmosfera social sentir-se-ia como se tivesse entrado numa obra cómica.

sábado, 9 de outubro de 2010

Gregory retomou o seu bom humor oratório e alto.
- Um artista é idêntico a um anarquista – gritou. - Pode mudar as palavras como quiser. Um anarquista é um artista. O homem que lança uma bomba é um artista, porque prefere um grande momento a qualquer outra coisa. Ele compreende como é mais valiosa uma explosão de intensa luz, o estrépito de um trovão perfeito, do que os corpos comuns de uns poucos polícia informes. Um artista ignora todos os governos, abole todas as convenções. O poeta regozija-se apenas na desordem. Se não fosse assim, a coisa mais poética do mundo seriam os Caminhos de Ferro Subterrâneos.
- E são – disse o Sr. Syme.
- Disparate! - afirmou Gregory, que se mostrava sempre muito racional quando outra pessoa tentava estabelecer um paradoxo. - Porque é que todos os escriturários e trabalhadores que viajam nos comboios têm um ar tão triste e cansado? É porque sabem que tudo está bem com o comboio. É porque sabem que,  seja qual for o destino para o qual compraram o bilhete, chegarão a esse destino. É porque sabem que, depois de terem passado Sloane Square, a estação seguinte será Victoria e nada mais do que Victoria. Oh, o seu êxtase selvagem! Oh, os seus olhos, brilhantes como estrelas, e as suas almas de novo no Eden, se a estação seguinte fosse, inxplicavelmente, Baker Street!
- Você é que não é poético – respondeu o poeta Syme. - Se o que diz dos escriturários é verdade, então eles devem ser tão prosaicos como a sua poesia. O raro e estranho é atingir o objectivo; o grosseiro e óbvio é falhá-lo. Achamos que é épico quando um homem com uma única seta selvagem atinge um pássaro distante. Não será igualmente épico quando um homem como uma única máquina solitária atinge a estação distante? O caos é aborrecido; porque nos caos o comboio poderia, de facto, ir para qualquer local, para Baker Street ou para Bagdad. Mas o homem é um mágico e toda a sua magia está nisso, no facto de ele dizer realmente Victoria e, pasmem! ser Victoria. Não, leve o seus livros de mera poesia e prosa, deixe-me ler um horário, com lágrimas de orgulho. Leve o seu Byron*, que celebra as derrotas dos homens; dê-me Bradshaw** que celebra as suas victórias. Dê-me Bradshaw, digo eu!
- Tem mesmo de continuar? - perguntou Gregory sarcasticamente.
- Digo-lhe – continuou Syme ardentemente -, de cada vez que chega um comboio sinto que atravessou baterias de sitiantes e que o homem venceu a batalha contra o caos. Diz com despeito que quando alguém parte de Sloane Square deve chegar a Victoria. Eu digo que se podem fazer outras mil coisas e que, quando realmente lá chego, me sinto como se tivesse conseguido escapar no último momento. E quando ouço o guarda-freio gritar a palavra 'Victoria', não é uma palavra sem sentido. Na realidade, para mim, é o grito de um arauto anunciando a conquista. Para mim é, de facto, 'Victoria'; é a vitória de Adão.
Gregory abanou a sua cabeça, pesada e ruiva, com um sorriso lento e triste.
- E mesmo aí - disse ele -, nós poetas perguntamos sempre 'E o que é Victoria agora que lá chegou?' Pensa que Victoria é como a Nova Jerusalém. Nós sabemos que a Nova Jerusalém será apenas como Victoria. Sim, o poeta será um descontente, mesmo nas estradas do céu. O poeta está sempre revoltado.
- Lá está você outra vez – disse Syme irritado -, o que há de poético em ser-se revoltado? Mais valia dizer que é poético estar-se enjoado. A indisposição é uma revolta. Tanto o estar maldisposto como o estar revoltado podem ser saudáveis em ocasiões desesperadas; mas diabos me levem se consigo perceber por que razão são poéticos. Em abstracto a revolta é... revoltante. É vomitado.
A rapariga encolheu-se momentâneamente, perante o termo desagradável, mas Syme estava demasiado entusiasmado para lhe prestar atenção.
- As coisas que correm bem – gritou – é que são poéticas! A nossa digestão, por exemplo, correndo sagrada e silenciosamente bem, essa é a fonte de toda a poesia. Sim, a coisa mais poética, mais poética do que as flores, mais poética do que as estrelas, a coisa mais poética do mundo é não estar maldisposto.
- Francamente – disse Gregory, arrogante -, os exemplos que escolhe...
- Peço desculpa – disse Syme sombriamente. - Pensei que tínhamos abolido todas as convenções.

* Lord Byron, importante figura do romantismo, é considerado um dos maiores poetas europeus, sendo as suas obras lidas até hoje (N. da T.)
** George Bradshaw, cartógrafo, impressor e editor inglês do século XIX, foi o criador dos horários dos caminhos-de-ferro (N. da T.)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Por volta dos doze anos de idade, dei de caras com um livro que o meu pai guardava numa estante do seu escritório. Chamava-se “O Dinossauro Excelentíssimo”. Peguei no livro porque acreditava tratar-se de um livro sobre dinossauros. O meu pai nada fez para impedir que o lesse. Lembro-me vagamente de me ter dito qualquer coisa do género “lê e depois diz-me o que achaste”. Deve-o ter dito, certamente, com um sorriso. É claro que abandonei o livro passado pouco tempo. Tudo era difícil: as expressões, as palavras e, acima de tudo, o sentido do que estava escrito. Mais tarde, por volta de 90, voltei a pegar no "Dinossauro". Não posso afirmar, para benefício do argumento, que reli o livro. Em bom rigor, não o tinha lido. Assim como não posso afirmar que marquei na minha agenda, aos doze anos, que no dia x do mês y de 1990 voltaria a pegar no livro. Mas posso afirmar que o contacto com aquele livro despertou em mim a curiosidade de, mais tarde, o ler. Aquele passou a representar o mundo complexo mas, ao mesmo tempo, apelativamente misterioso. Conto este episódio porque sei que a forma despreocupada e livre como sempre me deixaram folhear qualquer livro que fosse em qualquer idade - produto, por sua vez, de uma orientação literária absolutamente desorientada/caótica por parte dos meus pais - despertou em mim a curiosidade de ler, mesmo quando estranhava o que ia lendo. O estranhar levou-me sempre a pensar que havia um difuso mas certamente admirável mundo ao qual eu não tinha acesso - mas, acreditava, um dia haveria de ter. É natural que uma parte do gosto, mas igualmente do esforço, em saber e conhecer mais, passou também pela ideia, ainda que mais ou menos inconsciente, de que portas outrora fechadas se abririam.
O exemplo do “Dinossauro Excelentíssimo” é, aliás, extremo. Pedir a uma criança de doze anos que «apanhe» as entrelinhas do que está escrito no livro de Cardoso Pires, é o mesmo que pedir a José Sócrates que perceba o peso ou o ónus de um “mutatis mutandis” na aplicação de uma política keynesiana aos dias de hoje. Moby Dick é bem mais pacífico porque, ainda que superficialmente, não deixa de ser um livro de aventuras perfeitamente cognoscível a uma criança de dez ou doze, ou a um adolescente de catorze ou dezasseis. Pensar-se que uma leitura de Moby Dick aos treze anos arruma em definitivo o livro (ou seja, queima-se ali a única oportunidade de leitura da obra), não tem o mais leve fundamento. Assim como é ridículo pensar-se que a leitura naquela idade «formata» para sempre a percepção ou o entendimento da «mensagem» da obra. Os “Maias” que li aos dezasseis eram bem diferentes dos "Maias" que li aos trinta (e não houve conflito de espécie alguma entre uma e outra experiência). A probabilidade de uma leitura aos doze, catorze ou dezasseis contribuir para a releitura aos trinta ou quarenta, é bem maior que a probabilidade da ausência de leitura aos doze, catorze ou dezasseis contribuir para a primeira das leituras numa idade maior. Por razões óbvias, retirei da equação a existência de intelectos que jamais perceberão esta ou aquela obra, seja aos dez, trinta ou oitenta.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

(...) o Deus vivo da Bíblia é o Deus tanto da criação quanto da redenção, e está preocupado com a totalidade do nosso bem-estar. Os teólogos mais antigos costumavam dizer que Deus escreveu dois livros, um chamado 'Natureza', e outro chamado 'Escrituras', através do quais se revelou. Além disso, ele nos deu-nos esses dois livros para os estudar. O estudo da ordem natural é chamado 'ciência', e o da revelação bíblica, 'teologia'. E ao nos envolvermos com estas disciplinas geminadas, nós estamos (nas palavras de Johann Kepler, astrónomo do século XVII) a pensar os pensamentos de Deus depois d'Ele.
Os cristãos certamente deveriam estar na vanguarda do movimento em prol da responsabilidade ambiental. Afinal, o que diz a nossa doutrina quanto à Criação e à administração da natureza? Deus fez o mundo? Ele o sustenta? Ele submeteu os recursos do mundo aos nossos cuidados? A sua preocupação pessoal pela sua própria criação deveria ser o suficiente para inspirar-nos a ter a mesma preocupação.

(Prefácio)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

'- Do you think that is quite fair to appropiate the apples?
- What, keep all the apples for themselves?
- Aren't we to have any?
- I thought they were going to be shared out equally.'

The significance os these lines was lost on the BBC producer, Rayner Heppenstall, who cut them out. As Orwell did not revise Animal Farm, it is beyond an editor's remit to add them to the book, but they do highlight what Orwell told Geoffrey Gorer was the 'key passage' of Animal Farm.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A few days later, when the terror caused by the executions had died down, some of the animals remembered – or thought they remembered – that the Sixth Commandment decreed: 'No animal shall kill any other animal'. And though no one cared to mention it in the hearing of the pigs or dogs, it was felt that the killings which had taken place did not square with this. Clover asked Benjamin to read her the Sixth Commandment, and when Benjamin, as usual, said that he refused to meddle in such matters, she fetched Muriel. Muriel read the Commandment for her. It ran: 'No animal shall kill any other animal without cause'. Somehow or other the last two words had slipped out of the animals' memory. But they saw now that the Commandment had not been violated; for clearly there was a good reason for killing the traitors who leagued themselves with Snowball.


Alguns dias mais tarde, quando o terror causado pelas execuções desvaneceu-se, alguns dos animais lembraram-se - ou pensaram que se lembrarm - que o Sexto Mandamento decretava "Nenhum animal matará outro animal". E embora ninguém se tenha incomodado em mencioná-lo durante a audiência dos porcos e dos cães, sentiu-se que as execuções não batiam certo com este sentimento. Clover pediu ao Benjamin que lhe lesse o Sexto Mandamento, e quando Benjamin, como de costume, disse que recusava meter-se nesses assuntos, procurou a Muriel. Muriel leu o Mandamento para si mesma. Era assim: "Nenhum animal matará outro animal, sem uma razão". De uma forma ou de outra, as últimas palavras escaparam-se da memória dos animais. Mas eles viam agora que o Mandamento não tinha sido violado; porque claramente havia uma boa razão para matar os traidores que se tinham envolvido com o Snowball.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

None of this convinced the author of the article or other commenters. The general conviction was that Williams had not acted decisively for conservative causes, especially regarding sexuality, and therefore that anything he said or wrote that savored of theological orthodoxy amounted to protective coloration at best and outright deceit at worst. In their minds, he was the enemy of orthodoxy and therefore their enemy, and could be granted the benefit of no doubt. (Never mind that on liberal Anglican blogs he was simultaneously being condemned for having sold out to the forces of right-wing reaction. And never mind what Jesus said about loving your enemies, even assuming that Williams really is an “enemy.”) They believed that Williams was wrong and had to be resisted by all available means, tarred by any brush at hand. My response to this attitude is summed up perfectly in Archbishop Sentamu’s lament about a “general disregard for the truth.”

sexta-feira, 3 de setembro de 2010



Receiving department, 3 a.m.
Staff cuts have socked up the overage
Directives are posted
No callbacks, complaints
Everywhere is calm


Hong Kong is present
Taipei awakes
All talk of circadian rhythm


I see today with a newsprint fray
My night is colored headache grey
Daysleeper, daysleeper, daysleeper


The bull and the bear are marking
Their territories
They're leading the blind with
Their international glories


I'm the screen, the blinding light
I'm the screen, I work at night


I see today with a newsprint fray
My night is colored headache grey
Don't wake me with so much
Daysleeper


They cried the other night
I can't even say why
Fluorescent flat caffeine lights
Its furious balancing


I'm the screen, the blinding light
I'm the screen, I work at night


I see today with a newsprint fray
My night is colored headache grey
Don't wake me with so much
Don't wake me with so much. The
Ocean machine is set to 9
I'll squeeze into heaven and valentine
My bed is pulling me,
Gravity
Daysleeper, daysleeper
Daysleeper, daysleeper, daysleeper

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

By the 1970s, as a student evangelist in Canada, Chile, Brazil and the Philippines I had a chance to engage with students who showed this new openness to the religious. I remember the physics student in Mexico who shouted at me during the question time in a lecture at the National Autonomous University of Mexico, 'We are not any more interested in Marx and how to change the world. What I would like to know is if the Christian faith has a method for developing the potential of the spiritual forces inside me'. In many cases this new attitude allowed Christians to demonstrate a freer and uninhibited expression of their faith through prayer, song and drama in the open air. I found myself involved in dialogues with people whose language was strangely similar to the language of some forms of evangelicalism: joy in the heart, a feeling of self-realization, a sense of peace and harmony, a feeling of goodwill towards all human beings, including animals and planet earth. However, when I majored on specific issues such as suffering, death, compassion, final hope, failure and sin, this new religious mood changed. When I talked of the cross, evil, sin, redemption and Christ, I could see hostility developing what was considered my exclusivism and intolerance.


Por volta de 1970, quando era um estudante evangelista no Canadá, Chile, Brasil e nas Filipinas, tive a oportunidade de me cruzar com estudantes que mostravam uma nova abertura ao religioso. Lembro-me de um estudante de Física no México que berrou-me durante o tempo de perguntas numa palestra na Universidade Nacional Autónoma do México, "Já não estamos interessados em Marx e em saber como mudar o mundo. O que eu quero saber é se a fé cristã tem um método para desenvolver o potencial das forças espirituais dentro de mim." Em muitos casos esta nova atitude permitiu aos Cristãos demonstrar uma expressão mais livre e desinibida da sua fé através da oração, música e dramatização ao ar livre. Dei por mim envolvido em diálogos com pessoas cuja linguagem era estranhamente parecida com a linguagem de algumas forma de evangelicalismo: alegria no coração, sentimento de auto-realização, sensação de paz e harmonia, sentimento de boa vontade para com todos os seres humanos, incluindo até os animais e o planeta terra. Contudo, quando eu desenvolvia assuntos específicos como o sofrimento, a morte, a compaixão, a esperança final, o falhanço e o pecado, esta nova atitude religiosa mudava. Quando eu falava da cruz, do mal, do pecado, da redenção e de Cristo, via hostilidade a crescer por causa do que consideravam ser o meu exclusivismo e intolerância.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010



There once was a man who just couldn't cry
He hadn't cried for years and for years
Napalmed babies and the movie love story
For instance could not produce tears
As a child he had cried as all children will
Then at some point his tear ducts ran dry
He grew to be a man, the feces hit the fan
Things got bad, but he couldn't cry

His dog was run over, his wife up and left him
And after that he got sacked from his job
Lost his arm in the war, was laughed at by a whore
Ah, but sill not a sniffle or sob

His novel was refused, his movie was panned
And his big Broadway show was a flop

He got sent off to jail; you guessed it, no bail
Oh, but still not a dribble or drop

In jail he was beaten, bullied and buggered
And made to make license plates
Water and bread was all he was fed
But not once did a tear stain his face

Doctors were called in, scientists, too
Theologians were last and practically least

They all agreed sure enough; this was sure no cream puff
But in fact an insensitive beast

He was removed from jail and placed in a place
For the insensitive and the insane
He played lots of chess and made lots of friends
And he wept every time it would rain

Once it rained forty days and it rained forty nights
And he cried and he cried and he cried and he cried

On the forty-first day, he passed away
He just dehydrated and died

Well, he went up to heaven, located his dog
Not only that, but he rejoined his arm
Down below, all the critics, they loot it all back
Cancer robbed the whore of her charm

His ex-wife died of stretch marks, his ex-employer went broke
The theologians were finally found out

Right down to the ground, that old jail house burned down
The earth suffered perpetual drought
A verdade está tão obscurecida nesta época e a mentira tão assentada que, não amando a verdade, não se pode conhecê-la.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010


you think your great big husband will protect you, you are wrong
you think your little wife will protect you, you are wrong
you think your children will protect you, you are wrong
you think your government will protect you, you are wrong

sexta-feira, 16 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar; e um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas.