Intérprete – Paixão é a imagem dos homens deste mundo, e Paciência a dos homens do século futuro. Paixão quer possuir e gozar tudo agora, neste mesmo ano, isto é, neste mundo, à semelhança dos homens que querem gozar aqui tudo quanto se lhes afigura melhor, e nada desejam para o mundo futuro, ou para a outra vida. O provérbio “mais vale um pássaro na mão do que dois a voar” vale para eles muito mais do que todos os testemunhos divinos acerca da felicidade futura. E que lhes acontece? Assim como Paixão ficou apenas com uns andrajos depois de gasto o dinheiro, assim a eles sucederá.
Cristão – Compreendo perfeitamente que Paciência é muito mais sensato: primeiro, porque aspira a coisas mais excelentes, e, segundo, porque há-de gozá-las e ter nelas a sua glória, quando aos outros só restarem andrajos.
Intérprete – E, ao que disseste, deves acrescentar que a glória do século futuro será eterna, enquanto que os bens deste século se dissipam como fumo. Quem tem razão para rir de Paixão é Paciência; porque terá finalmente a sua felicidade, ao passo que Paixão a tem agora. O que agora vai à frente terá que ceder o lugar a quem vem atrás, enquanto que este a ninguém terá que ceder, porque ninguém se lhe segue. O que recebe o seu quinhão no presente gasta-o no tempo, até que nada lhe reste, e o que recebe no final conservá-lo-à para sempre, porque não haverá mais tempo em que gastá-lo.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
A especificidade desta última organização reside no facto de os seus militantes apelarem ao direito de aplicar o «esforço interpretativo» à palavra revelada e à tradição para poderem legitimar acções de terror. No fundo, são um desvio anárquico da hermenêutica viva que se traduz, no pensamento e nas acções da GIA (Grupos Islâmicos Armados), na vontade de alargar os limites teologicamente consentidos no exercício da jihad: a legitimidade do uso da violência contra mulheres e crianças, que a tradição jamais identificou como inimigos. Afirma-se, deste modo, uma praxis interpretativa demasiado desenvolta, criada pelos líderes do grupo radical, que frequentemente, força a letra e o espírito dos textos sagrados. Os motivos aduzidos pelos líderes da GIA para justificarem as acções de terror contra os inermes (como por exemplo, os sete monges trapistas assassinados em circunstâncias até hoje obscuras) baseiam-se, na realidade, não tanto numa interpretação que adere ao texto sagrado, mas em nome do «direito da necessidade» (fiqh al darura): é necessário fazer aquilo que fazemos porque a tal somos obrigados, porque estamos a lutar contra o mal e, portanto, é lícito recorrer a meios extremos. Deste modo, retomam a ideia qutbiana do fiqh dinâmico, de uma hermenêutica que se alarga ao ponto de inventar normas que não se encontram nem no Alcorão nem na lei corânica.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
The news outlets sell one thing above all else, and that is not so much the news as it is newness. What one buys when one buys a daily paper, what one purchases when one purchases a magazine, is the hypothesis that what is going on right now is amazing, unprecedented, stunning. Or at least worthy of intense concentration. What has happened in the past is of correspondingly less interest. In fact, it may be of barely any interest at all. Those who represented the claims of the past should never have imagined that the apostles of newness would give them a fair hearing, or a fair rendering, either.
(...)
Media no longer seek to shape taste. They do not try to educate the public. And this is so in part because no one seems to know what literary and cultural education would consist of. What does make a book great, anyway? And the media have another reason for not trying to shape taste: It pisses off the readers. They feel insulted, condescended to; they feel dumb.
(...)
Reading in pursuit of influence—that, I think, is the desired thing. It takes a strange mixture of humility and confidence to do as much.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam ao rei: Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados à fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e Ele nos livrará das tuas mãos, ó rei. Mas, se Ele não nos livrar, sabe, ó rei, que não prestaremos culto aos teus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer.
Etiquetas:
*assunto - perseverança,
*Bíblia - Daniel,
Bíblia
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
This is the basic consideration of the Christian life. First, Christ died in history. Second, Christ rose in history. Third, we died with Christ in history, when we accepted him as our Saviour. Fourth, we will be raised in history, when he comes again. Fifth, we are to live by faith now as though we were now dead, already have died. And sixth, we are to live now by faith as though we have now already been raised from the dead.
Now what does this mean in practice, so that it will not just be words going over our heads? First of all, it certainly means this: that in our thoughts and lives now we are to live as though we had already died, been to heaven, and come back again as risen.
Etiquetas:
*Autor - Francis Schaeffer,
*Obra - True Spirituality
domingo, 23 de janeiro de 2011
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon - Thurs 11p / 10c |
| Tom Wolfe | |
| www.thedailyshow.com | |
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
A autoridade das Escrituras não é tanto uma verdade a ser defendida, como a ser afirmada. Dirijo esta observação particularmente aos evangélicos conservadores. Lembro-me do que o grande Charles Haddon Spurgeon disse uma vez em relação com isto: “Não há necessidade de defender um leão que está a ser atacado. Tudo o que tens que fazer é abrir o portão e deixá-lo sair”. Temos de recordar frequentemente a nós mesmos que é a pregação e a exposição da Bíblia que realmente estabelecem a sua verdade e autoridade. Creio que isto é mais verdadeiro hoje do que nunca – certamente mais verdadeiro do que tem sido nos últimos dois séculos.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
“Es la Iglesia de Cristo un arca, o un faro? Después del siglo II la cristandad se dividió sobre esta cuestión vital. La mayoría, por influencia del paganismo , pensaba en la iglesia como el arca de Noé: el único requisito para ser salvo era entrar a ella. Hasta los infantes debían ser pasados por sus portales para asegurarles la salvacíon. Una vez adentro, uno podría confiar en que la monarquia sacramental de la iglesia lo capacitaría para recebir todas las bendiciones de Dios.
Outras personas, sin embargo, conceptuaban la iglesia como un faro; solamente a aquellos que ya poseían la luz de Dios debía permitírseles entrar. La gran diferencia entre estos dos conceptos, arca y faro, ha formado una historia dual del cristianismo. Un grupo sostiene que los sacramentos de la iglesia salvan; el outro grupo recalca la relacíon individual directamente com Dios. El concepto del arca, com todas las corrupciones paganas y la supersticíon, llegó a ser dominante.”
sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Quando o Cristianismo é considerado como liberdade em Cristo (e é o que é), os cristãos não ficam em subserviência para com os mestres humanos, porque a sua ambição é alcançar a maturidade em Cristo. Mas quando o Cristianismo se transforma em servidão a regras e regulamentos, suas vítimas ficam inevitavelmente sujeitas, amarradas aos seus mestres, como na Idade Média.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
(...) la obra de Jesucristo tuvo una dimensión social y política. El individualismo del 'cristianismo-cultura' a que ha hecho referencia mira al Señor con un solo ojo y por lo tanto lo ve como un Jesús individualista que se ocupa de la salvación de individuos. Una lectura candorosa de los Evangelios nos permite ver un Jesús que, en medio de varias alternativas políticas (el fariseísmo, el saduceísmo, el celotismo y el esenismo), encarna y proclama una nueva alternativa: el Reino de Dios. Decir que Jesús es el Cristo es decribirlo én términos políticos, es afirmar que él es rey. Su reino no es de este mundo, no porque no tenga nada que ver con el mundo, sino porque no se conforma a la política de los hombres. Es un reino con su propia política, una política marcada por el sacrifício. Jesús es un rey que 'no vino para que le sirvan, sino para servir, y para dar su vida como precio para la salvación de muchos'.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Evangelizar, por lo tanto, no es ofrecer una experiencia de liberación de sentimientos de culpa, como si Cristo fuese un super-psiquiatra y su poder salvador pudiera separarse de su señorio. Evangelizar es proclamar a Jesucristo como Señor y Salvador, por cuya obra el hombre es liberado tanto de la culpa como del poder del pecado e integrado al propósito de Dios de colocar todas las cosas bajo el mando de Cristo. Como ha señalado Walter Kunneth, una cristología individualista – una cristología que contempla a Cristo únicamente en su relación con el indivíduo – deja la puerta abierta para una negación de la creación, puesto que según ella hay que entender el mundo como si existiese aparte de la Palabra de Dios que le da sentido. El Cristo proclamado por el Evangelio es el Señor de todos, en quien Dios ha actuado definitivamente en la historia a fin de formar una nueva humanidad.
Evangelizar, portanto, não é oferecer uma experiência de libertação dos sentimento de culpa, como se Cristo fosse um super-psiquiatra e o seu poder salvador pudesse ser separado da sua soberania. Evangelizar é proclamar Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e por cuja obra o homem é libertado tanto da culpa como do poder do pecado, e integrado no propósito de Deus de colocar todas as coisas debaixo da autoridade de Cristo. Como foi assinalado por Walter Kunneth, uma cristologia individualista - uma cristologia que contempla Cristo unicamente na sua relação com o indivíduo - deixa a porta aberta para a negação da criação, já que segundo ela, temos de entender o mundo como se existisse à parte da Palavra de Deus que lhe dá sentido. O Cristo proclamado pelo Evangelho é o Senhor de todos, em quem Deus actuou definitivamente na História a fim de formar uma nova humanidade.
Evangelizar, portanto, não é oferecer uma experiência de libertação dos sentimento de culpa, como se Cristo fosse um super-psiquiatra e o seu poder salvador pudesse ser separado da sua soberania. Evangelizar é proclamar Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e por cuja obra o homem é libertado tanto da culpa como do poder do pecado, e integrado no propósito de Deus de colocar todas as coisas debaixo da autoridade de Cristo. Como foi assinalado por Walter Kunneth, uma cristologia individualista - uma cristologia que contempla Cristo unicamente na sua relação com o indivíduo - deixa a porta aberta para a negação da criação, já que segundo ela, temos de entender o mundo como se existisse à parte da Palavra de Deus que lhe dá sentido. O Cristo proclamado pelo Evangelho é o Senhor de todos, em quem Deus actuou definitivamente na História a fim de formar uma nova humanidade.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Como cristianos no estamos llamados a ser eficaces en la construcción de un nuevo mundo, sino a llevar a cruz de Cristo, haciendo el bien a todos nosotros... pero tampoco menos. El impacto que nuestra acción pueda tener en la sociedad es la obediencia, la respuesta fiel a la demanda de Dios en Cristo Jesús, la preocupación genuina por el prójimo como el objecto del amor de Dios.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
La Iglesia auctótona es una "traducción dinámica" que produce en su propio medio ambiente la misma clase de impacto que la Iglesia primitiva produjo en el mundo greco-romano. Usa las formas de la cultura local, pero las transforma en medios de expresión de la fe cristiana.
A Igreja local é uma "tradução dinâmica" que produz em seu próprio meio o mesmo tipo de impacto que a Igreja primitiva no mundo greco-romano. Usa as formas de cultura local, mas transforma-as em meios de expressão da fé cristã.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Si en el processo de interpretación alguno de los valores o premisas de la cultura que son incongruentes con el Evangelio se integra a éste de tal manera que afecta su contenido, el resultado es un sincretismo. En todo sincretismo hay un acomodamiento del Evangelio a algún valor prevalente en la cultura, acomodamiento que generalmente tiene el propósito de hacer 'relevante' al Evangelio. Ya en siglo II los gnósticos intentaron colocar la fe cristiana en línea con ciertos énfasis de la filosofía griega. Desde entonces la historia de la teologia abunda en ilustraciones de intentos simlares. En nuestros días el ajuste del cristianismo a premisas marxistas ha dado origen a un sincretismo que pretende devolver al Evangelio su dimensión social y política: la 'teología de la liberación'. Que eta teologia haya hallado su laboratorio en América Latina – un continente marcado por el fermento revolucionario – muestra elocuentemente hasta dónde la teología es a menudo un reflejo de la situación histórica.
domingo, 12 de dezembro de 2010
El reconocimiento del elemento subjectivo en la interpretación de las Escrituras resulta demasiado incómodo para quienes quisieran equiparar su propia teologia con la Palabra de Dios. La mentalidad racionalista preferiría concebir el Evangelio como un sistema de verdad al cual se puede llegar directamente mediante un acercamiento 'científico', 'objectivo', sin un compromisso personal. El hecho es que la objectividad absoluta no es posible. El intérprete está siempre presente en su interpretación de Evangelio, y está, presente en ella como un ser falible. Por supuesto, toda interpretación puede someterse a un control que asegure una mayor aproximación al mesaje revelado. Esa es la función de la hermenéutica como disciplina científica. Pero no se debe cerrar los ojos a la distancia que hay entre el Evangelio revelado y toda interpetación del mismo. Toda interpretación toma la forma que le impone el intérprete y por lo tanto refleja en mayor o menor grado, el contexto cultural que condiciona a éste. En resumidas cuentas, el conocimiento de Dios que se desprende de las Escrituras por la vía de la exégesis es verdadero, pero no completo. Consecuentemente ninguna teologia es absoluta. Dios siempre transciende nuestra imagen de él.
O reconhecimento de que existe um elemento subjectivo na interpretação das Escrituras torna-se demasiado incómodo para quem quiser equiparar a sua própria teologia à Palavra de Deus. A mentalidade racionalista prefere conceber o Evangelho como um sistema de verdade ao qual se pode chegar directamente mediante uma abordagem "científica", "objectiva", sem um compromisso pessoal. O facto é que a objectividade absoluta não é possível. O intérprete está sempre presente na sua interpretação do Evangelho, e está presente sendo um ser falível. Como é óbvio, toda a interpretação pode submeter-se a um controlo que assegure uma maior aproximação da mensagem revelada. Essa é a função da hermenêutica enquanto disciplina científica. Mas não se deve fechar os olhos à distância que existe entre o Evangelho revelado e a interpretação que se faz dele. Toda a interpretação toma a forma que o intérprete impõe e portanto reflecte, em maior ou menor grau, o contexto cultural que o condiciona. Resumindo, o conhecimento de Deus que nos chega das Escrituras por meio da exegese é verdadeiro, mas não completo. Consequentemente nenhuma teologia é absoluta. Deus transcende sempre a imagem que fazemos dele.
O reconhecimento de que existe um elemento subjectivo na interpretação das Escrituras torna-se demasiado incómodo para quem quiser equiparar a sua própria teologia à Palavra de Deus. A mentalidade racionalista prefere conceber o Evangelho como um sistema de verdade ao qual se pode chegar directamente mediante uma abordagem "científica", "objectiva", sem um compromisso pessoal. O facto é que a objectividade absoluta não é possível. O intérprete está sempre presente na sua interpretação do Evangelho, e está presente sendo um ser falível. Como é óbvio, toda a interpretação pode submeter-se a um controlo que assegure uma maior aproximação da mensagem revelada. Essa é a função da hermenêutica enquanto disciplina científica. Mas não se deve fechar os olhos à distância que existe entre o Evangelho revelado e a interpretação que se faz dele. Toda a interpretação toma a forma que o intérprete impõe e portanto reflecte, em maior ou menor grau, o contexto cultural que o condiciona. Resumindo, o conhecimento de Deus que nos chega das Escrituras por meio da exegese é verdadeiro, mas não completo. Consequentemente nenhuma teologia é absoluta. Deus transcende sempre a imagem que fazemos dele.
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