domingo, 24 de julho de 2011

Vejam as listas de certos cavalheiros que no presente falam tão activamente em nome da moralidade contra o uso de bombas de hidrogénio e outros horrores semelhantes. Eles têm sentido de indignação moral. Em nome a humanidade, dizem eles, isso é uma coisa impossível, temos que denunciá-la, temos de detê-la. É provocada a sua consciência moral, o seu sentido de justiça! Mas examinem a história e o desenrolar da sua vida; porventura há o mesmo gume agudo na sua consciência moral quanto à fidelidade para com as suas esposas? Uma moralidade pública que não se aplica às relações mais ternas e nobres da vida é uma fraude. Não me interessa a indignação moral de homens que não têm a mesma indignação moral em todos os domínios e departamentos da vida. É mera aparência; não é genuina.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"There are big things to do, but it is usually the little acts of grace that we don't bother about."
Margaret Killingray
http://www.licc.org.uk/email/234

terça-feira, 28 de junho de 2011

Os homens novos já se encontram aqui e ali por toda a parte. Alguns, como admiti, são quase irreconhecíveis; mas outros podem ser reconhecidos. De quando em quando os encontramos. Os rostos e vozes deles são diferentes dos nossos: são mais fortes, mais quietos, mais felizes, mais radiantes. Começam por onde a maior parte de nós desiste. São reconhecíveis, como já disse, mas devemos ter bem em conta o que procuramos. Eles não corresponderão muito à ideia de "pessoas religiosas" que formamos através de nossas leituras. Eles não chamam a atenção a si mesmos. Normalmente, pensamos que somos amáveis para com eles, quando na realidade, eles é que são amáveis para connosco. Eles nos amam mais do que os outros nos amam, mas precisam menos de nós (temos de superar o desejo de querermos ser necessários; em algumas pessoas bondosas, principalmente mulheres, esta tentação é mais difícil de resistir). Geralmente, eles parecem dispor de muito tempo; isso nos desperta a curiosidade de saber de onde provém tanto tempo. Depois de reconhecermos um deles, será muito mais fácil reconhecermos um outro. Tenho uma forte impressão (como poderia sabê-lo com certeza?) de que eles se reconhecem um ao outro quase imediata e infalivelmente, apesar de todas as barreiras de cor, sexo, classe, idade, e mesmo de credos. Nesse sentido, tornar-se santo é algo semelhante a filiar-se numa sociedade secreta. Para encurtar a conversa, deve ser muito divertido.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A vida do cristão não é para ser algo vago e indefinido, algo difícil de definir e difícil de reconhecer. De acordo com o ensino de Paulo, e com o ensino da Bíblia toda, a vida do cristão tem contornos nítidos, é óbvia – sobressai, é perfeitamente definida, e toda a gente deveria ser capaz de reconhecê-la de relance.

domingo, 26 de junho de 2011

Mas o fruto de Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Gálatas 5:22

terça-feira, 14 de junho de 2011

A ideia de um adolescente revoltado que se costuma ter no meio das famílias de classe média é o puto que fuma umas ganzas, se veste de um modo estapafúrdio e faz uns disparates nas respostas que dá na escola e aos pais para chamar a atenção.
O adolescente revoltado que eu fui, igual a todos os outro com que cresci, era outra coisa. Não estávamos em conflito com o mundo que nos rodeava: tentávamos sobreviver nele. Para isso, precisávamos de o amar, conhecer bem e era necessário que o seu sangue, o Mal, passeasse através de nós pelos corredores e camaratas do Convento.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

No final de O Peregrino, John Bunyon observa que existe uma entrada para o Inferno mesmo junto às portas do Céu. Judas é uma prova disso. Na noite em que traiu a Cristo com um beijo, saiu da presença de Jesus para sempre e selou a sua ruína eterna. Quem poderá contar quantos, à semelhança de Judas, chegaram ao ponto de conhecer a verdade e professar a fé em Jesus, mas perderam completamente o Céu porque se recusaram a submeter-Lhe o controle das suas vidas? Em certo sentido, sua entrada no Inferno deu-se às portas do Céu.
Todavia há também uma realidade contrastante, geralmente ilustrada no ministério terreno de Jesus. É que o pior pecador pode ser conduzido ao Céu estando no próprio portal do Inferno. Publicanos, prostitutas, ladrões e miseráveis, todos encontraram em Jesus um salvador que lhes deu vida abundante e eterna em troca dos farrapos das suas vidas desperdiçadas

Mensagem Baptista nº216

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Por fim, deve-se fazer tudo por si próprio, para se vir a saber qualquer coisa: quer dizer, há muito que fazer! Mas uma curiosidade como a minha é o mais agradável de todos os vícios. Perdão! Queria dizer: o amor da verdade tem a sua recompensa no Céu e, antes disso, na Terra.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

No nos sentimos menos orgullosos de adalides de la fe como Antonio Herrezuelo, quien fue encarcelado junto com su joven esposa. Frente a sus jueces había mostrado una firmeza inquebrantable. El día del auto de fe, cuando era conducido al tablado donde oiría la sentencia de muerte en la hoguera, tuvo la pena de ver su esposa Leonor de Vivero entre los reconciliados y condenados a penas menos severas, que en su caso era el vivir a perpetuidad  en una casa de reclusión. Herrezuelo, al pasar delante de ella, le dijo: «Es éste el aprecio que haces de la doctrina que te he enseñado durante seis años?» Marchando luego hacia su propria huguera, iba repitiendo pasajes de la Biblia, que le consolaban y le daban oportunidad de dar testimonio de su fe a la multitud que contemplaba el espectáculo, lo que motivó que le pusieran uma mordaza en la boca, y así murió con admirable constancia
Leonor fue conducida a su encierro, y a solas com su conciencia y com el recuerdo de su esposo, sufría un tormento mayor. Arrepentida de su cobardia, confiesa de nuevo aquella fe evangélica que en un momento de debelidad había negado. Los inquisidores repitieron otra vez todo su arte y argumentos para someterla, pero ya en vano. Leonor fue condenada a morir en la hoguera el 26 de septiembre de 1568.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

En los países orientales no hay base real para la dignidad del hombre. Por tanto, debe señalarse que el marxismo idealista pudo solamente haber aparecido como una herejía cristiana.; jamás podía haberse originado en el Oriente, porque no hay lugar para una dignificación genuina del hombre en el Oriente panteísta. El marxismo idealista es una herejia judeo-cristiana.



Nos países orientais não há um fundamento real para a dignidade do homem. Portanto, deve salientar-se que o marxismo idealista só podia ter aparecido como uma heresia cristã; jamais poderia ter nascido no Oriente, porque não há lugar para uma dignificação genuína do homem no Oriente panteísta. O Marxismo idealista é uma heresia judaico-cristã.

segunda-feira, 18 de abril de 2011



Everybody knows that the dice are loaded
Everybody rolls with their fingers crossed
Everybody knows that the war is over
Everybody knows the good guys lost

Everybody knows the fight was fixed
The poor stay poor, the rich get rich
That's how it goes
Everybody knows

Everybody knows that the boat is leaking
Everybody knows that the captain lied
Everybody got this broken feeling
Like their father or their dog just died

Everybody talking to their pockets
Everybody wants a box of chocolates
And a long stem rose
Everybody knows

Everybody knows that you love me baby
Everybody knows that you really do
Everybody knows that you've been faithful
Ah give or take a night or two

Everybody knows you've been discreet
But there were so many people you just had to meet
Without your clothes
And everybody knows

And everybody knows that it's now or never
Everybody knows that it's me or you
And everybody knows that you live forever
Ah when you've done a line or two

Everybody knows the deal is rotten
Old Black Joe's still pickin' cotton
For your ribbons and bows
And everybody knows

And everybody knows that the Plague is coming
Everybody knows that it's moving fast
Everybody knows that the naked man and woman
Are just a shining artifact of the past

Everybody knows the scene is dead
But there's gonna be a meter on your bed
That will disclose
What everybody knows

And everybody knows that you're in trouble
Everybody knows what you've been through
From the bloody cross on top of Calvary
To the beach of Malibu

Everybody knows it's coming apart
Take one last look at this Sacred Heart
Before it blows
And everybody knows

Toda a gente sabe que os dados estão viciados
Toda a gente os lança a fazer figas
Toda a gente sabe que a guerra acabou
Toda a gente sabe que os bons perderam


Toda a gente sabe que o combate estava arranjado
Os pobres continuam pobres, o ricos ficam mais ricos

É como a coisa vai
Toda a gente sabe


Toda a gente sabe que o barco mete água
Toda a gente sabe que o capitão mentiu
Toda a gente sente esta mágoa
Como se o pai ou o cão tivessem morrido


Toda a gente fala com os botões
Toda a gente quer uma caixa de chocolates
E uma longa rosa
Toda a gente sabe


Toda a gente sabe que me amas, querida
Toda a gente sabe mesmo que sim
Toda a gente sabe que tens sido fiel
Ah, fora uma noite ou duas


Toda a gente sabe que foste discreta
Mas há tantas pessoas com que tiveste de te encontrar
Sem as tuas roupas
E toda a gente sabe


E toda a gente sabe que é agora ou nunca
Toda a gente sabe que sou eu ou és tu
E toda a gente sabe que vives para sempre
Quando snifas uma linha ou duas


Toda a gente sabe que o acordo está manhoso
o Old Black Joe ainda apanha algodão
para as tuas fitas e laçarotes
E toda a gente sabe


E toda a gente sabe que a peste vem aí
Toda a gente sabe que ela é rápida
Toda a gente sabe que o homem nu e a mulher nua
são um artefacto luzidio do passado


Toda a gente sabe que a cena está morta
mas vai haver um aparelho na tua cama
que revelará
o que toda a gente sabe


E toda a gente sabe que estás com problemas
Toda a gente sabe aquilo por que passaste
da cruz sangrenta no cume do Calvário
até à praia de Malibu


Toda a gente sabe que vai tudo abaixo
Comtempla uma última vez este Sagrado Coração
Antes que estoire
E toda a gente saiba
There is no such thing as the right place, the right job, the right calling or ministry. I can be happy or unhappy in all situations. I am sure of it, because I have been … deciding to do this, that, or the other for the next five, ten, or twenty years is no great decision. Turning fully, unconditionally, and without fear to God is. Yet this awareness sets me free.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O tempo de Deus

Ela era a mais nova de uma família de nove irmãos, da ilha do Pico. Hoje, penso que na casa dos 70, recorda esta história ainda ao pormenor. O seu pai, homem íntegro e humilde, foi um dia evangelizado pelo missionário Cox, era aquela mulher ainda criança. O pai converteu-se a Cristo e, a partir daí, passou a abrir as portas da sua casa para fazer estudos bíblicos, numa ilha onde não havia nenhuma igreja evangélica. Chegava a andar 50 km a pé para ir levar o Evangelho a outros. Na escola, os meninos chamavam-na de "filha do protestante". O rótulo era de tal forma pesado que chegou a dizer ao pai que não queria ir mais à escola, e que tinha medo, pois as crianças chamavam-na de "protestante". Foi então que o pai lhe ensinou a resposta: "Diz-lhes que protestamos contra a mentira". A partir daí, nunca mais a incomodaram. O pai faleceu muito cedo, era ela ainda uma adolescente. Com a morte do pai, a mãe, católica, não deu seguimento à educação cristã-evangélica que os filhos vinham recebendo e passou a encaminhá-los para a igreja católica. Entretanto, a mãe faleceu em poucos anos. Casou nova, com o seu primeiro e único namorado, um faialense, que se mantém ao seu lado até hoje. Viveu toda a sua vida dentro da tradição católica e era uma católica fiel e dedicada. Porém, recordava sempre com carinho os ensinos e o testemunho que o seu pai lhe passou em criança. Há cerca de uma dúzia de anos atrás, foi com uma amiga (que se havia convertido) passar um fim-de-semana à sua ilha de origem - o Pico. À noite, a amiga pegou na Bíblia e começou a lê-la em voz alta. O seu coração começou a arder com aquela Palavra. De repente, parecia estar a reviver aqueles serões, em criança, quando o pai lia a Bíblia para a família. A amiga convidou-a para ir à sua igreja, no Faial. No domingo seguinte, entrou pela primeira vez na Igreja Baptista. Cantavam o hino "Foi na cruz, foi na cruz, onde um dia eu vi meu pecado castigado em Jesus". Era um dos hinos que o pai cantava. Nesse dia, teve um encontro real com Deus. Converteu-se e é até hoje um dos pilares da nossa igreja. É uma inspiração para mim e para todas as mulheres da igreja. E pensar que tudo começou com uma semente plantada no coração de uma criança que deu fruto mais de cinquenta anos depois. O seu pai teria gostado de saber. O missionário Cox também. De facto, o tempo de Deus não é o nosso. Deus seja louvado!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Nenhum amigo há igual a Cristo!
Não, nenhum! Não, nenhum!
Outro não há que minha alma salve.
Não, nenhum! Não, nenhum!

Cristo sabe das nossas lutas;
Guiará até o fim chegar;
Nenhum amigo é igual a Cristo,
Não, nenhum! Não, nenhum!

Nenhum momento Ele me abandona!
Não, nenhum! Não, nenhum!
Não há desgosto que não suavize!
Não, nenhum! Não, nenhum!


Cantor Cristão, hino 81

quarta-feira, 23 de março de 2011

O humanismo dos nossos dias tenta ensinar-nos que as ofensas dos outros não são realmente muito importantes e que devemos perdoar a todos com facilidade: se, se acredita em Deus, é num 'deus' que faz 'vista grossa' quando o homem age com maldade, ou mesmo tolera-a com toda a facilidade. O cristianismo ensina que o pecado é tão grave que foi preciso o Filho de Deus morrer numa cruz para que pudesse ser perdoado.

terça-feira, 22 de março de 2011

É interessante verificar que também no primeiro século os opositores e carrascos de Jesus não se satisfizeram com a hipótese da loucura (de Jesus). Bem pelo contrário. Levaram muito a sério a ameaça que Jesus repreentava, decidindo resolver o assunto de forma mais clara possível: a morte. O historiador Josefo relata nas suas crónicas das guerras judaicas que um tal Jesus, filho de Ananias, foi preso e interrogado por ter irrompido a festa dos Tabernáculos com previsões de destruição para todo o povo judeu, "Uma voz do leste, uma voz do oeste, uma voz dos quatro ventos, uma voz contra Jerusalém e o santuário, uma voz contra o noivo a noiva, uma voz contra todo o povo."
Mas ao contrário do Jesus nosso conhecido, este foi libertado, tendo continuado a lançar as suas invectivas e previsões de desgraça durante mais de sete anos por entre as principais festas judaicas. Porque razão os responsáveis judeus o permitiram? Por o considerarem louco. Por este não valia a pena solicitar ao procurador uma condenação. Como louco, era totalmente inofensivo, e bem se podia suportar a voz de um tresloucado de vez em quando por entre as ruas de Jerusalém. A Jesus, esse, não. Esse era diferente, e não se poderia agir com tamanha leviandade. Contudo, este homem que demonstrava uma saúde mental incomum (mesmo tomando como termo de comparação a nossa sociedade actual) por outro lado afirmava que exisitia desde antes da fundação do cosmos:

"Dá-me, pois, ó Pai, a glória que eu tinha junto de ti, antes de o mundo ser mundo."

segunda-feira, 21 de março de 2011

Jesus, filho de Ananias, foi um santo homem do campo, que se meteu em problemas com a autoridade durante a Festa dos Tabernáculos, em 62 d.C. Josefo regista que este Jesus, andando rua acima, rua abaixo, dia após dia, declarava publicamente, e em voz alta, que Jerusalém e o santuário estavam amaldiçoados: "Uma voz vinda de leste, uma voz vinda de oeste, uma voz que vem com os quatro ventos; uma voz contra Jerusalém e o santuário, uma voz contra o noivo e a noiva, uma voz contra o povo! Estas agoirentas palavras proféticas, que fazem lembrar Jeremias, capítulo 7, deram origem a distúrbios, pelo que os magistrados judeu prenderam Jesus e deram-lhe uma valente sova para o pôr na linha. Não fez qualquer diferença; Jesus continuou com a gritaria. Temendo que pudesse ser um inspirado de Deus – Josefo acreditava que sim -, os magistrados, em vez de recorrerem a mais atitudes drásticas para o calarem, entregaram-no ao governador romano Albino. Este ordenou que lhe dessem outro açoitamento, pior do que o primeiro, antes de interrogarem o acusado. Então, quando Jesus, filho de Ananias, se recusou responder às perguntas que ele lhe fez, concluiu que o homem era lunático e libertou-o. Jesus prosseguiu com as suas lamúrias diárias, até ao estalar da primeira guerra contra Roma, em 66 d.C. Durante sete anos e cinco meses, ele teimou nos seus queixumes, e só parou quando uma pedra catapultada por uma máquina de guerra romana o matou em 69 d.C.
A história de Jesus, filho de Ananias, faz lembrar a de Jesus de Nazaré. Os Evangelhos não dão qualquer ideia de que Caifás e os seus companheiros imaginassem sequer que Jesus fosse inspirado pelo divino, mas é concebível que uma mistura de medo supersticioso e uma relutância natural em ordenar que um judeu fosse efectivamente executado tivesse relevância a nível do sub-consciente, levando-os a entregar Jesus a Pôncio Pilatos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

... não sei se percebo bem as exigências da geração à rasca, mas admito que o mercado de trabalho está mais fechado agora que antes, sobretudo para os recém-licenciados nos variadíssimos cursos que entretanto brotaram em Portugal na última década. Mas as suas expectativas não estarão um pouco desajustadas? O 'emprego para a vida' já nem na minha geração existia, excepto, talvez, para a função pública. A estabilidade não é uma garantia nem um direito: é algo que se conquista à custa de trabalho, produção e esforço. Pensemos, por exemplo, no mal que se trabalha em Portugal. A produtividade é baixa. Como podia ser alta no país que reúne durante três horas e demora quatro a almoçar? Já para não falar do pouco saudável que é misturar o trabalho com o convívio social, uma prática bem portuguesa e bastante detestável. Já não acontece tanto, mas ainda é uma realidade. Os relacionamentos de trabalho devem ser estritamente profissionais, o que não implica frieza nem distância. A delicadeza, a boa educação e a alegria fazem parte do profissionalismo. E não é delicado, nem bem-educado, nem alegre demorar uma pessoa durante horas. Soube no outro dia que o último grito em reuniões é tê-las de pé. Duram dez minutos. Vem do Japão. Em Portugal, só em empresas alemãs. A propósito, trabalhei numa empresa alemã e fui algumas vezes à Alemanha. O horário de trabalho era das oito da manhã às quatro da tarde, com duas pausas de dez minutos e meia-hora para almoço. As reuniões eram breves e ficar no escritório além da hora de saída era mal visto. Significava que o trabalhador não tinha sido capaz de dar conta do recado naquele espaço mais que suficiente de tempo. Alguém me explica como é que em Portugal se trabalha tantas horas e, mesmo assim, temos as dificuldades que temos? E se há falta de pessoal, como se justificam as queixas de quem se manifesta hoje?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Foi uma época gloriosa [os Descobrimentos] para Portugal, que conseguiu estabelecer várias colónias em África, mantendo boas relações com os soberanos das regiões submetidas. Assim, o pequeno reino português, com o seu domínio dos oceanos, teve acesso directo à Ásia e à África ocidental, obtendo riquezas incalculáveis ao longo de várias décadas.
Não obstante as boas relações com as suas colónias, chegou uma altura em que as exigências destas ultrapassaram a quantidade de rendimentos resultantes da comercialização de especiarias, particularmente a pimenta a favorita dos mercadores europeus – e a extracção de minerais. Esse facto obrigou o reino a contrair avultados empréstimos junto dos grandes banqueiros de Itália, Países Baixos, Alemanha, endividando-se pesadamente, enfraquecendo o seu poder e esgotando o tesouro público. (Este fenómeno é hoje muito bem entendido, atendendo ao exemplo dos países do Terceiro Mundo ou me vias de desenvolvimento. As dívidas ou compromissos contraídos com a Banca estrangeira atingem proporções tais que, com os rendimentos dos seus próprios recursos, não conseguem sequer pagar os juros que, anos após ano, resultam dos ditos empréstimos).