Só consegue melhorar as coisas aquele que sabe sentir: «Isto não está bem».
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Um dia, deitado num quarto de hotel, em Paris, estava entretido a ler o International Herald Tribune quando a minha atenção foi atraída por um artigo especializado sobre a maratona. Havia uma série de entrevistas com vários maratonistas conhecidos, a quem era perguntado se tinham algum “mantra” especial que recitassem mentalmente durante a corrida, a fim de manterem o estímulo. «Ora aí está uma questão interessante», pensei eu. Impressionou-me, acima de tudo, a quantidade de coisas diferentes que passavam pela cabeça de todos aqueles desportistas enquanto corriam os 42,195 quilómetros do trajecto. Isso mostrava até que ponto uma maratona é, de facto, uma prova dura. Sem “mantras” que possam ser repetidos até à exaustão, os corredores arriscam-se a não aguentar o desgaste.
Havia um participante que repetia uma frase ensinada pelo irmão mais velho, também corredor de fundo, e que lhe tinha dado que pensar desde que começara a correr: «A dor é inevitável, mas o sofrimento é uma opção.» Imaginem que vão correr e começam a pensar: Caramba, isto é duro! Não aguento mais. Se a parte do «duro» é a realidade incontornável, já no que toca ao aguentar (ou não), cabe ao corredor dizer de sua justiça. Penso que estas duas frases resumem bem os aspecto mais importante numa competição como a maratona.
sábado, 6 de agosto de 2011
Hipermodernidade, a saber, uma sociedade liberal caracterizada pelo movimento, pela fluidez, pela flexibilidade, afastada como nunca dos grandes princípios estruturantes da modernidade, que teve de se adaptar ao ritmo hipermoderno para não desaparecer. Hipernarcisismo, época de um Narciso que se tem por maturo, responsável, organizado e eficiente, flexível, e que rompe, assim, com o Narciso dos anos pós-modernos, hedonista e libertário. «A responsabilidade substituiu a utopia festiva e a gestão, a contestação: tudo se passa como se nós já não nos reconhecêssemos senão na ética e na competitividade, nas normas prudentes e no sucesso profissional».
Só desta vez é que os paradoxos da hipermodernidade se mostram claramente. Narciso maturo? Mas ele não pára de invadir os domínios da infância e da adolescência como se recusasse assumir a sua idade adulta. Narciso responsável? Podemos verdadeiramente pensar nisto quando os comportamentos irresponsáveis se multiplicam, quando as declarações de intenção não são seguidas do respectivo efeito? O que dizer das empresas que falam em códigos de deontologia e que, ao mesmo tempo, fazem despedimentos em massa porque falsificaram os seus números, dos armadores que evocam a importância do respeito ecológico ainda que as suas próprias embarcações efectuem descargas selvagens, dos empresários que elogiam a qualidade dos seus produtos ainda que entrem em colapso ao mínimo abalo sísmico, dos automobilistas que supostamente respeitam o código da estrada e que falam ao telemóvel enquanto conduzem? Narciso eficiente? Talvez, mas ao preço de perturbações psicossomáticas cada vez mais frequentes, de depressões e esgotamentos manifestos. Narciso gestor? Pode duvidar-se quando se observa a espiral de endividamento das famílias. Narciso flexível? Mas é a crispação que a caracteriza a nível social quando chega o momento do retrocesso de certas vantagens adquiridas. A lógica pós-moderna da conquista social foi substituída por uma lógica corporativista de defesa das vantagens sociais. Trata-se apenas de um exemplo dos paradoxos que caracterizam a hipermodernidade: quanto mais as condutas responsáveis progridem, mais aumenta a irresponsabilidade. Os indivíduos hipermodernos são mais informados e mais destruturados, mais adultos e mais instáveis, menos ideológicos e mais tributários das modas, mais abertos e mais influenciáveis, mais críticos e mais superficiais, mais cépticos e menos profundos.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
É quase dado por certo que Anders Breivik agiu sozinho nos massacres da Noruega: gizou o plano, comprou os adubos, fez a bomba, colocou-a perto dos Ministérios, foi de lá para a ilha com armas automáticas de que se tinha munido, assassinou dezenas de adolescentes que participavam num acampamento tradicional do Partido Trabalhista no poder. Depois rendeu-se à polícia e disse que o que fizera era monstruoso mas necessário para alertar a Europa para os perigos do multiculturalismo e da islamização. Antigo membro do partido mais à direita no Parlamento norueguês e cristão convicto só matara para salvar os valores da Europa. Fez-me lembrar o jacobino do Comité de Salvação Pública da Revolução Francesa, descrito por Anatole France, que vê uma criança com a mãe burguesa e bonita no Jardim das Tulherias e pensa, condoído, que para aquele menino ser feliz talvez seja preciso antes executar a mãe.
in Expresso de 30 de Julho de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Vejam as listas de certos cavalheiros que no presente falam tão activamente em nome da moralidade contra o uso de bombas de hidrogénio e outros horrores semelhantes. Eles têm sentido de indignação moral. Em nome a humanidade, dizem eles, isso é uma coisa impossível, temos que denunciá-la, temos de detê-la. É provocada a sua consciência moral, o seu sentido de justiça! Mas examinem a história e o desenrolar da sua vida; porventura há o mesmo gume agudo na sua consciência moral quanto à fidelidade para com as suas esposas? Uma moralidade pública que não se aplica às relações mais ternas e nobres da vida é uma fraude. Não me interessa a indignação moral de homens que não têm a mesma indignação moral em todos os domínios e departamentos da vida. É mera aparência; não é genuina.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Os homens novos já se encontram aqui e ali por toda a parte. Alguns, como admiti, são quase irreconhecíveis; mas outros podem ser reconhecidos. De quando em quando os encontramos. Os rostos e vozes deles são diferentes dos nossos: são mais fortes, mais quietos, mais felizes, mais radiantes. Começam por onde a maior parte de nós desiste. São reconhecíveis, como já disse, mas devemos ter bem em conta o que procuramos. Eles não corresponderão muito à ideia de "pessoas religiosas" que formamos através de nossas leituras. Eles não chamam a atenção a si mesmos. Normalmente, pensamos que somos amáveis para com eles, quando na realidade, eles é que são amáveis para connosco. Eles nos amam mais do que os outros nos amam, mas precisam menos de nós (temos de superar o desejo de querermos ser necessários; em algumas pessoas bondosas, principalmente mulheres, esta tentação é mais difícil de resistir). Geralmente, eles parecem dispor de muito tempo; isso nos desperta a curiosidade de saber de onde provém tanto tempo. Depois de reconhecermos um deles, será muito mais fácil reconhecermos um outro. Tenho uma forte impressão (como poderia sabê-lo com certeza?) de que eles se reconhecem um ao outro quase imediata e infalivelmente, apesar de todas as barreiras de cor, sexo, classe, idade, e mesmo de credos. Nesse sentido, tornar-se santo é algo semelhante a filiar-se numa sociedade secreta. Para encurtar a conversa, deve ser muito divertido.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
A vida do cristão não é para ser algo vago e indefinido, algo difícil de definir e difícil de reconhecer. De acordo com o ensino de Paulo, e com o ensino da Bíblia toda, a vida do cristão tem contornos nítidos, é óbvia – sobressai, é perfeitamente definida, e toda a gente deveria ser capaz de reconhecê-la de relance.
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*Autor - Martin Lloyd-Jones,
*Obra - As Trevas e a Luz
domingo, 26 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
A ideia de um adolescente revoltado que se costuma ter no meio das famílias de classe média é o puto que fuma umas ganzas, se veste de um modo estapafúrdio e faz uns disparates nas respostas que dá na escola e aos pais para chamar a atenção.
O adolescente revoltado que eu fui, igual a todos os outro com que cresci, era outra coisa. Não estávamos em conflito com o mundo que nos rodeava: tentávamos sobreviver nele. Para isso, precisávamos de o amar, conhecer bem e era necessário que o seu sangue, o Mal, passeasse através de nós pelos corredores e camaratas do Convento.
Etiquetas:
*Assunto - Atitude,
*Autor - João Leal,
*Obra - Alçapão,
2011 dc
sexta-feira, 27 de maio de 2011
No final de O Peregrino, John Bunyon observa que existe uma entrada para o Inferno mesmo junto às portas do Céu. Judas é uma prova disso. Na noite em que traiu a Cristo com um beijo, saiu da presença de Jesus para sempre e selou a sua ruína eterna. Quem poderá contar quantos, à semelhança de Judas, chegaram ao ponto de conhecer a verdade e professar a fé em Jesus, mas perderam completamente o Céu porque se recusaram a submeter-Lhe o controle das suas vidas? Em certo sentido, sua entrada no Inferno deu-se às portas do Céu.
Todavia há também uma realidade contrastante, geralmente ilustrada no ministério terreno de Jesus. É que o pior pecador pode ser conduzido ao Céu estando no próprio portal do Inferno. Publicanos, prostitutas, ladrões e miseráveis, todos encontraram em Jesus um salvador que lhes deu vida abundante e eterna em troca dos farrapos das suas vidas desperdiçadas
Mensagem Baptista nº216
sexta-feira, 20 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
No nos sentimos menos orgullosos de adalides de la fe como Antonio Herrezuelo, quien fue encarcelado junto com su joven esposa. Frente a sus jueces había mostrado una firmeza inquebrantable. El día del auto de fe, cuando era conducido al tablado donde oiría la sentencia de muerte en la hoguera, tuvo la pena de ver su esposa Leonor de Vivero entre los reconciliados y condenados a penas menos severas, que en su caso era el vivir a perpetuidad en una casa de reclusión. Herrezuelo, al pasar delante de ella, le dijo: «Es éste el aprecio que haces de la doctrina que te he enseñado durante seis años?» Marchando luego hacia su propria huguera, iba repitiendo pasajes de la Biblia, que le consolaban y le daban oportunidad de dar testimonio de su fe a la multitud que contemplaba el espectáculo, lo que motivó que le pusieran uma mordaza en la boca, y así murió con admirable constancia
Leonor fue conducida a su encierro, y a solas com su conciencia y com el recuerdo de su esposo, sufría un tormento mayor. Arrepentida de su cobardia, confiesa de nuevo aquella fe evangélica que en un momento de debelidad había negado. Los inquisidores repitieron otra vez todo su arte y argumentos para someterla, pero ya en vano. Leonor fue condenada a morir en la hoguera el 26 de septiembre de 1568.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
En los países orientales no hay base real para la dignidad del hombre. Por tanto, debe señalarse que el marxismo idealista pudo solamente haber aparecido como una herejía cristiana.; jamás podía haberse originado en el Oriente, porque no hay lugar para una dignificación genuina del hombre en el Oriente panteísta. El marxismo idealista es una herejia judeo-cristiana.
Nos países orientais não há um fundamento real para a dignidade do homem. Portanto, deve salientar-se que o marxismo idealista só podia ter aparecido como uma heresia cristã; jamais poderia ter nascido no Oriente, porque não há lugar para uma dignificação genuína do homem no Oriente panteísta. O Marxismo idealista é uma heresia judaico-cristã.
Nos países orientais não há um fundamento real para a dignidade do homem. Portanto, deve salientar-se que o marxismo idealista só podia ter aparecido como uma heresia cristã; jamais poderia ter nascido no Oriente, porque não há lugar para uma dignificação genuína do homem no Oriente panteísta. O Marxismo idealista é uma heresia judaico-cristã.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Everybody knows that the dice are loaded
Everybody rolls with their fingers crossed
Everybody knows that the war is over
Everybody knows the good guys lost
Everybody knows the fight was fixed
The poor stay poor, the rich get rich
That's how it goes
Everybody knows
Everybody knows that the boat is leaking
Everybody knows that the captain lied
Everybody got this broken feeling
Like their father or their dog just died
Everybody talking to their pockets
Everybody wants a box of chocolates
And a long stem rose
Everybody knows
Everybody knows that you love me baby
Everybody knows that you really do
Everybody knows that you've been faithful
Ah give or take a night or two
Everybody knows you've been discreet
But there were so many people you just had to meet
Without your clothes
And everybody knows
And everybody knows that it's now or never
Everybody knows that it's me or you
And everybody knows that you live forever
Ah when you've done a line or two
Everybody knows the deal is rotten
Old Black Joe's still pickin' cotton
For your ribbons and bows
And everybody knows
And everybody knows that the Plague is coming
Everybody knows that it's moving fast
Everybody knows that the naked man and woman
Are just a shining artifact of the past
Everybody knows the scene is dead
But there's gonna be a meter on your bed
That will disclose
What everybody knows
And everybody knows that you're in trouble
Everybody knows what you've been through
From the bloody cross on top of Calvary
To the beach of Malibu
Everybody knows it's coming apart
Take one last look at this Sacred Heart
Before it blows
And everybody knows
Toda a gente sabe que os dados estão viciados
Toda a gente os lança a fazer figas
Toda a gente sabe que a guerra acabou
Toda a gente sabe que os bons perderam
Toda a gente sabe que o combate estava arranjado
Os pobres continuam pobres, o ricos ficam mais ricos
É como a coisa vai
Toda a gente sabe
Toda a gente sabe que o barco mete água
Toda a gente sabe que o capitão mentiu
Toda a gente sente esta mágoa
Como se o pai ou o cão tivessem morrido
Toda a gente fala com os botões
Toda a gente quer uma caixa de chocolates
E uma longa rosa
Toda a gente sabe
Toda a gente sabe que me amas, querida
Toda a gente sabe mesmo que sim
Toda a gente sabe que tens sido fiel
Ah, fora uma noite ou duas
Toda a gente sabe que foste discreta
Mas há tantas pessoas com que tiveste de te encontrar
Sem as tuas roupas
E toda a gente sabe
E toda a gente sabe que é agora ou nunca
Toda a gente sabe que sou eu ou és tu
E toda a gente sabe que vives para sempre
Quando snifas uma linha ou duas
Toda a gente sabe que o acordo está manhoso
o Old Black Joe ainda apanha algodão
para as tuas fitas e laçarotes
E toda a gente sabe
E toda a gente sabe que a peste vem aí
Toda a gente sabe que ela é rápida
Toda a gente sabe que o homem nu e a mulher nua
são um artefacto luzidio do passado
Toda a gente sabe que a cena está morta
mas vai haver um aparelho na tua cama
que revelará
o que toda a gente sabe
E toda a gente sabe que estás com problemas
Toda a gente sabe aquilo por que passaste
da cruz sangrenta no cume do Calvário
até à praia de Malibu
Toda a gente sabe que vai tudo abaixo
Comtempla uma última vez este Sagrado Coração
Antes que estoire
E toda a gente saiba
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*Artista - Leonard Cohen,
*Assunto - Crise,
Música
There is no such thing as the right place, the right job, the right calling or ministry. I can be happy or unhappy in all situations. I am sure of it, because I have been … deciding to do this, that, or the other for the next five, ten, or twenty years is no great decision. Turning fully, unconditionally, and without fear to God is. Yet this awareness sets me free.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
O tempo de Deus
Ela era a mais nova de uma família de nove irmãos, da ilha do Pico. Hoje, penso que na casa dos 70, recorda esta história ainda ao pormenor. O seu pai, homem íntegro e humilde, foi um dia evangelizado pelo missionário Cox, era aquela mulher ainda criança. O pai converteu-se a Cristo e, a partir daí, passou a abrir as portas da sua casa para fazer estudos bíblicos, numa ilha onde não havia nenhuma igreja evangélica. Chegava a andar 50 km a pé para ir levar o Evangelho a outros. Na escola, os meninos chamavam-na de "filha do protestante". O rótulo era de tal forma pesado que chegou a dizer ao pai que não queria ir mais à escola, e que tinha medo, pois as crianças chamavam-na de "protestante". Foi então que o pai lhe ensinou a resposta: "Diz-lhes que protestamos contra a mentira". A partir daí, nunca mais a incomodaram. O pai faleceu muito cedo, era ela ainda uma adolescente. Com a morte do pai, a mãe, católica, não deu seguimento à educação cristã-evangélica que os filhos vinham recebendo e passou a encaminhá-los para a igreja católica. Entretanto, a mãe faleceu em poucos anos. Casou nova, com o seu primeiro e único namorado, um faialense, que se mantém ao seu lado até hoje. Viveu toda a sua vida dentro da tradição católica e era uma católica fiel e dedicada. Porém, recordava sempre com carinho os ensinos e o testemunho que o seu pai lhe passou em criança. Há cerca de uma dúzia de anos atrás, foi com uma amiga (que se havia convertido) passar um fim-de-semana à sua ilha de origem - o Pico. À noite, a amiga pegou na Bíblia e começou a lê-la em voz alta. O seu coração começou a arder com aquela Palavra. De repente, parecia estar a reviver aqueles serões, em criança, quando o pai lia a Bíblia para a família. A amiga convidou-a para ir à sua igreja, no Faial. No domingo seguinte, entrou pela primeira vez na Igreja Baptista. Cantavam o hino "Foi na cruz, foi na cruz, onde um dia eu vi meu pecado castigado em Jesus". Era um dos hinos que o pai cantava. Nesse dia, teve um encontro real com Deus. Converteu-se e é até hoje um dos pilares da nossa igreja. É uma inspiração para mim e para todas as mulheres da igreja. E pensar que tudo começou com uma semente plantada no coração de uma criança que deu fruto mais de cinquenta anos depois. O seu pai teria gostado de saber. O missionário Cox também. De facto, o tempo de Deus não é o nosso. Deus seja louvado!
quinta-feira, 31 de março de 2011
Nenhum amigo há igual a Cristo!
Não, nenhum! Não, nenhum!
Outro não há que minha alma salve.
Não, nenhum! Não, nenhum!
Cristo sabe das nossas lutas;
Guiará até o fim chegar;
Nenhum amigo é igual a Cristo,
Não, nenhum! Não, nenhum!
Nenhum momento Ele me abandona!
Não, nenhum! Não, nenhum!
Não há desgosto que não suavize!
Não, nenhum! Não, nenhum!
Cantor Cristão, hino 81
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*Arte - Cantor Cristão,
*Assunto - Amizade,
Música
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