sábado, 3 de março de 2012

They came back to camp wonderfully refreshed, glad-hearted and ravenous; and they soon had the camp-fire blazing up again. Huck found a spring of clear cold water close by, and the boys made cups of broad oak or hickory leaves, and felt that water, sweetened with such a wild-wood charm as that, would be a good enough substitute for coffee. While Joe was slicing bacon for breakfast, Tom and Huck asked him to hold on a minute; they stepped to a promising nook in the river bank and threw in their lines; almost immediatly they had reward. Joe had not had time to get impatient before they were back again with some handsome bass, a couple os sun-perch and a small catfish – provisions enough for quite a family. They fried the fish with the bacon and were astonished; for no fish have ever seemed so delicious before. They did not know that the quicker a fresh water fish is on the fire after he is caught the better he is; and they reflected little upon what a sauce open air sleeping, open air exercise, bathing, and a large ingredient of hunger makes, too.



Eles regressaram ao campo maravilhosamente revigorados, de corações contentes e esfomeados; e rapidamente deixaram a sua fogueira de novo a arder. O Huck encontrou ali perto uma nascente de água límpida e fresca, e os rapazes usaram folhas grandes de carvalho e nogueira a fazer de caneca, e acharam que a água, se adoçada com aquele encantamento da madeira selvagem, seria um bom substituto do café. Enquanto o Joe cortava o toucinho fumado às fatias para o pequeno-almoço, o Tom e o Huck pediram-lhe para esperar um minuto; abeiraram-se de um recanto promissor na margem do rio e atiraram as suas linhas; quase imediatamente tiveram a recompensa. Joe não teve tempo de ficar impaciente antes de eles chegarem de volta com uns belos de uns robalos, um par de percas e um pequeno peixe-gato - mantimentos suficientes para uma família e tanto. Fritaram o peixe com o toucinho fumado e ficaram admirados; é que nunca nenhum peixe lhes tinha sabido tão bem. Eles não sabiam que quanto mais rapidamente um peixe de água doce for posto a cozinhar depois de ser apanhado, melhor fica; e os rapazes reflectiram pouco sobre o quão bom é o tempero de dormir e correr ao ar livre, com banhos no rio, e sobretudo com uma grande dose do ingrediente fome.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Aproximadamente no ano 200, o venerável Tertuliano notou que o sangue dos mártires é a semente da Igreja. O reformador Zwinglio declarou: “Nascida no sangue, a Igreja não pode ser restaurada senão com sangue”. Por outras palavras, para o avanço da causa de Cristo é preciso estar pronto para sofrer e morrer. O mundo vence as suas batalhas matando, Cristo e o Seu povo parece que têm que vencer as suas morrendo. Jesus nos enviou como cordeiros no meio dos lobos (Lucas 10:3).
Os cristãos, claro, não procuram, compreender a providência divina. Isto está tão além da nossa capacidade humana que nem mesmo tentamos compreendê-la. Porque o Senhor permitiu que fosse morto pela espada e então salvou Pedro? (Actos 12). Porque permitiu que os índios Auca, no Equador, matassem cinco missionários há alguns anos atrás? Porque outros missionários, em iguais situações de perigo, foram poupados? Devemos deixar assuntos deste tipo ao nosso bondoso e omnisciente Deus. Estamos confiantes que Deus sabe o que está fazendo. Ele está no controle e o que permitir que aconteça procuraremos aceitar com um desejo submisso.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

13 de Novembro de 1887 – (Em Na Kandundo). Durante a noite fugiram dois escravos, uma mulher com o filho às costas e uma rapariga nova, que por sinal, pertencia a Cinyama. Esta manhã forma enviados vários bandos à sua procura, e a rapariga nova depressa foi apanhada. Ataram-lhe as mãos atrás das costas, tiraram-lhe a pouca roupa que trazia e deram-lhe uma tareia. Ouvi, depois, dizer que a outra também tinha sido apanhada, e saí, resolvido a livrá-la de tratamento idêntico, caso possível. Puseram-na ao lado da rapariga, que constituía um triste espectáculo, com o filho às costas e escorrendo sangue de um dos seios. Tiraram-lhe a criança, e um homem novo, mero rapazola, foi direito a ela e bateu-lhe na cabeça. Imediatamente fiz justiça por minhas próprias mãos e dei-lhe uma boa sova, prometendo fazer o mesmo a alguém que ousasse maltratá-la. Poderá alguém censurar-me por causa disto? Se a isso se sentirem inclinados, podem fazê-lo, mas não posso ficar quieto ao ver homens e mulheres indefesas cruelmente maltratados, pelo crime de procurarem alcançar a liberdade, sem fazer o possível para o impedir. Disse a Cinyama que pusesse a rapariga na cabana e avisei-o de que, se permitisse que ela sofresse mais maus tratos do mesmo género, ele e eu seguiríamos caminhos diferentes. Nada mais ouvi, mas voltei à minha cabana e chorei ao ver a desgraça desta gente. Só a Verdade de Deus poderá endireitar as coisas aqui, como em toda a parte.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Há um perigo latente na vida dos crentes que possuem conhecimento profundo de doutrina e compreensão efectiva dos princípios espirituais práticos em tornarem-se auto-suficiente e acharem que não precisam de nada. Então, a oração do profundo do coração, apaixonante e constante não encontra guarida nas suas vidas. Tenho visto tal condição desenvolver-se em muitas e muitas pessoas. Por terem conhecimento, permitem que uma auto-dependência evolua, eliminando a vitalidade de uma verdadeira vida de oração.
Paulo ordena aos crentes que orem sem cessar a fim de se guardarem desse perigo. Ele nos chama para uma vida de oração. Não importa o quanto temos em Cristo, temos que orar. A oração é a chave essencial para o crescimento espiritual.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O esfacelamento da ciência modificou o objectivo da pesquisa. Os estudiosos já não mais legitimam a sua obra participando da procura do conhecimento científico. Sua meta agora é o "grau de desempenho", e não a "verdade". O patrocínio financeiro que ampara a pesquisa não tem por objectivo promover a emancipação da humanidade ou a ampliação do conhecimento; seu propósito é o crescimento do seu poder. A pergunta deixou de ser "será verdade?" e passou a ser "para que serve?" A questão da utilidade equivale à pergunta "dá para vender?" ou, em contextos de ênfase no poder, "é eficiente?"

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

John Harper estava a bordo do Titanic quando este partiu para Southampton, na Inglaterra, na sua viagem inaugural. Evangelista originário de Glasgow, na Escócia, era bastante conhecido no Reino Unido por causa do dom da pregação. Em 1912 o reverendo Harper recebeu um convite para pregar na Igreja Moody, em Chicago, nos Estado Unidos. No dia 11 de Abril de 1912, John Harper subiu a bordo Titanic.
(…)
Tudo aconteceu muito rapidamente. Mas a reacção de John Harper deixou um exemplo histórico de coragem e fé. Harper acordou a filha, levantou-a, enrolou-a num cobertor e depois levou-a para o convés. Ali, deu-lhe um beijo de despedida e entregou-a a um membro da tripulação, que a colocou no barco salva-vidas nº11. Harper sabia que nunca mais iria ver a filha. A sua filha iria ser órfã aos seis anos de idade. Depois Harper deu o seu colete salva-vidas a um passageiro, terminando assim com qualquer hipótese de sobrevivência. De um sobrevivente temos o relato que John clamava: “Mulheres, crianças e não salvos para os barcos salva-vidas”. Ele compreendia que havia algo mais importante do que sobreviver àquele terrível desastre. Ele compreendia que havia aqueles que não estavam preparados para enfrentar a eternidade.

Revista Novas de Alegria nº826

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Oh! Como amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.
Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo.
Tenho mais entendimento do que todos os mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.
Entendo mais do que os antigos ; porque guardo os teus preceitos.
Desviei os meus pés de todo o caminho mau, para guardar a tua palavra.

domingo, 30 de outubro de 2011

"A minha vida teria sido muito mais fácil se eu tivesse tido a cobardia de dizer, 'Bem, está morta', e seguido em frente."



(A história, que está aqui, conta-se em poucas palavras: um homem luta durante trinta anos para que o assassino da sua filha seja condenado. Tudo em vão, até que o homem paga a um grupo para raptar o assassínio e deixá-lo à porta do Ministério Público. O assassino vê-se, finalmente, a cumprir a pena a que estava condenado, e o mandante do rapto fica aguardar a sentença pelo seu acto. A citação em cima é a inquietante resposta do homem quando confrontado com o preço a pagar para que o assassino da sua filha fosse castigado.)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uma característica do falar dos ímpios é o excesso, a falta de controle. Os ímpios falam demais; falam sem pensar, estão sempre falando. Se você viajar de ônibus ou de trem, ou se estiver numa sala pública, verá esse constante falatório; é sempre uma característica dos ímpios. Provavelmente, nem todos percebemos que o povo cristão não fala tanto como o povo não cristão.
Outra característica da conversação do não cristão é aquilo que realmente faz dela o que é – tão somente uma expressão do ego. A vida do não regenerado é sempre egoísta, egocêntrica, e a sua conversação e o seu falar sempre visam uma oportunidade para exibição pessoal. Isto explica porque tais pessoas, quanto juntas, procuram falar todas ao mesmo tempo. Uma não pode esperar que a outra termine; todos querem ficar com a palavra. Está eternamente presente o desejo de ser interessante, divertido, e de ser admirado, com o povo dizendo: que maravilhoso! Toda ela querem estar sempre com a palavra, anseiam por auto-expressão e por conseguir algo para o seu ego.
Se vocês analisarem uma fala e uma conversação tendo todas essas coisas em mente - o excesso, o não falar na vez e a interrupção uns dos outros – vocês serão forçados a concluir que não há nada nelas, senão a pura manifestação do ego e da importância própria, o desejo de admiração e de elogio. A conversação dos ímpios está repleta dessas características.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Essa é a maneira escriturística de lembrar-nos que, em nossa vida neste mundo, não há nada que seja de maior importância que a capacidade de falar porque, afinal de contas, expressamos o que realmente somos pelo que dizemos. As palavras do nosso Senhor – "Da abundância do coração fala a boca" (Lucas 6:45) – dizem-nos a mesma coisa. Quando falamos estamos expressando o que está em nosso coração. Às vezes os nossos amigos nos lembram que "nos entregamos" pelo nosso falar. No entanto, o nosso Senhor tem mais uma verdade para nos dizer: "O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado". Todos nós somos lerdos para perceber a importância do falar. Falamos com tanta liberdade, tão levianamente, tão soltamente; e, no entanto, diz o nosso Senhor: "Por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado". Ele nos assegura que no dia do juízo o homem "dará conta de toda a palavra ociosa que tiver dito". Ele quer dizer que é quanto estamos desprevenidos, por assim dizer, que realmente expressamos o que somos. O moralismo pode por certo controlo em nós. Mas vocês descobrem realmente a fraqueza do não cristão, do homem meramente moral em seus momentos de não vigilância, quando algo lhe sucede subitamente e ele se expressa; então ele mostra realmente o que é; e essa é uma das maneiras de distinguir entre o homem meramente moral e o cristão. O cristão não é alguém que está sempre a reprimir-se; há algo diferente no centro, porquanto da abundância do coração a boca fala; é o que escorrega para fora que realmente nos diz a verdade sobre outra pessoa.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Contudo o nosso texto vai além: o homem pode falar, pode expressar-se, pode por pensamentos em palavras e em linguagem. De muitas maneiras é o maior dom concedido à humanidade e sendo assim, não é de admirar que seja a coisa mais mal utilizada. Na esfera espiritual, o diabo centraliza os seus ataques naquilo que é mais precioso no homem. E o que há de devastador, quanto ao pecado, é que ele sempre destrói primeiro o que há de melhor em nós. Os centros mais elevados são sempre os primeiros a serem afectados pelo pecado. Não admira, pois, que considerável atenção seja dada pelo apóstolo à questão geral do falar, visto que expressa tanto a essência do se e da personalidade do homem. No capítulo três da sua Epístola, Tiago argumenta sobre o mesmo ponto. Ali a língua humana é comparada ao leme do navio (...).

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"Não sai da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem", Efésios 4:29

Obviamente, pois, na opinião e na avaliação do apóstolo, toda esta questão ligada ao falar é vital e, necessariamente, deve receber grande proeminência ao tratarmos e estudarmos a aplicação da verdade aos pormenores das nossas vidas. E isso não é surpreendente porque, como já fiz lembrar quanto à questão da mentira, a fala é, afinal de contas, o fator biológico distintivo e diferencial do homem. Comparando-se e contrastando-se o homem e os animais, há muitas diferenças, mas esta é provavelmente a mais proeminente e importante; o que faz do homem um homem é o dom da fala e da expressão. Nessa capacidade de expressar-se vemos sobressair mais claramente a imagem de Deus, segundo a qual o homem foi criado originariamente. O homem pode pensar, raciocinar e ver-se objectivamente e considerar-se a si próprio; os animais não podem fazer isso.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011


Só consegue melhorar as coisas aquele que sabe sentir: «Isto não está bem».

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Um dia, deitado num quarto de hotel, em Paris, estava entretido a ler o International Herald Tribune quando a minha atenção foi atraída por um artigo especializado sobre a maratona. Havia uma série de entrevistas com vários maratonistas conhecidos, a quem era perguntado se tinham algum “mantra” especial que recitassem mentalmente durante a corrida, a fim de manterem o estímulo. «Ora aí está uma questão interessante», pensei eu. Impressionou-me, acima de tudo, a quantidade de coisas diferentes que passavam pela cabeça de todos aqueles desportistas enquanto corriam os 42,195 quilómetros do trajecto. Isso mostrava até que ponto uma maratona é, de facto, uma prova dura. Sem “mantras” que possam ser repetidos até à exaustão, os corredores arriscam-se a não aguentar o desgaste.
Havia um participante que repetia uma frase ensinada pelo irmão mais velho, também corredor de fundo, e que lhe tinha dado que pensar desde que começara a correr: «A dor é inevitável, mas o sofrimento é uma opção.» Imaginem que vão correr e começam a pensar: Caramba, isto é duro! Não aguento mais. Se a parte do «duro» é a realidade incontornável, já no que toca ao aguentar (ou não), cabe ao corredor dizer de sua justiça. Penso que estas duas frases resumem bem os aspecto mais importante numa competição como a maratona.

sábado, 6 de agosto de 2011

Hipermodernidade, a saber, uma sociedade liberal caracterizada pelo movimento, pela fluidez, pela flexibilidade, afastada como nunca dos grandes princípios estruturantes da modernidade, que teve de se adaptar ao ritmo hipermoderno para não desaparecer. Hipernarcisismo, época de um Narciso que se tem por maturo, responsável, organizado e eficiente, flexível, e que rompe, assim, com o Narciso dos anos pós-modernos, hedonista e libertário. «A responsabilidade substituiu a utopia festiva e a gestão, a contestação: tudo se passa como se nós já não nos reconhecêssemos senão na ética e na competitividade, nas normas prudentes e no sucesso profissional».
Só desta vez é que os paradoxos da hipermodernidade se mostram claramente. Narciso maturo? Mas ele não pára de invadir os domínios da infância e da adolescência como se recusasse assumir a sua idade adulta. Narciso responsável? Podemos verdadeiramente pensar nisto quando os comportamentos irresponsáveis se multiplicam, quando as declarações de intenção não são seguidas do respectivo efeito? O que dizer das empresas que falam em códigos de deontologia e que, ao mesmo tempo, fazem despedimentos em massa porque falsificaram os seus números, dos armadores que evocam a importância do respeito ecológico ainda que as suas próprias embarcações efectuem descargas selvagens, dos empresários que elogiam a qualidade dos seus produtos ainda que entrem em colapso ao mínimo abalo sísmico, dos automobilistas que supostamente respeitam o código da estrada e que falam ao telemóvel enquanto conduzem? Narciso eficiente? Talvez, mas ao preço de perturbações psicossomáticas cada vez mais frequentes, de depressões e esgotamentos manifestos. Narciso gestor? Pode duvidar-se quando se observa a espiral de endividamento das famílias. Narciso flexível? Mas é a crispação que a caracteriza a nível social quando chega o momento do retrocesso de certas vantagens adquiridas. A lógica pós-moderna da conquista social foi substituída por uma lógica corporativista de defesa das vantagens sociais. Trata-se apenas de um exemplo dos paradoxos que caracterizam a hipermodernidade: quanto mais as condutas responsáveis progridem, mais aumenta a irresponsabilidade. Os indivíduos hipermodernos são mais informados e mais destruturados, mais adultos e mais instáveis, menos ideológicos e mais tributários das modas, mais abertos e mais influenciáveis, mais críticos e mais superficiais, mais cépticos e menos profundos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

É quase dado por certo que Anders Breivik agiu sozinho nos massacres da Noruega: gizou o plano, comprou os adubos, fez a bomba, colocou-a perto dos Ministérios, foi de lá para a ilha com armas automáticas de que se tinha munido, assassinou dezenas de adolescentes que participavam num acampamento tradicional do Partido Trabalhista no poder. Depois rendeu-se à polícia e disse que o que fizera era monstruoso mas necessário para alertar a Europa para os perigos do multiculturalismo e da islamização. Antigo membro do partido mais à direita no Parlamento norueguês e cristão convicto só matara para salvar os valores da Europa. Fez-me lembrar o jacobino do Comité de Salvação Pública da Revolução Francesa, descrito por Anatole France, que vê uma criança com a mãe burguesa e bonita no Jardim das Tulherias e pensa, condoído, que para aquele menino ser feliz talvez seja preciso antes executar a mãe.

 in Expresso de 30 de Julho de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Agora, penso que a única receita para poder suportar a dureza da vida ao longo dos anos é receber, na infância, muito amor dos pais. Sem esse amor exagerado que me deu o meu pai eu teria sido alguém muito menos feliz.

domingo, 24 de julho de 2011

Vejam as listas de certos cavalheiros que no presente falam tão activamente em nome da moralidade contra o uso de bombas de hidrogénio e outros horrores semelhantes. Eles têm sentido de indignação moral. Em nome a humanidade, dizem eles, isso é uma coisa impossível, temos que denunciá-la, temos de detê-la. É provocada a sua consciência moral, o seu sentido de justiça! Mas examinem a história e o desenrolar da sua vida; porventura há o mesmo gume agudo na sua consciência moral quanto à fidelidade para com as suas esposas? Uma moralidade pública que não se aplica às relações mais ternas e nobres da vida é uma fraude. Não me interessa a indignação moral de homens que não têm a mesma indignação moral em todos os domínios e departamentos da vida. É mera aparência; não é genuina.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"There are big things to do, but it is usually the little acts of grace that we don't bother about."
Margaret Killingray
http://www.licc.org.uk/email/234

terça-feira, 28 de junho de 2011

Os homens novos já se encontram aqui e ali por toda a parte. Alguns, como admiti, são quase irreconhecíveis; mas outros podem ser reconhecidos. De quando em quando os encontramos. Os rostos e vozes deles são diferentes dos nossos: são mais fortes, mais quietos, mais felizes, mais radiantes. Começam por onde a maior parte de nós desiste. São reconhecíveis, como já disse, mas devemos ter bem em conta o que procuramos. Eles não corresponderão muito à ideia de "pessoas religiosas" que formamos através de nossas leituras. Eles não chamam a atenção a si mesmos. Normalmente, pensamos que somos amáveis para com eles, quando na realidade, eles é que são amáveis para connosco. Eles nos amam mais do que os outros nos amam, mas precisam menos de nós (temos de superar o desejo de querermos ser necessários; em algumas pessoas bondosas, principalmente mulheres, esta tentação é mais difícil de resistir). Geralmente, eles parecem dispor de muito tempo; isso nos desperta a curiosidade de saber de onde provém tanto tempo. Depois de reconhecermos um deles, será muito mais fácil reconhecermos um outro. Tenho uma forte impressão (como poderia sabê-lo com certeza?) de que eles se reconhecem um ao outro quase imediata e infalivelmente, apesar de todas as barreiras de cor, sexo, classe, idade, e mesmo de credos. Nesse sentido, tornar-se santo é algo semelhante a filiar-se numa sociedade secreta. Para encurtar a conversa, deve ser muito divertido.