quarta-feira, 27 de junho de 2012

Eu sou filho, tanto como esses rapazes, de uma cultura imensamente marcada pela língua inglesa - e gosto muito. Mas é suposto haver uma certa distância entre aquilo que nos entra pelos ouvidos e aquilo que nos sai pela boca. É certo que há casos de portugueses a tocar com americanos, formando bandas transatlânticas, mas essas são excepções: o resto é mesmo pessoal da Brandoa a fingir que é de Bristol. E isso é bem mais grave, e mais sintomático da falência do português, do que o abate das consoantes mudas. Porque, das duas uma: ou se reduz uma canção à sua melodia, o que já por si diz muito da decadência das palavras, ou então não se percebe como é que um artista português, para se expressar publicamente, deixa de fora a língua que usa na rua, nas conversas de amigos, nas declarações de amor.

segunda-feira, 25 de junho de 2012



The irony, however, is that now that we have at last achieved abundance, the habits bred into us by capitalism have left us incapable of enjoying it properly. The Devil, it seems, has claimed his reward. Can we evade this fate? Perhaps, but only if we can retrieve from centuries of neglect and distortion the idea of a good life, a life sufficient unto itself. Here we must draw on the rich storehouse of premodern wisdom, Occidental and Oriental.



Comecemos por ponderar as razões do falhanço da profecia de Keynes. Porque é que, apesar da surpreendente precisão das suas previsões de crescimento, a maior parte de nós, passados cem anos, ainda trabalha tão arduamente como quando escreveu o seu ensaio futurista? A resposta é que uma economia de mercado-livre tanto dá aos empregados o poder de escolher tempos e condições de trabalho, como inflama a nossa tendência inata para o consumo competitivo e em função do estatuto social. Keynes estava bastante consciente dos males do capitalismo mas assumiu que eles desvanecer-se-iam assim que a sua tarefa na produção de riqueza fosse completada. Ele não anteviu que estes males poderiam enraizar-se, obscurecendo o ideal que inicialmente deviam servir.


Keynes não estava sozinho na ideia de que motivações más em si mesmas poderiam ainda assim ser úteis. John Stuart Mill, Karl Marx, Herbert Marcuse - até Adam Smith em momentos mais arrojados - todos eles atribuiam a estas motivações um papel positivo enquanto agentes do progresso histórico. Em linguagem mitológica, a civilização ocidental fez tréguas com o Diabo, em troca de recursos de conhecimento, poder e prazer até então inimagináveis. Isto, como é óbvio, é o grande tema da lenda de Fausto, imortalizada por Goethe.


A ironia, no entanto, é que agora que por fim alcançámos a abundância, os hábitos cultivados em nós pelo capitalismo deixaram-nos incapazes de a disfrutar adequadamente. Aparentemente, o Diabo reivindicou o seu pagamento. Podemos escapar a este destino? Talvez, mas só se formos capazes de nos retractar de séculos em que negligenciámos e distorcemos o conceito de boa vida, da vida suficiente em si mesma. Aqui, temos de nos virar para a riqueza da sabedoria pre-moderna, Ocidental e Oriental.

sexta-feira, 22 de junho de 2012



Linguagens como o Wintu, uma língua nativa da California, ou o Siletz Dee-ni, do Oregon, ou o Amurdak, uma língua Aborígene do noroeste australiano, já só são faladas por duas ou três pessoas, fluentes ou semi-fluentes. Os derradeiros conhecedores da língua, sem ninguém com quem falar, numa existência de uma solidão inexprimível.
(...)
Falar o Aka - ou qualquer outra língua - implica mergulhar na sua personalidade e nos seus conceitos. "Vejo o mundo através das lentes desta linguagem", diz o Padre Vijay D'Souza, que estava responsável pela escola Jesuíta em Palizi na altura da minha visita. Quando veio para Palizi em 1999 e começou a falar o Aka, a linguagem transformou-o. "Muda a tua forma de pensar, a tua cosmovisão".
(...)
Palizi está distante da penetrante cultura americana, pelo que foi uma surpresa para os dois linguistas quando os adolescentes atiraram-se a uma canção de rap ao estilo de Los Angeles, com os movimentos das mãos e da cabeça ao estilo gang, numa entrega perfeita a uma arte de rua americana, mas com um requinte: estavam a cantar o rap em Aka. "E os linguistas ficaram desanimados?", perguntei eu. "Bem pelo contrário", disse-me Harrison. "Estes miúdos eram fluentes em Indi e Inglês, mas escolheram cantar o rap numa língua que têm em comum com apenas uns milhares de pessoas. A convivência e absorção linguística pode funcionar nos dois sentidos; por vezes, até no sentido de a língua com menos expressão agir de forma imperalista. "A única coisa que é ncessária para o renascimento de um língua, "disse-me um dia o Padre D'Souza, "é o orgulho".

quinta-feira, 21 de junho de 2012

The philosopher Allan Bloom didn't much care for the effect that music had on his students. He believed that they used music to counterfeit experience, in particular to fabricate joy. He said that music—rock music especially—reproduced in listeners the feelings of triumph that come from completing a great work of art or doing a heroic deed or making a conceptual breakthrough in science or philosophy—or even finding the true love of one's life. Students, Bloom said, found in rock music a way to fabricate those emotions, and then they often took the logical next step and asked themselves, implicitly, Why bother going further? Why should one actually do the deed and put in all the work leading up to it, when one can have the reward simply by putting on some music or showing up at a concert?

Bloom compared the Dionysian experience of rock music to the experience of drugs: He seems to have had hallucinogens in mind. After a heavy dose of LSD, in which the world becomes a wondrous kaleidoscope of sound and sight and even thought, what can everyday experience possibly offer? It manifests itself as a gray world of sameness and routine, nothing like the Wonderland one has recently left. People who have dabbled with psychedelics often trudge through wearisome lives that never quite meet their expectations.


O filósofo Allan Bloom não se importou muito com o efeito que a música tinha nos seus alunos. Ele acreditava que eles usavam a música para simular experiências, em particular para produzir alegria. Ele dizia que a música - especialmente a música rock - reproduzia nos ouvintes a sensação de triunfo de quem terminou uma grande obra de arte, ou fez algo de heróico, ou fez uma descoberta revolucionária na área da ciência ou da filosofia - ou até de alguém que encontrou o amor verdadeiro. Os estudantes, dizia Bloom, encontravam na música rock uma maneira de fabricar essas emoções, e frequentemente faziam a si mesmos, implicitamente, a pergunta óbvia "Para quê ralar-me em ir mais além? Porque devo eu fazer realmente a tarefa e passar pelo esforço que ela envolve, quando posso chegar à recompensa simplesmente ligando o rádio ou indo a um concerto?"

Bloom comparou a experiência Dionisíaca da música rock à experiência das drogas. Ele devia devia ter em mente os alucinogéneos. Depois de uma dose de LSD, em que o mundo se torna noummaravilhoso caleidoscópio de sons e imagens, e até de pensamentos, o que é que a experiência do dia-a-dia nos pode oferecer? Ele manifesta-se como um mundo cinzento de monotonia e rotina, nada que se compare ao Mundo das Maravilhas que se acaba de deixar. As pessoas que se envolveram com drogas psicadélicas frequentemente arrastam-se através de vidas aborrecidas que nunca chegam a satisfazer as suas expectativas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Nada trazia maior alegria a Lewis do que ficar sentado em volta do fogo com um grupo de amigos chegados, engajados numa boa discussão, ou empreender longos passeios com eles através dos campos de Inglaterra. "Eu passo as horas mais felizes da minha vida", escreveu Lewis, "com três ou quatro velhos amigos, em traje amarrotados; caminhando com eles ou reunidos em pequenos bares – ou qualquer outro lugar - , sentados até altas horas em algum alojamento da faculdade para discutir bobagem, poesia, teologia, metafísica, regados a cerveja, chá e cachimbos. Não há som que eu aprecisasse mais do que o de... risos". Numa outra carta ao seu amigo Greeves, Lewis escreve: "a amizade é o maior dos bens terrenos. Certamente trata-se da principal forma de felicidade da minha vida. Se tivesse de dar algum conselho a um jovem sobre o lugar onde deve morar, eu acho que diria 'sacrifique quase tudo para viver onde seja possível estar perto dos seus amigos'. Eu sei que tenho muita sorte em relação a isso".

segunda-feira, 7 de maio de 2012




You choose, you chose
Poetry over prose

 A map is more unreal
Than where you've been
Or how you feel
 And it's impossible to tell
 How important something was
 And what you might have missed out on
 And how it might have changed it all
De certo modo, entendo muito bem porque algumas pessoas não querem saber de Teologia. Lembro-me de uma vez, quando fazia uma palestra na Força Aérea, que um velho e experiente oficial levantou-se e disse "Não sei para que serve todo esse palavreado. Mas saiba que também sou um homem religioso. Sei que existe um Deus. Eu senti-O quando estava sozinho, no deserto, à noite. Senti o grande mistério. E essa é a razão porque não acredito em todos esses seus pequenos dogmas e fórmulas sobre Deus. Para quem se encontrou com o ser verdadeiro, tais coisas se parecem tão mesquinhas, pedantes e irreais!"

Ora, num certo sentido concordo inteiramente com essa pessoa. Creio que provavelmente ele tenha tido uma experiência real com Deus no deserto. E ao voltar-se dessa experiência para as crenças cristãs, penso que ele se voltava de algo real para menos real. Assim, também, quem estiver na praia, olhando para o Oceano Atlântico, e depois ir em busca de um mapa do Atlântico, também ser estará voltando de algo real para algo menos real: das ondas do mar para um pedaço de papel colorido. Mas aí é que está. O mapa é reconhecidamento só papel colorido, mas há duas coisas que devemos lembrar a este respeito. Em primeiro lugar, ele baseia-se no que centenas e milhares de pessoas descobriram navegando no Atlântico de verdade. Nesse sentido, possui atrás de si milhares de experiências tão reais como a da praia; apenas que, enquanto que a da praia é apenas uma vista rápida, individuale e isolada, o mapa reúne todas aquelas experiências. Em segundo lugar, para quem quer ir a algum lado, o mapa é totalmente necessário. Para quem esteja interessado apena em dar passeios na praia, a visão de todo o cenário, com os próprios olhos, é muito mais agradável do que ver um mapa. Mas este será de muito mais valia do que passeios na praia para quem queira ir a outro continente.

A Teologia é como o mapa. Só estudar e reflectir sobre as doutrinas cristãs, e ficar nisso, é menos real e menos emocionante do que aconteceu com o meu amigo no deserto. As doutrinas não são Deus; são apenas uma espécie de mapa. Mas esse mapa baseia-se na experiência de um grande número de pessoa que estavam realmente em contacto com Deus; experiências que, quando comparadas com quaisquer emoções ou sentimentos devotos que nós mesmos possamos ter, tornam tais emoções muito elementares e até mesmo confusos. Em segundo lugar, quem deseja ir mais longe, precisa de fazer uso do mapa. Como se vê, o que aconteceu àquele homem no deserto pode ter sido real e, sem dúvida, empolgante; mas, e daí? Essa experiência não o levou a nada. Esta é a razão pela qual uma vaga religião, esse negócio de sentir Deus na Natureza, e assim por diante, é tão atractiva. É só emoção, sem nenhuma acção; é como olhar as ondas, na praia. Mas não chegaremos a outro continente estudando o Oceano Atlântico dessa forma, assim como não obteremos a vida eterna se ficarmos simplesmente sentindo a presença de Deus nas flores ou na música. Em iremos a parte alguma só olhando os mapas, sem irmos para o mar. Tão pouco estaremos muito a salvo se entrarmos no mar sem um mapa.

Por outras palavras, a Teologia é algo bem prático, principalmente agora. Antigamente, quando o nível de educação era bastante baixo, quando não se discutiam tais assuntos, talvez fosse possível viver com algumas poucas ideias simples sobre Deus. Mas agora não é assim. Toda a gente lê; toda a gente participa em debates. Consequentemente, não dar atenção à teologia não significa não ter ideias acerca de Deus. Significa ter muitas ideias erradas, más, confusas, superadas. Com efeito, uma grande número de ideias acerca de Deus que hoje passam por novidades são simplesmente ideias que os verdadeiros teólogos consideraram séculos atrás, e rejeitaram. Crer na religião popular moderna é um retrocesso; é como pensar que a Terra é plana.

quarta-feira, 2 de maio de 2012


Ainda no mesmo dia, um veleiro francês com o vento a bombordo, rumo a Caiena, apareceu de longe, bem inclinado pelo vento. Estava a cair rapidamente para sotavento. O Spray também estava inclinado, e estava a puxar as velas para assegurar uma boa distância da praia com o vento a estibordo, pois durante a noite uma ondulação pesada fizera-o aproximar-se demasiado da costa, e agora eu estava a pensar em implorar uma mudança do vento. Eu gozara o meu quinhão de brisas favoráveis sobre os grandes oceanos, e perguntei a mim próprio se seria correcto mudar o vento todo para as minhas velas enquanto o francês estava a ir no sentido contrário. Uma corrente de frente, com a qual ele lutava, juntamente com um vento escasso, eram suficientemente maus, por isso eu só podia dizer, dentro de mim, “Senhor, deixai ficar as coisas como estão, mas não ajudes mais o francês por agora, porque o que seria bom para ele arruinar-me-ia!”
Lembrei-me de que quando era rapaz ouvia um comandante dizer muitas vezes que em resposta a uma oração dele o vento mudou de sudeste para noroeste, satisfazendo-o por inteiro. Era um bom homem, mas será que isto glorificava o Arquitecto – o Soberano dos ventos e das ondas? Além disso, lembro-me que não se tratava de um vento alísio, mas sim de um dos variáveis que mudam quando lhe pedimos, se o fizermos durante tempo suficiente. Mais uma vez, o irmão deste homem talvez não fosse no sentido oposto, ele próprio satisfeito com um vento favorável, o que fazia toda a diferença do mundo.1

1 O Bispo de Melbourne recusou-se a guardar um dia de oração para que chovesse, recomendando ao seu povo que economizasse água na estação das chuvas. De modo semelhante, um navegador economiza o vento, mantendo uma garantia de barlavento onde for praticável.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A chamada teologia da prosperidade impregnou os sectores da Igreja em vários países. Isto gerou uma enorme reacção negativa da sociedade à Igreja e desvirtuou profundamente a mensagem do Evangelho. De que modo devem os sectores mais ortodoxos da Igreja reagir a isso?
Parece-me que uma das testemunhas mais claras contra o “evangelho” herético da prosperidade é uma Igreja humilde, pronta a sacrificar-se e a sofrer pela causa do verdadeiro Evangelho. E, com essa finalidade, precisamos de uma teologia bíblica robusta que fale de sofrimento e da soberania de Deus. Então, creio que os pastores deveriam abordar nas suas pregações o tema do sofrimento, através de uma abordagem saudável da verdade de que Deus é mais glorificado em nós quando nos contentamos Nele. E a grandeza do Seu valor brilha mais reluzentemente quando esse contentamento é sustentado por meio do sofrimento e não da prosperidade. Isso leva a que a glória de Cristo seja o nosso maior tesouro – e não a riqueza, a saúde, a família ou mesmo a nossa própria vida. Logo, a pregação deve continuamente mostrar não que Jesus é o caminho para a prosperidade, mas que Ele é melhor do que a prosperidade.

O tráfego de informações e influências por meio da internet tem feito as paredes denominacionais, doutrinárias e teológicas caírem de modo inédito na história do Cristianismo. Isso ocorre pela acção dos blogues, redes sociais, site de transmissão de vídeo e similares, essencialmente. Consegue ver, a médio e longo prazo, que efeitos trará para a Igreja este fenómeno, em especial no processo de formação de conceitos na mente de cada cristão?
Não, não consigo. É muito cedo para dizer que efeitos advirão disso tudo. É fácil tornar-se profeta do apocalipse e predizer os efeitos que a informação e o entretenimento desenfreados terão sobre nós. Certo é que actualmente andamos mais distraídos. Dedicamo-nos mais a buscar futilidades na internet. Também estamos mais em contacto com material que pode corromper-nos, como pornografia ou imbecilidades que anestesiam a nossa alma. Porém, nada disso é irreversível. E a possibilidade de colocar à disposição materiais positivos para uma quantidade cada vez maior de pessoas deve superar os problemas. É por isso que devemos orar – e é nesse sentido que devemos trabalhar.

Entrevista de John Piper, Revista Novas de Alegria nº831

sexta-feira, 23 de março de 2012

Gilbert, rebelde aos ensinamentos do pai e da mãe, deixara-se enfeitiçar pelos discursos dos anabaptistas, que eram perseguidos nas municipalidades do Jura e da região de Neuchâtel. Moravam em quintas espalhadas pelas montanhas, criavam cavalos e carneiros e eram bons camponeses. Eram contra o baptismo de crianças, contra o exército, contra o clero, contra o juramento. Sim é sim, não é não, o resto é coisa do diabo.
Encontravam-se nas suas capelas para leitura da Bíblia. Ou para a Ceia Sagrada. Ou para o baptismo dos adultos. Alguns traziam barba e vestidos fechados por colchetes em vez de botões. Grandes pregadores, acreditavam apenas na figura do Redentor. No passado muitos deles tinham sido presos, afogados em rios ou lagos – quiseste a água para ser rebaptizado, aqui tens a água eterna – degolados, obrigados a remar nas galeras vénetas, genovesas, sicilianas. Desentocados pelos caçadores de anabaptistas: cem escudos por um pastor, trinta por um simples membro. Por isso muitos fugiam para a Holanda ou para as Américas.
Também Marcel era contra os sectários, como lhes chamava, por não lutarem pela República, não trazerem armas e até recusarem a montar guarda.
- Trabalham também ao domingo, os sectários, não querem casar perante o pastor. E trouxeram também a doença do gado ao vale de Ruz, sei-o ao certo!

sábado, 3 de março de 2012

They came back to camp wonderfully refreshed, glad-hearted and ravenous; and they soon had the camp-fire blazing up again. Huck found a spring of clear cold water close by, and the boys made cups of broad oak or hickory leaves, and felt that water, sweetened with such a wild-wood charm as that, would be a good enough substitute for coffee. While Joe was slicing bacon for breakfast, Tom and Huck asked him to hold on a minute; they stepped to a promising nook in the river bank and threw in their lines; almost immediatly they had reward. Joe had not had time to get impatient before they were back again with some handsome bass, a couple os sun-perch and a small catfish – provisions enough for quite a family. They fried the fish with the bacon and were astonished; for no fish have ever seemed so delicious before. They did not know that the quicker a fresh water fish is on the fire after he is caught the better he is; and they reflected little upon what a sauce open air sleeping, open air exercise, bathing, and a large ingredient of hunger makes, too.



Eles regressaram ao campo maravilhosamente revigorados, de corações contentes e esfomeados; e rapidamente deixaram a sua fogueira de novo a arder. O Huck encontrou ali perto uma nascente de água límpida e fresca, e os rapazes usaram folhas grandes de carvalho e nogueira a fazer de caneca, e acharam que a água, se adoçada com aquele encantamento da madeira selvagem, seria um bom substituto do café. Enquanto o Joe cortava o toucinho fumado às fatias para o pequeno-almoço, o Tom e o Huck pediram-lhe para esperar um minuto; abeiraram-se de um recanto promissor na margem do rio e atiraram as suas linhas; quase imediatamente tiveram a recompensa. Joe não teve tempo de ficar impaciente antes de eles chegarem de volta com uns belos de uns robalos, um par de percas e um pequeno peixe-gato - mantimentos suficientes para uma família e tanto. Fritaram o peixe com o toucinho fumado e ficaram admirados; é que nunca nenhum peixe lhes tinha sabido tão bem. Eles não sabiam que quanto mais rapidamente um peixe de água doce for posto a cozinhar depois de ser apanhado, melhor fica; e os rapazes reflectiram pouco sobre o quão bom é o tempero de dormir e correr ao ar livre, com banhos no rio, e sobretudo com uma grande dose do ingrediente fome.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Aproximadamente no ano 200, o venerável Tertuliano notou que o sangue dos mártires é a semente da Igreja. O reformador Zwinglio declarou: “Nascida no sangue, a Igreja não pode ser restaurada senão com sangue”. Por outras palavras, para o avanço da causa de Cristo é preciso estar pronto para sofrer e morrer. O mundo vence as suas batalhas matando, Cristo e o Seu povo parece que têm que vencer as suas morrendo. Jesus nos enviou como cordeiros no meio dos lobos (Lucas 10:3).
Os cristãos, claro, não procuram, compreender a providência divina. Isto está tão além da nossa capacidade humana que nem mesmo tentamos compreendê-la. Porque o Senhor permitiu que fosse morto pela espada e então salvou Pedro? (Actos 12). Porque permitiu que os índios Auca, no Equador, matassem cinco missionários há alguns anos atrás? Porque outros missionários, em iguais situações de perigo, foram poupados? Devemos deixar assuntos deste tipo ao nosso bondoso e omnisciente Deus. Estamos confiantes que Deus sabe o que está fazendo. Ele está no controle e o que permitir que aconteça procuraremos aceitar com um desejo submisso.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

13 de Novembro de 1887 – (Em Na Kandundo). Durante a noite fugiram dois escravos, uma mulher com o filho às costas e uma rapariga nova, que por sinal, pertencia a Cinyama. Esta manhã forma enviados vários bandos à sua procura, e a rapariga nova depressa foi apanhada. Ataram-lhe as mãos atrás das costas, tiraram-lhe a pouca roupa que trazia e deram-lhe uma tareia. Ouvi, depois, dizer que a outra também tinha sido apanhada, e saí, resolvido a livrá-la de tratamento idêntico, caso possível. Puseram-na ao lado da rapariga, que constituía um triste espectáculo, com o filho às costas e escorrendo sangue de um dos seios. Tiraram-lhe a criança, e um homem novo, mero rapazola, foi direito a ela e bateu-lhe na cabeça. Imediatamente fiz justiça por minhas próprias mãos e dei-lhe uma boa sova, prometendo fazer o mesmo a alguém que ousasse maltratá-la. Poderá alguém censurar-me por causa disto? Se a isso se sentirem inclinados, podem fazê-lo, mas não posso ficar quieto ao ver homens e mulheres indefesas cruelmente maltratados, pelo crime de procurarem alcançar a liberdade, sem fazer o possível para o impedir. Disse a Cinyama que pusesse a rapariga na cabana e avisei-o de que, se permitisse que ela sofresse mais maus tratos do mesmo género, ele e eu seguiríamos caminhos diferentes. Nada mais ouvi, mas voltei à minha cabana e chorei ao ver a desgraça desta gente. Só a Verdade de Deus poderá endireitar as coisas aqui, como em toda a parte.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Há um perigo latente na vida dos crentes que possuem conhecimento profundo de doutrina e compreensão efectiva dos princípios espirituais práticos em tornarem-se auto-suficiente e acharem que não precisam de nada. Então, a oração do profundo do coração, apaixonante e constante não encontra guarida nas suas vidas. Tenho visto tal condição desenvolver-se em muitas e muitas pessoas. Por terem conhecimento, permitem que uma auto-dependência evolua, eliminando a vitalidade de uma verdadeira vida de oração.
Paulo ordena aos crentes que orem sem cessar a fim de se guardarem desse perigo. Ele nos chama para uma vida de oração. Não importa o quanto temos em Cristo, temos que orar. A oração é a chave essencial para o crescimento espiritual.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O esfacelamento da ciência modificou o objectivo da pesquisa. Os estudiosos já não mais legitimam a sua obra participando da procura do conhecimento científico. Sua meta agora é o "grau de desempenho", e não a "verdade". O patrocínio financeiro que ampara a pesquisa não tem por objectivo promover a emancipação da humanidade ou a ampliação do conhecimento; seu propósito é o crescimento do seu poder. A pergunta deixou de ser "será verdade?" e passou a ser "para que serve?" A questão da utilidade equivale à pergunta "dá para vender?" ou, em contextos de ênfase no poder, "é eficiente?"

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

John Harper estava a bordo do Titanic quando este partiu para Southampton, na Inglaterra, na sua viagem inaugural. Evangelista originário de Glasgow, na Escócia, era bastante conhecido no Reino Unido por causa do dom da pregação. Em 1912 o reverendo Harper recebeu um convite para pregar na Igreja Moody, em Chicago, nos Estado Unidos. No dia 11 de Abril de 1912, John Harper subiu a bordo Titanic.
(…)
Tudo aconteceu muito rapidamente. Mas a reacção de John Harper deixou um exemplo histórico de coragem e fé. Harper acordou a filha, levantou-a, enrolou-a num cobertor e depois levou-a para o convés. Ali, deu-lhe um beijo de despedida e entregou-a a um membro da tripulação, que a colocou no barco salva-vidas nº11. Harper sabia que nunca mais iria ver a filha. A sua filha iria ser órfã aos seis anos de idade. Depois Harper deu o seu colete salva-vidas a um passageiro, terminando assim com qualquer hipótese de sobrevivência. De um sobrevivente temos o relato que John clamava: “Mulheres, crianças e não salvos para os barcos salva-vidas”. Ele compreendia que havia algo mais importante do que sobreviver àquele terrível desastre. Ele compreendia que havia aqueles que não estavam preparados para enfrentar a eternidade.

Revista Novas de Alegria nº826

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Oh! Como amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.
Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo.
Tenho mais entendimento do que todos os mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.
Entendo mais do que os antigos ; porque guardo os teus preceitos.
Desviei os meus pés de todo o caminho mau, para guardar a tua palavra.

domingo, 30 de outubro de 2011

"A minha vida teria sido muito mais fácil se eu tivesse tido a cobardia de dizer, 'Bem, está morta', e seguido em frente."



(A história, que está aqui, conta-se em poucas palavras: um homem luta durante trinta anos para que o assassino da sua filha seja condenado. Tudo em vão, até que o homem paga a um grupo para raptar o assassínio e deixá-lo à porta do Ministério Público. O assassino vê-se, finalmente, a cumprir a pena a que estava condenado, e o mandante do rapto fica aguardar a sentença pelo seu acto. A citação em cima é a inquietante resposta do homem quando confrontado com o preço a pagar para que o assassino da sua filha fosse castigado.)