Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus
sexta-feira, 29 de junho de 2012
The Minnesota researchers tracked down every pair they could find—and measured traits related to almost every aspect of life: health, cognition, personality, happiness, career, creativity, politics, religion, sex and much more. The Minnesota study reveals genetic effects on virtually every trait. The breakdown between nature, nurture and everything else varies from trait to trait. But Ms. Segal emphasizes the uniformity of the results—the consistent power of genes, the limited influence of parenting.
Os resultados do QI do estudo Minnesota "atingiram um nervo" anos antes da sua publicação em 1990, abafando outras potenciais controvérsias. Muitos dos seus resultados chocam sensibilidades opostas. Veja-se o caso da religião, que quase toda a gente atribui à "socialização". Dados sobre gémeos separados mostram que a religiosidade tem uma forte componente genética, especialmente a longo prazo: "Os pais tiveram menos influência do que pensavam ter nas actividades e interesses religiosos dos filhos, à medida que atingiam a adolescência e a maioridade. A ideia chave: enquanto que os genes têm uma forte influência no quão religioso tu és, a educação tem um forte efeito no tipo de religião que aceitas. As gémeas idênticas separadas Debbie e Sharon "gostavam ambas dos rituais e da formalidade dos serviço religiosos e dos acampamentos", mesmo que Debbie se tenha tornado judia e Sharon se tenha tornado cristã.
Os investigadores do Minnesota procuraram todos os pares de gémeos que conseguiram encontrar, e mediram características relacionadas com quase todos os aspectos da vida: saude, inteligência, personalidade, felicidade, carreira, creatividade, política, religião, sexo e muito mais. O estudo Minnesota revela a influência da genética em virtualmente todas as características. A diferença entre atributos naturais, educação e tudo o resto varia de característica para característica. Mas a Sra. Segal enfatiza a uniformidade dos resultados - o poder consistente dos genes, e a influência limitada da educação paternal.
Algumas descobertas são fáceis de aceitar: como todos estavam à espera, gémeos idênticos criados separadamente são virtualmente da mesma altura em adultos. Algumas descobertas parecem óbvias, afinal de contas: os genes, e não a educação, têm um efeito significativo em características da personalidade como ambição, optimismo, agressividade e tradicionalismo. Outras descobertas serão sempre motivo de indignação: o QI de gémeos idênticos separados são quase tão parecidos como as suas alturas. Críticos da investigação da inteligência frequentemente elevam a importância do treino em detrimento do talento natural, mas o teste de três dias dos gémeos Minnesota às capacidades motoras mostraram até que ponto o que beneficíamos do treino poderá ser já de si um talento natural.
Os resultados do QI do estudo Minnesota "atingiram um nervo" anos antes da sua publicação em 1990, abafando outras potenciais controvérsias. Muitos dos seus resultados chocam sensibilidades opostas. Veja-se o caso da religião, que quase toda a gente atribui à "socialização". Dados sobre gémeos separados mostram que a religiosidade tem uma forte componente genética, especialmente a longo prazo: "Os pais tiveram menos influência do que pensavam ter nas actividades e interesses religiosos dos filhos, à medida que atingiam a adolescência e a maioridade. A ideia chave: enquanto que os genes têm uma forte influência no quão religioso tu és, a educação tem um forte efeito no tipo de religião que aceitas. As gémeas idênticas separadas Debbie e Sharon "gostavam ambas dos rituais e da formalidade dos serviço religiosos e dos acampamentos", mesmo que Debbie se tenha tornado judia e Sharon se tenha tornado cristã.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Unlike most humans, however, individual animals generally cannot be classified as gay or straight: an animal that engages in a same-sex flirtation or partnership does not necessarily shun heterosexual encounters. Rather many species seem to have ingrained homosexual tendencies that are a regular part of their society. That is, there are probably no strictly gay critters, just bisexual ones. “Animals don’t do sexual identity. They just do sex,” says sociologist Eric Anderson of the University of Bath in England.
Ao contrário da maior parte dos humanos, contudo, os indivíduos animais geralmente não podem ser classificados como gays ou heteros: um animal que se envolve em flirts ou em parcerias com indivíduos do mesmo sexo não evita necessariamente relacionamentos heterossexuais. Em vez disso, muitas espécies parecem ter enraízadas tendências homossexuais que são um elemento natural das suas sociedades. Ou seja, provavelmente não há criaturas estritamente gay, apenas há bissexuais. "Animais não têm identidade sexual. Eles simplesmente fazem sexo", diz o sociólogo Eric Anderson, da Universidade de Bath, na Inglaterra.
(...)
Estas observações sugerem a algumas pessoas que a bissexualidade é o estado natural entre os animais, talvez até mesmo o Homo sapiens, apesar das fronteiras de orientação sexual que a maioria das pessoas dão por garantidas. "[nos humanos] as categorias de gay e hetero são contruções socias", dis Anderson.
(...)
Ainda para mais, a homossexualidade entre as espécies, incluindo os pinguins, parece ser bem mais frequente em cativeiro do que no estado selvagem. O cativeiro, dizem os cientistas, poderá trazer ao de cima comportamentos gay, em parte por causa da escassez de parceiros do sexo oposto. Acrescente-se ainda que um ambiente limitado aumenta os níveis de stress dos animais, o que cria uma maior ansiedade para aliviar o stress. Algumas destas influências poderão encorajar aquilo a que alguns investigadores denominam "homossexualidade situacional" em humanos que se encontrem em ambientes predominantemente com indivíduos do mesmo sexo, tais como prisões ou equipas desportivas.
(...)
Investigadores esperam que certos melhoramentos [nas jaulas do zoológico] possam afectar o comportamento dos animais, tornando o ambiente mais parecido com o do estado selvagem. Um sinal possível das condições mais hospitaleiras poderá ser uma incidência de homossexualidade mais em linha com os valores dos animais da mesma espécie em estado selvagem. No entanto, algumas pessoas contestam a ideia de que os guardas do Zoo devam prevenir ou desencorajar o comportamento homossexual entre os animais à sua responsabilidade.
E se o cativeiro pode propiciar o que parece ser um nível anormalmente alto de actividade homossexual em algumas espécies animais, ambientes predominantemente de humanos do mesmo sexo poderão trazer ao de cima tendências normais que outros ambientes tendem a suprimir. Ou seja, alguns especialistas defendem que os humanos, como outros animais, são naturalmente bissexuais. "Devíamos denominar os humanos de bissexuais porque a ideia de homossexualidade exclusiva não descreve bem a condição das pessoas", diz Roughgarden. "A homossexualidade está misturada com heterossexualidade através das culturas e da história".
quarta-feira, 27 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
The irony, however, is that now that we have at last achieved abundance, the habits bred into us by capitalism have left us incapable of enjoying it properly. The Devil, it seems, has claimed his reward. Can we evade this fate? Perhaps, but only if we can retrieve from centuries of neglect and distortion the idea of a good life, a life sufficient unto itself. Here we must draw on the rich storehouse of premodern wisdom, Occidental and Oriental.
Comecemos por ponderar as razões do falhanço da profecia de Keynes. Porque é que, apesar da surpreendente precisão das suas previsões de crescimento, a maior parte de nós, passados cem anos, ainda trabalha tão arduamente como quando escreveu o seu ensaio futurista? A resposta é que uma economia de mercado-livre tanto dá aos empregados o poder de escolher tempos e condições de trabalho, como inflama a nossa tendência inata para o consumo competitivo e em função do estatuto social. Keynes estava bastante consciente dos males do capitalismo mas assumiu que eles desvanecer-se-iam assim que a sua tarefa na produção de riqueza fosse completada. Ele não anteviu que estes males poderiam enraizar-se, obscurecendo o ideal que inicialmente deviam servir.
Keynes não estava sozinho na ideia de que motivações más em si mesmas poderiam ainda assim ser úteis. John Stuart Mill, Karl Marx, Herbert Marcuse - até Adam Smith em momentos mais arrojados - todos eles atribuiam a estas motivações um papel positivo enquanto agentes do progresso histórico. Em linguagem mitológica, a civilização ocidental fez tréguas com o Diabo, em troca de recursos de conhecimento, poder e prazer até então inimagináveis. Isto, como é óbvio, é o grande tema da lenda de Fausto, imortalizada por Goethe.
A ironia, no entanto, é que agora que por fim alcançámos a abundância, os hábitos cultivados em nós pelo capitalismo deixaram-nos incapazes de a disfrutar adequadamente. Aparentemente, o Diabo reivindicou o seu pagamento. Podemos escapar a este destino? Talvez, mas só se formos capazes de nos retractar de séculos em que negligenciámos e distorcemos o conceito de boa vida, da vida suficiente em si mesma. Aqui, temos de nos virar para a riqueza da sabedoria pre-moderna, Ocidental e Oriental.
Comecemos por ponderar as razões do falhanço da profecia de Keynes. Porque é que, apesar da surpreendente precisão das suas previsões de crescimento, a maior parte de nós, passados cem anos, ainda trabalha tão arduamente como quando escreveu o seu ensaio futurista? A resposta é que uma economia de mercado-livre tanto dá aos empregados o poder de escolher tempos e condições de trabalho, como inflama a nossa tendência inata para o consumo competitivo e em função do estatuto social. Keynes estava bastante consciente dos males do capitalismo mas assumiu que eles desvanecer-se-iam assim que a sua tarefa na produção de riqueza fosse completada. Ele não anteviu que estes males poderiam enraizar-se, obscurecendo o ideal que inicialmente deviam servir.
Keynes não estava sozinho na ideia de que motivações más em si mesmas poderiam ainda assim ser úteis. John Stuart Mill, Karl Marx, Herbert Marcuse - até Adam Smith em momentos mais arrojados - todos eles atribuiam a estas motivações um papel positivo enquanto agentes do progresso histórico. Em linguagem mitológica, a civilização ocidental fez tréguas com o Diabo, em troca de recursos de conhecimento, poder e prazer até então inimagináveis. Isto, como é óbvio, é o grande tema da lenda de Fausto, imortalizada por Goethe.
A ironia, no entanto, é que agora que por fim alcançámos a abundância, os hábitos cultivados em nós pelo capitalismo deixaram-nos incapazes de a disfrutar adequadamente. Aparentemente, o Diabo reivindicou o seu pagamento. Podemos escapar a este destino? Talvez, mas só se formos capazes de nos retractar de séculos em que negligenciámos e distorcemos o conceito de boa vida, da vida suficiente em si mesma. Aqui, temos de nos virar para a riqueza da sabedoria pre-moderna, Ocidental e Oriental.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Languages like Wintu, a native tongue in California, or Siletz Dee-ni, in Oregon, or Amurdak, an Aboriginal tongue in Australia’s Northern Territory, retain only one or two fluent or semifluent speakers. A last speaker with no one to talk to exists in unspeakable solitude.
(...)
Speaking Aka — or any language—means immersing oneself in its character and concepts. “I’m seeing the world through the looking glass of this language,” said Father Vijay D’Souza, who was running the Jesuit school in Palizi at the time of my visit. (...)When he came to Palizi in 1999 and began speaking Aka, the language transformed him. “It alters your thinking, your worldview,” (...)
(...)
Speaking Aka — or any language—means immersing oneself in its character and concepts. “I’m seeing the world through the looking glass of this language,” said Father Vijay D’Souza, who was running the Jesuit school in Palizi at the time of my visit. (...)When he came to Palizi in 1999 and began speaking Aka, the language transformed him. “It alters your thinking, your worldview,” (...)
(...)
Palizi is far removed from pervasive U.S. culture, so it was something of a surprise to the two linguists when the teenagers launched into a full-bore, L.A.-style rap song complete with gang hand gestures and head bobbing and attitude, a pitch-perfect rendition of an American street art, with one refinement: They were rapping in Aka. Were the linguists dismayed? I asked. To the contrary, Harrison said. “These kids were fluent in Hindi and English, but they chose to rap in a language they share with only a couple thousand people.” Linguistic co-optation and absorption can work both ways, with the small language sometimes acting as the imperialist. “The one thing that’s necessary for the revival of a language,” Father D’Souza told me one day, “is pride.”
Linguagens como o Wintu, uma língua nativa da California, ou o Siletz Dee-ni, do Oregon, ou o Amurdak, uma língua Aborígene do noroeste australiano, já só são faladas por duas ou três pessoas, fluentes ou semi-fluentes. Os derradeiros conhecedores da língua, sem ninguém com quem falar, numa existência de uma solidão inexprimível.
(...)
Falar o Aka - ou qualquer outra língua - implica mergulhar na sua personalidade e nos seus conceitos. "Vejo o mundo através das lentes desta linguagem", diz o Padre Vijay D'Souza, que estava responsável pela escola Jesuíta em Palizi na altura da minha visita. Quando veio para Palizi em 1999 e começou a falar o Aka, a linguagem transformou-o. "Muda a tua forma de pensar, a tua cosmovisão".
(...)
Palizi está distante da penetrante cultura americana, pelo que foi uma surpresa para os dois linguistas quando os adolescentes atiraram-se a uma canção de rap ao estilo de Los Angeles, com os movimentos das mãos e da cabeça ao estilo gang, numa entrega perfeita a uma arte de rua americana, mas com um requinte: estavam a cantar o rap em Aka. "E os linguistas ficaram desanimados?", perguntei eu. "Bem pelo contrário", disse-me Harrison. "Estes miúdos eram fluentes em Indi e Inglês, mas escolheram cantar o rap numa língua que têm em comum com apenas uns milhares de pessoas. A convivência e absorção linguística pode funcionar nos dois sentidos; por vezes, até no sentido de a língua com menos expressão agir de forma imperalista. "A única coisa que é ncessária para o renascimento de um língua, "disse-me um dia o Padre D'Souza, "é o orgulho".
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Bloom compared the Dionysian experience of rock music to the experience of drugs: He seems to have had hallucinogens in mind. After a heavy dose of LSD, in which the world becomes a wondrous kaleidoscope of sound and sight and even thought, what can everyday experience possibly offer? It manifests itself as a gray world of sameness and routine, nothing like the Wonderland one has recently left. People who have dabbled with psychedelics often trudge through wearisome lives that never quite meet their expectations.
O filósofo Allan Bloom não se importou muito com o efeito que a música tinha nos seus alunos. Ele acreditava que eles usavam a música para simular experiências, em particular para produzir alegria. Ele dizia que a música - especialmente a música rock - reproduzia nos ouvintes a sensação de triunfo de quem terminou uma grande obra de arte, ou fez algo de heróico, ou fez uma descoberta revolucionária na área da ciência ou da filosofia - ou até de alguém que encontrou o amor verdadeiro. Os estudantes, dizia Bloom, encontravam na música rock uma maneira de fabricar essas emoções, e frequentemente faziam a si mesmos, implicitamente, a pergunta óbvia "Para quê ralar-me em ir mais além? Porque devo eu fazer realmente a tarefa e passar pelo esforço que ela envolve, quando posso chegar à recompensa simplesmente ligando o rádio ou indo a um concerto?"
Bloom comparou a experiência Dionisíaca da música rock à experiência das drogas. Ele devia devia ter em mente os alucinogéneos. Depois de uma dose de LSD, em que o mundo se torna noummaravilhoso caleidoscópio de sons e imagens, e até de pensamentos, o que é que a experiência do dia-a-dia nos pode oferecer? Ele manifesta-se como um mundo cinzento de monotonia e rotina, nada que se compare ao Mundo das Maravilhas que se acaba de deixar. As pessoas que se envolveram com drogas psicadélicas frequentemente arrastam-se através de vidas aborrecidas que nunca chegam a satisfazer as suas expectativas.
O filósofo Allan Bloom não se importou muito com o efeito que a música tinha nos seus alunos. Ele acreditava que eles usavam a música para simular experiências, em particular para produzir alegria. Ele dizia que a música - especialmente a música rock - reproduzia nos ouvintes a sensação de triunfo de quem terminou uma grande obra de arte, ou fez algo de heróico, ou fez uma descoberta revolucionária na área da ciência ou da filosofia - ou até de alguém que encontrou o amor verdadeiro. Os estudantes, dizia Bloom, encontravam na música rock uma maneira de fabricar essas emoções, e frequentemente faziam a si mesmos, implicitamente, a pergunta óbvia "Para quê ralar-me em ir mais além? Porque devo eu fazer realmente a tarefa e passar pelo esforço que ela envolve, quando posso chegar à recompensa simplesmente ligando o rádio ou indo a um concerto?"
Bloom comparou a experiência Dionisíaca da música rock à experiência das drogas. Ele devia devia ter em mente os alucinogéneos. Depois de uma dose de LSD, em que o mundo se torna noummaravilhoso caleidoscópio de sons e imagens, e até de pensamentos, o que é que a experiência do dia-a-dia nos pode oferecer? Ele manifesta-se como um mundo cinzento de monotonia e rotina, nada que se compare ao Mundo das Maravilhas que se acaba de deixar. As pessoas que se envolveram com drogas psicadélicas frequentemente arrastam-se através de vidas aborrecidas que nunca chegam a satisfazer as suas expectativas.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Nada trazia maior alegria a Lewis do que ficar sentado em volta do fogo com um grupo de amigos chegados, engajados numa boa discussão, ou empreender longos passeios com eles através dos campos de Inglaterra. "Eu passo as horas mais felizes da minha vida", escreveu Lewis, "com três ou quatro velhos amigos, em traje amarrotados; caminhando com eles ou reunidos em pequenos bares – ou qualquer outro lugar - , sentados até altas horas em algum alojamento da faculdade para discutir bobagem, poesia, teologia, metafísica, regados a cerveja, chá e cachimbos. Não há som que eu aprecisasse mais do que o de... risos". Numa outra carta ao seu amigo Greeves, Lewis escreve: "a amizade é o maior dos bens terrenos. Certamente trata-se da principal forma de felicidade da minha vida. Se tivesse de dar algum conselho a um jovem sobre o lugar onde deve morar, eu acho que diria 'sacrifique quase tudo para viver onde seja possível estar perto dos seus amigos'. Eu sei que tenho muita sorte em relação a isso".
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Poetry over prose
A map is more unreal
Than where you've been
Or how you feel
And it's impossible to tell
How important something was
And what you might have missed out on
And how it might have changed it all
Etiquetas:
*Artista - Leslie Feist,
2007 dC,
Música
De certo modo, entendo muito bem porque
algumas pessoas não querem saber de Teologia. Lembro-me de uma vez,
quando fazia uma palestra na Força Aérea, que um velho e experiente
oficial levantou-se e disse "Não sei para que serve todo esse
palavreado. Mas saiba que também sou um homem religioso. Sei que
existe um Deus. Eu senti-O quando estava sozinho, no deserto, à
noite. Senti o grande mistério. E essa é a razão porque não
acredito em todos esses seus pequenos dogmas e fórmulas sobre Deus.
Para quem se encontrou com o ser verdadeiro, tais coisas se parecem
tão mesquinhas, pedantes e irreais!"
Ora, num certo sentido concordo
inteiramente com essa pessoa. Creio que provavelmente ele tenha tido
uma experiência real com Deus no deserto. E ao voltar-se dessa
experiência para as crenças cristãs, penso que ele se voltava de
algo real para menos real. Assim, também, quem estiver na praia,
olhando para o Oceano Atlântico, e depois ir em busca de um mapa do
Atlântico, também ser estará voltando de algo real para algo menos
real: das ondas do mar para um pedaço de papel colorido. Mas aí é
que está. O mapa é reconhecidamento só papel colorido, mas há
duas coisas que devemos lembrar a este respeito. Em primeiro lugar,
ele baseia-se no que centenas e milhares de pessoas descobriram
navegando no Atlântico de verdade. Nesse sentido, possui atrás de
si milhares de experiências tão reais como a da praia; apenas que,
enquanto que a da praia é apenas uma vista rápida, individuale e
isolada, o mapa reúne todas aquelas experiências. Em segundo lugar,
para quem quer ir a algum lado, o mapa é totalmente necessário.
Para quem esteja interessado apena em dar passeios na praia, a visão
de todo o cenário, com os próprios olhos, é muito mais agradável
do que ver um mapa. Mas este será de muito mais valia do que
passeios na praia para quem queira ir a outro continente.
A Teologia é como o mapa. Só estudar
e reflectir sobre as doutrinas cristãs, e ficar nisso, é menos real
e menos emocionante do que aconteceu com o meu amigo no deserto. As
doutrinas não são Deus; são apenas uma espécie de mapa. Mas esse
mapa baseia-se na experiência de um grande número de pessoa que
estavam realmente em contacto com Deus; experiências que, quando
comparadas com quaisquer emoções ou sentimentos devotos que nós
mesmos possamos ter, tornam tais emoções muito elementares e até
mesmo confusos. Em segundo lugar, quem deseja ir mais longe, precisa
de fazer uso do mapa. Como se vê, o que aconteceu àquele homem no
deserto pode ter sido real e, sem dúvida, empolgante; mas, e daí?
Essa experiência não o levou a nada. Esta é a razão pela qual uma
vaga religião, esse negócio de sentir Deus na Natureza, e assim por
diante, é tão atractiva. É só emoção, sem nenhuma acção; é
como olhar as ondas, na praia. Mas não chegaremos a outro continente
estudando o Oceano Atlântico dessa forma, assim como não obteremos
a vida eterna se ficarmos simplesmente sentindo a presença de Deus
nas flores ou na música. Em iremos a parte alguma só olhando os
mapas, sem irmos para o mar. Tão pouco estaremos muito a salvo se
entrarmos no mar sem um mapa.
Por outras palavras, a Teologia é algo
bem prático, principalmente agora. Antigamente, quando o nível de
educação era bastante baixo, quando não se discutiam tais
assuntos, talvez fosse possível viver com algumas poucas ideias
simples sobre Deus. Mas agora não é assim. Toda a gente lê; toda a
gente participa em debates. Consequentemente, não dar atenção à
teologia não significa não ter ideias acerca de Deus. Significa ter
muitas ideias erradas, más, confusas, superadas. Com efeito, uma
grande número de ideias acerca de Deus que hoje passam por novidades
são simplesmente ideias que os verdadeiros teólogos consideraram
séculos atrás, e rejeitaram. Crer na religião popular moderna é
um retrocesso; é como pensar que a Terra é plana.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Ainda no mesmo dia, um veleiro francês com o vento a
bombordo, rumo a Caiena, apareceu de longe, bem inclinado pelo vento. Estava a
cair rapidamente para sotavento. O Spray também estava inclinado, e estava a puxar
as velas para assegurar uma boa distância da praia com o vento a estibordo,
pois durante a noite uma ondulação pesada fizera-o aproximar-se demasiado da
costa, e agora eu estava a pensar em implorar uma mudança do vento. Eu gozara o
meu quinhão de brisas favoráveis sobre os grandes oceanos, e perguntei a mim
próprio se seria correcto mudar o vento todo para as minhas velas enquanto o
francês estava a ir no sentido contrário. Uma corrente de frente, com a qual
ele lutava, juntamente com um vento escasso, eram suficientemente maus, por
isso eu só podia dizer, dentro de mim, “Senhor, deixai ficar as coisas como
estão, mas não ajudes mais o francês por agora, porque o que seria bom para ele
arruinar-me-ia!”
Lembrei-me de que quando era rapaz ouvia um comandante dizer
muitas vezes que em resposta a uma oração dele o vento mudou de sudeste para
noroeste, satisfazendo-o por inteiro. Era um bom homem, mas será que isto glorificava
o Arquitecto – o Soberano dos ventos e das ondas? Além disso, lembro-me que não
se tratava de um vento alísio, mas sim de um dos variáveis que mudam quando lhe
pedimos, se o fizermos durante tempo suficiente. Mais uma vez, o irmão deste
homem talvez não fosse no sentido oposto, ele próprio satisfeito com um vento
favorável, o que fazia toda a diferença do mundo.1
terça-feira, 17 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
A chamada teologia da prosperidade impregnou os sectores da Igreja em vários países. Isto gerou uma enorme reacção negativa da sociedade à Igreja e desvirtuou profundamente a mensagem do Evangelho. De que modo devem os sectores mais ortodoxos da Igreja reagir a isso?
Parece-me que uma das testemunhas mais claras contra o “evangelho” herético da prosperidade é uma Igreja humilde, pronta a sacrificar-se e a sofrer pela causa do verdadeiro Evangelho. E, com essa finalidade, precisamos de uma teologia bíblica robusta que fale de sofrimento e da soberania de Deus. Então, creio que os pastores deveriam abordar nas suas pregações o tema do sofrimento, através de uma abordagem saudável da verdade de que Deus é mais glorificado em nós quando nos contentamos Nele. E a grandeza do Seu valor brilha mais reluzentemente quando esse contentamento é sustentado por meio do sofrimento e não da prosperidade. Isso leva a que a glória de Cristo seja o nosso maior tesouro – e não a riqueza, a saúde, a família ou mesmo a nossa própria vida. Logo, a pregação deve continuamente mostrar não que Jesus é o caminho para a prosperidade, mas que Ele é melhor do que a prosperidade.
O tráfego de informações e influências por meio da internet tem feito as paredes denominacionais, doutrinárias e teológicas caírem de modo inédito na história do Cristianismo. Isso ocorre pela acção dos blogues, redes sociais, site de transmissão de vídeo e similares, essencialmente. Consegue ver, a médio e longo prazo, que efeitos trará para a Igreja este fenómeno, em especial no processo de formação de conceitos na mente de cada cristão?
Não, não consigo. É muito cedo para dizer que efeitos advirão disso tudo. É fácil tornar-se profeta do apocalipse e predizer os efeitos que a informação e o entretenimento desenfreados terão sobre nós. Certo é que actualmente andamos mais distraídos. Dedicamo-nos mais a buscar futilidades na internet. Também estamos mais em contacto com material que pode corromper-nos, como pornografia ou imbecilidades que anestesiam a nossa alma. Porém, nada disso é irreversível. E a possibilidade de colocar à disposição materiais positivos para uma quantidade cada vez maior de pessoas deve superar os problemas. É por isso que devemos orar – e é nesse sentido que devemos trabalhar.
Entrevista de John Piper, Revista Novas de Alegria nº831
sexta-feira, 23 de março de 2012
Gilbert, rebelde aos ensinamentos do pai e da mãe, deixara-se enfeitiçar pelos discursos dos anabaptistas, que eram perseguidos nas municipalidades do Jura e da região de Neuchâtel. Moravam em quintas espalhadas pelas montanhas, criavam cavalos e carneiros e eram bons camponeses. Eram contra o baptismo de crianças, contra o exército, contra o clero, contra o juramento. Sim é sim, não é não, o resto é coisa do diabo.
Encontravam-se nas suas capelas para leitura da Bíblia. Ou para a Ceia Sagrada. Ou para o baptismo dos adultos. Alguns traziam barba e vestidos fechados por colchetes em vez de botões. Grandes pregadores, acreditavam apenas na figura do Redentor. No passado muitos deles tinham sido presos, afogados em rios ou lagos – quiseste a água para ser rebaptizado, aqui tens a água eterna – degolados, obrigados a remar nas galeras vénetas, genovesas, sicilianas. Desentocados pelos caçadores de anabaptistas: cem escudos por um pastor, trinta por um simples membro. Por isso muitos fugiam para a Holanda ou para as Américas.
Também Marcel era contra os sectários, como lhes chamava, por não lutarem pela República, não trazerem armas e até recusarem a montar guarda.
- Trabalham também ao domingo, os sectários, não querem casar perante o pastor. E trouxeram também a doença do gado ao vale de Ruz, sei-o ao certo!
sábado, 3 de março de 2012
They came back to camp wonderfully refreshed, glad-hearted and ravenous; and they soon had the camp-fire blazing up again. Huck found a spring of clear cold water close by, and the boys made cups of broad oak or hickory leaves, and felt that water, sweetened with such a wild-wood charm as that, would be a good enough substitute for coffee. While Joe was slicing bacon for breakfast, Tom and Huck asked him to hold on a minute; they stepped to a promising nook in the river bank and threw in their lines; almost immediatly they had reward. Joe had not had time to get impatient before they were back again with some handsome bass, a couple os sun-perch and a small catfish – provisions enough for quite a family. They fried the fish with the bacon and were astonished; for no fish have ever seemed so delicious before. They did not know that the quicker a fresh water fish is on the fire after he is caught the better he is; and they reflected little upon what a sauce open air sleeping, open air exercise, bathing, and a large ingredient of hunger makes, too.
Eles regressaram ao campo maravilhosamente revigorados, de corações contentes e esfomeados; e rapidamente deixaram a sua fogueira de novo a arder. O Huck encontrou ali perto uma nascente de água límpida e fresca, e os rapazes usaram folhas grandes de carvalho e nogueira a fazer de caneca, e acharam que a água, se adoçada com aquele encantamento da madeira selvagem, seria um bom substituto do café. Enquanto o Joe cortava o toucinho fumado às fatias para o pequeno-almoço, o Tom e o Huck pediram-lhe para esperar um minuto; abeiraram-se de um recanto promissor na margem do rio e atiraram as suas linhas; quase imediatamente tiveram a recompensa. Joe não teve tempo de ficar impaciente antes de eles chegarem de volta com uns belos de uns robalos, um par de percas e um pequeno peixe-gato - mantimentos suficientes para uma família e tanto. Fritaram o peixe com o toucinho fumado e ficaram admirados; é que nunca nenhum peixe lhes tinha sabido tão bem. Eles não sabiam que quanto mais rapidamente um peixe de água doce for posto a cozinhar depois de ser apanhado, melhor fica; e os rapazes reflectiram pouco sobre o quão bom é o tempero de dormir e correr ao ar livre, com banhos no rio, e sobretudo com uma grande dose do ingrediente fome.
Eles regressaram ao campo maravilhosamente revigorados, de corações contentes e esfomeados; e rapidamente deixaram a sua fogueira de novo a arder. O Huck encontrou ali perto uma nascente de água límpida e fresca, e os rapazes usaram folhas grandes de carvalho e nogueira a fazer de caneca, e acharam que a água, se adoçada com aquele encantamento da madeira selvagem, seria um bom substituto do café. Enquanto o Joe cortava o toucinho fumado às fatias para o pequeno-almoço, o Tom e o Huck pediram-lhe para esperar um minuto; abeiraram-se de um recanto promissor na margem do rio e atiraram as suas linhas; quase imediatamente tiveram a recompensa. Joe não teve tempo de ficar impaciente antes de eles chegarem de volta com uns belos de uns robalos, um par de percas e um pequeno peixe-gato - mantimentos suficientes para uma família e tanto. Fritaram o peixe com o toucinho fumado e ficaram admirados; é que nunca nenhum peixe lhes tinha sabido tão bem. Eles não sabiam que quanto mais rapidamente um peixe de água doce for posto a cozinhar depois de ser apanhado, melhor fica; e os rapazes reflectiram pouco sobre o quão bom é o tempero de dormir e correr ao ar livre, com banhos no rio, e sobretudo com uma grande dose do ingrediente fome.
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*Assunto - Outdoors,
*Autor - Mark Twain,
*Obra - Tom Sawyer,
1876 dC
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Aproximadamente no ano 200, o venerável Tertuliano notou que o sangue dos mártires é a semente da Igreja. O reformador Zwinglio declarou: “Nascida no sangue, a Igreja não pode ser restaurada senão com sangue”. Por outras palavras, para o avanço da causa de Cristo é preciso estar pronto para sofrer e morrer. O mundo vence as suas batalhas matando, Cristo e o Seu povo parece que têm que vencer as suas morrendo. Jesus nos enviou como cordeiros no meio dos lobos (Lucas 10:3).
Os cristãos, claro, não procuram, compreender a providência divina. Isto está tão além da nossa capacidade humana que nem mesmo tentamos compreendê-la. Porque o Senhor permitiu que fosse morto pela espada e então salvou Pedro? (Actos 12). Porque permitiu que os índios Auca, no Equador, matassem cinco missionários há alguns anos atrás? Porque outros missionários, em iguais situações de perigo, foram poupados? Devemos deixar assuntos deste tipo ao nosso bondoso e omnisciente Deus. Estamos confiantes que Deus sabe o que está fazendo. Ele está no controle e o que permitir que aconteça procuraremos aceitar com um desejo submisso.
Os cristãos, claro, não procuram, compreender a providência divina. Isto está tão além da nossa capacidade humana que nem mesmo tentamos compreendê-la. Porque o Senhor permitiu que fosse morto pela espada e então salvou Pedro? (Actos 12). Porque permitiu que os índios Auca, no Equador, matassem cinco missionários há alguns anos atrás? Porque outros missionários, em iguais situações de perigo, foram poupados? Devemos deixar assuntos deste tipo ao nosso bondoso e omnisciente Deus. Estamos confiantes que Deus sabe o que está fazendo. Ele está no controle e o que permitir que aconteça procuraremos aceitar com um desejo submisso.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
13 de Novembro de 1887 – (Em Na Kandundo). Durante a noite fugiram dois escravos, uma mulher com o filho às costas e uma rapariga nova, que por sinal, pertencia a Cinyama. Esta manhã forma enviados vários bandos à sua procura, e a rapariga nova depressa foi apanhada. Ataram-lhe as mãos atrás das costas, tiraram-lhe a pouca roupa que trazia e deram-lhe uma tareia. Ouvi, depois, dizer que a outra também tinha sido apanhada, e saí, resolvido a livrá-la de tratamento idêntico, caso possível. Puseram-na ao lado da rapariga, que constituía um triste espectáculo, com o filho às costas e escorrendo sangue de um dos seios. Tiraram-lhe a criança, e um homem novo, mero rapazola, foi direito a ela e bateu-lhe na cabeça. Imediatamente fiz justiça por minhas próprias mãos e dei-lhe uma boa sova, prometendo fazer o mesmo a alguém que ousasse maltratá-la. Poderá alguém censurar-me por causa disto? Se a isso se sentirem inclinados, podem fazê-lo, mas não posso ficar quieto ao ver homens e mulheres indefesas cruelmente maltratados, pelo crime de procurarem alcançar a liberdade, sem fazer o possível para o impedir. Disse a Cinyama que pusesse a rapariga na cabana e avisei-o de que, se permitisse que ela sofresse mais maus tratos do mesmo género, ele e eu seguiríamos caminhos diferentes. Nada mais ouvi, mas voltei à minha cabana e chorei ao ver a desgraça desta gente. Só a Verdade de Deus poderá endireitar as coisas aqui, como em toda a parte.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Há um perigo latente na vida dos crentes que possuem conhecimento profundo de doutrina e compreensão efectiva dos princípios espirituais práticos em tornarem-se auto-suficiente e acharem que não precisam de nada. Então, a oração do profundo do coração, apaixonante e constante não encontra guarida nas suas vidas. Tenho visto tal condição desenvolver-se em muitas e muitas pessoas. Por terem conhecimento, permitem que uma auto-dependência evolua, eliminando a vitalidade de uma verdadeira vida de oração.
Paulo ordena aos crentes que orem sem cessar a fim de se guardarem desse perigo. Ele nos chama para uma vida de oração. Não importa o quanto temos em Cristo, temos que orar. A oração é a chave essencial para o crescimento espiritual.
Paulo ordena aos crentes que orem sem cessar a fim de se guardarem desse perigo. Ele nos chama para uma vida de oração. Não importa o quanto temos em Cristo, temos que orar. A oração é a chave essencial para o crescimento espiritual.
sábado, 10 de dezembro de 2011
O esfacelamento da ciência modificou o objectivo da pesquisa. Os estudiosos já não mais legitimam a sua obra participando da procura do conhecimento científico. Sua meta agora é o "grau de desempenho", e não a "verdade". O patrocínio financeiro que ampara a pesquisa não tem por objectivo promover a emancipação da humanidade ou a ampliação do conhecimento; seu propósito é o crescimento do seu poder. A pergunta deixou de ser "será verdade?" e passou a ser "para que serve?" A questão da utilidade equivale à pergunta "dá para vender?" ou, em contextos de ênfase no poder, "é eficiente?"
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