No fim de contas, mais tarde ou mais cedo, quase todas religiões americanas transformam-se num Evangelho da Prosperidade. A manhã de Natal é o Sábado Americano, e idealmente, duraria o ano todo. O surpreendente é que este evangelho da prosperidade é a única crença americana que nunca vai morrer, mesmo quando as suas promessas parecem ter sido frustradas. Em quase todas as outras democracias ocidentais, o último rebentamento da bolha levantou dúvidas sobre o sistema que as faz inchar. Aqui, as pessoas que se encontram em posições de poder são as que querem encher bolhas ainda maiores, que continuam a acreditar nelas mesmo depois de rebentar, e que fazem da sua perfeição uma crença tão reluzente, segura e infalível, que poderia ter sido escrita por anjos em tábuas de ouro maciço.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
É comum ouvirmos crentes a mostrarem a sua preocupação em conhecer a vontade do Senhor. Querem saber que curso devem estudar, que casa devem comprar, com quem devem casar... dentro da vontade de Deus.
Tudo isto está certo. Mas algumas vezes, esquecemo-nos que a 'vontade de Deus', no sentido que esta frase tem na Bíblia, tem mais a ver com as nossas qualidades morais do que com as decisões concretas, sobre projectos de vida. Tem mais a ver com a pureza, a sobriedade e a integridade que nos devem caracterizar (ver, por exemplo, o Salmo 24:3-5) do que com o curso, a casa ou o casamento. Quando tratamos prioritariamente destas questões qualitativas, o Senhor encarrega-se de nos orientar nos outros aspectos também. Faz isto quando é realmente preciso, mesmo que nós às vezes achemos que o faz um pouco mais tarde do que gostaríamos!
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Oh thank you for your love
Thank you for your love
When all is falling in the seizure of pain
Oh thank you for your love
Thank you for your love
Thank you for your love
When I was lost in the darkness
Oh thank you for your love
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
Thank you
Thank you for your love
Thank you for your love
When my mind was broken into a thousand pieces
Oh thank you for your love
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
Thank you
I thank you
Thank you for your love
When all is falling in the seizure of pain
Oh thank you for your love
Thank you for your love
Thank you for your love
When I was lost in the darkness
Oh thank you for your love
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
Thank you
Thank you for your love
Thank you for your love
When my mind was broken into a thousand pieces
Oh thank you for your love
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
I want to thank you, oh
Thank you
I thank you
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*Artista - Antony and the Johnsons,
*Assunto - Gratidão,
2011 dc,
Música
sexta-feira, 20 de julho de 2012
His embrace, a fortress
It fuels me
And places
A skeleton of trust
Right beneath us
Bone by bone
Stone by stone
If you ask yourself patiently and carefully:
Who is it ?
Who is it that never lets you down ?
Who is it that gave you back your crown ?
And the ornaments are going around
Now they're handing it over
Handing it over
He demands a closeness
We all have earned a lightness
Carry my joy on the left
Carry my pain on the right
O seu abraço, uma fortaleza
que me dá energia
e estabelece
um esqueleto de confiança
sob nós
osso por osso
pedra por pedra
Se te perguntares cuidadosa e pacientemente:
Quem é ele?
Quem é ele, que nunca de deixa ficar mal?
Quem é ele, que devolveu a tua coroa?
E os ornamentos andam por aí
agora vão ser distribuídos
vão ser distribuídos
Ele exige uma proximidade
Todos nós adquirimos uma ligeireza
Leva a minha alegria na mão esquerda
Leva a minha dor na mão direita
sexta-feira, 13 de julho de 2012
I'm not afraid
Of anything in this world
There's nothing you can throw at me
That I haven't already heard
I'm just trying to find
A decent melody
A song that I can sing
In my own company
I never thought you were a fool
But darling, look at you. Ooh.
You gotta stand up straight, carry your own weight
'Cause tears are going nowhere baby
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment
And now you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment
And you can't get out of it
I will not forsake
The colors that you bring
The nights you filled with fireworks
They left you with nothing
I am still enchanted
By the light you brought to me
I listen through your ears
Through your eyes I can see
You are such a fool
To worry like you do.. Oh
I know it's tough
And you can never get enough
Of what you don't really need now
My, oh my
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment
And you can't get out of it
Oh love, look at you now
You've got yourself stuck in a moment
And you can't get out of it
Oh lord look at you now
You've got yourself stuck in a moment
And you cant get out of it
I was unconscious, half asleep
The water is warm 'til you discover how deep
I wasn't jumping, for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all
You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment
And you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment
And you can't get out of it
And if the night runs over
And if the day won't last
And if your way should falter
Along this stony pass
It's just a moment
This time will pass
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*Artista - U2,
*Assunto - Atitude,
Música
sexta-feira, 6 de julho de 2012
As I went down in the river to pray
Studying about that good old way
And who shall wear the starry crown
Good Lord, show me the way !
O sisters let's go down,
Let's go down, come on down,
O sisters let's go down,
Down in the river to pray.
O brothers let's go down,
Let's go down, come on down,
Come on brothers let's go down,
Down in the river to pray.
O fathers let's go down,
Let's go down, come on down,
O fathers let's go down,
Down in the river to pray.
O mothers let's go down,
Let's go down, don't you want to go down,
Come on mothers let's go down,
Down in the river to pray.
O sinners let's go down,
Let's go down, come on down,
O sinners let's go down,
Down in the river to pray.
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*Arte - O Brother Where Art Thou,
*Assunto - Baptismo,
Filme,
Música
quarta-feira, 4 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
(...) a criação de arte verdadeiramente boa requer um grau de concentração, compromisso, dedicação e preocupação - de egoísmo, numa palavra - que mantém o artista distante, e que faz dele não exactamente um fora-da-lei, mas torna o próprio numa lei.
(...)
Dickens era um reformador social, um defensor dos pobres, um homem que usou do próprio dinheiro para contruir uma escola e um abrigo para prostitutas (mesmo que, como sugere a nova biografia escrita por Claire Tomalin, ele próprio fosse um cliente entusiasta das meninas da rua). A sua popularidade era tal que em meados do século XIX, era provavelmente a figura mais amada de Inglaterra, talvez até mais popular do que a Rainha.
Dickens teve uma infância infeliz e estava determinado a fazer melhor com os seus próprios filhos. E no entanto ele era, quando muito, um pai indiferente, desorientado e frequentemente negligente, e um marido ainda pior. O seu casamento com Catherine Hogarth foi provavelmente um erro desde o começo, e à medida que ela foi engordando e adoecendo (dez gravidezes não devem ter ajudado muito), ele foi ficando cada vez mais aborrecido e ressentido. O divórcio não era uma opção e por isso, baniu sua mulher de casa e literalmente "escreveu-a" para fora da sua vida, anunciando falsamente na sua revista, Household Words (Palavras Domésticas), que ela era uma mãe negligente e que os filhos não a suportavam. Ao descrever este período das suas vidas, a sua filha Katie escreveu: "Nada pode superar a miséria e a infelicidade do nosso lar".
Simultaneamente, Dickens escrevia romances incomparáveis, fazia digressões como palestrante, encenava peças de teatro amador. Ele era um homem de uma energia tão prodigiosa que ao fim do dia, incapaz de adormecer, era capaz de caminhar mais de 30 km. Esta é a figura que viémos a adorar - o Dickens de um coração imenso, infinitamente criativo - e se não tivéssemos tido Great Expectations ou Little Dorrit, teríamos sentido as nossas vidas tristemente diminuídas.
Mas e se um dos seus filhos - digamos, o Edward, de 16 anos, que Dickens enviou para a Austrália e nunca mais o viu, por ele ser complicado e parecer pouco adequado para uma carreira em Londres - perguntasse a pergunta do filho de Hemingway: o que é que pensas ser mais importante, as histórias ou as pessoas? Por um pai mais compreensivo, provavelmente Edward abdicaria de Great Expectations, Little Dorrit e mais uns quantos. Valeria a pena? Edward gostaria de saber.
No entanto, para Dickens, essa não é uma pergunta que possa ser respondida. Ele não poderia não escrever, da mesma forma que não poderia não respirar. Ele estava sob o domínio da arte, e a crueldade da arte - da boa arte, pelo menos - é que requer dos seus praticantes que se mantenham embrulhados em si mesmos de uma forma que acaba por ser um pouco inumana.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Most drone strikes take place within conventional warfare. Hundreds of armed US UAVs – and a handful of British ones – now patrol the skies above Afghanistan. Satellite control direct from the US is near-instant, as the pilot and navigator sit in air-conditioned comfort at an ever-expanding network of air force bases. More US pilots are now being trained to fly drones than for conventional fighter and bomber jets. Little wonder that the sequel to Tony Scott’s Top Gun is likely to be set on a drone base, a world where “kids play war games” by day “and then they party all night”.
A maior parte dos ataques de drones ocorre no contexto da guerra convencional. Centenas de UAV's americanos armados - e uma mão cheia de britânicos - patrulham actualmente os céus do Afeganistão. O controlo directo por satélite a partir dos Estados Unidos é quase instantâneo, em que o piloto e o navegador estão sentados confortavelmente numa sala com ar condicionado, numa rede de bases da força aérea cada vez mais numerosa. Actualmente há mais pilotos americanos a serem treinados para pilotar drones do que para caças e bombardeiros convencionais. Não admira que a sequela de Top Gun, de Tony Scott, será desenrolada provavelmente numa base de drones, num mundo onde "miúdos jogam jogos de guerra" durante o dia "e fazem festa a noite toda".
A maior parte dos ataques de drones ocorre no contexto da guerra convencional. Centenas de UAV's americanos armados - e uma mão cheia de britânicos - patrulham actualmente os céus do Afeganistão. O controlo directo por satélite a partir dos Estados Unidos é quase instantâneo, em que o piloto e o navegador estão sentados confortavelmente numa sala com ar condicionado, numa rede de bases da força aérea cada vez mais numerosa. Actualmente há mais pilotos americanos a serem treinados para pilotar drones do que para caças e bombardeiros convencionais. Não admira que a sequela de Top Gun, de Tony Scott, será desenrolada provavelmente numa base de drones, num mundo onde "miúdos jogam jogos de guerra" durante o dia "e fazem festa a noite toda".
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus
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*Artista - Chico Buarque,
*Assunto - Alienação,
*Assunto - Crise,
Música
The Minnesota researchers tracked down every pair they could find—and measured traits related to almost every aspect of life: health, cognition, personality, happiness, career, creativity, politics, religion, sex and much more. The Minnesota study reveals genetic effects on virtually every trait. The breakdown between nature, nurture and everything else varies from trait to trait. But Ms. Segal emphasizes the uniformity of the results—the consistent power of genes, the limited influence of parenting.
Os resultados do QI do estudo Minnesota "atingiram um nervo" anos antes da sua publicação em 1990, abafando outras potenciais controvérsias. Muitos dos seus resultados chocam sensibilidades opostas. Veja-se o caso da religião, que quase toda a gente atribui à "socialização". Dados sobre gémeos separados mostram que a religiosidade tem uma forte componente genética, especialmente a longo prazo: "Os pais tiveram menos influência do que pensavam ter nas actividades e interesses religiosos dos filhos, à medida que atingiam a adolescência e a maioridade. A ideia chave: enquanto que os genes têm uma forte influência no quão religioso tu és, a educação tem um forte efeito no tipo de religião que aceitas. As gémeas idênticas separadas Debbie e Sharon "gostavam ambas dos rituais e da formalidade dos serviço religiosos e dos acampamentos", mesmo que Debbie se tenha tornado judia e Sharon se tenha tornado cristã.
Os investigadores do Minnesota procuraram todos os pares de gémeos que conseguiram encontrar, e mediram características relacionadas com quase todos os aspectos da vida: saude, inteligência, personalidade, felicidade, carreira, creatividade, política, religião, sexo e muito mais. O estudo Minnesota revela a influência da genética em virtualmente todas as características. A diferença entre atributos naturais, educação e tudo o resto varia de característica para característica. Mas a Sra. Segal enfatiza a uniformidade dos resultados - o poder consistente dos genes, e a influência limitada da educação paternal.
Algumas descobertas são fáceis de aceitar: como todos estavam à espera, gémeos idênticos criados separadamente são virtualmente da mesma altura em adultos. Algumas descobertas parecem óbvias, afinal de contas: os genes, e não a educação, têm um efeito significativo em características da personalidade como ambição, optimismo, agressividade e tradicionalismo. Outras descobertas serão sempre motivo de indignação: o QI de gémeos idênticos separados são quase tão parecidos como as suas alturas. Críticos da investigação da inteligência frequentemente elevam a importância do treino em detrimento do talento natural, mas o teste de três dias dos gémeos Minnesota às capacidades motoras mostraram até que ponto o que beneficíamos do treino poderá ser já de si um talento natural.
Os resultados do QI do estudo Minnesota "atingiram um nervo" anos antes da sua publicação em 1990, abafando outras potenciais controvérsias. Muitos dos seus resultados chocam sensibilidades opostas. Veja-se o caso da religião, que quase toda a gente atribui à "socialização". Dados sobre gémeos separados mostram que a religiosidade tem uma forte componente genética, especialmente a longo prazo: "Os pais tiveram menos influência do que pensavam ter nas actividades e interesses religiosos dos filhos, à medida que atingiam a adolescência e a maioridade. A ideia chave: enquanto que os genes têm uma forte influência no quão religioso tu és, a educação tem um forte efeito no tipo de religião que aceitas. As gémeas idênticas separadas Debbie e Sharon "gostavam ambas dos rituais e da formalidade dos serviço religiosos e dos acampamentos", mesmo que Debbie se tenha tornado judia e Sharon se tenha tornado cristã.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Unlike most humans, however, individual animals generally cannot be classified as gay or straight: an animal that engages in a same-sex flirtation or partnership does not necessarily shun heterosexual encounters. Rather many species seem to have ingrained homosexual tendencies that are a regular part of their society. That is, there are probably no strictly gay critters, just bisexual ones. “Animals don’t do sexual identity. They just do sex,” says sociologist Eric Anderson of the University of Bath in England.
Ao contrário da maior parte dos humanos, contudo, os indivíduos animais geralmente não podem ser classificados como gays ou heteros: um animal que se envolve em flirts ou em parcerias com indivíduos do mesmo sexo não evita necessariamente relacionamentos heterossexuais. Em vez disso, muitas espécies parecem ter enraízadas tendências homossexuais que são um elemento natural das suas sociedades. Ou seja, provavelmente não há criaturas estritamente gay, apenas há bissexuais. "Animais não têm identidade sexual. Eles simplesmente fazem sexo", diz o sociólogo Eric Anderson, da Universidade de Bath, na Inglaterra.
(...)
Estas observações sugerem a algumas pessoas que a bissexualidade é o estado natural entre os animais, talvez até mesmo o Homo sapiens, apesar das fronteiras de orientação sexual que a maioria das pessoas dão por garantidas. "[nos humanos] as categorias de gay e hetero são contruções socias", dis Anderson.
(...)
Ainda para mais, a homossexualidade entre as espécies, incluindo os pinguins, parece ser bem mais frequente em cativeiro do que no estado selvagem. O cativeiro, dizem os cientistas, poderá trazer ao de cima comportamentos gay, em parte por causa da escassez de parceiros do sexo oposto. Acrescente-se ainda que um ambiente limitado aumenta os níveis de stress dos animais, o que cria uma maior ansiedade para aliviar o stress. Algumas destas influências poderão encorajar aquilo a que alguns investigadores denominam "homossexualidade situacional" em humanos que se encontrem em ambientes predominantemente com indivíduos do mesmo sexo, tais como prisões ou equipas desportivas.
(...)
Investigadores esperam que certos melhoramentos [nas jaulas do zoológico] possam afectar o comportamento dos animais, tornando o ambiente mais parecido com o do estado selvagem. Um sinal possível das condições mais hospitaleiras poderá ser uma incidência de homossexualidade mais em linha com os valores dos animais da mesma espécie em estado selvagem. No entanto, algumas pessoas contestam a ideia de que os guardas do Zoo devam prevenir ou desencorajar o comportamento homossexual entre os animais à sua responsabilidade.
E se o cativeiro pode propiciar o que parece ser um nível anormalmente alto de actividade homossexual em algumas espécies animais, ambientes predominantemente de humanos do mesmo sexo poderão trazer ao de cima tendências normais que outros ambientes tendem a suprimir. Ou seja, alguns especialistas defendem que os humanos, como outros animais, são naturalmente bissexuais. "Devíamos denominar os humanos de bissexuais porque a ideia de homossexualidade exclusiva não descreve bem a condição das pessoas", diz Roughgarden. "A homossexualidade está misturada com heterossexualidade através das culturas e da história".
quarta-feira, 27 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
The irony, however, is that now that we have at last achieved abundance, the habits bred into us by capitalism have left us incapable of enjoying it properly. The Devil, it seems, has claimed his reward. Can we evade this fate? Perhaps, but only if we can retrieve from centuries of neglect and distortion the idea of a good life, a life sufficient unto itself. Here we must draw on the rich storehouse of premodern wisdom, Occidental and Oriental.
Comecemos por ponderar as razões do falhanço da profecia de Keynes. Porque é que, apesar da surpreendente precisão das suas previsões de crescimento, a maior parte de nós, passados cem anos, ainda trabalha tão arduamente como quando escreveu o seu ensaio futurista? A resposta é que uma economia de mercado-livre tanto dá aos empregados o poder de escolher tempos e condições de trabalho, como inflama a nossa tendência inata para o consumo competitivo e em função do estatuto social. Keynes estava bastante consciente dos males do capitalismo mas assumiu que eles desvanecer-se-iam assim que a sua tarefa na produção de riqueza fosse completada. Ele não anteviu que estes males poderiam enraizar-se, obscurecendo o ideal que inicialmente deviam servir.
Keynes não estava sozinho na ideia de que motivações más em si mesmas poderiam ainda assim ser úteis. John Stuart Mill, Karl Marx, Herbert Marcuse - até Adam Smith em momentos mais arrojados - todos eles atribuiam a estas motivações um papel positivo enquanto agentes do progresso histórico. Em linguagem mitológica, a civilização ocidental fez tréguas com o Diabo, em troca de recursos de conhecimento, poder e prazer até então inimagináveis. Isto, como é óbvio, é o grande tema da lenda de Fausto, imortalizada por Goethe.
A ironia, no entanto, é que agora que por fim alcançámos a abundância, os hábitos cultivados em nós pelo capitalismo deixaram-nos incapazes de a disfrutar adequadamente. Aparentemente, o Diabo reivindicou o seu pagamento. Podemos escapar a este destino? Talvez, mas só se formos capazes de nos retractar de séculos em que negligenciámos e distorcemos o conceito de boa vida, da vida suficiente em si mesma. Aqui, temos de nos virar para a riqueza da sabedoria pre-moderna, Ocidental e Oriental.
Comecemos por ponderar as razões do falhanço da profecia de Keynes. Porque é que, apesar da surpreendente precisão das suas previsões de crescimento, a maior parte de nós, passados cem anos, ainda trabalha tão arduamente como quando escreveu o seu ensaio futurista? A resposta é que uma economia de mercado-livre tanto dá aos empregados o poder de escolher tempos e condições de trabalho, como inflama a nossa tendência inata para o consumo competitivo e em função do estatuto social. Keynes estava bastante consciente dos males do capitalismo mas assumiu que eles desvanecer-se-iam assim que a sua tarefa na produção de riqueza fosse completada. Ele não anteviu que estes males poderiam enraizar-se, obscurecendo o ideal que inicialmente deviam servir.
Keynes não estava sozinho na ideia de que motivações más em si mesmas poderiam ainda assim ser úteis. John Stuart Mill, Karl Marx, Herbert Marcuse - até Adam Smith em momentos mais arrojados - todos eles atribuiam a estas motivações um papel positivo enquanto agentes do progresso histórico. Em linguagem mitológica, a civilização ocidental fez tréguas com o Diabo, em troca de recursos de conhecimento, poder e prazer até então inimagináveis. Isto, como é óbvio, é o grande tema da lenda de Fausto, imortalizada por Goethe.
A ironia, no entanto, é que agora que por fim alcançámos a abundância, os hábitos cultivados em nós pelo capitalismo deixaram-nos incapazes de a disfrutar adequadamente. Aparentemente, o Diabo reivindicou o seu pagamento. Podemos escapar a este destino? Talvez, mas só se formos capazes de nos retractar de séculos em que negligenciámos e distorcemos o conceito de boa vida, da vida suficiente em si mesma. Aqui, temos de nos virar para a riqueza da sabedoria pre-moderna, Ocidental e Oriental.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Languages like Wintu, a native tongue in California, or Siletz Dee-ni, in Oregon, or Amurdak, an Aboriginal tongue in Australia’s Northern Territory, retain only one or two fluent or semifluent speakers. A last speaker with no one to talk to exists in unspeakable solitude.
(...)
Speaking Aka — or any language—means immersing oneself in its character and concepts. “I’m seeing the world through the looking glass of this language,” said Father Vijay D’Souza, who was running the Jesuit school in Palizi at the time of my visit. (...)When he came to Palizi in 1999 and began speaking Aka, the language transformed him. “It alters your thinking, your worldview,” (...)
(...)
Speaking Aka — or any language—means immersing oneself in its character and concepts. “I’m seeing the world through the looking glass of this language,” said Father Vijay D’Souza, who was running the Jesuit school in Palizi at the time of my visit. (...)When he came to Palizi in 1999 and began speaking Aka, the language transformed him. “It alters your thinking, your worldview,” (...)
(...)
Palizi is far removed from pervasive U.S. culture, so it was something of a surprise to the two linguists when the teenagers launched into a full-bore, L.A.-style rap song complete with gang hand gestures and head bobbing and attitude, a pitch-perfect rendition of an American street art, with one refinement: They were rapping in Aka. Were the linguists dismayed? I asked. To the contrary, Harrison said. “These kids were fluent in Hindi and English, but they chose to rap in a language they share with only a couple thousand people.” Linguistic co-optation and absorption can work both ways, with the small language sometimes acting as the imperialist. “The one thing that’s necessary for the revival of a language,” Father D’Souza told me one day, “is pride.”
Linguagens como o Wintu, uma língua nativa da California, ou o Siletz Dee-ni, do Oregon, ou o Amurdak, uma língua Aborígene do noroeste australiano, já só são faladas por duas ou três pessoas, fluentes ou semi-fluentes. Os derradeiros conhecedores da língua, sem ninguém com quem falar, numa existência de uma solidão inexprimível.
(...)
Falar o Aka - ou qualquer outra língua - implica mergulhar na sua personalidade e nos seus conceitos. "Vejo o mundo através das lentes desta linguagem", diz o Padre Vijay D'Souza, que estava responsável pela escola Jesuíta em Palizi na altura da minha visita. Quando veio para Palizi em 1999 e começou a falar o Aka, a linguagem transformou-o. "Muda a tua forma de pensar, a tua cosmovisão".
(...)
Palizi está distante da penetrante cultura americana, pelo que foi uma surpresa para os dois linguistas quando os adolescentes atiraram-se a uma canção de rap ao estilo de Los Angeles, com os movimentos das mãos e da cabeça ao estilo gang, numa entrega perfeita a uma arte de rua americana, mas com um requinte: estavam a cantar o rap em Aka. "E os linguistas ficaram desanimados?", perguntei eu. "Bem pelo contrário", disse-me Harrison. "Estes miúdos eram fluentes em Indi e Inglês, mas escolheram cantar o rap numa língua que têm em comum com apenas uns milhares de pessoas. A convivência e absorção linguística pode funcionar nos dois sentidos; por vezes, até no sentido de a língua com menos expressão agir de forma imperalista. "A única coisa que é ncessária para o renascimento de um língua, "disse-me um dia o Padre D'Souza, "é o orgulho".
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Bloom compared the Dionysian experience of rock music to the experience of drugs: He seems to have had hallucinogens in mind. After a heavy dose of LSD, in which the world becomes a wondrous kaleidoscope of sound and sight and even thought, what can everyday experience possibly offer? It manifests itself as a gray world of sameness and routine, nothing like the Wonderland one has recently left. People who have dabbled with psychedelics often trudge through wearisome lives that never quite meet their expectations.
O filósofo Allan Bloom não se importou muito com o efeito que a música tinha nos seus alunos. Ele acreditava que eles usavam a música para simular experiências, em particular para produzir alegria. Ele dizia que a música - especialmente a música rock - reproduzia nos ouvintes a sensação de triunfo de quem terminou uma grande obra de arte, ou fez algo de heróico, ou fez uma descoberta revolucionária na área da ciência ou da filosofia - ou até de alguém que encontrou o amor verdadeiro. Os estudantes, dizia Bloom, encontravam na música rock uma maneira de fabricar essas emoções, e frequentemente faziam a si mesmos, implicitamente, a pergunta óbvia "Para quê ralar-me em ir mais além? Porque devo eu fazer realmente a tarefa e passar pelo esforço que ela envolve, quando posso chegar à recompensa simplesmente ligando o rádio ou indo a um concerto?"
Bloom comparou a experiência Dionisíaca da música rock à experiência das drogas. Ele devia devia ter em mente os alucinogéneos. Depois de uma dose de LSD, em que o mundo se torna noummaravilhoso caleidoscópio de sons e imagens, e até de pensamentos, o que é que a experiência do dia-a-dia nos pode oferecer? Ele manifesta-se como um mundo cinzento de monotonia e rotina, nada que se compare ao Mundo das Maravilhas que se acaba de deixar. As pessoas que se envolveram com drogas psicadélicas frequentemente arrastam-se através de vidas aborrecidas que nunca chegam a satisfazer as suas expectativas.
O filósofo Allan Bloom não se importou muito com o efeito que a música tinha nos seus alunos. Ele acreditava que eles usavam a música para simular experiências, em particular para produzir alegria. Ele dizia que a música - especialmente a música rock - reproduzia nos ouvintes a sensação de triunfo de quem terminou uma grande obra de arte, ou fez algo de heróico, ou fez uma descoberta revolucionária na área da ciência ou da filosofia - ou até de alguém que encontrou o amor verdadeiro. Os estudantes, dizia Bloom, encontravam na música rock uma maneira de fabricar essas emoções, e frequentemente faziam a si mesmos, implicitamente, a pergunta óbvia "Para quê ralar-me em ir mais além? Porque devo eu fazer realmente a tarefa e passar pelo esforço que ela envolve, quando posso chegar à recompensa simplesmente ligando o rádio ou indo a um concerto?"
Bloom comparou a experiência Dionisíaca da música rock à experiência das drogas. Ele devia devia ter em mente os alucinogéneos. Depois de uma dose de LSD, em que o mundo se torna noummaravilhoso caleidoscópio de sons e imagens, e até de pensamentos, o que é que a experiência do dia-a-dia nos pode oferecer? Ele manifesta-se como um mundo cinzento de monotonia e rotina, nada que se compare ao Mundo das Maravilhas que se acaba de deixar. As pessoas que se envolveram com drogas psicadélicas frequentemente arrastam-se através de vidas aborrecidas que nunca chegam a satisfazer as suas expectativas.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Nada trazia maior alegria a Lewis do que ficar sentado em volta do fogo com um grupo de amigos chegados, engajados numa boa discussão, ou empreender longos passeios com eles através dos campos de Inglaterra. "Eu passo as horas mais felizes da minha vida", escreveu Lewis, "com três ou quatro velhos amigos, em traje amarrotados; caminhando com eles ou reunidos em pequenos bares – ou qualquer outro lugar - , sentados até altas horas em algum alojamento da faculdade para discutir bobagem, poesia, teologia, metafísica, regados a cerveja, chá e cachimbos. Não há som que eu aprecisasse mais do que o de... risos". Numa outra carta ao seu amigo Greeves, Lewis escreve: "a amizade é o maior dos bens terrenos. Certamente trata-se da principal forma de felicidade da minha vida. Se tivesse de dar algum conselho a um jovem sobre o lugar onde deve morar, eu acho que diria 'sacrifique quase tudo para viver onde seja possível estar perto dos seus amigos'. Eu sei que tenho muita sorte em relação a isso".
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Poetry over prose
A map is more unreal
Than where you've been
Or how you feel
And it's impossible to tell
How important something was
And what you might have missed out on
And how it might have changed it all
Etiquetas:
*Artista - Leslie Feist,
2007 dC,
Música
De certo modo, entendo muito bem porque
algumas pessoas não querem saber de Teologia. Lembro-me de uma vez,
quando fazia uma palestra na Força Aérea, que um velho e experiente
oficial levantou-se e disse "Não sei para que serve todo esse
palavreado. Mas saiba que também sou um homem religioso. Sei que
existe um Deus. Eu senti-O quando estava sozinho, no deserto, à
noite. Senti o grande mistério. E essa é a razão porque não
acredito em todos esses seus pequenos dogmas e fórmulas sobre Deus.
Para quem se encontrou com o ser verdadeiro, tais coisas se parecem
tão mesquinhas, pedantes e irreais!"
Ora, num certo sentido concordo
inteiramente com essa pessoa. Creio que provavelmente ele tenha tido
uma experiência real com Deus no deserto. E ao voltar-se dessa
experiência para as crenças cristãs, penso que ele se voltava de
algo real para menos real. Assim, também, quem estiver na praia,
olhando para o Oceano Atlântico, e depois ir em busca de um mapa do
Atlântico, também ser estará voltando de algo real para algo menos
real: das ondas do mar para um pedaço de papel colorido. Mas aí é
que está. O mapa é reconhecidamento só papel colorido, mas há
duas coisas que devemos lembrar a este respeito. Em primeiro lugar,
ele baseia-se no que centenas e milhares de pessoas descobriram
navegando no Atlântico de verdade. Nesse sentido, possui atrás de
si milhares de experiências tão reais como a da praia; apenas que,
enquanto que a da praia é apenas uma vista rápida, individuale e
isolada, o mapa reúne todas aquelas experiências. Em segundo lugar,
para quem quer ir a algum lado, o mapa é totalmente necessário.
Para quem esteja interessado apena em dar passeios na praia, a visão
de todo o cenário, com os próprios olhos, é muito mais agradável
do que ver um mapa. Mas este será de muito mais valia do que
passeios na praia para quem queira ir a outro continente.
A Teologia é como o mapa. Só estudar
e reflectir sobre as doutrinas cristãs, e ficar nisso, é menos real
e menos emocionante do que aconteceu com o meu amigo no deserto. As
doutrinas não são Deus; são apenas uma espécie de mapa. Mas esse
mapa baseia-se na experiência de um grande número de pessoa que
estavam realmente em contacto com Deus; experiências que, quando
comparadas com quaisquer emoções ou sentimentos devotos que nós
mesmos possamos ter, tornam tais emoções muito elementares e até
mesmo confusos. Em segundo lugar, quem deseja ir mais longe, precisa
de fazer uso do mapa. Como se vê, o que aconteceu àquele homem no
deserto pode ter sido real e, sem dúvida, empolgante; mas, e daí?
Essa experiência não o levou a nada. Esta é a razão pela qual uma
vaga religião, esse negócio de sentir Deus na Natureza, e assim por
diante, é tão atractiva. É só emoção, sem nenhuma acção; é
como olhar as ondas, na praia. Mas não chegaremos a outro continente
estudando o Oceano Atlântico dessa forma, assim como não obteremos
a vida eterna se ficarmos simplesmente sentindo a presença de Deus
nas flores ou na música. Em iremos a parte alguma só olhando os
mapas, sem irmos para o mar. Tão pouco estaremos muito a salvo se
entrarmos no mar sem um mapa.
Por outras palavras, a Teologia é algo
bem prático, principalmente agora. Antigamente, quando o nível de
educação era bastante baixo, quando não se discutiam tais
assuntos, talvez fosse possível viver com algumas poucas ideias
simples sobre Deus. Mas agora não é assim. Toda a gente lê; toda a
gente participa em debates. Consequentemente, não dar atenção à
teologia não significa não ter ideias acerca de Deus. Significa ter
muitas ideias erradas, más, confusas, superadas. Com efeito, uma
grande número de ideias acerca de Deus que hoje passam por novidades
são simplesmente ideias que os verdadeiros teólogos consideraram
séculos atrás, e rejeitaram. Crer na religião popular moderna é
um retrocesso; é como pensar que a Terra é plana.
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