quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Estarei eu, por exemplo, a desviar-me sub-repticiamente para o lado de Deus por saber que, se existe uma estrada que conduza a H., tem de passar por Ele? Mas, claro, sei perfeitamente que ele não pode ser usado como estrada nenhuma. Se nos aproximamos d'Ele não como o destino mas como a estrada, não como o fim mas como os meios, não estamos realmente a aproximar-nos d'Ele de maneira nenhuma.

Original: A Grief Observed
Editora Grifo
página 123

sábado, 10 de novembro de 2012

Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Went out on a limb
Gone too far
I broke down at the side of the road
Stranded at the outskirts and sun's creepin' up

Baby's in the backseat
Still fast asleep
Dreamin' of better days
I don't want to call you but you're all I have to turn to

What do you say
When it's all gone away
Baby I didn't mean to hurt you
The truth spoke in whispers will tear you apart
No matter how hard you resist it
It never rains when you want it to

You humble me lord
Humble me lord
I'm on my knees empty
You humble me lord
You humble me lord
So please please please forgive me

Baby teresa, she's got your eyes
I see you all the time
When she asks about her daddy
I never know what to say

 Heard you kicked the bottle
And helped to build the church
You carry an honest wage
Is it true you have someone keeping you company

sexta-feira, 26 de outubro de 2012


A maior prova da nossa fraqueza nos dias de hoje é que não há nada de espantoso ou misterioso acerca de nós. A Igreja foi desvendada – a evidência segura da sua derrocada. Temos pouco que não possa ser explanado pela psicologia ou pelas estatísticas. Na Igreja primitiva eles juntavam-se no pórtico de Salomão, e era tão imensa a sensação da presença de Deus que “nenhum homem ousava juntar-se a eles”. O mundo via fogo naquela sarça e retirava-se com temor; mas ninguém tem medo de cinzas. Hoje ousam achegar-se tanto quanto desejam. Até dão uma palmada amigável nas costas da noiva de Cristo e têm atitudes duma familiaridade grosseira. Se queremos mais uma vez impressionar os descrentes com o temor saudável do sobrenatural, precisamos de recuperar a dignidade do Espírito Santo; precisamos de conhecer de novo algo do mistério que inspira um deslumbramento que envolve as pessoas e as Igrejas quando estão cheias do poder de Deus.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Crombie disse que os teístas acreditam num mistério que excede a experiência, apesar de ele próprio detectar traços deste mistério na mesma. Além do mais, disse, os teístas defendem que a expressão da sua crença exige o uso de uma linguagem governada por regras paradoxais. Crombie observou que só podemos compreender enunciados religiosos se compreendermos as três proposições seguintes: os teístas acreditam que Deus é um ser transcendente e que as afirmações acercam de Deus se aplicam a Deus e não ao mundo; os teístas acreditam que Deus é transcendente e que, portanto, é algo que está para além da nossa compreensão; os teístas acreditam que sendo Deus um mistério, e posto que para atrair a atenção dos outros temos de falar de modo inteligível, apenas podemos falar Dele através de imagens. Os enunciados teológicos são imagens humanas de verdade divinas que podem unicamente ser expressas em parábolas.

Original: There Is a God
Deus Não Existe
Editora Alêtheia
página 52

sexta-feira, 19 de outubro de 2012



Se te mostras,
eu também me mostro a ti
Não tenho a beleza
que vejo em ti

Se me encantas
eu também te encanto a ti
não tens a tristeza
que se vê em mim

se te mostras,
eu também me mostro a ti
eu também me mostro a ti
Baby, vamos ter de nos juntar
vamos ter de nos casar para sempre

e eu quero ser o teu super-herói
roubar um pedaço de céu para ti

Se me esperas
eu também espero por ti
não tenho onde ir
sem ser contigo

se me admiras
eu também te admiro a ti
por tudo aquilo
que tu significas

se me adoras,
eu também te adoro a ti
eu também te adoro a ti

Baby, eu já dependo de ti
tu és super especial para mim

e eu não vou esquecer-te nunca mais
tu deixaste os teus sinais
em mim

terça-feira, 16 de outubro de 2012

É que uma esposa perfeita contém tantas pessoas em si. O que não era H. para mim? Era minha filha e minha mãe minha pupila e minha mestra, minha súbdita e mina soberana. E sempre, reunindo todas essas numa, o meu fiel camarada, amigo, companheiro de bordo, irmão de armas. Minha amante, sim. Mas, ao mesmo tempo, tudo aquilo que qualquer amigo masculino (e tenho-os bons) alguma vez foi para mim. Talvez mais. Se nunca nos tivéssemos apaixonado nem por isso teríamos deixado de andar sempre juntos e dado origem a um escândalo. Era isso que eu pretendia significar quando, certa vez, a gabei pelas suas "virtudes masculinas". Mas ela logo pôs fim ao cumprimento, perguntando-me se me agradaria ser gabado pelas minhas virtudes femininas. Foi um bom contra-ataque, minha querida. (...) E a ti, tanto como a mim, agradava-te que existisse esse aspecto. E agradava-te que eu soubesse reconhecê-lo. 
Salomão chama à ua noite "Irmã". Poderia uma mulher ser plenamente uma esposa se, por um momento, numa particular disposição, um homem não se sentisse inclinado a chamar-lhe Irmão?

Original: A Grief Observed
Editora Grifo 
páginas 88-90

domingo, 7 de outubro de 2012

Verdadeiramente bom é Deus para com Israel,
para com os limpos de coração.

Quanto a mim, os meus pés quase se desviaram;
pouco faltou para que escorregassem os meus passos.
Pois eu tinha inveja dos soberbos,
ao ver a prosperidade dos ímpios.

Porque não há apertos na sua morte,
mas firme está a sua força.
Não se acham em trabalhos como outra gente,
nem são afligidos como outros homens.

Pelo que a soberba os cerca como um colar;
vestem-se de violência como de um adorno.
Os olhos deles estão inchados de gordura:
superabundam as imaginações do seu coração.

São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão;
falam arrogantemente.
Erguem a sua boca contra os céus,
e a sua língua percorre a terra.

Pelo que o seu povo volta aqui,
e águas de copo cheio se lhes espremem.
E dizem: Como o sabe Deus?
ou, há conhecimento no Altíssimo?

Eis que estes são ímpios; e todavia estão sempre em segurança,
e se lhes aumentam as riquezas.
Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração
e lavado as minhas mãos na inocência.
Pois todo o dia tenho tenho sido afligido,
e castigado a cada manhã.

Salmos 73:1-14

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

domingo, 30 de setembro de 2012

Ó profundidade das riquezas,
tanto da sabedoria, como da ciência de Deus!
Quão insondáveis são os seus juízos,
e quão inexcrutáveis os seus caminhos!

Porque, quem compreendeu o intento do Senhor?
Ou quem foi seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele,
para que lhe seja recompensado?

Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas;
glória, pois, a ele, eternamente. Amén.

Romanos 11:33-36

sexta-feira, 28 de setembro de 2012



Go to sleep you little babe
Go to sleep you little babe
Your mama's gone away and your daddy's gonna stay
Didn't leave nobody but the baby

Go to sleep you little babe
Go to sleep you little babe
Everybody's gone in the cotton and the corn
Didn't leave nobody but the baby

You're sweet little babe
You're sweet little babe
Honey in the rock and the sugar don't stop
Gonna' bring a bottle to the baby

Don't you weep pretty babe
Don't you weep pretty babe
She's long gone with her red shoes on
Gonna' need another lovin' baby

Go to sleep you little babe
Go to sleep you little babe
You and me and the Devil makes three
Don't need no other lovin' baby

Go to sleep you little babe
Go to sleep you little babe
Come and lay your bones on the alabaster stones
And be my ever-lovin' baby

terça-feira, 25 de setembro de 2012


Um dos atletas mais interessantes que entrevistei foi o Reverendo William Ashley (Billy) Sunday, o jogador de basebol de segunda divisão que se tornou no evangelista mais estrondoso da Cristandade. (…) Na tarde em que o vi, estava deitado no seu quarto no Salisbury Hotel a reunir forças para o sermão da pregação à antiga maneira que pensava fazer nessa noite na Igreja Baptista do Calvário
(…)
«É verdade», disse o Sr. Sunday. «Outra visita foi Mickey Welch, que há muitos anos foi lançador do New York Giants. Na verdade verdadinha, ele deixou de jogar em 1892. Joguei contra ele muitas vezes. Trouxe à baila a história de uma vez em que eu estava inscrito para uma corrida contra Arlie Latham, o homem mais rápido da equipa de St. Louis. Eu era o mais rápido da equipa de Chicago, claro. Bem, mas entretanto eu tinha-me convertido na Missão Pacific Garden, em Chicago. Por isso fiquei desanimadíssimo, como cristão praticante que sou, quando ouvi dizer que a corrida se ia fazer numa tarde de domingo. Fui ter com o meu empresário e disse-lhe: “Eu converti-me e não posso participar numa corrida ao domingo.” E diz ele: “Não podes, o tanas. Pus todo o meu dinheiro nessa corrida, e se tu não ganhas vou ter que comer bolas de neve ao pequeno-almoço o Inverno todo.” E então eu respondi: “O Senhor não ia gostar se eu corresse ao domingo.” Bem, o empresário olhou para mim e disse: “ Vais para diante e fazes a corrida e resolves as coisas com o Senhor mais tarde.»
O evangelista riu-se a bandeiras despregadas. Ria-se tanto que até a cama abanava. A Srª Sunday ria-se também.
«E então», disse o Sr. Sunday, «fiz a corrida e ganhei.»   

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O que é tremendo é que um Deus de perfeita bondade pouco menos terrível seria, neste contexto, que um Sádico Cósmico. Quanto mais acreditamos que Deus fere apenas para curar, menos podemos acreditar que sirva de alguma coisa rogar-Lhe brandura. Um homem cruel podia ser comprado, podia cansar-se de tão vil prazer, podia ter um ataque temporário de piedade, como os alcoólicos têm ataques de sobriedade. Mas suponhamos que estamos perante um cirurgião cujas intenções são as melhores possíveis. Quanto mais bondoso e consciencioso for, tanto mais inexoravelmente continuará a cortar. Se ele cedesse aos nossos rogos, se parasse antes de a operação estar acabada, toda a dor sofrida até esse ponto teria sido inútil. Mas será crível que tais extremos de tortura nos sejam necessários? Bem, a escolha é nossa. As torturas acontecem. Se são desnecessárias, então Deus não existe ou é um Deus cruel. Se existe um Deus de bondade, então essas torturas são necessárias. Porque nenhum Ser, ainda que moderadamente bom, poderia de modo algum infligi-las ou permiti-las se o não fossem. 
Seja como for, é o nosso quinhão. 
Que pretendem a pessoas dizer quando afirmam "Não tenho medo de Deus porque sei que Ele é bom?" Será que nunca foram sequer ao dentista?

Original: A Grief Observed
Editora Grifo
páginas 79-81

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

No dia em que terminei de escrever a minha tese de doutorado, enviei o manuscrito para um colega. E pedi uma opinião sincera. Três dias volvidos, ele respondeu: "Você vai ser fuzilado pela banca". O problema estava na qualidade do texto. A tese estava bem escrita. Pior: bem escrita e totalmente compreensível. Eu tinha cometido uma heresia nas ciências sociais: escrever uma tese de doutorado com o propósito honesto de ser lido e compreendido. Sugestão dele para evitar o desastre: reescrever o texto e transformar cada parágrafo em paralelepípedo. Lembro essa história agora por dois motivos. Primeiro, porque Barton Swaim escreve na "Weekly Standard" sobre a qualidade da prosa acadêmica. Qualidade atroz, entenda-se. Por que motivo a fauna universitária faz um esforço tão tortuoso para ser tortuosa? Swaim arrisca três hipóteses. Para começar, as humanidades vivem o complexo de inferioridade que as atormenta desde o século 18, quando as ciências naturais deram o seu salto cosmológico. A impenetrabilidade dos textos humanísticos é uma forma de simular "profundidade". Depois, existe o problema das influências. Das más influências. O aluno escreve mal porque o supervisor e os seus pares escrevem pior. E porque as revistas da especialidade só publicam esses horrores. Por fim, a hipótese mais provável: a obscuridade obscurece. Quando nada temos de relevante para dizer, só há uma forma de esconder o vazio: com a babugem das palavras.

domingo, 2 de setembro de 2012

Eis que vêm os dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão errantes de mar a mar, e do norte até o oriente; correrão por toda parte, buscando a palavra do Senhor, e não a acharão.
 
Amós 8:11-12

quinta-feira, 30 de agosto de 2012


Saudações do seu irmão em Cristo, Youcef Nadarkhani.
Estas palavras foram escritas para todos aqueles que estão preocupados com minha situação atual.
Primeiro, eu gostaria de informar a todos os meus amados irmãos e irmãs que estou em perfeita saúde, tanto física quanto espiritual. Estou tentando olhar para esses dias com outros olhos. Tento considerá-los como dias de exame e julgamento de minha fé. Creio ser em dias assim que torna-se mais difícil provar lealdade e sinceridade a Deus. Estou tentando fazer o melhor ao meu alcance para ficar bem utilizando os mandamentos que aprendi com Deus.
É claro que o desejo da minha carne é que esse tempo termine logo, mas tenho rendido meu espírito à vontade de Deus.
Eu não sou uma pessoa política nem sei sobre a cumplicidade política. Sei apenas que há muitas coisas em comum  em diferentes culturas, bem como diferenças gritantes. Essas diferenças podem gerar sérias críticas à minha atual situação e meu posicionamento diante disso. Muitas dessas críticas podem ser duras, aumentando assim nossos problemas.
De vez em quando sou informado sobre as notícias que estão se espalhando na mídia sobre mim. Sei do apoio de várias igrejas e políticos famosos que pedem minha libertação. Soube também de campanhas e atividades de direitos humanos protestando contra a pena de morte aplicada a mim. Eu acredito que tudo isso pode ser muito útil a fim de que eu possa alcançar liberdade.
Quero, de todo coração, agradecer a todos aqueles estão tentando atingir esse objetivo. Mas, infelizmente, também soube de protestos desordeiros, cheio de tumultos. Preciso deixar claro minha discordância nesse sentido. Peço que não usem meu nome para promoverem esses tumultos.
Eu tento ser humilde e obediente àqueles que estão no poder. Obediência as autoridades que Deus constitui em meu país. Oro para que eles aprendem a governar  segundo a vontade de Deus. Assim, eu tenho certeza de estar obedecendo a Palavra de Deus.
Como eu, muitos dos que estão presos, também tentam ser pessoas de testemunho e exemplo. Sei que as autoridades não tem nehuma queixa quanto ao nosso comportamento e isso expressa Cristo em nós.  Até mesmo quando tiram nosso direito de defesa, nos calamos e deixamos que o poder de Deus se manifeste em nossas vidas.
Peço a todos os amados que orem por mim. No final espero que a minha liberdade seja alcançada.
Que a graça de Deus e a misericórdia estejam com vocês agora e para sempre. Amém.
Youcef Nadarkhani

domingo, 26 de agosto de 2012

E peço isto: que o vosso amor abunde mais e mais, em ciência e em todo o conhecimento, para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum, até ao dia em Cristo, cheios de frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.

Filipenses 1:9-11

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Israeli archaeologists recently discovered a coin, dating from the 11th century before Christ. It depicted "a man with long hair fighting a large animal with a feline tail." Ring any Old Testament bells?The coin was found near the Sorek River, which was the border between the ancient Israelite and Philistine territories 3,100 years ago. Sound vaguely familiar? The archaeologists thought so, too. While Shlomo Bunimovitz and Zvi Lederman of Tel Aviv University don't claim that the figure depicted on the coin is proof that Samson actually existed, they do see the coin as proof that stories about a Samson-like man existed independently of the Bible.


Stated differently, the story of Samson was not the literary invention of a sixth-century B.C. scribe living in Babylon, as has commonly been assumed by mainstream biblical scholarship.Bunimovitz and Lederman made another interesting discovery: the Philistine side of the river was littered with pig bones, while there were none on the Israelite side. Bunimovitz told the Israeli newspaper Haaretz that "these details add a legendary air to the social process in which the two hostile groups honed their separate identities . . ."

I suppose that's one way to put it. Another would be to see it as evidence of the Israelites' sense of being set apart from their pagan neighbors.
 
The findings at Sorek are only the latest in a series of archaeological discoveries that are changing the way modern historians look at biblical narratives. It's becoming more difficult for them to maintain that the narratives are pious fictions invented long after the era being depicted. The most famous of these discoveries is the 1994 discovery of a stele in Tel Dan bearing an inscription that contained the words "House of David." It was the first extra-biblical evidence of the Davidic dynasty. Prior to the discovery, many scholars doubted that David ever existed, much less founded a dynasty. The discovery was so out-of-line with expectations that more than a few insisted it must be a forgery. 
 
Today, it is clear to even the most skeptical scholar that-surprise!-there really was a David who founded a ruling dynasty. That dynasty included his son, Solomon, and evidence of Solomon's building projects described in Second Samuel have been found by archaeologists as well. 
 
 The Christian Post
20 de Agosto de 2012

Arqueólogos israelitas descobriram recentemente uma moeda, datada do século 11 antes de Cristo. Esta moeda tem representado "um homem com cabelo comprido a lutar com um animal com uma cauda felina". Faz lembrar qualquer coisa do Velho Testamento? A moeda foi encontrada perto do Rio Sorek, que constituía a fronteira entre os antigos territórios Israelitas e Filisteus, 3.100 ano atrás. Soa a algo vagamente familiar? Os arqueólogos também pensaram o mesmo. Embora Shlomo Bunimovitz e Zvi Lederman da Universidade de Tel Aviv não defendam que a figura refresentada na moeda seja uma prova de que Sansão tenha realmente exisitdo, eles vêem a moeda como uma prova de que as histórias sobre um homem parecido com Sansão circulavam independentemente da Bíblia.

Ou dito de outra forma, a história de Sansão não foi uma invenção literária de um escriba exilado na Babilónia no século 6 antes de Cristo, como habitualmente é assumido pelas principais correntes de académicos bíblicos. Bunimovitz e Lederman fizeram outra descoberta interessante: o lado Filisteu do rio estava cheio de ossos de porco, mas não havia nenhum do lado Israelita. Bunimovitz disse ao jornal Israelita Haaretz que "estes detalhes dão um ar lendário ao processo social no qual dois grupos hostis agudizavam as suas identidades separadas..."

Suponho que essa seja uma forma de por a coisas. Outra forma será ver isto como uma evidência do sentido dos Israelitas de povo separado dos seus vizinhos pagãos.

As descobertas no Sorek são apenas as mais recentes numa série de achados arqueológicos que estão a mudar a maneira como os historiadores modernos olham para as narrativas bíblicas. Está a tornar-se-lhes mais difícil manter que as narrativas são ficções religiosas inventadas muito depois do tempo em que se passavam. O mais famoso destes achados é a descoberta, em 1994, de uma laje em Tel Dan, onde constava uma inscrição com as palavras "Casa de David". Foi a primeira evidência extra-bíblica da dinastia Davídica. Antes desta descoberta, muitos académicos duvidavam que David tivesse sequer existido, quanto mais fundado uma dinastia. A descoberta foi tão inesperada que uma boa parte deles insistiu que devia ser uma fraude.

Hoje, é razoável mesmo para o académico mais céptico que, surpresa!, existiu realmente um David, que fundou uma dinastia real. Esta dinastia incluiu o seu filho, Salomão, e também já foram descobertos por arqueólogos indícios dos seus projectos de construção conforme descritos em Segunda de Samuel.

Algumas das descobertas vão para além da história e mostram o sentido de Israel do que significava ser o povo escolhido por Deus. Sítios datados antes do Exílio estão cheios de ídolos cananeus, evidência da apostasia que os profetas denunciavam e avisavam que levaria à desgraça. No entanto, não foi encontrado um único ídolo em sítios datados depois do Exílio. Claramente, os Judeus que regressaram do Exílio finalmente aprenderam verdadeiramente que "o Senhor nosso Deus é o único". Estas descobertas são entusiasmantes não apenas porque "provem" que o Cristianismo seja verdadeiro - há uma razão e chama-se "fé" - mas porque o Cristianismo, bem como o seu parente Judaísmo, fazem reivindicações históricas.

domingo, 19 de agosto de 2012