Juízes 13
A vinda de um anjo para anunciar a uma mulher estéril que vai ter um filho demarca claramente este relato do surgimento de um novo libertador dos outros. Sansão é um exemplo intrigante de uma pessoa dominada por ambições carnais que, no entanto, é usado nos propósitos soberandos de Deus.
Juízes 14
Sansão é tipo de pessoa que, para justificar as suas acções, responde "porque me apetece"! E cultiva o prazer, bastante infantil, de manter as pessoas, sobretudo a sua mulher, em suspenso durante muito tempo, a tentar responder a um enigma. Mesmo assim, é um homem que Deus usa nos seus planos.
Juízes 15
Sansão é ofendido pelo seu sogro filisteu e acha logo que tudo o que fizer para se vingar será justificável. A motivação na sua luta contra os filisteus é só neste nível e, se dependesse dele, só iria dar origem a um ciclo vicioso de ofensas e vingança. Se Deus usa Sansão é sem que este tenha qualquer tipo de identificação real e consciente com os seus propósitos!
Juízes 16
Ficamos admirados com a ingenuidade de Sansão, que revela o seu segredo e segue até à sua derrota final, perante a insistência de uma mulher traiçoeira! Mas é comum os "homens fortes" deixarem-se dominar a este nível – o dos seus relacionamentos íntimos.
terça-feira, 28 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
Decretada a expulsão [dos judeus, de Portugal, em 1496], os
locais de embarque eram apenas três: Porto Lisboa e Algarve. Levando ao limite
a ideia de conversão já aplicada por duas vezes aos jovens e crianças, D.
Manuel dava ordem para uma conversão total e forçada de todos os que esperavam
embarque.
(…)
O grande resultado – a nível de análise histórica – deste fenómeno
encontra-se, não só na brutalidade mental e psicológica do que aconteceu, mas nos
problemas que lançou para um futuro próximo.
Antes desta conversão, a cristandade tinha um corpo estranho
dentro de si. Depois desta pseudoconversão, a cristandade passa a ter dentro de
si uma realidade que, não sendo cristã de facto,
passa a ser legalmente encarada como tal, e por isso passível de enquadramento
pelas entidades religiosas – entenda-se Santo Ofício. A nível exterior, o que
passava a interessar não era o que cada um entendia sobre a sua pertença
religiosa, mas sim o que as entidades opinavam; para estas, a situação era
clara, se bem que muitas vezes contestada: bastava ser-se baptizado, mesmo que contra
vontade, para se ser cristão; desta forma, sendo-se baptizado, podia ser-se
considerado herege e, logicamente, receber punição por tal. A Inquisição, o
Tribunal do Santo Ofício, irá desenvolver a sua acção neste “nicho legal”.
sábado, 20 de abril de 2013
William Law foi um escritor e místico inglês do século 18 que publicou uma obra informativa sobre John Wesley e o movimento de plantação da Igreja Metodista. Ele fez esta observação há muitos anos, o que atingiu na cara os seus contemporâneos, assim como provavelmente ainda acontece actualmente: "É muito interessante que não haja em todo o Evangelho uma só ordem sobre adoração em público; e talvez esta seja a tarefa menos reforçada de toda a Escritura. A presença de frequentadores nunca é mencionada no Novo Testamento, ao passo que religião ou devoção que deve governar as acções comuns da nossa vida é encontrada em quase todos os versículos da Escritura. Nosso abençoado Senhor e os seus discípulos estão honestamente ocupados com doutrinas que dizem respeito à vida diária".
página 69
Editorial Habacuc
Original: Organic Church
Original: Organic Church
sexta-feira, 29 de março de 2013
Um dos bons exemplos desta situação é Zeitgeist, documentário-filme de 2007 produzido por Peter Joseph. Divulgado livremente na internet conseguiu obter dessa forma um sucesso mundial. A estratégia do documentário é transparente: atrair o público com uma série contínua de teorias altamente conspirativas. A que nos interessa neste momento é a primeira de todas, onde novamente as antigas teses mitológicas são apresentadas como uma novidade, de modo a concluir que a invenção da personagem de Cristo foi a primeira grande conspiração da nossa sociedade. Contudo, os erros e as falácias apresentadas são constantes, tal como é costume neste tipo de abordagens. Referências mitológicas misturam-se com fantasias do autor e relações impensáveis são defendidas com a maior naturalidade
Após apresentar o astro Sol como o mais venerado pelas culturas e religiões antigas o autor comete o erro de chamar a Hórus o 'Messias solar', afirmação que deverá ter deixado estarrecido qualquer historiador de religiões. Messias, como temos visto é um título político-religioso que apenas faz sentido no judaísmo. Este erro que arrisca deitar por terra, logo de início, toda a credibilidade do documentário não é inofensivo pois pretende forçar a comparação entre Hórus e Cristo. É então que somos bombardeados com uma sucessão de falsidades: afirma que Hórus nasceu da virgem Isís quando, pelo contrário, esta havia sido casada com Osíris antes do nascimento de Hórus nascimento que só foi possível mediante uma relação sexual com penetração vaginal; afirma que o seu nascimento foi acompanhado de um sinal prévio através de uma estrela e por uma adoração de três reis, mas nada existe na mitologia egípcia que faça supor tal coisa; considera que Hórus obteve o baptismo aos 30, começando a partir daí o seu ministério, contudo, nenhuma destas referências pode ser aceite pois termos como 'baptismo' e 'ministérios' têm o seu contexto próprio e não fazem qualquer sentido no interior da cultura egípcia; apresenta-o como tendo 12 discípulos mas, na verdade, nenhum documento refere quaisquer 'discipulos' relacionados com Hórus, e muito menos 12; afirma ainda que Hórus teria ido traído, crucificado, sepultado por 3 dias e depois ressuscitado, contudo Hórus não ressuscitou passados 3 dias. Hórus ressuscita ciclicamente tal como muitos outros deuses pagãos associados aos eventos repetitivos da natureza, principalmente aos ciclos das colheitas. Esse tipo de ressurreição nada tem a ver com a dos evangelhos. A morte e ressurreição de Jesus é um evento único não repetível e só compreensível no contexto da fé judaica. Nem mesmo entre os mitos greco-romanos é possível enontrar semelhanças. Quanto a um Hórus traído, crucificado e sepultado, são simplesmente puras invenções do autor.
Edição do GBU Portugal
página 280
Edição do GBU Portugal
página 280
sexta-feira, 22 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Muitas vezes pensa-se que a tentação apela somente para
aquilo que é mau no homem, para aquilo que é degradante e corrupto. Mas isso não
é verdade. A tentação de Eva, bem como a tentação de Jesus, assim nos ensinou.
Estudemos a tentação de Eva tendo em vista esta afirmação.
Em Génesis 3:6 está claro que o fruto proibido apelou para
três desejos da parte de Eva, cada um dos quais é perfeitamente normal. O
primeiro foi o apetite físico, ou o desejo de alimento. Viu Eva que a árvore
era boa como alimento. Aparentava-se como boa comida. Certamente não há falta
moral em desejar comer, tendo-se fome. Comer é em si mesmo, talvez um acto moralmente
indiferente. Ordinariamente ao menos não é erro. Foi este desejo perfeitamente
normal e natural, o desejo de alimentar-se, que o maligno usou para tentar Eva
como também Jesus. Em seguida, a Palavra diz que viu Eva que a árvore era
atraente aos olhos. Ele apelava ao sentido estético, ao belo. Desejar-se o que é
bonito não é mau em si mesmo. Em seguida é dito que ela viu que a árvore devia
ser desejada para fazer uma pessoa sábia. Apelou ao seu desejo de sabedoria.
Este é também um desejo normalmente certo.
Assim o maligno tentou Eva apelando para três dos seus
desejos perfeitamente normais em qualquer ser humano sadio. Em que consistiu
então seu pecado? Em ter ela tentado satisfazer esses desejos naturais e
normais de maneira errada, contrariamente à vontade de Deus.
Estas considerações nos ajudam a entender como a tentação
faz o seu apelo através de desejos que, se satisfeitos de modo justo, são
inteiramente normais e aceitáveis. É uma ideia absurda pensar-se que a tentação
só apela para aquilo que é baixo e ignóbil. A tentação pode apelar para aquilo
que é mais alto e melhor em nós. O pecado é perversão do bom e o pior pecado
pode ser mesmo a perversão do melhor.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar
Me traz consolo
Resta-me só um triste fado
A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar
Me traz consolo
Resta-me só um triste fado
A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente
Etiquetas:
*Artista - Rodrigo Leão,
*Assunto - Cansaço,
2009 dC,
Música
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Edições Afrontamento: Porto, 2011
página 438
Etiquetas:
*Assunto - Crise,
*Autor - Esopo,
*Blogs - Bomba Inteligente
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
A principal tarefa de nós, pastores, não é a comunicação, mas a comunhão.
Existe no mundo uma enorme indústria de comunicações que produz palavras sem parar. Palavras são transmitidas pelo telefone e por telégrafo, pelo rádio e pela televisão, por satélite e por cabo, por jornais e revistas. Mas as palavras não são pessoais. Por trás dessa enorme indústria de comunicações está uma enorme mentira – que, se melhorarmos as comunicações, melhoraremos a vida. Isso ainda não aconteceu, nem acontecerá. Muitas vezes, quando descobrimos o que alguém "tem a dizer", gostamos menos delas, não mais. Comunicação melhor não melhorou as relações internacionais: mais do que nunca na História, sabemos mais uns sobre os outros como nações e religiões, e gostamos menos uns dos outros. Conselheiros sabem que quando os conjuges aprendem a comunicar com mais clareza, acontecem tantos divórcios quanto reconciliações. Palavras usadas como mera comunicação são palavras inferiores. O dom das palavras é para comunhão: uma parte do meu eu entrar numa parte do seu eu. Isso requer o risco da revelação, a coragem do envolvimento. No centro da comunhão há sacrifício. Agindo no centro, não usamos palavras para dar algo, mas para dar uma parte de nós.
Original: Under the Unpredictable Plant
Editora United Press
página 184
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Por vezes, Senhor, somos tentados a dizer que se queríeis que nos comportássemos como os lírios do campo poderíeis ter-nos conferido uma organição mais semelhante à deles. Mas essa é, suponho, a vossa grande experiência. Ou não. Não uma experiência, posto que não necessitais de descobrir como as coisas são. Antes a vossa grande empresa. Criar um organismo que é também espírito. Criar esse terrível oxímoro, um 'animal espiritual'. Tomar um pobre primata, um bruto todo ele cheio de terminações nervosas, uma criatura com um estômago que exige que o encham, um animal reprodutor que anseia por acasalar, e dizer-lhe 'Vá, anda com isso. Torna-te um deus.'
Original: A Grief Observed
Editora Grifo
página 130
Etiquetas:
*Autor - Clive Staples Lewis,
*Obra - Dor,
1961 dC
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
De um lado a união mística. Do outro lado, a ressurreição da carne. Não consigo atingir um fantasma de imagem, uma fórmula ou mesmo um sentimento que as combine. Mas a realidade, como nos é dado compreender, consegue. A realidade, uma vez mais a iconoclasta. O Paraíso resolverá os nossos problemas mas não, penso eu, apresentando-nos subtis reconciliações entre todas as nossas noções aparentemente contraditórias. As noções ser-nos-ão todas violentamente retiradas debaixo dos pés. E veremos que afinal nunca houve qualquer problema.
E, mais que uma vez, essa impressão que eu não sei descrever senão como o som de um riso no escuro. A sensação de que algo de esmagadora simplicidade é a verdadeira resposta.
Original: A Grief Observed
Editora Grifo
página 128
Etiquetas:
*Autor - Clive Staples Lewis,
*Obra - Dor,
1962 dC
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Quando coloco estas questões perante Deus, fico sem resposta. Mas um tipo muito particular de 'sem resposta'. Não é a porta fechada. É antes como um olhar fixo sobre mim, silencioso, mas de modo algum desapiedado. Como se Ele abanasse a cabeça, não para recusar mas para ponderar a questão. Como 'Acalma-te, criança, tu não entendes'.
Editora Grifo
página 125
Etiquetas:
*Autor - Clive Staples Lewis,
*Obra - Dor,
1961 dC
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Estarei eu, por exemplo, a desviar-me sub-repticiamente para o lado de Deus por saber que, se existe uma estrada que conduza a H., tem de passar por Ele? Mas, claro, sei perfeitamente que ele não pode ser usado como estrada nenhuma. Se nos aproximamos d'Ele não como o destino mas como a estrada, não como o fim mas como os meios, não estamos realmente a aproximar-nos d'Ele de maneira nenhuma.
Original: A Grief Observed
Editora Grifo
página 123
Etiquetas:
*Autor - Clive Staples Lewis,
*Obra - Dor,
1961 dC
sábado, 10 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Went out on a limb
Gone too far
I broke down at the side of the road
Stranded at the outskirts and sun's creepin' up
Baby's in the backseat
Still fast asleep
Dreamin' of better days
I don't want to call you but you're all I have to turn to
What do you say
When it's all gone away
Baby I didn't mean to hurt you
The truth spoke in whispers will tear you apart
No matter how hard you resist it
It never rains when you want it to
You humble me lord
Humble me lord
I'm on my knees empty
You humble me lord
You humble me lord
So please please please forgive me
Baby teresa, she's got your eyes
I see you all the time
When she asks about her daddy
I never know what to say
Heard you kicked the bottle
And helped to build the church
You carry an honest wage
Is it true you have someone keeping you company
Etiquetas:
*Artista - Norah Jones,
2004 dC,
Música
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
A maior prova da nossa fraqueza nos dias de hoje é que não
há nada de espantoso ou misterioso acerca de nós. A Igreja foi desvendada – a
evidência segura da sua derrocada. Temos pouco que não possa ser explanado pela
psicologia ou pelas estatísticas. Na Igreja primitiva eles juntavam-se no
pórtico de Salomão, e era tão imensa a sensação da presença de Deus que “nenhum homem ousava juntar-se a eles”. O
mundo via fogo naquela sarça e retirava-se com temor; mas ninguém tem medo de
cinzas. Hoje ousam achegar-se tanto quanto desejam. Até dão uma palmada
amigável nas costas da noiva de Cristo e têm atitudes duma familiaridade
grosseira. Se queremos mais uma vez impressionar os descrentes com o temor
saudável do sobrenatural, precisamos de recuperar a dignidade do Espírito
Santo; precisamos de conhecer de novo algo do mistério que inspira um
deslumbramento que envolve as pessoas e as Igrejas quando estão cheias do poder
de Deus.
Etiquetas:
*Autor - A. W. Tozer,
*Obra - Caminhos para o Poder
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Crombie disse que os teístas acreditam num mistério que excede a experiência, apesar de ele próprio detectar traços deste mistério na mesma. Além do mais, disse, os teístas defendem que a expressão da sua crença exige o uso de uma linguagem governada por regras paradoxais.
Crombie observou que só podemos compreender enunciados religiosos se compreendermos as três proposições seguintes: os teístas acreditam que Deus é um ser transcendente e que as afirmações acercam de Deus se aplicam a Deus e não ao mundo; os teístas acreditam que Deus é transcendente e que, portanto, é algo que está para além da nossa compreensão; os teístas acreditam que sendo Deus um mistério, e posto que para atrair a atenção dos outros temos de falar de modo inteligível, apenas podemos falar Dele através de imagens. Os enunciados teológicos são imagens humanas de verdade divinas que podem unicamente ser expressas em parábolas.
Original: There Is a God
DeusNão Existe
Deus
Editora Alêtheia
página 52
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Se te mostras,
eu também me mostro a ti
Não tenho a beleza
que vejo em ti
Se me encantas
eu também te encanto a ti
não tens a tristeza
que se vê em mim
se te mostras,
eu também me mostro a ti
eu também me mostro a ti
Baby, vamos ter de nos juntar
vamos ter de nos casar para sempre
e eu quero ser o teu super-herói
roubar um pedaço de céu para ti
Se me esperas
eu também espero por ti
não tenho onde ir
sem ser contigo
se me admiras
eu também te admiro a ti
por tudo aquilo
que tu significas
se me adoras,
eu também te adoro a ti
eu também te adoro a ti
Baby, eu já dependo de ti
tu és super especial para mim
e eu não vou esquecer-te nunca mais
tu deixaste os teus sinais
em mim
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