Quando chegar ao Céu, verei ali três coisas impressionantes:
a primeira será encontrar muita gente que não esperava ver ali; a segunda será
não encontrar muita gente que esperava ali encontrar; e a terceira, e mais
maravilhosa de todas, será encontrar ali a mim mesmo.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?
Gálatas 4:16
Gálatas 4:16
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*Bíblia - Gálatas,
Bíblia
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Esta era a posição do judeu e do judaizante. Paulo os
descreve como “procurando estabelecer a sua própria (justiça)”(Romanos 10:3).
Esta tem sido a religião do povo comum, antes e depois deles. É a religião que
se encontra nas ruas, hoje. De facto, é o princípio fundamental de cada sistema
religioso e moral do mundo, excepto o Cristianismo do Novo Testamento. É um
princípio popular porque é lisonjeiro. Ele diz ao homem que, se ele tão somente
conseguir melhorar um pouco o seu comportamento e se ele se esforçar um
pouquinho mais, conseguirá obter a sua própria salvação.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Olhai as pessoas seculares, para todo o mundo que se eleva sobre o povo de Deus: não será que se deformou nele a imagem de Deus e toda a verdade Dele? Eles têm a ciência, e a ciência tem apenas aquilo que é acessível aos sentidos. Ora, o mundo espiritual, a metade superior do ser humano, é rejeitada por completo, é expulsa jubilosamente, até com ódio. O mundo proclamou a liberdade, especialmente nos últimos tempos, e o que vemos na liberdade deles? Só escravidão e suicídio! Porque o mundo diz: "tens necessidades, portanto satisfá-las, porque tens os mesmos direitos que as pessoas mais nobres e mais ricas. Não temas satisfazê-las mas, inclusive, multiplica-as" – eis a doutrina actual do mundo. É nisso que eles vêm a liberdade. Então, o que resulta deste direito à multiplicação das necessidades? Entre os ricos, o isolamento e o suicídio espiritual, entre os pobres a inveja e o homicídio, porque os direitos foram dados, mas não foram indicados ainda os meios para satisfazê-los. Afirmam que o mundo fica cada vez mais unido, entra no convívio fraternal mediante a redução das distâncias, transmite ideias pelo ar. Infelizmente, não podemos acreditar nesta união das pessoas. Entendendo a liberdade como a multiplicação e a rápida satisfação das necessidades, deformam a sua natureza, porque geram em si muitos desejos, hábitos e invenções absurdos e estúpidos. Vivem apenas para ter inveja uns dos outros, para a intemperança e para a arrogância.
numa palestra de Zóssima
Volume I
página 377
Editorial Presença
numa palestra de Zóssima
Volume I
página 377
Editorial Presença
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Juízes 13
A vinda de um anjo para anunciar a uma mulher estéril que vai ter um filho demarca claramente este relato do surgimento de um novo libertador dos outros. Sansão é um exemplo intrigante de uma pessoa dominada por ambições carnais que, no entanto, é usado nos propósitos soberandos de Deus.
Juízes 14
Sansão é tipo de pessoa que, para justificar as suas acções, responde "porque me apetece"! E cultiva o prazer, bastante infantil, de manter as pessoas, sobretudo a sua mulher, em suspenso durante muito tempo, a tentar responder a um enigma. Mesmo assim, é um homem que Deus usa nos seus planos.
Juízes 15
Sansão é ofendido pelo seu sogro filisteu e acha logo que tudo o que fizer para se vingar será justificável. A motivação na sua luta contra os filisteus é só neste nível e, se dependesse dele, só iria dar origem a um ciclo vicioso de ofensas e vingança. Se Deus usa Sansão é sem que este tenha qualquer tipo de identificação real e consciente com os seus propósitos!
Juízes 16
Ficamos admirados com a ingenuidade de Sansão, que revela o seu segredo e segue até à sua derrota final, perante a insistência de uma mulher traiçoeira! Mas é comum os "homens fortes" deixarem-se dominar a este nível – o dos seus relacionamentos íntimos.
A vinda de um anjo para anunciar a uma mulher estéril que vai ter um filho demarca claramente este relato do surgimento de um novo libertador dos outros. Sansão é um exemplo intrigante de uma pessoa dominada por ambições carnais que, no entanto, é usado nos propósitos soberandos de Deus.
Juízes 14
Sansão é tipo de pessoa que, para justificar as suas acções, responde "porque me apetece"! E cultiva o prazer, bastante infantil, de manter as pessoas, sobretudo a sua mulher, em suspenso durante muito tempo, a tentar responder a um enigma. Mesmo assim, é um homem que Deus usa nos seus planos.
Juízes 15
Sansão é ofendido pelo seu sogro filisteu e acha logo que tudo o que fizer para se vingar será justificável. A motivação na sua luta contra os filisteus é só neste nível e, se dependesse dele, só iria dar origem a um ciclo vicioso de ofensas e vingança. Se Deus usa Sansão é sem que este tenha qualquer tipo de identificação real e consciente com os seus propósitos!
Juízes 16
Ficamos admirados com a ingenuidade de Sansão, que revela o seu segredo e segue até à sua derrota final, perante a insistência de uma mulher traiçoeira! Mas é comum os "homens fortes" deixarem-se dominar a este nível – o dos seus relacionamentos íntimos.
sábado, 18 de maio de 2013
Decretada a expulsão [dos judeus, de Portugal, em 1496], os
locais de embarque eram apenas três: Porto Lisboa e Algarve. Levando ao limite
a ideia de conversão já aplicada por duas vezes aos jovens e crianças, D.
Manuel dava ordem para uma conversão total e forçada de todos os que esperavam
embarque.
(…)
O grande resultado – a nível de análise histórica – deste fenómeno
encontra-se, não só na brutalidade mental e psicológica do que aconteceu, mas nos
problemas que lançou para um futuro próximo.
Antes desta conversão, a cristandade tinha um corpo estranho
dentro de si. Depois desta pseudoconversão, a cristandade passa a ter dentro de
si uma realidade que, não sendo cristã de facto,
passa a ser legalmente encarada como tal, e por isso passível de enquadramento
pelas entidades religiosas – entenda-se Santo Ofício. A nível exterior, o que
passava a interessar não era o que cada um entendia sobre a sua pertença
religiosa, mas sim o que as entidades opinavam; para estas, a situação era
clara, se bem que muitas vezes contestada: bastava ser-se baptizado, mesmo que contra
vontade, para se ser cristão; desta forma, sendo-se baptizado, podia ser-se
considerado herege e, logicamente, receber punição por tal. A Inquisição, o
Tribunal do Santo Ofício, irá desenvolver a sua acção neste “nicho legal”.
sábado, 20 de abril de 2013
William Law foi um escritor e místico inglês do século 18 que publicou uma obra informativa sobre John Wesley e o movimento de plantação da Igreja Metodista. Ele fez esta observação há muitos anos, o que atingiu na cara os seus contemporâneos, assim como provavelmente ainda acontece actualmente: "É muito interessante que não haja em todo o Evangelho uma só ordem sobre adoração em público; e talvez esta seja a tarefa menos reforçada de toda a Escritura. A presença de frequentadores nunca é mencionada no Novo Testamento, ao passo que religião ou devoção que deve governar as acções comuns da nossa vida é encontrada em quase todos os versículos da Escritura. Nosso abençoado Senhor e os seus discípulos estão honestamente ocupados com doutrinas que dizem respeito à vida diária".
página 69
Editorial Habacuc
Original: Organic Church
Original: Organic Church
sexta-feira, 29 de março de 2013
Um dos bons exemplos desta situação é Zeitgeist, documentário-filme de 2007 produzido por Peter Joseph. Divulgado livremente na internet conseguiu obter dessa forma um sucesso mundial. A estratégia do documentário é transparente: atrair o público com uma série contínua de teorias altamente conspirativas. A que nos interessa neste momento é a primeira de todas, onde novamente as antigas teses mitológicas são apresentadas como uma novidade, de modo a concluir que a invenção da personagem de Cristo foi a primeira grande conspiração da nossa sociedade. Contudo, os erros e as falácias apresentadas são constantes, tal como é costume neste tipo de abordagens. Referências mitológicas misturam-se com fantasias do autor e relações impensáveis são defendidas com a maior naturalidade
Após apresentar o astro Sol como o mais venerado pelas culturas e religiões antigas o autor comete o erro de chamar a Hórus o 'Messias solar', afirmação que deverá ter deixado estarrecido qualquer historiador de religiões. Messias, como temos visto é um título político-religioso que apenas faz sentido no judaísmo. Este erro que arrisca deitar por terra, logo de início, toda a credibilidade do documentário não é inofensivo pois pretende forçar a comparação entre Hórus e Cristo. É então que somos bombardeados com uma sucessão de falsidades: afirma que Hórus nasceu da virgem Isís quando, pelo contrário, esta havia sido casada com Osíris antes do nascimento de Hórus nascimento que só foi possível mediante uma relação sexual com penetração vaginal; afirma que o seu nascimento foi acompanhado de um sinal prévio através de uma estrela e por uma adoração de três reis, mas nada existe na mitologia egípcia que faça supor tal coisa; considera que Hórus obteve o baptismo aos 30, começando a partir daí o seu ministério, contudo, nenhuma destas referências pode ser aceite pois termos como 'baptismo' e 'ministérios' têm o seu contexto próprio e não fazem qualquer sentido no interior da cultura egípcia; apresenta-o como tendo 12 discípulos mas, na verdade, nenhum documento refere quaisquer 'discipulos' relacionados com Hórus, e muito menos 12; afirma ainda que Hórus teria ido traído, crucificado, sepultado por 3 dias e depois ressuscitado, contudo Hórus não ressuscitou passados 3 dias. Hórus ressuscita ciclicamente tal como muitos outros deuses pagãos associados aos eventos repetitivos da natureza, principalmente aos ciclos das colheitas. Esse tipo de ressurreição nada tem a ver com a dos evangelhos. A morte e ressurreição de Jesus é um evento único não repetível e só compreensível no contexto da fé judaica. Nem mesmo entre os mitos greco-romanos é possível enontrar semelhanças. Quanto a um Hórus traído, crucificado e sepultado, são simplesmente puras invenções do autor.
Edição do GBU Portugal
página 280
Edição do GBU Portugal
página 280
sexta-feira, 22 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Muitas vezes pensa-se que a tentação apela somente para
aquilo que é mau no homem, para aquilo que é degradante e corrupto. Mas isso não
é verdade. A tentação de Eva, bem como a tentação de Jesus, assim nos ensinou.
Estudemos a tentação de Eva tendo em vista esta afirmação.
Em Génesis 3:6 está claro que o fruto proibido apelou para
três desejos da parte de Eva, cada um dos quais é perfeitamente normal. O
primeiro foi o apetite físico, ou o desejo de alimento. Viu Eva que a árvore
era boa como alimento. Aparentava-se como boa comida. Certamente não há falta
moral em desejar comer, tendo-se fome. Comer é em si mesmo, talvez um acto moralmente
indiferente. Ordinariamente ao menos não é erro. Foi este desejo perfeitamente
normal e natural, o desejo de alimentar-se, que o maligno usou para tentar Eva
como também Jesus. Em seguida, a Palavra diz que viu Eva que a árvore era
atraente aos olhos. Ele apelava ao sentido estético, ao belo. Desejar-se o que é
bonito não é mau em si mesmo. Em seguida é dito que ela viu que a árvore devia
ser desejada para fazer uma pessoa sábia. Apelou ao seu desejo de sabedoria.
Este é também um desejo normalmente certo.
Assim o maligno tentou Eva apelando para três dos seus
desejos perfeitamente normais em qualquer ser humano sadio. Em que consistiu
então seu pecado? Em ter ela tentado satisfazer esses desejos naturais e
normais de maneira errada, contrariamente à vontade de Deus.
Estas considerações nos ajudam a entender como a tentação
faz o seu apelo através de desejos que, se satisfeitos de modo justo, são
inteiramente normais e aceitáveis. É uma ideia absurda pensar-se que a tentação
só apela para aquilo que é baixo e ignóbil. A tentação pode apelar para aquilo
que é mais alto e melhor em nós. O pecado é perversão do bom e o pior pecado
pode ser mesmo a perversão do melhor.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar
Me traz consolo
Resta-me só um triste fado
A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar
Me traz consolo
Resta-me só um triste fado
A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente
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*Artista - Rodrigo Leão,
*Assunto - Cansaço,
2009 dC,
Música
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Edições Afrontamento: Porto, 2011
página 438
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*Assunto - Crise,
*Autor - Esopo,
*Blogs - Bomba Inteligente
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
A principal tarefa de nós, pastores, não é a comunicação, mas a comunhão.
Existe no mundo uma enorme indústria de comunicações que produz palavras sem parar. Palavras são transmitidas pelo telefone e por telégrafo, pelo rádio e pela televisão, por satélite e por cabo, por jornais e revistas. Mas as palavras não são pessoais. Por trás dessa enorme indústria de comunicações está uma enorme mentira – que, se melhorarmos as comunicações, melhoraremos a vida. Isso ainda não aconteceu, nem acontecerá. Muitas vezes, quando descobrimos o que alguém "tem a dizer", gostamos menos delas, não mais. Comunicação melhor não melhorou as relações internacionais: mais do que nunca na História, sabemos mais uns sobre os outros como nações e religiões, e gostamos menos uns dos outros. Conselheiros sabem que quando os conjuges aprendem a comunicar com mais clareza, acontecem tantos divórcios quanto reconciliações. Palavras usadas como mera comunicação são palavras inferiores. O dom das palavras é para comunhão: uma parte do meu eu entrar numa parte do seu eu. Isso requer o risco da revelação, a coragem do envolvimento. No centro da comunhão há sacrifício. Agindo no centro, não usamos palavras para dar algo, mas para dar uma parte de nós.
Original: Under the Unpredictable Plant
Editora United Press
página 184
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Por vezes, Senhor, somos tentados a dizer que se queríeis que nos comportássemos como os lírios do campo poderíeis ter-nos conferido uma organição mais semelhante à deles. Mas essa é, suponho, a vossa grande experiência. Ou não. Não uma experiência, posto que não necessitais de descobrir como as coisas são. Antes a vossa grande empresa. Criar um organismo que é também espírito. Criar esse terrível oxímoro, um 'animal espiritual'. Tomar um pobre primata, um bruto todo ele cheio de terminações nervosas, uma criatura com um estômago que exige que o encham, um animal reprodutor que anseia por acasalar, e dizer-lhe 'Vá, anda com isso. Torna-te um deus.'
Original: A Grief Observed
Editora Grifo
página 130
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*Autor - Clive Staples Lewis,
*Obra - Dor,
1961 dC
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
De um lado a união mística. Do outro lado, a ressurreição da carne. Não consigo atingir um fantasma de imagem, uma fórmula ou mesmo um sentimento que as combine. Mas a realidade, como nos é dado compreender, consegue. A realidade, uma vez mais a iconoclasta. O Paraíso resolverá os nossos problemas mas não, penso eu, apresentando-nos subtis reconciliações entre todas as nossas noções aparentemente contraditórias. As noções ser-nos-ão todas violentamente retiradas debaixo dos pés. E veremos que afinal nunca houve qualquer problema.
E, mais que uma vez, essa impressão que eu não sei descrever senão como o som de um riso no escuro. A sensação de que algo de esmagadora simplicidade é a verdadeira resposta.
Original: A Grief Observed
Editora Grifo
página 128
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*Autor - Clive Staples Lewis,
*Obra - Dor,
1962 dC
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Quando coloco estas questões perante Deus, fico sem resposta. Mas um tipo muito particular de 'sem resposta'. Não é a porta fechada. É antes como um olhar fixo sobre mim, silencioso, mas de modo algum desapiedado. Como se Ele abanasse a cabeça, não para recusar mas para ponderar a questão. Como 'Acalma-te, criança, tu não entendes'.
Editora Grifo
página 125
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*Autor - Clive Staples Lewis,
*Obra - Dor,
1961 dC
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