terça-feira, 28 de junho de 2011

Os homens novos já se encontram aqui e ali por toda a parte. Alguns, como admiti, são quase irreconhecíveis; mas outros podem ser reconhecidos. De quando em quando os encontramos. Os rostos e vozes deles são diferentes dos nossos: são mais fortes, mais quietos, mais felizes, mais radiantes. Começam por onde a maior parte de nós desiste. São reconhecíveis, como já disse, mas devemos ter bem em conta o que procuramos. Eles não corresponderão muito à ideia de "pessoas religiosas" que formamos através de nossas leituras. Eles não chamam a atenção a si mesmos. Normalmente, pensamos que somos amáveis para com eles, quando na realidade, eles é que são amáveis para connosco. Eles nos amam mais do que os outros nos amam, mas precisam menos de nós (temos de superar o desejo de querermos ser necessários; em algumas pessoas bondosas, principalmente mulheres, esta tentação é mais difícil de resistir). Geralmente, eles parecem dispor de muito tempo; isso nos desperta a curiosidade de saber de onde provém tanto tempo. Depois de reconhecermos um deles, será muito mais fácil reconhecermos um outro. Tenho uma forte impressão (como poderia sabê-lo com certeza?) de que eles se reconhecem um ao outro quase imediata e infalivelmente, apesar de todas as barreiras de cor, sexo, classe, idade, e mesmo de credos. Nesse sentido, tornar-se santo é algo semelhante a filiar-se numa sociedade secreta. Para encurtar a conversa, deve ser muito divertido.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A vida do cristão não é para ser algo vago e indefinido, algo difícil de definir e difícil de reconhecer. De acordo com o ensino de Paulo, e com o ensino da Bíblia toda, a vida do cristão tem contornos nítidos, é óbvia – sobressai, é perfeitamente definida, e toda a gente deveria ser capaz de reconhecê-la de relance.

domingo, 26 de junho de 2011

Mas o fruto de Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Gálatas 5:22

terça-feira, 14 de junho de 2011

A ideia de um adolescente revoltado que se costuma ter no meio das famílias de classe média é o puto que fuma umas ganzas, se veste de um modo estapafúrdio e faz uns disparates nas respostas que dá na escola e aos pais para chamar a atenção.
O adolescente revoltado que eu fui, igual a todos os outro com que cresci, era outra coisa. Não estávamos em conflito com o mundo que nos rodeava: tentávamos sobreviver nele. Para isso, precisávamos de o amar, conhecer bem e era necessário que o seu sangue, o Mal, passeasse através de nós pelos corredores e camaratas do Convento.