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A mostrar mensagens com a etiqueta *Obra - A Morte da Razão

Arte feia, engenharia bonita

Vimos que desde Rosseau se estabeleceu a dicotomia entre natureza e liberdade. A natureza passara a representar o determinismo, a máquina, com o homem na desesperançosa situação de ser absorvido pela máquina. Então, no andar superior, vemos o homem lutando pela liberdade. A liberdade que era buscada era uma liberdade absoluta, sem limitações. Não existe Deus, nem mesmo um universal, a limitá-lo, de sorte que o indivíduo procura expressar-se com total liberdade e, todavia, ao mesmo tempo, sente a condenação de ser absorvido na máquina. Esta é a tensão do homem moderno.  O campo da arte oferece uma vasta variedade de ilustrações desta tensão, tensão que, por sua vez, proporciona uma explicação parcial para o fato curioso de que muita da arte contemporânea, como expressão própria do que é o homem em si, é feia. Ele não o sabe, mas está expressando a natureza do homem decaído que, como ser criado à imagem de Deus é maravilhoso; todavia, em sua presente condição é decaído. No esforço qu...

Revelação - apenas a Escritura

Os evangélicos devem observar, neste ponto, que a Reforma afirmou “a Escritura somente”, e não “a Revelação de Deus em Cristo somente”. Se não temos das escrituras o mesmo conceito que tiveram os Reformadores, não contamos com o real conteúdo na palavra “Cristo” e esta é a tendência moderna na teologia. A teologia moderna usa o termo sem o conteúdo porquanto concebe um “Cristo” inteiramente alienado das Escrituras. A Reforma, porém, seguiu o ensino do próprio Cristo, vinculando a revelação que fizera de Deus com a revelação escrita, a Escritura.  A Morte da Razão [Escape From Reason]  Página 19  Francis Schaeffer  1968 dC  Editora: Aliança Bíblica Universitária do Brasil
Lembrem-se, portanto, os cristãos, de que se deixarmo-nos apanhar na armadilha contra a qual venho avisando, o que teremos feito é entre outras coisas, pormo-nos na posição em que, na realidade, estaremos enunciando em terminologia evangélica simplesmente o que o incrédulo está dizendo com os seus próprios termos. A fim de nos defrontarmos com o homem moderno em perspectiva correcta e em bases justas, forçoso nos é remover a dicotomia. Necessário se faz ouvir a Escritura a falar a real verdade tanto a respeito do próprio Deus como da área em que a Bíblia tange a história e o cosmos. É isto que os nossos predecessores na Reforma apreenderam de maneira tão cabal.
Tem, pois, o Cristianismo a oportunidade de falar claramente quanto ao facto de que a resposta que oferece encerra exactamente aquilo de que se desesperou o homem moderno – a unidade do pensamento. É uma resposta una, que abarca a vida como um todo. É verdade que o homem terá de renunciar a seu arraigado racionalismo, entretanto, com base no que se pode discutir, tem ele plena possibilidade de recobrar a racionalidade. Pode-se perceber, agora, porque insisti com tanta ênfase, anteriormente, na diferença entre racionalismo e racionalidade. Esta perdeu-a o homem moderno. Pode, porém, reavê-la mercê de uma resposta unificada à vida com base no que se abre à verificação e à discussão.