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A mostrar mensagens com a etiqueta *Assunto - Fundamentalismo

Agostinho e a interpretação do Génesis

Agostinho de Hipona (354-430) foi o teólogo mais influente da sua era, tendo tido especial relevância na exploração da relação entre a interpretação bíblica e a ciência. Agostinho sublinhou a importância de serem respeitadas as conclusões da ciência na exegese bíblica. No seu comentário ao Génesis, Agostinho assinalou que certas passagens estavam genuinamente abertas a diferentes interpretações. Como tal, era importante permitir que os desenvolvimentos científicos posteriores pudessem contribuir para a escolha do modo mais apropriado de interpretar uma determinada passagem. «Em relação aos assuntos muitos obscuros e que se situam para lá da nossa visão, encontramos nas  escrituras sagradas passagens que podem ser interpretadas de maneiras muito diferentes sem prejuízo para a fé que recebemos. Nesses casos, não nos devemos precitipar e escolher uma posição definitiva que possa ser justamente posta em causa pelo posterior progresso, caso contrário nós também seremos postos em causa....
A especificidade desta última organização reside no facto de os seus militantes apelarem ao direito de aplicar o «esforço interpretativo» à palavra revelada e à tradição para poderem legitimar acções de terror. No fundo, são um desvio anárquico da hermenêutica viva que se traduz, no pensamento e nas acções da GIA (Grupos Islâmicos Armados), na vontade de alargar os limites teologicamente consentidos no exercício da jihad : a legitimidade do uso da violência contra mulheres e crianças, que a tradição jamais identificou como inimigos. Afirma-se, deste modo, uma praxis interpretativa demasiado desenvolta, criada pelos líderes do grupo radical, que frequentemente, força a letra e o espírito dos textos sagrados. Os motivos aduzidos pelos líderes da GIA para justificarem as acções de terror contra os inermes (como por exemplo, os sete monges trapistas assassinados em circunstâncias até hoje obscuras) baseiam-se, na realidade, não tanto numa interpretação que adere ao texto sagrado, mas em ...
El reconocimiento del elemento subjectivo en la interpretación de las Escrituras resulta demasiado incómodo para quienes quisieran equiparar su propia teologia con la Palabra de Dios. La mentalidad racionalista preferiría concebir el Evangelio como un sistema de verdad al cual se puede llegar directamente mediante un acercamiento 'científico', 'objectivo', sin un compromisso personal. El hecho es que la objectividad absoluta no es posible. El intérprete está siempre presente en su interpretación de Evangelio, y está, presente en ella como un ser falible. Por supuesto, toda interpretación puede someterse a un control que asegure una mayor aproximación al mesaje revelado. Esa es la función de la hermenéutica como disciplina científica. Pero no se debe cerrar los ojos a la distancia que hay entre el Evangelio revelado y toda interpetación del mismo. Toda interpretación toma la forma que le impone el intérprete y por lo tanto refleja en mayor o menor grado, el contexto cu...