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A mostrar mensagens com a etiqueta 2002 dC

O sentido de humor do leninismo com a religião

Religião. Parece inadequado considerar esta matéria na rubrica «intervenções»: neste campo, as actividades de Estaline careciam de substância teológica. Desde o início, a linha bolchevique tinha sido de «ateísmo militante». À parte a imposição de pobreza e da opressão, «nenhum acto do governo de Lenin», crê Richard Pipes,    trouxe maior sofrimento à população geral, as chamadas «massas», do que a profanação das suas crenças religiosas, o encerramento dos seus lugares de culto e os maus tratos infligidos ao clero.  A par de qualquer outra reunião de duas ou mais pessoas, o culto organizado era «considerado prova cabal de intentos contra-revolucionários». O brutal ataque à igreja, em particular à Igreja Ortodoxa Russa (atrasada, corrupta e fatalmente comprometida pelas suas ligações à polícia czarista) talvez fosse politicamente compreensível, daí as pilhagens e linchamentos, a caça aos padres, os julgamentos sumários, as execuções. Mas foi intenção extraordinária do regim...

Uma falta de curiosidade selectiva, um quebra-cabeças iniciado por auto-hipnose

Wilson não se deixou seduzir por Estaline por muito tempo, mas nunca renegou a pureza essencial de Outubro. Por isso desempenhou o seu papel na grande degradação intelectual. É frequente aduzir-se certas condições históricas para explicar esta degradação. São elas: a ferida geracional deixada pela Primeira Grande Guerra (guerra convincentemente apontada como «imperialista», portanto, capitalista), a Grande Depressão de 1929-34, o advento do fascismo e depois do nazismo (e o envolvimento de ambos na Guerra Civil de Espanha) e, mais tarde, a força moral das baixas russas na Segunda Guerra Mundial. Mas o facto é que, a despeito «das provas cada vez mais volumosas e insofismáveis» do contrário (como escreveu o meu pai nos meados dos anos cinquenta), a URSS continuou a ser considerada fundamentalmente progressista e benigna; e o erro resistiu até meados dos anos setenta. O que era isto? Do nosso ponto de vista actual, parece o contágio de uma falta de curiosidade selectiva, um quebra-cabe...
A especificidade desta última organização reside no facto de os seus militantes apelarem ao direito de aplicar o «esforço interpretativo» à palavra revelada e à tradição para poderem legitimar acções de terror. No fundo, são um desvio anárquico da hermenêutica viva que se traduz, no pensamento e nas acções da GIA (Grupos Islâmicos Armados), na vontade de alargar os limites teologicamente consentidos no exercício da jihad : a legitimidade do uso da violência contra mulheres e crianças, que a tradição jamais identificou como inimigos. Afirma-se, deste modo, uma praxis interpretativa demasiado desenvolta, criada pelos líderes do grupo radical, que frequentemente, força a letra e o espírito dos textos sagrados. Os motivos aduzidos pelos líderes da GIA para justificarem as acções de terror contra os inermes (como por exemplo, os sete monges trapistas assassinados em circunstâncias até hoje obscuras) baseiam-se, na realidade, não tanto numa interpretação que adere ao texto sagrado, mas em ...

Espirituais mas não espirituais?

By the 1970s, as a student evangelist in Canada, Chile, Brazil and the Philippines I had a chance to engage with students who showed this new openness to the religious. I remember the physics student in Mexico who shouted at me during the question time in a lecture at the National Autonomous University of Mexico, 'We are not any more interested in Marx and how to change the world. What I would like to know is if the Christian faith has a method for developing the potential of the spiritual forces inside me'. In many cases this new attitude allowed Christians to demonstrate a freer and uninhibited expression of their faith through prayer, song and drama in the open air. I found myself involved in dialogues with people whose language was strangely similar to the language of some forms of evangelicalism: joy in the heart, a feeling of self-realization, a sense of peace and harmony, a feeling of goodwill towards all human beings, including animals and planet earth. However, when I...

A igreja desempenha várias funções

As a community of believers in Jesus Christ, the church performs various functions. It bears testimony just by being the church; the company of believers have fellowship and feel a sense of belonging; they express joyful gratitude to God in worship; they receive teaching on the Christian life; they provide service in meeting the need of people both within and outside the church; and are prophetic in the denunciation of evil when God’s kingdom is proclaimed. All of these activities are part of the answer to questions such as ‘What is the church’s mission in the world?’ or ‘What does the church exist for?’. Sharing the good news, going to ‘the other’ with the message of Jesus Christ, inviting others to Jesus’ great banquet, gives focus and direction to all the other functions. Thus one can say that the church exists for mission and that a church which is only inward looking is not truly the church. Enquanto comunidade de crentes em Jesus Cristo, a igreja desempenha várias funções. Te...
Não deveria nos surpreender ou nos assustar que todas as culturas possuem mitos sobre a criação, lendas sobre o dilúvio e conceitos rituais similares. Deveríamos esperar isso. E não devemos tremer diante do erudito moderno que vê a invenção histórica em origens míticas. O facto de haver uma similaridade entre o mito no cristianismo e em outras religiões não significa que o cristianismo está em pé de igualdade com essas religiões ou subordinado a um monomito cristão mais genérico. O próprio cristianismo é a verdadeira encarnação do monomito na história, e as outras mitologias o reflectem e o distorcem, como se fossem espelhos sujos ou quebrados.
Segundo Campbell, todas as religiões e mitologias são apenas manifestações locais de uma verdade singular do que ele chama de ‘monomito’ do herói. O monomito, em sua forma mais básica, consiste de uma viagem de separação do herói desde a sua iniciação até ao retorno, e incorpora a redenção de uma maneira que iremos discutir no próximo capítulo, quando falarmos sobre a estrutura da história. Campbell procura provar a sua tese com uma recitação eclética de muitas das histórias do mundo, desde os mitos da criação até as lendas sobre o dilúvio e os heróis da fé.
Your sorry eyes cut through the bone They make it hard to leave you alone Leave you here wearing your wounds Waving your guns at somebody new (...) There's a place where you are going You ain't never been before No one left to watch your back now No one standing at your door That's what you thought love was for (...) Baby you're a lost cause