Também às vezes, quando o mestre espiritual, isto é, o confessor ou superior, não aprova o seu espírito e a sua maneira de agir, porque querem que se estime e se louve as suas obras, declaram que não são compreendidos. Segundo eles esse director não é um homem espiritual, dado que não aprova a sua conduta e não se presta a aceitar a sua maneira de ver. É por isso que logo concebem o desejo de ter um outro guia; tentam encontrar um que se acomode ao seu gosto; de facto, encontram normalmente aquele que eles julgam disposto a louvaminhar e estimar as suas obras. Fogem como da morte de quem, querendo repô-los no bom caminho, se oponha a tais obras: e acontece mesmo que, às vezes, lhe ganham a versão. Como são muito presumidos, fazem normalmente muitos projetos e agem pouco. Desejam algumas vezes que os outros conheçam o seu género de espiritualidade e a sua devoção, e movimentam-se muito para o efeito, soltam suspiros, tomam atitudes estranhas. Têm o hábito de expressar de vez em quando a...
"Examinai tudo. Retende o bem", I Tessalonicenses 5:21