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A mostrar mensagens com a etiqueta 2007 dC
You choose, you chose Poetry over prose  A map is more unreal Than where you've been Or how you feel  And it's impossible to tell  How important something was  And what you might have missed out on  And how it might have changed it all
My face is finished, my body's gone. And I can't help but think standin' up here in all this applause and gazin' down at all the young and the beautiful. With their questioning eyes. That I must above all things love myself. I saw a girl in the crowd, I ran over I shouted out, I asked if I could take her out, But she said that she didn't want to. I changed the sheets on my bed, I combed the hairs across my head, I sucked in my gut and still she said That she just didn't want to. I read her Eliot, read her Yeats, I tried my best to stay up late, I fixed the hinges on her gate, But still she just never wanted to. I bought her a dozen snow-white doves, I did her dishes in rubber gloves, I called her Honeybee, I called her Love, But she just still didn't want to. She just never wants to. I sent her every type of flower, I played her guitar by the hour, I patted her revolting little chihuahua, But still she just didn't want to. I wrote a song with a hund...
No centro da nossa fé cristã encontra-se o mistério que Deus escolheu para revelar o mistério divino mediante a submissão sem reservas ao impulso descendente. Deus não só escolheu um povo insignificante para transmitir a Palavra da salvação ao longo dos séculos, não só escolheu um pequeno resto desse povo para cumprir as promessas divinas, não só escolheu uma humilde jovem de uma cidade desconhecida da Galileia para a tornar o templo da Palavra, mas também decidiu manifestar a plenitude do amor divino num homem cuja vida desembocou numa morte humilhante fora das muralhas da cidade.
Nós nunca chegaremos a conhecer a nossa verdadeira vocação na vida, a menos que estejamos dispostos a aceitar o apelo radical que o Evangelho nos faz. Ao longo dos últimos vinte séculos, muitos cristãos ouviram este apelo e responderam-lhe num espírito de verdadeira obediência. Uns tornaram-se eremitas do deserto, ao passo que outros se tornaram servos na cidade. Uns partiram para terras distantes como pregadores, professores e médicos, ao passo que outros ficaram onde estavam e formaram a sua família, trabalhando fielmente. Uns tornaram-se famosos, enquanto que outros continuaram a ser desconhecidos. Embora as suas respostas revelem uma diversidade extraordinária, todos estes cristãos aceitaram o apelo de seguir a Cristo sem condescendências.
Acontece que a "sensibilidade" e o lado "emocional" da vida são coisas para consumo moderado, como os medicamentos, e que a sua prescrição deve ser consagrada para uso íntimo e estritamente pessoal. Ao ver as montanhas do meu Minho que espera o Inverno, ou a praia de Moledo que escurece com a visão da ínsua, eu não começo a cismar. Simplesmente, fico com frio. E agasalho-me.
Aliás, não é preciso acreditar no divino para acreditar no papel da religião na construção dessa identidade. Que o diga Camille Paglia, que em texto recente se apresenta como ateia e libertária de esquerda --e, apesar disso, defensora da necessidade de estudos religiosos nos currículos universitários das Humanidades. Uma sociedade totalmente secularizada, que despreza a religião e eleva o materialismo a um novo e único deus, só pode gerar uma arte entediante e adolescente. E, do ponto de vista histórico, falsamente rebelde: a arte "oposicional" começou com os românticos e morreu, algures, na década de 60, com o estertor pop. Bater na mesma tecla é bater em tecla gasta, repetitiva e artisticamente estéril. (…) A criação no vazio, típica de adolescentes, apenas produz grande parte da arte adolescente que ocupa os nossos museus, ou as nossas estantes privadas.
Portugal vive empenhado em pagar direitos de autor a cavalheiros que escrevem uns livros vagamente parecidos com romances, e a senhoras que – se vivessem noutra época – resolveriam o problema com uma ida mais frequente ao confessionário. A minha sobrinha Maria Luísa, a quem contei o achado, pensa que sou um machista empedernido e uma alma penada sem sensibilidade. Ela comove-se facilmente com poetas que desarrumam o dicionário e são considerados humanistas e homens de letras; (...)
“Acontece que a "sensibilidade" e o lado "emocional" da vida são coisas para consumo moderado, como os medicamentos, e que a sua prescrição deve ser consagrada para uso íntimo e estritamente pessoal. Ao ver as montanhas do meu Minho que espera o Inverno, ou a praia de Moledo que escurece com a visão da ínsua, eu não começo a cismar. Simplesmente, fico com frio. E agasalho-me.”