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A mostrar mensagens com a etiqueta *Assunto - ver o mar

Lay down your weary tune

Lay down your weary tune, lay down Lay down the song you strum And rest yourself 'neath the strength of strings No voice can hope to hum Struck by the sounds before the sun I knew the night had gone The morning breeze like a bugle blew Against the drum of dawn Pousa/larga essa música gasta, larga Larga essa música que dedilhas E descansa sob a força da cordas Que nenhuma voz pode esperar trautear Tocado pelos sons antes do sol Soube que a noite tinha passado A brisa da manhão, como uma corneta soou Contra o tambor da alvorada Lay down your weary tune, lay down Lay down the song you strum And rest yourself 'neath the strength of strings No voice can hope to hum The ocean wild like an organ played The seaweed wove its strands The crashing waves like cymbals clashed Against the rocks and the sand Pousa/larga essa música gasta, larga Larga essa música que dedilhas E descansa sob a força da cordas Que nenhuma voz pode esperar trautear O oceano selvagem como um or...

Olhar o mar do alto de uma falésia

Olhar o mar do alto das arribas. Percorrer instintivamente, num olhar balanceado, todo o circuito do horizonte. Olhar em baixo o cavado das ondas com grandes veios de mármore, seguir-lhes o percurso até às rochas, vê-las estoirar contra elas e erguerem-se numa explosão alta de espuma ao retardador. Aspirar fundo o seu aroma genesíaco a infinitude, a espaço e solidão. Ouvir-lhe o fervor na caldeira do mundo. Sentir instantâneamente a distância da fragilidade e pequenez à imensidão poderosa e sem limites. Conhecer o azul ainda húmido no instante da sua criação. Recolher a saudação de outras terras e outras gentes que vem na aragem por sobre a extensão das águas. Ficar atento a um sinal indistinto que anuncia o começo do mundo. Entender a linguagem cifrada de um destino comum entre mar e céu. Olhar o mar do alto de uma falésia. Pensar  página 189  Vergílio Ferreira  1992 dC Editora: Bertrand

Ir ver o mar

Ir ver o mar. Vê-lo de vez em quando e sempre com a mesma fascinação. Que é que vem dele para assim nos fascinar? A sua força imensa diante da nossa pequenez. O seu mistério visível e inquietante porque é o invisível da sua visibilidade. O irrisório da sua absurda convulsão e o aceno indistinto que vem de trás do horizonte e não sabemos o que é. O aroma a espaço, uma memória confusa de aventura, o sinal presente da sua infinitude ausente, a dilatação de nós a um poder imenso, um certo conluio com Deus. Pensar página 139 Vergílio Ferreira 1992 dC Editora: Bertrand