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A mostrar mensagens com a etiqueta *Assunto - Leitura

Tudo sujeito às leis fatais

Retendo, da ciência, somente aquele seu preceito central, de que tudo é sujeito às leis fatais, contra as quais se não reage independentemente, porque reagir é elas terem feito que reagíssemos; e verificando como esse preceito se ajusta ao outro, mais antigo, da divina fatalidade das coisas, abdicamos do esforço como os débeis do entretimento dos atletas, e curvamo-nos sobre o livro das sensações com um grande escrúpulo de erudição sentida. Não tomando nada a sério, nem considerando que nos fosse dada, por certa, outra realidade que não as nossas sensações, nelas nos abrigamos, e a elas exploramos como a grandes países desconhecidos. E, se nos empregamos assiduamente, não só na contemplação estética mas também na expressão dos seus modos e resultados, é que a prosa ou o verso que escrevemos, destituídos de vontade de querer convencer o alheio entendimento ou mover a alheia vontade, é apenas como o falar alto de quem lê, feito para dar plena objetividade ao prazer subjetivo da leitura....
Por volta dos doze anos de idade, dei de caras com um livro que o meu pai guardava numa estante do seu escritório. Chamava-se “O Dinossauro Excelentíssimo”. Peguei no livro porque acreditava tratar-se de um livro sobre dinossauros. O meu pai nada fez para impedir que o lesse. Lembro-me vagamente de me ter dito qualquer coisa do género “lê e depois diz-me o que achaste”. Deve-o ter dito, certamente, com um sorriso. É claro que abandonei o livro passado pouco tempo. Tudo era difícil: as expressões, as palavras e, acima de tudo, o sentido do que estava escrito. Mais tarde, por volta de 90, voltei a pegar no "Dinossauro". Não posso afirmar, para benefício do argumento, que reli o livro. Em bom rigor, não o tinha lido. Assim como não posso afirmar que marquei na minha agenda, aos doze anos, que no dia x do mês y de 1990 voltaria a pegar no livro. Mas posso afirmar que o contacto com aquele livro despertou em mim a curiosidade de, mais tarde, o ler. Aquele passou a representar o m...

Eles viam agora que o Mandamento não tinha sido violado

A few days later, when the terror caused by the executions had died down, some of the animals remembered – or thought they remembered – that the Sixth Commandment decreed: 'No animal shall kill any other animal'. And though no one cared to mention it in the hearing of the pigs or dogs, it was felt that the killings which had taken place did not square with this. Clover asked Benjamin to read her the Sixth Commandment, and when Benjamin, as usual, said that he refused to meddle in such matters, she fetched Muriel. Muriel read the Commandment for her. It ran: 'No animal shall kill any other animal without cause '. Somehow or other the last two words had slipped out of the animals' memory. But they saw now that the Commandment had not been violated; for clearly there was a good reason for killing the traitors who leagued themselves with Snowball. Alguns dias mais tarde, quando o terror causado pelas execuções desvaneceu-se, alguns dos animais lembraram-se - ou pensa...
Reconhecidamente, praticar a leitura como uma arte requer uma coisa acima de tudo, e é uma coisa que hoje em dia, mais do que nunca foi completamente esquecida – um facto que explica porque é que se passará algum tempo antes de os meus escritos se tornarem «legíveis» – é uma coisa para a qual é preciso ser-se praticamente bovino e certamente não um «homem moderno»: isto é, ruminação…
Ana Arkadievna lia e compreendia o que lia, mas o desejo que ela própria tinha de viver era grande de mais para se interessar pela vida dos outros. Se a heroína do romance cuidava de um doente, Ana tinha desejos de andar em passos leves pelo quarto do enfermo; se um membro do Parlamento pronunciava um discurso, ela própria desejaria tê-lo pronunciado; se lady Mary cavalgava atrás da sua matilha, irritando a nora e a todos assombrando com a sua audácia, Ana ambicionava ser ela própria a galopar. Mas nada tinha que fazer! E lá ia revolvendo nas mãos a espátula de cortar papel e prosseguindo na leitura.

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Literature enlarges our being by admitting us to experiences not our own. They may be beautiful, terrible, awe-inspiring, exhilarating, pathetic, comic, or merely piquant. Literature gives the entree to them all. Those of us who have been true readers all our life seldom realize the enormous extension of our being that we owe to authors. We realize it best when we talk with an unliterary friend. He may be full of goodness and good sense, but he inhabits a tiny word. In it, we should be suffocated. My own eyes are not enough for me. Even the eyes of all humanity are not enough. Very gladly would I learn what face things present to a mouse or bee. In reading great literature I become a thousand men and yet remain myself. Like the night sky in a Greek poem, I see with a thousand eyes, but it is still I who see. Here, as in worship, in love, in moral action, and in knowing, I transcend myself; and am never more myself than when I do.

Here is C. S. Lewis's answer to the question of why we enjoy reading

The nearest I have yet got to answer is that we seek an enlargement of our being. We want to be more than ourselves. Each of us by nature sees the whole world from one point of view with a perspective and a selectiveness peculiar to himself. And even when we build disinterested fantasies, they are saturated with, and limited by, our own psychology. To acquiesce in this particularity on the sensuous level—in other words, not to discount perspective—would be lunacy. We should then believe that the railway line really grew narrower as it receded into the distance. But we want to escape the illusions of perspective on higher levels too. We want to see with other eyes, to imagine with other imaginations, to feel with other hearts, as well as with our own. We are not content to be Leibnitzian monads. We demand windows. Literature as Logos is a series of windows, even of doors. One of the things we feel after reading a great work is “I have got out.” Or from another point of view, “I have got...