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A mostrar mensagens com a etiqueta *Assunto - Jesus Histórico
É interessante verificar que também no primeiro século os opositores e carrascos de Jesus não se satisfizeram com a hipótese da loucura (de Jesus). Bem pelo contrário. Levaram muito a sério a ameaça que Jesus repreentava, decidindo resolver o assunto de forma mais clara possível: a morte. O historiador Josefo relata nas suas crónicas das guerras judaicas que um tal Jesus, filho de Ananias, foi preso e interrogado por ter irrompido a festa dos Tabernáculos com previsões de destruição para todo o povo judeu, "Uma voz do leste, uma voz do oeste, uma voz dos quatro ventos, uma voz contra Jerusalém e o santuário, uma voz contra o noivo a noiva, uma voz contra todo o povo." Mas ao contrário do Jesus nosso conhecido, este foi libertado, tendo continuado a lançar as suas invectivas e previsões de desgraça durante mais de sete anos por entre as principais festas judaicas. Porque razão os responsáveis judeus o permitiram? Por o considerarem louco. Por este não valia a pena solicitar a...
Jesus, filho de Ananias, foi um santo homem do campo, que se meteu em problemas com a autoridade durante a Festa dos Tabernáculos, em 62 d.C. Josefo regista que este Jesus, andando rua acima, rua abaixo, dia após dia, declarava publicamente, e em voz alta, que Jerusalém e o santuário estavam amaldiçoados: "Uma voz vinda de leste, uma voz vinda de oeste, uma voz que vem com os quatro ventos; uma voz contra Jerusalém e o santuário, uma voz contra o noivo e a noiva, uma voz contra o povo! Estas agoirentas palavras proféticas, que fazem lembrar Jeremias, capítulo 7, deram origem a distúrbios, pelo que os magistrados judeu prenderam Jesus e deram-lhe uma valente sova para o pôr na linha. Não fez qualquer diferença; Jesus continuou com a gritaria. Temendo que pudesse ser um inspirado de Deus – Josefo acreditava que sim -, os magistrados, em vez de recorrerem a mais atitudes drásticas para o calarem, entregaram-no ao governador romano Albino. Este ordenou que lhe dessem outro açoitament...
O cepticismo típico de um judeu daquele tempo, comparando com os restantes povos da antiguidade, foi ali pressionado de uma forma tão violenta que acabaria por eclodir na divulgação da mensagem cristã, tal como acontece quando retiramos a rolha de uma garrafa de espumante. Por muito que isto possa surpreender o leitor, temos de admitir que os discípulos directos de Jesus não tinham fé alguma. Chamar 'fé' ao que os levou a ultrapassar tudo e todos para anunciarem que Jesus estava afinal vivo é tão adequado como dizer que é preciso ter 'fé' para acreditar na existência da nossa mãe ou do mundo ao nosso redor. Eles não tinham 'fé' em algo que viram e viveram: eles sabiam! De igual modo, também não podiam ter fé sobre aquilo que nunca lhes passaria pela cabeça e os seus comportamentos posteriores foram reflexo disso. A 'fé cristã' de que falavam era, para eles, a do retorno de Jesus e a confiança de que estariam a ser ainda orientados pelo mestre através do ...
Para os discípulos, que tinham perdido toda a coragem e desaparecido após a detenção do seu Mestre a prova prática de que Jesus não continuava morto e enterrado, mas sim entre eles e intervindo através deles, era a persistência do carisma na Igreja primitiva. Reapareceu primeiramente com a manifestação do Espírito no Pentecostes e, mais tarde, na restauração da cura e do exorcismo efectivo feita, em nome de Jesus, pelos apóstolos. O Jesus que os dotara de tais poderes taumatúrgicos não estava morto. Ele estava vivo e activo nos, e através dos, discípulos da Igreja. Foi com a ajuda do assim ressuscitado Jesus que prosseguiram a sua missão carismática.