Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta *Assunto - Indiferença

Bons dias

Fazes no dia que nasce A manhã mais bonita A brisa fresca da tarde A noite menos fria Eu não sei se tu sabes Mas fizeste o meu dia também Esse bom dia que dás  é outro dia que nasce É acordar mais bonita Trabalhar com vontade É estar no dia com pica É passar com a vida  e desejar-te um bom dia também Um bom dia para ti Não que apenas passa não que pesa e castiga Não que esqueças mais tarde Mas o dia em que me digas Ao ouvido baixinho  ai tu fizeste o meu dia também tão bom também Faz também o dia de alguém Faz também o dia de alguém Faz também o dia de alguém Faz também o dia de alguém Fazes no dia que nasce A manhã mais bonita A brisa fresca da tarde A noite menos fria Eu não sei se tu sabes Mas fizeste o meu dia também Um bom dia para ti E para o estranho que passa Para aquele que se esquiva Para quem se embaraça  e se cala na vida Mesmo que não o diga Ai tu fizeste o meu dia também tão bom também Faz também o dia d...
Na verdade, o conceito de comércio televisivo que triunfa na Casa dos Segredos não tem nenhuma ideia "escandalosa" - o "es-cândalo" é tão-só um gadget de marketing, vazio e instrumental. O sistema narrativo imposto aos olhares dos espectadores consiste em criar momentos "exóticos", desligados de qualquer elaboração de um qualquer ponto de vista, multiplicando a vulgaridade do pitoresco (há dias, as câmaras fixavam-se longamente nos gestos de um homem que massajava os pés de uma mulher...). O objetivo, brutal e inane, é apenas um: gerar um olhar de pura indiferença. O verdadeiro escândalo (escândalo de poder, entenda-se) é esse: a injeção quotidiana, em todo o tecido social, de avalanchas de indiferença, de tal modo que a contemplação das imagens produza um bocejo de pueril gratificação. Fenómenos como a Casa dos Segredos massacram, dia após dia, qualquer entendimento minimamente inteligente do trabalho com as imagens. Mais do que isso: escamoteiam o...