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Aristocracia do povo ou aristocracia da aristocracia: uma problemática para o humor

Nenhum território se aproxima mais da nossa condição do que a melancólica América. Só ela nos pode esclarecer um pouco sobre o nosso futuro. Lá, não se vê um déspota como o cardeal de Fleury que, segundo creio, reinava em França no tempo do senhor de Brosses. Lá, a déspota é a mediocridade grosseira, que exige ser adulada. Em Nova Iorque, La Fontaine não se atreveria a dizer:  Como odeio o ignorante vulgo!  Pela minha parte, gostava que o vulgo fosse feliz. A felicidade é como o calor, que passa dos lugares mais baixos para os mais altos. No entanto, não gostaria, por nada deste mundo, de viver com o vulgo e ainda menos ser obrigado a adulá-lo. Em Nova Iorque e em Filadélfia, não é ao senhor barão Poitou, que tem um distinto palacete na Chaussée-d’Antin, oitenta mil libras de rendimento e que, para mais, é assinante da Revue de Paris, que temos de agradar. Em Nova Iorque, é ao sapateiro e ao seu amigo tintureiro, que tem dez filhos, que temos de agradar. E, para cúmulo do rid...