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A mostrar mensagens com a etiqueta *Obra - As Crónicas de Narnia

Tenho estatísticas, tenho gráficos

- Em segundo lugar - disse Caspian -, quero saber porque haveis permitido que se desenvolvesse esse abominável e desnaturado tráfico de escravos, contrário aos antigos usos e costumes destes domínios. - É necessários e inevitável. Asseguro-vos que constitui uma parte essencial do desenvolvimento económico das ilhas. A nossa prosperidade actual depende dele. - Que necessidade tendes de escravos? - Para exportar, Majestade. São quase todos para vender aos Calormenitas; e temos outros mercados. Somos um grande entreposto comercial. - Por outras palavras - prosseguiu Caspian -, não precisais deles. Dizei-me para que servem, a não ser para encher de dinheiro os bolsos de indivíduos da laia de Pug? - A juventude de Vossa Majestade - disse Gumpas com um sorriso paternal - impede que possais compreender o problema económico em questão. Tenho estatísticas, tenho gráficos, tenho... - Por muito jovem que seja, creio perceber tanto de tráfico de escravos como Vossa Senhoria. E não vej...
Significa que, embora a feiticeira conheça a magia profunda, há uma magia ainda mais profunda que ela não conhece. O seu conhecimento só vai até à aurora dos tempos. Mas, se ela tivesse conseguido olhar um pouco mais para trás, para a calma e a escuridão antes da aurora dos tempos, teria descoberto aí um encanto diferente. Teria sabido que, quando uma vítima que não cometeu qualquer traição é morta em lugar de um traidor, a mesa parte-se e a própria morte começa a recuar.
"- Lógica! - Exclamou o profesor, mais para si do que para os garotos. - Porque não ensinam Lógica nas nossas escolas? Só há três possibilidades. Ou a vossa irmã anda a mentir, ou está louca, ou está a dizer a verdade. Vocês sabem que ela não mente, e é óbvio que não está louca. Então por agora, e a menos que surjam outros indícios em contrário, temos de partir do princípio de que ela está a dizer a verdade. Susan olhou-o com toda a atenção e, pela expressão do seu rosto, teve a certeza de que ele não estava a troçar deles. - Mas como poderia iso ser verdade, professor? - perguntou Peter? - Porque dizes isso? - Bem, por um lado, se fosse real, porque não encontraram todas as pessoas esse país de cada vez que vãoao guarda-fatos? Quero dizer, não havia lá nada quando nós olhámos; e a Lucy também confirmou que, de facto, não havia. - Que tem isso a ver com o assunto? - Bem, professor, quando as coisas são reais, existem sempre - explicou Peter. - Existem? - perguntou o profess...
- Como sabem que a história da vossa irmã não é verdadeira? - Mas... - começou Susan a dizer, e depois interrompeu-se. Pela cara do professor, via-se que ele falava muito a sério. Seguidamente recompôs-se e prosseguiu: - Mas o Edmund disse que só tinham estado a fingir. - Isso é um aspecto da questão em que vale a pena reflectir com todo o cuidado. Por exemplo... Desculpem estar a fazer perguntas... Mas, segundo a vossa experiência, qual dos vossos dois irmãos é de maior confiança? Quero dizer, qual deles é mais sincero? - Isso é que é esquisito, professor. Até agora teríamos dito sempre que era a Lucy - respondeu Peter. - E qual é a tua opinião, minha querida? - perguntou o professor, virando-se para Susan. - De uma maneira geral, diria o mesmo que o Peter, mas toda a história acerca do bosque e do fauno não pode ser verdade. - Isso é que eu já não sei - respondeu o professor. - Mas chamar mentirosa a alguém a quem sempre consideraram sincera é uma coisa muito grave; mesmo muito...
“- Para trás! Deixem o princípe ganhar prestígio. (…) A princípio Peter pensou que se tratava de um urso, mas depois viu que se assemelhava mais a um lobo-d’alsácia, embora fosse demasiado grande para ser um cão. Foi então que compreendeu que se tratava de um lobo –um lobo de pé nas patas traseiras, com as patas da frente apoiadas ao tronco da árvore, a rosnar de dentes arreganhados e com o pêlo do dorso todo eriçado. Susan não conseguira subir mais do que o segundo ramo e tinha uma das pernas penduradas, de modo que um pé se encontrava apenas a uns centímetros dos dentes arreganhados. Peter perguntou-se porque não subiria ela mais, ou, pelo menos, porque não se agarraria melhor, até perceber que a irmã estava prestes a desmaiar e que, se desmaiasse, caía. Peter não era muito corajoso e, na verdade, estava a ficar agoniado. Mas isso não interferia no que tinha de fazer.”