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A mostrar mensagens com a etiqueta *assunto - portugal
... não sei se percebo bem as exigências da geração à rasca, mas admito que o mercado de trabalho está mais fechado agora que antes, sobretudo para os recém-licenciados nos variadíssimos cursos que entretanto brotaram em Portugal na última década. Mas as suas expectativas não estarão um pouco desajustadas? O 'emprego para a vida' já nem na minha geração existia, excepto, talvez, para a função pública. A estabilidade não é uma garantia nem um direito: é algo que se conquista à custa de trabalho, produção e esforço. Pensemos, por exemplo, no mal que se trabalha em Portugal. A produtividade é baixa. Como podia ser alta no país que reúne durante três horas e demora quatro a almoçar? Já para não falar do pouco saudável que é misturar o trabalho com o convívio social, uma prática bem portuguesa e bastante detestável. Já não acontece tanto, mas ainda é uma realidade. Os relacionamentos de trabalho devem ser estritamente profissionais, o que não implica frieza nem distância. A delicad...
Foi uma época gloriosa [os Descobrimentos] para Portugal, que conseguiu estabelecer várias colónias em África, mantendo boas relações com os soberanos das regiões submetidas. Assim, o pequeno reino português, com o seu domínio dos oceanos, teve acesso directo à Ásia e à África ocidental, obtendo riquezas incalculáveis ao longo de várias décadas. Não obstante as boas relações com as suas colónias, chegou uma altura em que as exigências destas ultrapassaram a quantidade de rendimentos resultantes da comercialização de especiarias, particularmente a pimenta a favorita dos mercadores europeus – e a extracção de minerais. Esse facto obrigou o reino a contrair avultados empréstimos junto dos grandes banqueiros de Itália, Países Baixos, Alemanha, endividando-se pesadamente, enfraquecendo o seu poder e esgotando o tesouro público. (Este fenómeno é hoje muito bem entendido, atendendo ao exemplo dos países do Terceiro Mundo ou me vias de desenvolvimento. As dívidas ou compromissos contraídos ...
A todos os bancários com 58 anos que estão há dez anos na reforma. A todos os jornalistas com dentaduras como teclados de piano pagas quase de borla antes que lhes tirassem essa trafulhice. A todos os maus professores que subiram na carreira só porque passaram tantos anos no ensino quanto os passados pelos bons professores. A todos os mestrandos com idade para saber que nunca exercerão o que estudam, mas que vão aproveitando porque entretanto sempre vai pingando a bolsa obtida graças à influência de um familiar. A todos os condutores de Mercedes que o têm porque o seu nível de patamar do emprego diz "direito a carro de classe X", quando a qualidade com que exercem o trabalho seria mais para andar de burro. A todos os autarcas que fizeram obras em casa e não precisaram de pagar por elas. A todos, pobres e ricos, donos de jantes de liga leve e filhos com educação ainda mais leve. A todos os que lá em casa bebem vinho vulgar mas durante a semana, com factura metida na tesourari...