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A mostrar mensagens com a etiqueta *Assunto - Maturidade
A nossa imaginação, levada por natureza a soerguer-se, e repleta de poesia, cria seres cuja superioridade nos esmaga, e quando lançamos o olhar para o mundo real, qualquer outro nos parece mais perfeito do que nós mesmos. E isso é muito natural, sentimos tantas vezes que nos faltam tantas coisas, e o que nos falta por vezes outro parece possuí-lo. Concedemos-lhe então tudo aquilo que temos nós próprios, e ainda por cima de tudo isso certas qualidade ideais. É assim que imaginamos nós mesmos as perfeições que criam o nosso suplício. Pelo contrário, quando, com toda a nossa fraqueza, toda a nossa lástima, caminhamos com coragem para um fim, sentimo-nos às vezes mais adiantados bolinando do que os outros à força de velas e remos, e… Será, todavia, ter um verdadeiro sentimento de si próprio caminhar com os outros ou mesmo suplantá-los?
- Como sabem que a história da vossa irmã não é verdadeira? - Mas... - começou Susan a dizer, e depois interrompeu-se. Pela cara do professor, via-se que ele falava muito a sério. Seguidamente recompôs-se e prosseguiu: - Mas o Edmund disse que só tinham estado a fingir. - Isso é um aspecto da questão em que vale a pena reflectir com todo o cuidado. Por exemplo... Desculpem estar a fazer perguntas... Mas, segundo a vossa experiência, qual dos vossos dois irmãos é de maior confiança? Quero dizer, qual deles é mais sincero? - Isso é que é esquisito, professor. Até agora teríamos dito sempre que era a Lucy - respondeu Peter. - E qual é a tua opinião, minha querida? - perguntou o professor, virando-se para Susan. - De uma maneira geral, diria o mesmo que o Peter, mas toda a história acerca do bosque e do fauno não pode ser verdade. - Isso é que eu já não sei - respondeu o professor. - Mas chamar mentirosa a alguém a quem sempre consideraram sincera é uma coisa muito grave; mesmo muito...
Na realidade, aqueles que sabem usar a sua liberdade com sabedoria são aqueles que têm a consciência “forte”. Sendo forte, a sua consciência não os acusa sistematicamente de práticas que Deus não reprova. Sendo forte, acusa mais em áreas relacionadas com a motivação interior e menos em áreas relacionadas com práticas exteriores que variam de acordo com o contexto cultural. Quem cresce no conhecimento de Deus e vem a ter uma consciência forte, será mais livre do que um cristão imatura, que ainda se prende a muitas práticas e preconceitos legalistas. Contudo, este também saberá prescindir da sua liberdade a favor do cristão mais fraco. Saberá não beber vinho, por exemplo, na presença de um cristão mais fraco que ainda não se sente livre para beber. Pois se o cristão mais forte beber vinho nessa situação, pode levar outro, pelo seu exemplo, a fazer o mesmo, e para o cristão imaturo, o facto de beber vinho pode ser ocasião de uma queda. Este é o sentido exacto do termo “escandalizar” usado...