A nossa imaginação, levada por natureza a soerguer-se, e repleta de poesia, cria seres cuja superioridade nos esmaga, e quando lançamos o olhar para o mundo real, qualquer outro nos parece mais perfeito do que nós mesmos. E isso é muito natural, sentimos tantas vezes que nos faltam tantas coisas, e o que nos falta por vezes outro parece possuí-lo. Concedemos-lhe então tudo aquilo que temos nós próprios, e ainda por cima de tudo isso certas qualidade ideais. É assim que imaginamos nós mesmos as perfeições que criam o nosso suplício. Pelo contrário, quando, com toda a nossa fraqueza, toda a nossa lástima, caminhamos com coragem para um fim, sentimo-nos às vezes mais adiantados bolinando do que os outros à força de velas e remos, e… Será, todavia, ter um verdadeiro sentimento de si próprio caminhar com os outros ou mesmo suplantá-los?
"(...) My daughter, she has no use for night runners. You know, her first language is not Luo. Not even Swahili. It is english. When I listen to her talk with her friends, it sounds like gibberish to me. They take bits and pieces of everything - English, Swahili, German, Luo. Sometimes, I get fed up with this. Learn to speak one language properly, I tell them." Rukia laughed to herself. "But I am beggining to resign myself - there's nothing really to do. They live in a mixed-up world. It's just as well, I suppose. In the end, I'm less interested in a daughter who's authentically African than one who is authentically herself." It was getting late; we thanked Rukia for her hospitality and went on our way. But her words would stay with me, bringing into focus my own lingering questions.
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