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A mostrar mensagens com a etiqueta *Obra - À Sombra da Planta Imprevisível

Eles não respeitam as máscaras, mas julgam os seus segredos

Um dia, li uma frase de Karl Barth que compara os métodos do livro de Génesis com os romances de Dostoievski. Barth diz que ambos arrogantemente ignoram as apreciações e honras convencionais e aproximam-se das vidas de homens e mulheres cavando as profundezas de Deus nas suas supostas vidas convencionais. Dostoievski e Génesis não respeitam as máscaras de homens e mulheres, mas julgam seus segredos. Eles vêem além do que homens e mulheres aparentam ser e entendem o que eles são e o que eles não são. Eles vêem, nos termos de Paulo, sua justiça reconhecida como o divino "todavia", e não como o divino "portanto"; como perdão, e não como um permissão para o que eles acreditam ser. Original: Under the Unpredictable Plant Editora: United Press página 67
A principal tarefa de nós, pastores, não é a comunicação, mas a comunhão. Existe no mundo uma enorme indústria de comunicações que produz palavras sem parar. Palavras são transmitidas pelo telefone e por telégrafo, pelo rádio e pela televisão, por satélite e por cabo, por jornais e revistas. Mas as palavras não são pessoais. Por trás dessa enorme indústria de comunicações está uma enorme mentira – que, se melhorarmos as comunicações, melhoraremos a vida. Isso ainda não aconteceu, nem acontecerá. Muitas vezes, quando descobrimos o que alguém "tem a dizer", gostamos menos delas, não mais. Comunicação melhor não melhorou as relações internacionais: mais do que nunca na História, sabemos mais uns sobre os outros como nações e religiões, e gostamos menos uns dos outros. Conselheiros sabem que quando os conjuges aprendem a comunicar com mais clareza, acontecem tantos divórcios quanto reconciliações. Palavras usadas como mera comunicação são palavras inferiores. O dom das palavras...
Joyce woke me up to the infinity of meaning within the limitations of the ordinary person in the ordinary day. Leopold Bloom buying and selling, talking and listening, eating and defecating, praying and blaspheming is mythic in the grand manner. The twenty-year-long voyage from Troy to Ithaca is repeated every twenty-four hours in anyone's life if we only have eyes and ears for it.
Não vejo as sobrancelhas desgrenhadas nem a barba vermelha de Reuben Lance há 35 anos, mas em determinado momento elas se tornaram um símbolo para mim das características essenciais da direcção espiritual: inicialmente assustadoras, mas depois graciosamente acolhedoras, uma rejeição dos estereótipos e clichés espirituais, um desprezo às beatitudes penteadas e aos devocionalismos barbeados e, acima de tudo, um companheirismo despretensioso (às vezes tímido e sempre comum) na descoberta cautelosa da extravagância ardente de Pentecostes e Patmos.
The reason we get restless with where we are and want, as we say, "more of a challenge" or "a larger field of opportunity" has nothing to do with prophetic zeal or priestly devotion; it is the product of spiritual sin. The sin is generated by the virus of gnosticism. Gnosticism is the ancient but persistently contemporary perversion of the gospel that is contemptuous of place and matter. It holds for that salvation consists in having the right ideas, and the fancier the better. It is impatient with restrictions of place and time and embarrassed by the garbage and disorder of everyday living. It constructs a gospel that majors in fine feelings embellished by the sayings of Jesus. Gnosticism is also impatient with slow-witted people and plodding companions and so always ends up being highly selective, appealing to an elite group of people who are “spiritually deep,” attuned to each other and quoting a cabal of experts. The gospel, on the other hand, is local i...