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A mostrar mensagens com a etiqueta *Assunto - Personalidade

Mentir a si próprio

O principal é o senhor não mentir a si próprio. Quem mente a si mesmo e ouve as suas próprias mentiras chega a um ponto tal que já não distingue qualquer verdade em si nem à sua volta, deixando por isso de respeitar a si mesmo e aos outros. Ora, sem respeito por todos, o senhor deixa de amar e, para se divertir e distrair, sem amor, entrega-se às paixões e às volúpias grosseiras, atinge um estádio animalesco nos seus vícios, e tudo isso provém de estar a mentir permanentemente a si próprio e aos outros. Quem mente a si mesmo também será o primeiro a ofender-se. É que, às vezes, é muito agradável ficar ofendido, não é verdade? A pessoa sabe bem que ninguém a ofendeu, que inventou a sua ofensa e que mentiu para enfeitá-la, que exagerou para criar todo o cenário, que se agarrou a uma palavrinha e fez de uma ervilha uma montanha... a própria pessoa sabe isso e, mesmo assim, apressa-se a ficar ofendida, a ficar ofendida até ao prazer, até sentir um grande deleite e, a partir daqui, chega at...

Eles não respeitam as máscaras, mas julgam os seus segredos

Um dia, li uma frase de Karl Barth que compara os métodos do livro de Génesis com os romances de Dostoievski. Barth diz que ambos arrogantemente ignoram as apreciações e honras convencionais e aproximam-se das vidas de homens e mulheres cavando as profundezas de Deus nas suas supostas vidas convencionais. Dostoievski e Génesis não respeitam as máscaras de homens e mulheres, mas julgam seus segredos. Eles vêem além do que homens e mulheres aparentam ser e entendem o que eles são e o que eles não são. Eles vêem, nos termos de Paulo, sua justiça reconhecida como o divino "todavia", e não como o divino "portanto"; como perdão, e não como um permissão para o que eles acreditam ser. Original: Under the Unpredictable Plant Editora: United Press página 67

O personagem que haveria de criar para conseguir ser o artista que desejava ser

Nunca se viam de um modo definido as suas feições. Os seus olhos azuis, profundos, vivos e inquisitivos só apareciam fora do espaço público. David pensava agora que o amigo sempre parecera querer esconder-se. Tinha visto algumas fotografias suas de miúdo em que era possível prever no olhar esquivo, e no modo reservado do corpo, a pré-história do personagem que haveria de criar para conseguir ser o artista que desejava ser. Terra Fresca página 171 João Leal 2016 Editora: Quetzal
We reject mysticism because it seeks a union which excludes all particularity, and wants to overcome all distinctions. Since the universe is in its essence communal and personal, mysticism cannot be accepted. The Christian dogma of the resurrection of the body shows considerable profundity on this point. The doctrine means that we shall be resurrected in our full personality and particularity, and that salvation is the full restoration of the whole person, not the wiping away of particularity. Salvation integrates personality into community, it does not destroy personality to dissolve it into some mysterious and meaningless "One". Rejeitamos o misticismo porque procura uma união que exclui toda a particularidade, e deseja ultrapassar todas as diferenças. Sendo o universo comunitário e pessoal na sua essência, o misticismo não pode ser aceite. O dogma Cristão da ressurreição do corpo mostra uma profunidade considerável neste ponto. Esta doutrina significa que vamos ressusc...