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A mostrar mensagens com a etiqueta *Assunto - Contextualização

Agostinho e a interpretação do Génesis

Agostinho de Hipona (354-430) foi o teólogo mais influente da sua era, tendo tido especial relevância na exploração da relação entre a interpretação bíblica e a ciência. Agostinho sublinhou a importância de serem respeitadas as conclusões da ciência na exegese bíblica. No seu comentário ao Génesis, Agostinho assinalou que certas passagens estavam genuinamente abertas a diferentes interpretações. Como tal, era importante permitir que os desenvolvimentos científicos posteriores pudessem contribuir para a escolha do modo mais apropriado de interpretar uma determinada passagem. «Em relação aos assuntos muitos obscuros e que se situam para lá da nossa visão, encontramos nas  escrituras sagradas passagens que podem ser interpretadas de maneiras muito diferentes sem prejuízo para a fé que recebemos. Nesses casos, não nos devemos precitipar e escolher uma posição definitiva que possa ser justamente posta em causa pelo posterior progresso, caso contrário nós também seremos postos em causa....

Apenas podemos falar Dele através de imagens

Crombie disse que os teístas acreditam num mistério que excede a experiência, apesar de ele próprio detectar traços deste mistério na mesma. Além do mais, disse, os teístas defendem que a expressão da sua crença exige o uso de uma linguagem governada por regras paradoxais. Crombie observou que só podemos compreender enunciados religiosos se compreendermos as três proposições seguintes: os teístas acreditam que Deus é um ser transcendente e que as afirmações acercam de Deus se aplicam a Deus e não ao mundo; os teístas acreditam que Deus é transcendente e que, portanto, é algo que está para além da nossa compreensão; os teístas acreditam que sendo Deus um mistério, e posto que para atrair a atenção dos outros temos de falar de modo inteligível, apenas podemos falar Dele através de imagens. Os enunciados teológicos são imagens humanas de verdade divinas que podem unicamente ser expressas em parábolas. Original: There Is a God Deus Não Existe Editora Alêtheia página 52

A igreja local é uma tradução dinâmica

La Iglesia auctótona es una "traducción dinámica" que produce en su propio medio ambiente la misma clase de impacto que la Iglesia primitiva produjo en el mundo greco-romano. Usa las formas de la cultura local, pero las transforma en medios de expresión de la fe cristiana. A Igreja local é uma "tradução dinâmica" que produz em seu próprio meio o mesmo tipo de impacto que a Igreja primitiva no mundo greco-romano. Usa as formas de cultura local, mas transforma-as em meios de expressão da fé cristã.
Si en el processo de interpretación alguno de los valores o premisas de la cultura que son incongruentes con el Evangelio se integra a éste de tal manera que afecta su contenido, el resultado es un sincretismo. En todo sincretismo hay un acomodamiento del Evangelio a algún valor prevalente en la cultura, acomodamiento que generalmente tiene el propósito de hacer 'relevante' al Evangelio. Ya en siglo II los gnósticos intentaron colocar la fe cristiana en línea con ciertos énfasis de la filosofía griega. Desde entonces la historia de la teologia abunda en ilustraciones de intentos simlares. En nuestros días el ajuste del cristianismo a premisas marxistas ha dado origen a un sincretismo que pretende devolver al Evangelio su dimensión social y política: la 'teología de la liberación'. Que eta teologia haya hallado su laboratorio en América Latina – un continente marcado por el fermento revolucionario – muestra elocuentemente hasta dónde la teología es a menudo un reflejo d...