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A mostrar mensagens com a etiqueta *Assunto - Niilismo

Tudo sujeito às leis fatais

Retendo, da ciência, somente aquele seu preceito central, de que tudo é sujeito às leis fatais, contra as quais se não reage independentemente, porque reagir é elas terem feito que reagíssemos; e verificando como esse preceito se ajusta ao outro, mais antigo, da divina fatalidade das coisas, abdicamos do esforço como os débeis do entretimento dos atletas, e curvamo-nos sobre o livro das sensações com um grande escrúpulo de erudição sentida. Não tomando nada a sério, nem considerando que nos fosse dada, por certa, outra realidade que não as nossas sensações, nelas nos abrigamos, e a elas exploramos como a grandes países desconhecidos. E, se nos empregamos assiduamente, não só na contemplação estética mas também na expressão dos seus modos e resultados, é que a prosa ou o verso que escrevemos, destituídos de vontade de querer convencer o alheio entendimento ou mover a alheia vontade, é apenas como o falar alto de quem lê, feito para dar plena objetividade ao prazer subjetivo da leitura....
A questão completa desse argumento pode ser resumida brevemente: o naturalismo coloca-nos como seres humanos presos numa caixa. Porém, para termos qualquer confiança sobre a veracidade do nosso conhecimento de que estamos numa caixa, precisamos ficar fora da caixa, ou ter algum outro ser fora da caixa que nos forneça essa informação (os teólogos chama a isso "revelação"). Mas não há nada ou ninguém fora da caixa para nos dar a revelação, e não podemos por nós mesmos transcender a caixa. Portanto, niilismo epistemológico. Um naturalista que não consegue perceber isso é como o homem no poema de Stephen Crane: Vi um homem a perseguir o horizonte;  Voltas e mais voltas e eles nunca se encontravam. Isso perturbava-me; Interpelei o homem. " Isso é fútil", disse eu, "você nunca conseguirá -" "Você está enganado", gritou ele, e continuou.  No sistema naturalista, as pessoas perseguem o conhecimento que sempre se afasta delas. Nunca podemos ...