Entrado de fresco na redacção de The Economist , em Londres, vira-me encarregado de cobrir uma sessão pública nos cavernosos paços municipais de St. Pancras. A sessão era um comício de protesto contra a intervenção anglo-americana na Guerra da Coreia. O recinto estava a apinhado. O presidente da mesa, que era um conhecido publicista de esquerda e companheiro de jornada apresentou Joseph Needham . E levantou-se então uma figura de cabelos brancos, um tanto leonina. Apresentou-se como titular da cátedra William Dunn de Microbiologia na Universidade de Cambridge como testemunha directa do que estava a passar-se tanto na China como na Coreia do Norte. Insistiu no seu compromisso de certo modo sagrado de cientista de destaque internacional com a verificação empírica e experimental dos factos. A seguir mostrou ao auditório um cartucho de projéctil vazio. Declarou ao auditório que aquele objeto sinistro era uma prova irrefutável do uso de armas bacteriológicas pela artilharia americana. Os e...
"Examinai tudo. Retende o bem", I Tessalonicenses 5:21