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A mostrar mensagens com a etiqueta 2011 dc
Oh thank you for your love Thank you for your love When all is falling in the seizure of pain Oh thank you for your love Thank you for your love Thank you for your love When I was lost in the darkness Oh thank you for your love I want to thank you, oh I want to thank you, oh I want to thank you, oh I want to thank you, oh Thank you Thank you for your love Thank you for your love When my mind was broken into a thousand pieces Oh thank you for your love I want to thank you, oh I want to thank you, oh I want to thank you, oh I want to thank you, oh Thank you I thank you

Amar o mundo para lhe sobreviver

A ideia de um adolescente revoltado que se costuma ter no meio das famílias de classe média é o puto que fuma umas ganzas, se veste de um modo estapafúrdio e faz uns disparates nas respostas que dá na escola e aos pais para chamar a atenção. O adolescente revoltado que eu fui, igual a todos os outro com que cresci, era outra coisa. Não estávamos em conflito com o mundo que nos rodeava: tentávamos sobreviver nele. Para isso, precisávamos de o amar, conhecer bem e era necessário que o seu sangue, o Mal, passeasse através de nós pelos corredores e camaratas do Convento. Alçapão João Leal 2005 dC Editora: Quetzal
A todos os bancários com 58 anos que estão há dez anos na reforma. A todos os jornalistas com dentaduras como teclados de piano pagas quase de borla antes que lhes tirassem essa trafulhice. A todos os maus professores que subiram na carreira só porque passaram tantos anos no ensino quanto os passados pelos bons professores. A todos os mestrandos com idade para saber que nunca exercerão o que estudam, mas que vão aproveitando porque entretanto sempre vai pingando a bolsa obtida graças à influência de um familiar. A todos os condutores de Mercedes que o têm porque o seu nível de patamar do emprego diz "direito a carro de classe X", quando a qualidade com que exercem o trabalho seria mais para andar de burro. A todos os autarcas que fizeram obras em casa e não precisaram de pagar por elas. A todos, pobres e ricos, donos de jantes de liga leve e filhos com educação ainda mais leve. A todos os que lá em casa bebem vinho vulgar mas durante a semana, com factura metida na tesourari...