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A mostrar mensagens com a etiqueta 1983 dC
Para mim, a incoerência do pacifista (humanista ou cristão) consiste no facto de ele viver numa sociedade que, para ser relativamente livre e justa, teve que se envolver em guerras, e imaginar que é possível resolver todas as futuras ameaças sem este recurso.
O Concílio denuncia muito correctamente como um dos erros mais graves da nossa época o «divórcio entre a fé que muitos professam e a sua vida secular». Afirma que o cristão que negligencia os seus deveres temporais, negligencia os seus deveres para com o seu próximo e mesmo para com Deus, e põe em perigo a sua salvação eterna. Os cristãos deviam antes regozijar-se porque podem seguir o exemplo de Cristo, que trabalhou como operário. Segundo Concílio do Vaticano
Estes autores não são cristãos e normalmente caracterizam-se por um forte anti-clericalismo. A sua reacção é de protesto contra uma instituição decadente, a Igreja Católica (normalmente parecem desconhecer o protestantismo), e a favor de um compromisso humano na sociedade.
Quando as pessoas dizem que devemos pensar mais na alma e menos no corpo, a minha resposta é que o mesmo Deus que fez a alma fez o corpo também… Considero que Deus é adorado não só pela criação espiritual mas também pela material. Os nossos corpos, templos do Espírito Santo, não devem ser corrompidos por qualquer doença que possa ser evitada, degradados pela sujidade nem incapacitados para o Seu serviço pelo sofrimento desnecessário.
Hoje não é tão difícil acreditar que alguém cure um doente pela fé como seria acreditar que um grupo de pessoas tivesse tudo em comum vendesse as suas propriedades e fazendas, e repartisse com todos, segundo a sua necessidade (Actos 2:44-5). É mais fácil uma pessoa falar em línguas do que um escravo «inútil» converter-se na prisão, tornar-se útil e, como resultado, passar a ser irmão em pé de igualdade com o seu antigo senhor (Filemon 8:16). É mais fácil alguém predizer o futuro correctamente do que um perseguidor feroz da igreja ser confrontado com Cristo ressuscitado, mudar toda a orientação de vida, considerar as suas ambições anteriores como «esterco», e tornar-se o grande apóstolo aos gentios (Actos 9:1-39, etc.).
O cristão está por definição em oposição, não no sentido actual de se identificar automaticamente com os grupos políticos que num determinado momento estão contra os que detêm o poder, mas sim no sentido de revelar e denunciar as raízes e a prática pecaminosa de toda a estrutura humana, incluindo aquele em que ele próprio, por força das circunstâncias fica inserido. Esta posição é dolorosa. Junta a uma visão global profundamente pessimista um compromisso de agir, no que for possível, para minimizar o sofrimento material e espiritual dos seus semelhantes.